4 de dezembro de 2016

Homossexualismo tem cura


Homossexualismo tem cura

Julio Severo
O Pr. R. R. Soares, líder da Igreja Internacional da Graça de Deus, não duvida do poder de Deus para transformar qualquer pecador, inclusive homossexuais.
Cópia de um anúncio do jornal “O Globo” de 13 de fevereiro de 1987 traz mensagem de Soares oferecendo esperança para pessoas oprimidas pelo vício homossexual.
O anúncio diz: “É grande o número de pessoas que sofrem de homossexualidade. Vivem miseravelmente com suas consciências a acusá-las. Para alguns o problema é genético. Outros consideram que é simples questão de cultura. Eu afirmo que o mal é espiritual. Tenho tratado de muitas pessoas com este distúrbio, e tenho visto inúmeros casos de cura. Você também pode ser liberto. Venha fazer uma corrente forte. Venha ficar livre completamente.”
Não há motivo algum para achar que o Jesus que libertava os pecadores no passado não possa libertá-los hoje.
R. R. Soares está corretíssimo em desafiar os pecadores a buscarem libertação e oferece a si e sua igreja como canais de libertação de Jesus para eles.
Que todas as outras igrejas cristãs imitem esse bom exemplo.
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2 de dezembro de 2016

Conservapedia e a Inquisição


Conservapedia e a Inquisição

Julio Severo
Conservapedia é um projeto de enciclopédia wiki de língua inglesa escrita a partir de um ponto-de-vista conservador, criacionista e cristão americano. O site (www.conservapedia.com) foi iniciado em 2006 para se opor ao preconceito esquerdista e relativismo moral presentes na Wikipédia.
O fundador e dono da Conservapedia é o professor americano de homeschooling e jurista católico Andrew Schlafly, filho da renomada ativista conservadora católica Phyllis Schlafly.
Schlafly se formou na Faculdade de Direito de Harvard em 1991 com bacharelado na mesma classe do futuro presidente dos EUA Barack Obama. Ele foi editor do jornal “Harvard Law Review” de 1989 a 1991.
A Conservapedia foi fundada por ele para confrontar mentiras esquerdistas, mas também para combater ideias erradas em questões importantes, inclusive a Inquisição. Ela pode ser útil para os conservadores do Brasil, o maior país católico do mundo. Há um movimento entre alguns católicos brasileiros que no início defendiam ativamente questões pró-vida, mas agora estão ativamente defendendo o revisionismo da Inquisição, chegando ao ponto de minimizar a gravidade dos horrores de pessoas que eram queimadas na estaca. Por exemplo, um católico brasileiro, que é imigrante nos EUA, disse: “Até mesmo na imagem popular das fogueiras da Inquisição a falsidade domina. Todo mundo acredita que os condenados ‘morriam queimados’, entre dores horríveis. As fogueiras eram altas, mais de cinco metros de altura, para que isso jamais acontecesse. Os condenados (menos de dez por ano em duas dúzias de países) morriam sufocados em poucos minutos, antes que as chamas os atingissem.”
A Conservapedia, cujo dono não pode ser acusado de ser “anticatólico” ou esquerdista por radicais, diz sobre a Inquisição:
O termo Inquisição pode se referir a uma investigação feita pela Igreja Católica Romana em questões de heresia, ou ao departamento indicado para realizar tais investigações. Esse departamento tem atualmente o título de Congregação da Doutrina da Fé desde 1965, mas no passado tinha o título de Suprema Congregação Sagrada do Santo Ofício, e antes disso a Suprema Congregação Sagrada da Inquisição Romana e Universal. Várias grandes inquisições ocorreram, sob a administração de departamentos diferentes.
Sabe-se que muitas dessas inquisições usavam tortura brutal para extrair confissões de pessoas acusadas de heresia. Embora muitos dos que eram acusados de heresia fossem soltos depois de se arrependerem de suas opiniões e declararem sua lealdade à Igreja Católica, um número significativo de pessoas — consistindo quase que inteiramente das que se recusavam a se arrepender — eram executadas por uma variedade de métodos deliberadamente dolorosos, inclusive fogueira na estaca enquanto estavam vivas, jogadas em óleo fervendo e amarradas na “roda de quebrar ossos.”
Por razões teológicas, a Igreja Católica nunca realizava diretamente as execuções; quem as realizava eram as autoridades seculares. Esse procedimento foi esclarecido pela bula papal “Ad exstirpanda” escrita pelo Papa Inocêncio IV em 1252. Essa bula autorizou o uso de tortura para extrair confissões dos acusados e recomendou queimar na fogueira como castigo adequado as pessoas condenadas que não queriam se arrepender. A “Ad exstirpanda” marcou o início de um dos períodos mais brutais da Inquisição.
Das quatro grandes inquisições, a mais famosa foi a Inquisição espanhola, que funcionou de 1438 em diante. Uma de suas tarefas principais era fazer cumprir o Decreto de Alhambra dos monarcas da Espanha em 1492, ordenando a expulsão imediata de todos os judeus da Espanha e seus territórios.
O Escritório Oficial da Inquisição só foi estabelecido em 1542 pelo Papa Paulo III, com seu objetivo declarado de “manter e defender a integridade da fé e examinar e proibir erros ou doutrinas falsas.”
Versão em inglês deste artigo: Conservapedia and the Inquisition
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1 de dezembro de 2016

Maré nacionalista populista avança


Maré nacionalista populista avança

Patrick J. Buchanan
Comentário de Julio Severo: Este artigo, que estou disponibilizando para o público brasileiro, me foi recomendado ontem por um colunista do WND (WorldNetDaily) durante um almoço para o qual ele havia convidado a mim e minha família. Como o mundo mudou! Trinta anos atrás, conversaríamos sobre a ameaça da União Soviética. Agora, num almoço com esse importante líder americano pró-família e colunista de um dos maiores portais conservadores dos EUA, eu e ele conversávamos sobre como a maioria dos movimentos conservadores populistas da Europa apoia Putin, e a importância do papel pró-família da Rússia nos dias de hoje, papel apoiado por Pat Buchanan e seu artigo no WND. Depois dessa recomendação, também considero este artigo de extrema importância geopolítica. Leia e divulgue!
Agora que os britânicos votaram para se separar da União Europeia e os Estados Unidos escolheram um presidente que nunca ocupou cargo público, os franceses parecem estar seguindo o exemplo.
No segundo turno no domingo para escolher um candidato para enfrentar Marine Le Pen da Frente Nacional na eleição presidencial do próximo ano, os republicanos de centro-direita escolheram Francois Fillon por maioria esmagadora.
Embora Fillon veja Margaret Thatcher como modelo em políticas fiscais, ele é socialmente um católico conservador que apoia valores pró-família, quer confrontar o extremismo islâmico, controlar a imigração, restaurar a identidade histórica da França e acabar com as sanções contra a Rússia.
“A Rússia não representa nenhuma ameaça ao Ocidente,” diz Fillon. Mas se não, vem a pergunta, por que a OTAN? Por que tropas americanas estão na Europa?
Pelo fato de que Le Pen é a favorita para ganhar o primeiro turno da eleição presidencial e Fillon o segundo turno em maio, parece certeza que o governo francês terá relações mais próximas com Putin. Os próprios europeus estão puxando a Rússia de volta para a Europa, e se separando dos americanos.
No próximo domingo, a Itália realiza um referendo sobre reformas constitucionais com o apoio do primeiro-ministro Matteo Renzi. Se o referendo, seguindo as pesquisas de opinião, fracassar, diz Renzi, ele renunciará.
Renzi está sofrendo oposição da Liga do Norte, o Movimento Cinco Estrelas do ex-comediante Beppe Grillo e da Força Itália do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, amigo de Putin. Todos eles querem se separar da União Europeia (UE)
“Até oito banco italianos que estão com problemas estão em risco de falir,” se o governo de Renzi cair, diz o jornal britânico Financial Times. Daqui a uma semana, as primeiras páginas da imprensa ocidental poderão estar destacando a crise mais recente da UE.
Na Holanda, o Partido da Liberdade de Geert Wilders, que está sendo julgado por discurso de ódio por pedir menos imigrantes marroquinos, está em primeiro lugar ou próximo disso nas pesquisas de opinião sobre a eleição nacional de março próximo.
Enquanto isso, a porta para a UE parece estar se fechando para a Turquia muçulmana, pois o Parlamento Europeu votou para acabar com as conversações de adesão com o governo turco e seu presidente autocrático, Recep Tayyip Erdogan.
Ao acolher os imigrantes muçulmanos, Angela Merkel da Alemanha não mais fala em nome da Europa, ao mesmo tempo em que ela está para perder seu maior aliado, Barack Obama.
Não só a Europa, mas o mundo inteiro que o presidente eleito Trump está para herdar parece em tumulto, com velhos regimes e partidos perdendo controle, e forças nacionalistas, populistas e direitistas surgindo.
No começo deste ano, o Senado do Brasil votou para remover a presidente esquerdista Dilma Rousseff. Em setembro, seu antecessor, o popular ex-presidente Lula, foi indiciado numa investigação de corrupção. O presidente Michel Temer, que, como vice-presidente, substituiu Dilma, está agora sob investigação por corrupção. Há conversas de que vão pedir o impeachment dele.
A Venezuela, dotada com mais petróleo do que quase qualquer país na terra, está agora, graças ao castrismo de Hugo Chavez e sucessor Nicolas Maduro, perto de se desmoronar e cair em anarquia.
A Turquia da OTAN e o aliado árabe dos EUA, o Egito, são ambos governados por regimes repressivos e são mais indiferentes à liderança dos EUA.
A presidente sul-coreana Park Geun-hye, com seus índices de aprovação caindo, está enfrentando impeachment e processos por corrupção.
Enquanto isso, a Coreia do Norte, sob Kim Jong-Un, continua a testar ogivas nucleares e mísseis que podem atingir toda a Coreia do Sul e o Japão e alcançar todas as bases dos EUA no Leste da Ásia e no Pacífico Ocidental.
Os EUA são obrigados por tratado a defender a Coreia do Sul, onde há 28.500 tropas americanas, e o Japão e as Filipinas, onde o novo presidente populista Rodrigo Duterte, xingando o Ocidente, está se voltando para o governo da China. A Malásia e a Austrália estão também se aproximando mais da China, ao mesmo tempo em que se tornam mais e mais dependentes do comércio chinês.
Respondendo ao ato do governo dos EUA colocarem tropas da OTAN na Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia, Putin começou um aumento gradual de mísseis ofensivos e defensivos de capacidade nuclear em Kalinigrado, seu enclave entre a Polônia e Lituânia.
Se os EUA entrarem em confronto com os russos no Báltico Oriental, quantos de seus aliados da OTAN, alguns dos quais são hoje abertamente pró-Putin, ficariam do lado dos americanos?
O ponto principal é: Não só a Guerra Fria terminou, mas o pós-Guerra Fria também terminou. Estamos vivendo num mundo mudado e que continua mudando. Regimes estão caindo. Velhos partidos estão morrendo, novos partidos estão surgindo. Antigas lealdades estão se desgastando e velhos aliados estão se afastando.
As forças do nacionalismo e populismo foram soltas em todo o Ocidente e em todo o mundo. Não há mais volta.
Entretanto, a política americana parece estar fixa em concreto por garantias de guerra e compromissos de tratados que datam de mais de 50 anos atrás, do tempo de Trumam e Stálin e Ike e John Foster Dulles.
Os EUA emergiram da Guerra Fria, um quarto de século atrás, como a única superpotência. No entanto, parece claro que os EUA não são hoje uma nação tão dominante quanto eram em 1989 e 1991.
Os EUA têm grandes rivais e adversários. Os EUA estão mais afundados em dívida. Os EUA estão mais divididos. Os EUA lutaram guerras no Afeganistão, Iraque, Síria, Líbia e Iêmen que não lhes deram nenhum proveito. O que os EUA tinham, eles chutaram fora.
Os EUA estão num momento maleável na história.
E os EUA nada mais precisam do que refletir nos fracassos dos 25 anos passados — e pensar de forma diferente e nova sobre seu futuro.
Pat Buchanan é colunista do WND e foi assessor do presidente Ronald Reagan. Ele é católico tradicionalista pró-vida e já foi candidato republicano à presidência dos EUA.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): Populist-nationalist tide rolls on
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30 de novembro de 2016

Rabino mais importante de Jerusalém diz que “homossexualismo é punível com a morte” e enfrenta repercussão negativa violenta


Rabino mais importante de Jerusalém diz que “homossexualismo é punível com a morte” e enfrenta repercussão negativa violenta

Políticos israelenses e ativistas LGBT estão pedindo a renúncia do rabino chefe sefardita Shlomo Amar depois que o clérigo de posição elevada disse que a homossexualidade é punível com a morte.
Shlomo Amar, rabino chefe sefardita de Jerusalém
“Isso é um ritual de abominação, isso é evidente,” Amar disse quando lhe perguntaram sobre sua atitude para com a homossexualidade numa entrevista ao jornal israelense Yisrael Hayom, citada por outro jornal israelense, o Times of Israel.
“Isso é abominação. A Torá diz que é punível com a morte. Está na primeira ordem de crimes graves,” ele disse.
Amar acrescentou que ele não cria em algumas pessoas tendo uma orientação homossexual, chamando tais alegações “besteiras.”
“Há desejos e uma pessoa pode vencê-los se quiser, como todos os outros desejos,” disse o rabino mais importante de Jerusalém.
Depois da divulgação de resumos da entrevista de Amar na quinta-feira, um ativista LGBT, Shirley Kleinman, fez um boletim de ocorrência na polícia, culpando o rabino por incitação ao assassinato.
“Vamos buscar garantir que este homem não permaneça em seu importante cargo público,” Kleinman escreveu em sua página de Facebook, conforme citado pelo jornal israelense Jerusalém Post.
“Essa não é uma questão antirreligiosa, não tenho nada contra a religião, todas as pessoas devem viver de acordo com sua fé. Mas tenho um interesse em proteger meus direitos e seus direitos de viver, de viver com dignidade,” disse ela.
O pedido para que Amar renuncie foi apoiado pelos parlamentares Yael German e Meirav Michaeli, que escreveram ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e ao ministro de cultos religiosos David Azoulay sobre a questão.
Os parlamentares dos partidos Yesh Atid e União Sionista declararam que o rabino chefe estava “tirando vantagem de sua posição” como autoridade religiosa “para fazer campanha de incitação perigosa contra um grande grupo público em Israel.”
“Uma figura pública que coloca em risco a segurança dos cidadãos israelenses mediante discriminação e incitação tem de ser demitida de sua posição imediatamente,” German e Michaeli disseram numa carta.
Laura Wharton, vereadora de Jerusalém, se dirigiu a Amar diretamente, pedindo-lhe que se retratasse de suas declarações anti-LGBT.
“Seus comentários são incitação grosseira, e só um ano depois do assassinato de Shira Banki [na Parada do Orgulho Gay de Jerusalém em 2015], eu teria esperado que você saberia que esses comentários destroem nossa sociedade,” o Jerusalém Post citou Wharton como dizendo.
Não é a primeira vez que o maior rabino de Jerusalém se acha numa enrascada depois de seus comentários polêmicos sobre os LGBTs.
No ano passado, Amar foi criticado por sugerir que a maioria das pessoas “sente nojo” do homossexualismo e rotulando a parada do orgulho gay de Jerusalém de “fenômeno que dá vergonha.”
Contudo, ele condenou o assassinato de um adolescente na parada de 2015, dizendo que não dava para se justificar esse ato.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do jornal russo Russia Today mediante recomendação do WND (WorldNetDaily): Jerusalem’s top rabbi says ‘homosexuality punishable by death,’ faces backlash
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28 de novembro de 2016

Caio Fábio xinga eleitores evangélicos de Trump de “burros”: O esquerdismo de Caio afagado pelo “antimarxismo” de Olavo de Carvalho


Caio Fábio xinga eleitores evangélicos de Trump de “burros”: O esquerdismo de Caio afagado pelo “antimarxismo” de Olavo de Carvalho

Julio Severo
Num de seus programinhas recentes, a ex-sedução evangélica Caio Fábio xingou os eleitores do presidente dos EUA Donald Trump, dizendo que eles são “filhos de uma ignorância absurda.” Confira neste vídeo: https://youtu.be/9B-5yZHN-3s
Sendo que 81 por cento dos evangélicos americanos votaram em Trump, o maior grupo eleitor dele, Caio simplesmente xingou a maior parte dos evangélicos americanos de “absurdamente ignorantes.”
No vídeo, o verdadeiro absurdo é ver Caio dizer que Obama recuperou a economia americana que, segundo ele, o presidente pró-vida George W. Bush havia supostamente destruído. Outro absurdo foi Caio garantir que Obama nunca teve um governo de esquerda, em total contraste com a percepção de Don Feder, meu amigo judeu americano que é um grande líder conservador nos EUA, que disse que Obama é esquerdista.

Em 2014, por causa de uma entrevista entre Caio, Olavo de Carvalho e Danilo Gentili, houve uma sensação ilusória entre alguns evangélicos de que Caio havia, ao adotar o antipetismo, se tornado antimarxista. Mas ao xingar os eleitores Trump e dizer que Obama não é esquerdista e salvou os EUA economicamente, Caio mostra que o antigo esquerdismo dele continua intacto e bem envernizado.
Em 2014, ele também garantiu que Marina Silva não é esquerdista.
Na entrevista de 2014, Olavo, conhecido por atacar a Esquerda e a Direita com palavrões, não emitiu nenhum palavrão contra a ideia de Caio pintar Marina como não-esquerdista. E quando Caio atacou Silas Malafaia, cuja postura então estava contra a Esquerda, Olavo manteve o mesmo silêncio amistoso, que reforçou a sensação ilusória de que o esquerdismo antipetista pró-Marina de Caio não era uma ameaça.
E se Caio xingasse diante de Olavo os eleitores evangélicos de Trump, Olavo se importaria? Só se o Olavo suspeitasse que eles são contra a Inquisição, e essa suspeita tem base, pois o próprio Olavo reconhece, para imenso desgosto dele, que os evangélicos americanos são os maiores críticos da Inquisição no mundo. Ao tratar do tema da Inquisição semanas atrás, Olavo publicamente opinou que os opositores da Inquisição, a quem ele chamou de “paladinos da fé,” são muito piores do que comunistas. Ele disse:
“Jamais vi um comunista, no exercício da verborréia revolucionária mais feroz e difamatória, descer aos abismos de malícia e perversidade em que se deleitam, neste país, os paladinos da fé.”
Se evangélicos (e também judeus) anti-Inquisição são piores do que comunistas, o que Olavo está fazendo vivendo como imigrante no maior país evangélico do mundo? Mas se perguntassem o que ele estava fazendo junto com Caio, a resposta parece ser muito simples: ambos adoram zombar dos evangélicos.
A única coisa que explica a amizade de Caio com Olavo é o ódio e desprezo mútuo que ambos nutrem pelos evangélicos. Um, despreza os evangélicos porque foi enxotado de seu trono no universo evangélico. O outro, porque não aceita o fato dos evangélicos rejeitarem sua militância em prol do revisionismo da Inquisição. Nessa amizade baseada em ódio comum, ambos se afagam, enquanto uma minoria de evangélicos masoquista e realmente ignorante quer estabelecer um trono para ambos.
Na entrevista de 2014, Caio afagou o ego do Olavo e vice-versa, e todos focaram em antipetismo sem necessariamente se preocupar com o marxismo de Caio. Olavo não mostrou a mínima preocupação com os afagos de Caio à Marina, talvez porque Caio tenha primeiro tido o cuidado de afagar o ego do Olavo.
A lição importante que Caio passou na entrevista é que o esquerdista mais astuto e venenoso fica isento de críticas e palavrões do Olavo se fizer tais afagos. Se não os fizer, ele pode ser o maior conservador do Brasil que sofrerá uma torrente de fezes bucais. E se todos os esquerdistas, direitistas e evangélicos afagarem o Olavo? Assim como ocorreu no caso do Caio, toda hostilidade terminará, e ele não terá escolha a não ser encerrar suas militâncias antiesquerdista, antidireitista e antievangélica e voltar a dedicar-se em tempo integral à astrologia, restaurando o título original de seu “Curso de Filosofia” para “Curso de Astrologia.”
Essa é a realidade do universo olaviano que Caio descobriu: Os que não afagam o Olavo são piores do que os comunistas e todo comunista será perdoado se fizer afagos. Caio já está automaticamente perdoado. Mas todo evangélico anti-Inquisição (que não é o caso de Caio) será condenado ao lago de enxofre e fezes do Olavo. Aos afagadores, tudo. Aos não afagadores, todos os rótulos negativos e palavrões!
No caso do desprezo de Caio pelos eleitores evangélicos de Trump, parece que ele preferiria como presidente dos EUA a abortista e homossexualista Hillary Clinton, a empregada do complexo industrial-militar dos EUA que não cessava de demonizar a Rússia, que agora está mais conservadora, inclusive tendo aprovado anos atrás uma pioneira lei que proíbe a propaganda homossexual para crianças e adolescentes.
Caio não atraiu nenhum tipo de reprovação do maior autoproclamado antimarxista Olavo de Carvalho, que tem sobre a Rússia os mesmos sentimentos de Hillary.
Perto de Caio, Reinaldo Azevedo é um direitista fanático. Mesmo assim, Olavo poupa todas as críticas a Caio e lança todas em Reinaldo.
Alguns estão condenando Reinaldo por ter prognosticado a vitória da Hillary. Mas qual a diferença? Trump condenou publicamente a Hillary por demonizar a Rússia e por querer guerra com a Rússia. Se Trump estivesse no Brasil, ele com certeza teria condenado o Olavo, que é um grande demonizador da Rússia. Trump só não condena o Olavo nos EUA porque ele nem sabe que existe nos EUA um imigrante brasileiro cuja ocupação é demonizar a Rússia, não o islamismo.
Reinaldo sempre criticou a esquerdista Marina, e mesmo assim Olavo o critica. Mas no caso do Caio, que elogiou abertamente a esquerdista Marina, Olavo ficou calado. A diferença é simples e óbvia: um afaga o imenso ego olaviano e o outro não.
Danilo Gentili, que participou da entrevista, não demonstrou ter conhecimento suficiente para refutar o esquerdismo de Caio. Seu antipetismo se deve muito mais à onda anti-PT, onde as pessoas fizeram oposição mais por revolta contra a política econômica do que por uma visão conservadora. Se perguntassem ao Gentili o que é esquerdismo, ele saberia responder?
Por isso, dá para entender Gentili sem palavras e argumentos contra o esquerdismo de alto nível de Caio Fábio.
Provavelmente, ele deixou a bola para Olavo de Carvalho, que mesmo aparentando ter um antimarxismo de alto nível, falou muito, mas foi incapaz de denunciar o esquerdismo de Caio, levando a entrevista como mero papo entre amigos — ou porque na verdade todos ali eram amigos direitistas ou amigos esquerdistas. Ou porque tinham um forte ódio em comum. Ou porque os afagos falam mais alto do que qualquer hostilidade e ideologia.
Da parte do Olavo, não houve nenhuma tentativa de lidar com os argumentos esquerdistas sofisticados de Caio. Na verdade, um bajulou o outro.
Ninguém teve tanto sucesso em embarcar os evangélicos na onda do PT 20 anos atrás do que Caio. Se um suposto ativista antimarxista, que proclama alto conhecimento sobre o marxismo, não consegue superar o alto conhecimento esquerdista do Caio, então seu antimarxismo é uma farsa.
O fato é que diante do Caio ficou evidente a enorme incapacidade intelectual do Olavo de debater com um esquerdista sofisticado.
O antimarxismo do Olavo não parece ser muito diferente do raso antimarxismo de Gentili, que parece se limitar simplesmente a um antipetismo estridente enquanto Olavo sempre se limitou a um estridente anti-russismo. Mas, diferente do Gentili, Olavo precisará se reinventar, pois com um Trump pró-Rússia na presidência do EUA só sobraram duas opções para o Olavo: dizer (como vários neocons ligados a ele já disseram) que Trump é agente russo ou mudar o disco e discurso que, no mesmo espírito de Hillary Clinton, demonizam a Rússia.
O que pensar então da entrevista de cafezinho entre amigos de Caio Fábio e Olavo de Carvalho? Olavo a) perdeu uma oportunidade de expor de uma vez por todas o esquerdismo de Caio, b) não teve capacidade intelectual de confrontar um intelecto apto a refutá-lo amplamente, c) só devolveu os afagos de Caio, d) mantém um esquerdismo ocultista que só um intelecto caiofabiono consegue entender, ou e) quis fazer companhia para um amigo de ódio em comum?
O mais provável é que o antievangelicalismo de ambos os tenha unido numa fraternidade de desprezo aos evangélicos. Essa unidade é óbvia pelo fato de que adeptos de Caio e Olavo estão hoje juntos atacando Julio Severo igualmente aos palavrões.
Mais de uma década atrás, me uni ao Olavo de Carvalho em três bases principais: Luta pró-vida, luta contra a agenda gay e luta a favor do homeschooling. Claro, esperava também alguma ajuda para derrotar o marxismo entre os evangélicos, embora eu nunca suspeitasse que ele viria a se tornar o maior defensor brasileiro do revisionismo da Inquisição.
O ápice dessa contribuição poderia ser exatamente a entrevista com Caio, usando-a para um confronto direita versus esquerda, pois Caio foi o principal responsável pela esquerdização evangélica fora da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB). Dentro da IPB, como bem sabia Caio, essa esquerdização já era irreversível havia décadas.
É impossível um homem verdadeiramente antimarxista ficar calado diante de um homem que teve papel vital e notório na expansão do PT entre evangélicos.
Mas o confronto nunca aconteceu. O que aconteceu foi o silêncio. A entrevista de Caio com Olavo foi um show de sorrisos e afagos amistosos, onde Olavo não precisou de forma alguma denunciar e atacar o esquerdismo pró-Marina do Caio, e em troca Caio não precisou de forma alguma denunciar e atacar o suposto conservadorismo anti-Marina do Olavo.
De fato, Caio elogiou à vontade Marina e criticou à vontade Malafaia, sem que Olavo demonstrasse a mínima preocupação.
Esse foi o “confronto” entre o esquerdismo antipetista de Caio e o alegado antimarxismo de Olavo. Começou em afagos e terminou em afagos.
No passado, Caio Fábio foi uma grande sedução entre os evangélicos, que adoravam sua filosofia “grandiosa.” Ele era considerado o maior filósofo evangélico do Brasil. Hoje, a grande sedução, em termos igualmente filosóficos, é Olavo.
Contudo, em ambos os casos, o Reino de Deus não é filosofia sedutora, mas poder e vida transformada com foco total em Jesus.
O que não entendo é: Como pode Caio Fábio, que xinga os evangélicos eleitores de Trump de absurdamente ignorantes, exercer atração sobre evangélicos?
Como pode Olavo de Carvalho, que xinga os evangélicos anti-Inquisição de piores do que comunistas, exercer atração sobre evangélicos?
A unidade entre o esquerdismo antipetista e antievangélico de Caio com o antimarxismo pró-Inquisição do Olavo produziu afagos mútuos — e seguidores evangélicos!
Talvez Caio tenha razão em debochar dos evangélicos como “burros,” pois alguns evangélicos são masoquistas. Eles são de fato absurdamente ignorantes — não por terem apoiado posturas conservadoras de Trump. Mas por se deixarem seduzir pela filosofia de dois homens que se afagam por amor a um trono entre os ignorantes.
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