27 de setembro de 2016

Charles Finney: O homem que redefiniu o caráter dos Estados Unidos


Charles Finney: O homem que redefiniu o caráter dos Estados Unidos

Richard Klein
Dos muitos pregadores corajosos, mas muitas vezes esquecidos, que cruzaram as regiões selvagens dos EUA, nenhum deles teve um impacto mais profundo do que o poderoso reavivalista Charles Grandison Finney. Numa época de grandes líderes, tanto seculares quanto religiosos, Charles Finney criou um legado que redefiniu o próprio caráter dos Estados Unidos.
Um jovem brilhante e talentoso, Charles Finney demonstrava muito cedo o potencial para grandes realizações em qualquer esfera. Ele escolheu a advocacia e logo se estabeleceu no pequeno vilarejo de Adams, em Nova Iorque. Finney era do tipo que gostava de atividade física, e adorava passear na região de mata imediatamente fora do vilarejo. Muitas vezes ele passava tempo ponderando nas muitas citações da Bíblia que ele havia achado enquanto examinava julgamentos e códigos legais de sua época. Ele havia recentemente começado a ler a Bíblia diariamente para aumentar seu estudo de direito. Para sua surpresa, Finney descobriu que a leitura da Bíblia havia provocado perguntas sérias sobre seu próprio destino eterno. Essa luta sobre seu destino chegou a um ponto crucial em certa manhã de outubro quando um versículo da Bíblia ficava se repetindo na mente de Finney:
“Então me invocareis e chegareis a mim para orar, e Eu vos darei toda a atenção. Vós me buscareis e me encontrareis, quando me buscardes de todo coração.” (Jeremias 29:12-13 King James Atualizada)

A Presença de Deus

De repente, parecia como se Charles Finney estivesse na própria presença de Deus. Preste atenção às suas palavras: “Parecia como se eu tivesse me encontrado com o Senhor Jesus face a face… Prostrei-me a Seus pés e derramei minha alma a Ele… Sem nenhuma recordação de que eu já tivesse ouvido sobre isso mencionado por alguém no mundo, o Espírito Santo desceu sobre mim de uma maneira que parecia atravessar-me, corpo e alma… É impossível expressar com palavras o amor maravilhoso que foi derramado amplamente no meu coração.” Charles Finney abandonou a advocacia para entrar no ministério pastoral e logo recebeu licença oficial para pregar. Mas em vez de assumir residência numa igreja local, ele se sentiu atraído para o evangelismo itinerante, entre famílias pioneiras que estavam se mudando para o Oeste.
Finney era também pioneiro no que se referia à pregação. Em vez de ler a partir de um texto preparado, ele falava de modo improvisado, a partir de seu coração. Ele permitia que as mulheres dirigissem as orações e chamava publicamente os pecadores ao arrependimento — por nome, do púlpito! Suas muitas inovações eram chamadas de “Novas Medidas” e pareciam apavorar os pastores apegados às tradições. Mas seus métodos funcionavam!

Nove Anos de Poder

Uma série de reavivamentos começou a varrer o Nordeste dos EUA no que veio a ser conhecido como “Os Nove Anos de Poder” de evangelismo de Finney. Como um incêndio florestal, se espalhou pelas cidades de Evans Mill, Antwerp, Rome, Utica, Auburn, Troy, Wilmington, Filadéfia, Boston e Nova Iorque. Mas o reavivamento que eclipsou todos os outros ocorreu na cidade de Rochester no ano de 1830. E tudo começou com um simples encontro. A esposa de um proeminente jurista de Rochester havia convidado Finney para seu lar, esperando aprender mais sobre esse pregador que estava se tornando muito famoso. Secretamente, ela se preocupava que esse reavivamento, que parecia seguir o rastro de Finney por toda parte onde ele ia, arruinaria os bailes sociais da cidade. Ao falar com a mulher, Finney observou que o orgulho era a característica mais marcante do caráter dela. Ele sentiu um estímulo do Espírito Santo para repartir com ela um versículo específico da Bíblia: “Com toda a certeza vos afirmo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus.” (Mateus 18:3 King James Atualizada)

Conversão da Alta Sociedade

A mulher da alta sociedade se sentiu cativada com o versículo, repetindo-o para si mesma quando Finney a convidou a orar. Silenciosamente, ele pediu que Deus desse a ela uma impressão da necessidade de se tornar filha de Deus e aceitar a salvação. Não demorou muito e ficou claro que a oração de Finney estava sendo respondida, pois a mulher dobrou os joelhos e ficou aos soluços. Quando abriu os olhos, ele viu a face dela cheia de lágrimas voltada para o céu. Finney soube instantaneamente que a Bíblia tinha se tornado viva: ela agora era filha de Deus! O que ele não sabia era o efeito dramático que essa conversão específica acabaria tendo. Em suas memórias, Finney escreveu:
“Deu para ver logo que o Senhor estava querendo a conversão das classes mais elevadas da sociedade. Minhas reuniões logo se encheram de multidões dessa classe… Enquanto o reavivamento ia varrendo a cidade, e convertendo a grande massa das pessoas mais influentes, tanto de homens quanto de mulheres, a mudança na ordem, sobriedade e moralidade da cidade era maravilhosa.”

Cristianismo em todos os lugares

Charles P. Bush, natural da cidade de Rochester, se converteu durante o reavivamento. Mais tarde ele comentou: “A comunidade inteira ficou emocionada. O Cristianismo era o tema das conversas nas casas, nas lojas, nos escritórios e nas ruas… Os bares foram fechados, o domingo era honrado como Dia do Senhor, as igrejas se enchiam de pessoas que louvavam e adoravam com alegria… Houve uma redução maravilhosa nos crimes. Os tribunais tinham pouco trabalho, e a cadeia ficou praticamente vazia por vários anos depois.”
Os historiadores dizem acerca do reavivamento de Rochester que “os alicerces do lugar foram abalados.” Mais de 40 dos novos convertidos entraram no ministério pastoral e pelo menos 1.500 reavivamentos ocorreram em outras cidades como resultado de Rochester. Para seu crédito, Charles Finney deu toda glória a Deus:
“Este é um trabalho grande e glorioso — suficiente para encher os corações do povo de Deus com humildade e gratidão, e suas bocas com ações de graças!”
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da CBN: Charles Finney: A Nation’s Character Redefined
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26 de setembro de 2016

Benjamin Netanyahu se encontra com Donald Trump, que promete que se eleito reconhecerá Jerusalém como capital de Israel


Benjamin Netanyahu se encontra com Donald Trump, que promete que se eleito reconhecerá Jerusalém como capital de Israel

Associated Press
Comentário de Julio Severo: Netanyahu é direitista. Embora ele prefira Trump, ele não pode manifestar apoio público, pois na última vez que ele se envolveu na eleição presidencial americana, o candidato que ele não apoiou (Obama) ganhou, e desde então o governo de Obama só faz cara feia para Netanyahu. (Se você achava que Obama só faz cara feia para Putin, você se enganou.) Infelizmente, Israel não é uma potência grande o suficiente para fazer frente a isso. Essa é a razão por que Netanyahu se encontrará também com a esquerdista Hillary Clinton. Quanto à promessa de Trump reconhecer Jerusalém como capital de Israel, tais promessas são tradição entre candidatos do Partido Republicano e também do Partido Democrático. Mas nenhum deles nunca cumpriu. Existe uma tradição política americana de não cumprir essa promessa que é tão importante para Israel. Portanto, se Trump não cumprir essa promessa depois de eleito, ele só estará fazendo o que o evangélico conservador Bush e outros fizeram. Leia agora a reportagem, conforme saiu no WND (WorldNetDaily):
Donald Trump e Benjamin Netanyahu
No domingo, Donald Trump obteve algumas dicas do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu sobre como construir muros de fronteira.
Trump se encontrou com Netanyahu por 90 minutos em sua residência na Torre Trump em Manhattan, onde eles conversaram sobre “assistência militar, segurança e estabilidade regional,” de acordo com oficiais de Israel e da campanha de Trump.
Os dois discutiram profundamente o uso que Israel faz de um muro de segurança para ajudar a proteger suas fronteiras.
Trump propôs construir um muro ao longo da fronteira sul para impedir a entrada de pessoas e drogas ilegais e muitas vezes ele aponta para Israel como exemplo de como tais barreiras podem ter êxito.
A imprensa foi barrada de cobrir a reunião entre Netanyahu e Trump, mas a campanha de Trump disse numa declaração que os dois homens, que se conhecem há anos, discutiram “muitos assuntos importantes para ambos os países,” inclusive “o relacionamento especial entre os EUA e Israel e a ligação inquebrável entre os dois países.”
Trump também repetiu sua promessa de mudar a Embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém se eleito presidente.
“O Sr. Trump reconheceu que Jerusalém tem sido a capital eterna do povo judeu há mais de 3 mil anos, e que os Estados Unidos, sob um governo Trump, finalmente aceitarão o antigo mandato do Congresso dos EUA de reconhecer Jerusalém como a capital unificada do Estado de Israel,” a campanha disse.
Essa promessa tem sido feita de várias formas desde pelo menos 1992. O Congresso dos EUA três anos mais tarde aprovou uma lei que mandava que a Embaixada dos EUA se mudasse para Jerusalém até 1999, mas presidentes de ambos os partidos [direitistas e esquerdistas] sempre evitaram implementar essa ordem.
George W. Bush prometeu no ano 2000 iniciar a mudança “logo que eu for eleito presidente,” mas não cumpriu.
Hillary Clinton também está para se encontrar com Netanyahu em Nova Iorque, às vésperas do primeiro debate entre os candidatos.
O líder israelense vem buscando projetar neutralidade desta vez depois de percepções de que ele favorecera Mitt Romney sobre o presidente Barack Obama em 2012.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): Netanyahu talks ‘wall’ with Trump in NYC
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25 de setembro de 2016

Ted Cruz dá apoio a Donald Trump


Ted Cruz dá apoio a Donald Trump

Ted Cruz, senador republicano do Texas, depois de uma amarga perda nas primárias para o candidato presidencial republicano Donald Trump, deu um discurso na Convenção Nacional Republicana onde, em fez de apoiar Trump, ele orientou os delegados a “votar conforme sua consciência.” Mas na sexta-feira Cruz prometeu votar no extravagante empresário de Nova Iorque que está empatado com a democrata Hillary Clinton em muitas pesquisas de opinião pública.
Donald Trump e Ted Cruz
“Depois de muitos meses de consideração cuidadosa, de oração e sondagem da minha própria consciência, decidi que no Dia da Eleição, votarei no escolhido pelo Partido Republicano, Donald Trump,” Cruz escreveu num post de Facebook.
“Um ano atrás, prometi apoiar o escolhido pelo Partido Republicano, e estou honrando esse compromisso. E se você não quer ver uma presidência de Hillary Clinton, incentivo você a votar nele.”
Online, Cruz escreveu: “Esta eleição é diferente de todas as outras na história dos EUA. Como muitos outros eleitores, lutei para decidir o curso certo de ação nesta eleição geral. Em Cleveland, exorto os eleitores: ‘Por favor, não fiquem em casa em novembro. Assumam sua postura, e falem, e votem conforme sua consciência, votem nos candidatos das chapas nas quais você confia que defenderão nossas liberdade e serão fiéis à Constituição.”
Ele disse que ainda que ele tenha tido uma “discórdia significativa” com Trump, “sob qualquer parâmetro Hillary Clinton é totalmente inaceitável — é por isso que sempre fui #NeverHillary [NuncaHillary].”
Traduzido e editado do original em inglês do WND (WorldNetDaily): Ted Cruz endorses Donald Trump
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23 de setembro de 2016

Ronald Reagan: um exemplo cristão contra o comunismo


Ronald Reagan: um exemplo cristão contra o comunismo

Julio Severo
Jesus disse: “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam.” (Mateus 5:44 RC)
Reagan e líder soviético Gorbachev
O presidente americano Ronald Reagan proclamou 1983 como Ano da Bíblia. Mas a Bíblia tinha não só uma presença teórica na sua vida e presidência.
Ele combateu o aborto, um dos principais flagelos espirituais e morais na sociedade americana.
E ele combateu o comunismo — sem alimentar ódio em si mesmo e em seus inimigos. Nas batalhas furiosas com a União Soviética, que espalhava guerra, ódio e terror no mundo inteiro, Reagan queria se sentar e conversar à mesa com esses ditadores.
Um ativista anticomunista furioso jamais quereria conversar com os líderes vermelhos. Ele retribuiria ódio com ódio, como Hitler fazia. Mas Reagan realmente se sentou com eles. Aliás, ele levou Mikhail Gorbachev, o líder soviético, para seu rancho, para sentir sua vida de família e sua recepção calorosa.
Reagan trabalhou para extinguir o ódio soviético com consideração conservadora cristã.
Margaret Thatcher disse: “Reagan venceu a Guerra Fria sem dar um tiro.” O tiro dele foi seu rancho!
Reagan era firme e forte contra os comunistas soviéticos e suas ações. Mas ele estava sempre aberto para conversar, até mesmo em seu espaço não-político: seu rancho.
Uau! Geralmente, as pessoas levam para seus ranchos só seus amigos.
Reagan e líder soviético Gorbachev
Reagan levou Gorbachev para seu rancho porque ele queria cultivar amizade, não ódio. A União Soviética sabia cultivar ódio. Reagan sabia cultivar amizade.
Bem diferente do governo de Barack Hussein Obama, um nome inspirado numa ideologia religiosa de ódio. Obama, como marxista, não tem feito nenhum esforço para se sentar com o presidente russo Vladimir Putin, para conversar com ele e tê-lo como amigo em seu rancho. Seu governo tem cultivado ódio numa época em que a Rússia não é a União Soviética.
Se Reagan tivesse estado na presidência dos EUA nos últimos oito anos, tenho certeza de que Putin já teria desfrutado de seu rancho várias vezes a essa altura. Se foi “fácil” Reagan conversar com lideres soviéticos, seria mais fácil com Putin.
O movimento conservador precisa de mais Reagans, homens fortes e resolutos contra a ideologia marxista, mas sempre dispostos a cultivar amizade, não ódio.
Sem a Bíblia, é impossível fazer isso. Reagan fez porque a Bíblia era importante para ele.
Versão em inglês deste artigo: Ronald Reagan: A Christian Example against Communism
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22 de setembro de 2016

Por que as igrejas tradicionais estão fechando e o movimento neopentecostal está crescendo na Inglaterra


Por que as igrejas tradicionais estão fechando e o movimento neopentecostal está crescendo na Inglaterra

Trevor Grundy
Fechamento de igrejas não é nenhuma novidade na Inglaterra.
Nos passados seis anos, 168 congregações da Igreja da Inglaterra fecharam as portas, junto com 500 metodistas e 100 igrejas católicas romanas.
“O Cristianismo na Inglaterra está sofrendo um declínio implacável nos últimos 100 anos,” diz Linda Woodhead, socióloga na Universidade de Lancaster.
Turistas que visitam a Inglaterra muitas vezes ficam chocados quando veem a condição de prédio de igreja que no passado eram magníficos.
Mas, nos seis últimos anos, para cada igreja anglicana que fechou, mais três igrejas pentecostais ou neopentecostais tomaram o lugar, de acordo com uma análise do jornal londrino The Times.
Essas igrejas pentecostais e neopentecostais estão atraindo jovens, negros, asiáticos e mestiços.
O pentecostalismo é um dos movimentos que mais cresce na Cristandade mundial, com um número estimado de 500 milhões de seguidores.
“Um século atrás, dava para se classificar a face da Cristandade europeia como branca, mas agora está cada vez mais se tornando multirracial,” disse ao Times Israel Olofinjana, um pastor londrino nascido na Nigéria.
Enquanto as congregações envelhecidas da Igreja da Inglaterra diminuem, as igrejas neopentecostais prosperam.
A Igreja Hillson de Londres realiza quatro cultos por domingo, frequentados por 8 mil pessoas no Teatro Dominion.
“Sente-se como num clube noturno de Deus, com músicas de amor para Jesus,” disse um rapaz africano que frequenta os cultos da noite.
Cristãos da Europa Oriental, principalmente a Polônia, onde as raízes católicas são profundas, estão entre os frequentadores. E o entusiasmo deles é contagioso.
“Está havendo uma mudança sísmica,” disse Robert Beckford, professor de teologia na Universidade Canterbury Christ Church. “O Cristianismo na Inglaterra se tornou muito mais diverso etnicamente como consequência da imigração da África Ocidental, Europa Oriental e, até certo ponto, América Latina.”
Elizabeth Oldfield, diretora de Theos, um dos principais institutos da Inglaterra, disse ao Times: “As igrejas têm de absorver imigrantes com mais seriedade. Elas estão tendo de escutar pessoas no corpo-a-corpo que estão se unindo a igrejas em números muito grandes, falando uma língua diferente, talvez vindo de diferentes formas de adoração e se esforçando para mudar. As igrejas estão sendo totalmente abaladas.”
O crescimento pentecostal está trazendo esperança renovada para muitos.
“Sou otimista que veremos a Inglaterra voltar para Deus,” disse o Pr. Agu Irukwu da Igreja Cristã Redimida de Deus. Essa igreja, fundada na Nigéria, agora tem 600 congregações em toda a Inglaterra.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da revista Charisma: Why These Closing Churches Are Fueling the Charismatic Movement
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21 de setembro de 2016

Jair Bolsonaro promete campanha voltada para a verdade, que não agradará A, B ou C


Jair Bolsonaro promete campanha voltada para a verdade, que não agradará A, B ou C

Então, por que ele está agradando Olavo de Carvalho?

Julio Severo
Em reunião com eleitores do Rio, Jair Bolsonaro prometeu uma campanha voltada para a verdade, que não agradará A, B ou C.
E então ele fez outra promessa que apunhalou a primeira promessa: colocar como ministro da Cultura o maior defensor do revisionismo da Inquisição no Brasil. Essa punhalada afeta especialmente evangélicos e judeus que não aceitam tal revisionismo que deturpa e mutila a história e faz pouco caso das vítimas de abusos de direitos humanos cometidos em nome da religião.
Assista ao vídeo completo aqui: https://youtu.be/XWx3wzh0dVE

Pode uma pessoa culta defender o revisionismo da Inquisição?
Pode uma pessoa culta defender genuinamente a vida dos bebês em gestação quando ao mesmo tempo tripudia com o sangue derramado de inocentes judeus e protestantes perpetrado pela Inquisição?
Existe alguma verdade no revisionismo da Inquisição?
Ao tratar do tema da Inquisição horas atrás, Olavo de Carvalho publicamente opinou que os opositores da Inquisição, a quem ele chamou de “paladinos da fé,” são muito piores do que comunistas. Ele disse:
“Jamais vi um comunista, no exercício da verborréia revolucionária mais feroz e difamatória, descer aos abismos de malícia e perversidade em que se deleitam, neste país, os paladinos da fé.”
Se evangélicos (e também judeus) anti-Inquisição são piores do que comunistas, o que Olavo está fazendo vivendo como imigrante no maior país evangélico do mundo? Por que ele não se muda para a Cuba comunista, já que os EUA protestantes são piores? Ou ele detesta tanto evangélicos anti-Inquisição que prefere viver no meio deles?
Minha opinião? Não vejo diferença entre o sujeito que luta apaixonadamente pelo revisionismo da Inquisição ou do Holocausto. Ambos movimentos matavam judeus. A inquisição, além de torturar e matar judeus, também o fazia com evangélicos.
Mas, na opinião do Olavo, se você abre a boca contra a Inquisição, você é pior do que um comunista.
Para ele, você é mais malicioso e perverso do que um comunista.
Para ele, você é pior do que o Foro de São Paulo (que ele trata como a organização comunista mais poderosa do universo).
Dá para crer em alguém que enfeita a Inquisição e maliciosamente enfeia seus opositores?
Evidentemente, Bolsonaro crê — ao ponto de querê-lo numa posição que afeta a cultura brasileira, que já não está bem, graças aos marxistas. Mas com um ministro pró-Inquisição, como é que ela vai ficar melhor?
E agora, eleitor evangélico?
Leitura recomendada sobre Olavo de Carvalho e a Inquisição:

20 de setembro de 2016

Israelenses Preferem Vitória de Hillary Clinton


Israelenses Preferem Vitória de Hillary Clinton

Comentário de Julio Severo: Para os novatos em política, talvez seja um choque ou surpresa ler que os israelenses preferem a esquerdista patentemente criminosa Hillary Clinton como president dos EUA. Até mesmo a Direita israelense a prefere. Por que? Porque o socialismo faz parte da cultura israelense desde o nascimento do moderno Israel. A Direita israelense tem vários aspectos socialistas. Nos EUA, tradicionalmente os judeus votam majoritariamente na Esquerda. Nunca os judeus americanos votaram majoritariamente na Direita. Eles são tradicionalmente um dos maiores apoiadores do Partido Democrático nos EUA, partido que é semelhante ao PT. Para entender por que Trump não tem apoio nem mesmo na Direita israelense, é preciso compreender que tradicionalmente a maioria dos judeus não vota na Direita. Leia agora a matéria do Ruas Judaica:
Embora muitos deles pensem que Trump seria melhor para Israel — a maioria dos judeus israelenses prefere Hillary Clinton sobre Donald Trump como o próximo presidente dos Estados Unidos.
De acordo com uma pesquisa divulgada, 43 por cento dos judeus israelenses preferem Clinton como presidente, em comparação com 34 por cento que querem Trump, quando solicitados a escolher entre os dois candidatos. Mas 38 por cento dizem que Trump seria melhor para Israel, em comparação com 33 por cento que dizem que Clinton seria.
Em ambas as perguntas, um grande número de pessoas não escolheu um candidato.
O Democracy Institute Israel e a Tel Aviv University lançaram sua mais recente pesquisa mensal — Índice de Paz — após ouvir 600 israelenses no final de agosto. A margem de erro é de 4,1 por cento.
Alguns entrevistados apoiam Clinton, a ex-primeira-dama e secretária de Estado, mesmo não achando que a candidata democrata "será melhor do ponto de vista da política do governo israelense", como o levantamento coloca. Treze por cento dos judeus dizem que Trump, o candidato republicano, seria melhor para Israel, mas desejam Clinton para presidente. Apenas 2 por cento de judeus que disseram que Clinton seria melhor para Israel querem Trump para ser presidente.
"Parece haver pessoas que apoiam Clinton, embora eles achem que ela vai colocar mais pressão sobre Israel ou ser menos fácil para Israel para lidar, em termos de todo o apoio que precisa dos Estados Unidos", disse Chanan Cohen, pesquisador do Israel Democracy Institute que ajudou a conduzir a pesquisa.
O candidato libertário Gary Johnson e seu colega do Partido Verde Jill Stein não foram incluídos na pesquisa.
Em abril, a opinião judaica sobre o assunto quase foi revertida. O Índice de Paz naquele mês encontrou 40 por cento que pensavam que Clinton seria melhor para o interesse de Israel e 31 por cento pensavam que Trump seria.
Desde a temporada de primárias, quando Trump comprometeu-se a ser um corretor "neutro" de paz israelense-palestino, que ele e o Partido Republicano têm tentado aumentar os seus pró-Israel bona fides. Na semana passada, os apoiantes de Trump abriram seu quinto escritório de campanha em Israel, e o primeiro na Cisjordânia. Eles preveem que 85 por cento dos americanos que vivem em Israel, que eles dizem estimar em torno de 300.000, votarão no desenvolvedor e estrela de reality show (Trump).
Ainda assim, Trump não tem uma pluralidade de apoio judaico israelense. Mesmo na direita política, apenas 49 por cento o apoiam, com 23 por cento preferindo Clinton, segundo a pesquisa. A esquerda (86 por cento) e do centro (57 por cento) têm uma "esmagadora preferência" por Clinton, segundo o Instituto Democracia de Israel.
"Eu esperava que os eleitores de direita apoiassem Trump em números maiores, mas podemos ver menos da metade do que esperávamos", disse Cohen. "Eu sei que nos Estados Unidos, a direita tem preocupações sobre a personalidade de Trump, e podemos ver isso também na direita de Israel."
Entre os árabes israelenses, que compõem cerca de 20 por cento da população de Israel, 58 por cento preferem a candidata democrata e 11 por cento o republicano.
Divulgação: www.juliosevero.com
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19 de setembro de 2016

Israel realizou conferência inter-religiosa de líderes espirituais orientais e judeus


Israel realizou conferência inter-religiosa de líderes espirituais orientais e judeus

Julio Severo
Pela primeira vez na história de Israel, o Ministério das Relações Exteriores de Israel, em parceria com o Comitê Judaico Americano e o Conselho Mundial de Líderes Religiosos, realizou “Antigas Tradições, Realidades Contemporâneas — Um Encontro de Líderes Religiosos Israel-Ásia,” uma conferência para criar uma parceria entre as grandes tradições religiosas orientais e o judaísmo.
A conferência pioneira, que ocorreu entre 11 e 15 de setembro, teve a participação de 20 personalidades espirituais importantes das maiores religiões do Oriente (hinduísmo, budismo, taoísmo, religião sikh, jainismo, xintoísmo, zoroastrismo). Os participantes israelenses incluíam rabinos de todas as correntes do judaísmo.
A conferência, que foi realizada na sede do Ministério das Relações Exteriores de Israel e na Universidade Hebraica em Jerusalém, tratou de questões e preocupações comuns para os líderes espirituais de Israel e das religiões orientais: O propósito da religião na sociedade moderna, a proteção do planeta Terra, os direitos do indivíduo e uma sociedade justa e o lugar da liderança religiosa no avanço da paz e bem-estar mundial.
Os líderes religiosos orientais se encontraram com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.
Os judeus se tornaram famosos por sua atração à espiritualidade oriental, levando à invenção do termo “Bhu-Jews” (bu-judeus) em referência aos judeus que praticam o budismo. A conferência inter-religiosa realizada em Jerusalém, oficialmente patrocinada pelo governo israelense, abriu formalmente Israel para a espiritualidade oriental.
Os outros dois grandes patrocinadores de “Antigas Tradições, Realidades Contemporâneas — Um Encontro de Líderes Religiosos Israel-Ásia” são:
·         O Conselho Mundial de Líderes Religiosos, que se descreve como “um recurso para a ONU e suas agências no mundo inteiro, Estados-nações e outras organizações internacionais, oferecendo sabedoria e recursos coletivos das tradições religiosas para resolver os problemas mundiais graves.”
·         O Comitê Judaico Americano, que se descreve como “a principal organização mundial de defesa dos judeus.”
O termo “Bhu-Jews” (bu-judeus) mostra que os judeus estão espiritualmente famintos. Depois de experimentar o budismo e outras religiões orientais, a fome deles é saciada?
O maior Alimentador Espiritual nasceu em Israel. Os judeus O conhecem?
Será que uma união do judaísmo com as religiões orientais pode trazer respostas espirituais certas ao mundo e seus problemas e sofrimento?
Jesus Cristo, o maior Judeu da história, veio primeiro para Israel para abençoar os judeus. E Ele veio também para abençoar o mundo inteiro. Ele é a única resposta para o mundo.
As religiões orientais enganosas, inclusive hinduísmo, budismo, taoísmo, religião sikh, jainismo, xintoísmo, zoroastrismo, não são suficientes para satisfazer as necessidades espirituais e salvar almas. Elas não conseguem salvar ninguém.
Mas Jesus Cristo pode salvar todos, judeus ou não.
Só Ele é a resposta perfeita para todas as pessoas e para todas as nações.
Com informações do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Comitê Judaico Americano e Jewish Political News & Updates.
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