5 de dezembro de 2002

Abortos no Silêncio

ABORTOS NO SILÊNCIO

Como algumas drogas de planejamento familiar podem causar micro-aborto

Julio Severo

“Josias tinha oito anos de idade quando se tornou rei de Judá. Ele governou trinta e um anos em Jerusalém. A mãe dele se chamava Jedida e era filha de Adaias, da cidade de Boscate. Josias fez o que agrada ao Senhor; ele seguiu o exemplo do seu antepassado, o rei Davi, e não se desviou nem para um lado nem para o outro.” (2 Reis 22:1-2)

Josias foi um rei notável. Ele era tão sensível ao Espírito de Deus que, em sua vida pessoal, ele não queria deliberadamente se afastar de Deus.

Entretanto, Josias estava com um problema sério. Ele e os crentes de sua nação estavam, sem saber, pecando contra Deus por ignorância. Eles estavam cometendo certos tipos de pecado porque não tinham nenhum exemplar do Livro da Lei escrito por Moisés. Tudo o que ele e os crentes de seu país sabiam sobre a Lei de Deus era o que os seus antepassados lhes haviam ensinado. No entanto, com o passar do tempo várias partes da Lei foram sendo negligenciadas e esquecidas porque os seus antepassados tinham deixado que as práticas do mundo influenciassem as suas vidas.

Então quando fez 26 anos de idade, Josias passou pela maior experiência de sua vida. Enquanto o Templo do Senhor estava sendo consertado, o Livro da Lei escrito por Moisés foi achado! Quando os funcionários do governo abriram o Livro e o leram, eles ficaram pasmados. Eles o leram para o rei Josias, e ele também ficou pasmado. Josias sentiu-se mal, envergonhado e triste. Lendo o Livro ele descobriu que ele e o povo vinham pecando contra Deus sem perceber o que estavam fazendo! Por anos o coração de Josias só queria agradar ao Senhor. Mas, apesar de todo o amor que tinha por Deus, ele vinha pecando contra Deus por não o conhecer melhor!

Será que a mesma coisa também poderia acontecer em nossos dias? Claro que sim. Por exemplo, um crente que ama a Deus pode, ao mesmo tempo, entender mal algum mandamento específico. Ele corre assim o risco de pecar contra Deus por ignorância. Há também o caso em que ele pode amar a Deus e entender corretamente um mandamento específico, mas não compreende bem os fatos envolvidos. O resultado é que a falta de informações poderá levá-lo a pecar contra Deus por ignorância.

Um exemplo desse último tipo de situação seria uma cristã usando dispositivos e substâncias químicas que, sem ela saber, colocam em risco a vida de um bebê bem no começo de uma gravidez. É claro, nenhuma mulher evangélica teria a coragem de expor deliberadamente um bebê recém-concebido a esse tipo de perigo, pois nós evangélicos somos firmemente contra o aborto e o consideramos violação clara e deliberada do Quinto Mandamento: NÃO MATARÁS.

Nenhuma mulher evangélica sincera pensaria em usar algo que pode abortar uma criança inocente. Apesar disso, muitas esposas cristãs usam o Dispositivo Intra-Uterino (DIU) sem saber que sua função é causar micro-abortos. Muitas cristãs também usam as modernas pílulas “anticoncepcionais” sem saber de modo adequado como esse método realmente controla a natalidade. Elas não sabem que, em parte, a função dessas pílulas é abortar um ser humano bem no começo da gravidez! Sim, você está lendo direito — as modernas pílulas “anticoncepcionais” têm como uma de suas funções causar “abortos no silêncio” de seres humanos já concebidos.

Para compreendermos com clareza a seriedade dessa questão, vamos estudar como o ser humano começa a existir.

QUANDO COMEÇA A VIDA HUMANA?

As feministas afirmam que ninguém sabe a resposta para essa pergunta. Seus motivos são óbvios: elas reivindicam o direito legal ao aborto. Nos EUA, onde elas conseguiram o que queriam, o aborto é legal e livre durante os 9 meses de gravidez de uma mulher. Anualmente, mais de 1 milhão de bebês em gestação são mortos em hospitais e clínicas dos EUA. Alguns chegam a ser deliberadamente mortos apenas poucas horas antes do parto!

Embora algumas feministas insistam em que não se sabe quando começa a vida, uma pesquisa honesta dos fatos bíblicos e científicos revelará as respostas corretas para essa questão.

Quando lemos a Bíblia, vemos que os bebês em gestação são sempre considerados como seres humanos reais. Eles são tratados como seres humanos desde o momento da concepção (fertilização), como bem podemos ver no Salmo 51:5: “Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.” É também fácil ver que a Bíblia jamais considera os bebês no útero como “coisas” que se transformam em seres humanos em alguma determinada fase de seu desenvolvimento. A Palavra de Deus declara que os bebês em gestação têm personalidade, inteligência, emoções e valor aos olhos de Deus. A Bíblia mostra que Deus em pessoa os observa e cuida deles em seu desenvolvimento na barriga de suas mães:

“E Isaque orou muito ao Senhor em favor de sua esposa, pois ela não podia ter filhos. E o Senhor ouviu a oração dele, e sua esposa Rebeca ficou grávida. Os bebês lutavam um com o outro dentro dela, e ela disse: Por que está me acontecendo isso? E ela foi perguntar ao Senhor. O Senhor lhe respondeu: No seu ventre há duas nações, e os dois povos que estão dentro de você se separarão. Um será mais forte do que o outro, e o mais velho será dominado pelo mais jovem.” (Gênesis 25:21-23)

“Se alguns homens que estiverem brigando ferirem uma mulher grávida, e ela der a luz antes do tempo, porém não houver danos graves, aquele que feriu será obrigado a pagar o que o marido dela exigir, de acordo com o que os juizes determinarem. Mas se houver danos graves, o castigo será vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, machucado por machucado.” (Êxodo 21:22-25)

“Tu criaste cada parte do meu corpo; tu me formaste na barriga da minha mãe. Eu te louvo porque fui formado de um modo espantoso e todo maravilhoso. Tudo o que fazes é maravilhoso, e eu sei disso muito bem. Tu viste quando os meus ossos estavam sendo formados, quando eu estava sendo formado na barriga de minha mãe, crescendo ali em segredo. Teus olhos me viram quando o meu corpo ainda não tinha forma, e os dias que foram preparados para minha vida foram todos escritos no teu livro quando nenhum deles existia.” (Salmo 139:13-16)

“Nações distantes, escutem o que eu, o servo de Deus, estou dizendo; prestem atenção, todos os povos do mundo! O Senhor me chamou quando eu estava no útero. Eu ainda estava dentro do corpo da minha mãe quando ele me chamou pelo nome.” (Isaias 49:1)

“0 Senhor me disse: Antes que eu formasse você no ventre eu o conheci, e antes que você saísse de útero eu o escolhi para ser o meu profeta para as nações.” (Jeremias 1:4-5)

“0 nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, a sua mãe, ia se casar com José. Mas antes do casamento ela ficou grávida pelo Espírito Santo.” (Mateus 1:18)

“E aconteceu que, quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o bebê saltou em seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.” (Lucas 1:41)

“[Isabel disse para Maria:] Logo que ouvi você me cumprimentar, a criancinha saltou de alegria dentro da minha barriga.” (Lucas 1:44)[1]

Os cientistas honestos também sabem que a vida humana começa na concepção (fertilização). Num excelente livro intitulado A Posição da Ciência Moderna sobre o Começo da Vida Humana, lemos a seguinte explicação:

Quando a sua vida começou? Só se pode conseguir uma resposta a essa pergunta voltando no tempo. Antes de você se tornar adulto, você era um adolescente. Antes disso você era uma criança e antes disso você era um bebê. Antes de ser bebê — isto é, antes de nascer — você era um feto, e antes disso um embrião. Antes de ser embrião (mais ou menos no tempo de sua implantação), você era um blastócito. Antes disso você era uma mórula, e antes disso um zigoto ou óvulo fertilizado. Portanto, sua vida começou quando o núcleo do espermatozóide do seu pai se uniu com o núcleo do óvulo de sua mãe, isto é, sua vida começou na fertilização.[2]

Portanto, examinando a Bíblia e a ciência com honestidade, chega-se à conclusão óbvia: a vida humana começa na concepção. A concepção, ou fertilização, ocorre quando o espermatozóide se encontra com o óvulo nas trompas. Essa união acontece minutos depois de uma relação sexual. Então o bebê recém-concebido nida (“viaja”) até à camada do útero para se implantar. Como ele é muito pequeno, essa “viagem” leva aproximadamente seis dias. Assim, a implantação ocorre quase uma semana após a concepção.[3]

Deus criou a vida humana (Gênesis 1:26-27) e essa vida humana recebeu de Deus a capacidade de se multiplicar (Gênesis 1:28). Quando o espermatozóide vivo do pai se une com o óvulo vivo da mãe, uma nova criatura humana começa a existir. Ainda que esse ser humano seja muito pequeno (mais pequeno que o ponto final deste parágrafo), ele ou ela é realmente um ser humano completamente diferente de todos as outras pessoas e possui um código genético diferente do código de seus pais.

Deus declara claramente em Êxodo 20:13 que ninguém tem permissão de matar uma vida inocente. Ele não aprova o assassinato de nenhum ser humano inocente, quer já tenha nascido, quer ainda esteja se desenvolvendo na barriga da mãe. É errado permitir o assassinato de um bebê 8 meses após a concepção. É também errado permitir o assassinato de um bebê 1 minuto após a concepção.

DE QUE MANEIRA ALGUNS MÉTODOS DE CONTROLE DA NATALIDADE COLOCAM EM RISCO A VIDA DE UM BEBÊ NO COMEÇO DE UMA GRAVIDEZ?

A resposta a essa pergunta encontra-se nas informações a seguir, traduzidas integralmente do Glossary of Abortifacients. Esse documento foi originalmente publicado pela organização evangélica Concerned Women for America[4],presidida pela Dra. Beverly LaHaye. Ela é autora, juntamente com seu marido Tim LaHaye, de O Ato Conjugal, um dos livros mais vendidos da Editora Betânia.


GLOSSÁRIO DE ABORTIVOS

Por meio de uma pesquisa das informações disponíveis acerca das várias drogas químicas que causam aborto, Concerned Women for America (CWA — Mulheres Preocupadas com os EUA) não descobriu nenhuma organização que oferecia um documento que descrevia, numa lista completa, os produtos de planejamento familiar que provocam aborto. Então, CWA compilou um glossário que inclui os produtos abortivos, juntamente com sua descrição, efeitos colaterais e fatores de risco, para o benefício do leitor.[5]

Dispositivo Intra-uterino (DIU)

O DIU é um pequeno dispositivo de plástico em forma de T, contendo cobre ou progesterona, com um fino fio de plástico sobressaindo. É inserido no útero e seu objetivo é causar aborto bem no início da gravidez.

Como funciona: A função do DIU é inflamar as paredes do útero e impedir a implantação do embrião humano vivo na camada do útero, abortando assim uma [criança em gestação] de uma semana de vida.[6]

Efeitos colaterais e fatores de risco: Espasmos e manchas durante as primeiras semanas após a inserção; forte fluxo menstrual com o DIU de cobre; fluxo menstrual mais fraco com o DIU de progesterona; dor nas costas; dor durante a ovulação; infecção pélvica que pode levar à esterilidade; penetração dolorosa do DIU na parede do útero; perfuração da parede uterina, colo do útero ou bexiga; lesões no coração; toxicidade de cobre (doença de Wilson) ou envenenamento dos órgãos; anemia; o prosseguimento da gravidez, que pode levar a um nascimento prematuro, aborto espontâneo, endometriose, gravidez ectópica[7] (onde o embrião humano se implanta nas trompas, podendo ser fatal) ou aborto séptico[8] (morte da [criança em gestação] causada por infecção que pode, como conseqüência, terminar em febre alta e outras complicações); nenhuma proteção contra as DSTs [doenças sexualmente transmissíveis] ou AIDS.

Norplantâ

O Norplantâ consiste num grupo de seis varas finas de plástico, cada uma medindo 3.5 cm de comprimento, cheias de 36 mg de levonorgestrel[9][10] (uma droga do tipo da progesterona). Essas varas são implantadas, na forma de leque, no braço da mulher e duram aproximadamente cinco anos.

Como funciona: O Norplantâ tem três funções. Primeira, suprime a ovulação em pelo menos metade dos ciclos menstruais das mulheres. Mas a ovulação ainda ocorre em até 41 por cento das mulheres.[11] Segunda, engrossa o muco do colo do útero, impedindo o espermatozóide de chegar a qualquer óvulo que for produzido. Terceira, se as primeiras duas ações falham, o Norplantâ impede o desenvolvimento do endométrio ou camada do útero. De acordo com o Centro para a Criação de Leis e Políticas Reprodutivas (Center for Reproductive Law & Policy, que é uma organização a favor do aborto legal), nessa terceira ação, o Norplantâ cria um ambiente hostil para a [criança em gestação]; portanto, a criança é abortada.[12] Para resumir, nos primeiros anos, a supressão da ovulação é o efeito principal. Do terceiro ao quinto ano, o efeito principal é provocar aborto.

Efeitos colaterais e fatores de risco: Desconforto no local do implante; dificuldade na remoção; sangramento menstrual irregular, inclusive aumento de sangramento; mudanças na pressão arterial; risco de ataque do coração; coágulo sangüíneo; cistos no ovário; dores de cabeça; aumento de peso; mudanças repentinas de temperamento, perda do desejo sexual e depressão; cegueira;[13] aumento de tamanho dos ovários e/ou trompas; nervosismo; náusea; acne; vertigens; dermatite; seios doloridos; crescimento excessivo de pelo; inflamação do colo do útero;[14] dores no peito; espasmos uterinos, e excessivos sintomas de Tensão Pré-Menstrual;[15] nenhuma proteção contra as DSTs ou AIDS.

Implanonä

Implanonä é um abortivo que é implantado debaixo da pele, similar ao Norplant,â mas que consiste em uma única vara, de 2 mm x 4 cm, que contém etonogestrel e é envolvida num tipo de plástico.[16] Está sendo testado pela empresa Organon de Nova Jersey.

Como funciona: O Implanonä é comparável ao Norplantâ em sua ação. É eficaz nos primeiros três anos.

Efeitos colaterais e fatores de risco: “Potencialmente, [quando se quer removê-la] pode ser difícil localizar essa única vara por causa do seu tamanho pequeno, migração do local da inserção inicial, desenvolvimento de densas fibras ao redor da vara, implante profundo debaixo da pele, grande quantidade de gordura subcutânea ou inexperiência clínica na inserção.”[17] Pelo fato de que seus testes estão em andamento, nada se sabe acerca dos efeitos colaterais, fatores de risco e efeitos de longo prazo do Implanon.ä

Depo-Proveraâ (depot medroxyprogesterone acetate, ou DMPA)

Depo-Proveraâ é uma progestina de longa ação (hormônio fabricado),[18] administrada por uma injeção de 150 mg de acetato de medroxyprogesterona num músculo a cada três meses.

Como funciona: Semelhante ao Norplant,â a Depo-Proveraâ funciona de três maneiras. Primeira, impede a ovulação. Segunda, pode fazer com que o muco do colo do útero mude, impedindo que o espermatozóide entre no colo do útero. Terceira, pode irritar a camada do útero de tal modo que o embrião humano, ou [criança em gestação], não consiga se implantar na parede do útero, sendo assim abortado.

Efeitos colaterais e fatores de risco: Sangramento excessivo; esterilidade temporária ou permanente; danos potenciais aos futuros filhos; aumento no risco de câncer do colo do útero; risco de câncer de mama; dores de cabeça; desconforto abdominal; ansiedade; nervosismo; supressão da glândula supra-renal (diminui a produção de alguns hormônios naturais do corpo); ganho de peso; perda de cabelo; diminuição do desejo sexual; mudanças repentinas de temperamento; vertigens; fadiga; reações alérgicas que causam coceiras ou inflamações avermelhadas na pele; forte depressão mental;[19] gravidez ectópica;[20] aumento na perda mineral dos ossos nos primeiros anos de uso, que traz o risco de fraturas ósseas; aumento no risco de coágulos sangüíneos ou derrame; espasmos nas pernas; vazamento ou irritação vaginal; inchação dos seios ou seios doloridos;mãos ou pés inchados; dores nas costas; insônia; acne; ondas de calor;[21] nenhuma proteção contra as DSTs ou AIDS.

Vacinas Antifertilidade

Essas vacinas tornam as mulheres imunes a seus próprios bebês na barriga.

Como funcionam: A Organização Mundial de Saúde (OMS) está testando dois tipos. A vacina anti-hCG age contra os efeitos naturais de um hormônio chamado gonadotropina coriônica humana, ou hCG, que [a criança em gestação] produz. A vacina faz com que o sistema imunológico da mãe trate [a criança em gestação] como um corpo estranho e a aborta. O segundo tipo de vacina se chama Antígeno Trofoblástico (TBA) e faz com que o corpo da mãe identifique como estranha a camada protetora externa [da criança em gestação]. O sistema imunológico dela destrói a camada externa, abortando assim [a criança em gestação].

Efeitos colaterais e fatores de risco: Pelo fato de que essas vacinas ainda estão na fase de teste, não se sabe suficientemente acerca dos riscos. Nas pesquisas preliminares observaram-se danos potenciais ao sistema imunológico da mulher, com um efeito potencial de longo prazo que poderia tornar ineficaz o sistema imunológico feminino.[22]

Methotrexate e Misoprostol (Cytotecâ)

A agência federal americana Administração de Alimentos e Drogas (FDA) aprovou a Methotrexate para o tratamento de câncer. A FDA aprovou o Misoprostol (Cytotecâ) para impedir úlceras estomacais e é, sem aprovação oficial, usado como droga adicional para completar um aborto realizado com a RU-486 ou Methotrexate. A FDA não aprovou oficialmente o Cytotecâ como droga suplementar para uso com a RU-486 ou Methotrexate.

Como funciona: No consultório do médico, uma injeção intramuscular de Methotrexate, ou MTX, é administrada. Utilizada também no tratamento de câncer, a MTX pode destruir a camada protetora externa da [criança em gestação]. Uma segunda substância química, Cytotecâ, é inserida, na forma de um supositório, na vagina da mulher quatro ou sete dias mais tarde para provocar contrações que empurrarão a [criança] morta para fora do útero. Depois de receber a dosagem de Cytotecâ, a mulher poderá expelir a [criança] morta em questão de horas. Contudo, uma segunda dose pode ser necessária e pode levar dias ou semanas para que o aborto se realize de modo completo. A mulher poderá sangrar durante semanas, até mesmo necessitando do procedimento de dilatação e curetagem (D&C),[23] ou uma transfusão de sangue. A [criança] morta poderá ser expelida em qualquer lugar fora do consultório do médico.[24] Se durante os exames posteriores no consultório médico se constatar que o aborto não se realizou de modo completo, efetua-se o aborto cirúrgico.

Efeitos colaterais e fatores de risco: Do Cytotecâ: problemas nos rins; infertilidade (esterilidade); espasmos e sangramento. Da injeção de MTX: potencialmente tóxica para o corpo da mulher; danos no fígado; destruição dos rins; lesões no músculo do coração; insuficiência pulmonar; problemas gastrintestinais; derrame; convulsões;[25] náusea; diarréia; problemas na medula óssea; anemia profunda. Da Methotrexate: provoca o enfraquecimento dos pulmões; possível morte.[26]

RU-486 (mifepristona) e Cytotecâ (misoprostol)

A RU-486 é um esteróide, criado pelo homem, na forma de uma pílula que age contra o progresso natural de uma gravidez. A FDA a aprovou para uso geral em 28 de setembro de 2000.

Como funciona: Um aborto realizado com a RU-486 ocorre em quatro visitas ao médico. Na primeira visita, a mulher passa por um teste de gravidez, um teste de sangue, um exame pélvico e muitas vezes um exame de ultra-som. A RU-486 só é eficaz nos primeiros quarenta e nove dias após a concepção. Na segunda visita, a mulher toma três pílulas de RU-486. Essa droga antiprogesterona impede que o endométrio (a camada do útero) forneça progesterona à [criança em gestação]. (A progesterona é necessária para a nutrição [da criança].) Portanto, [a criança em gestação] acaba morrendo de fome. Na terceira visita, a mulher recebe Cytotecâ, que provoca espasmos a fim de fazer com que o corpo dela expulse [a criança] morta. A quarta visita ocorre uma semana depois para garantir que o aborto tenha se efetuado completamente e para monitorar o sangramento da mulher. Se o aborto não se efetuou com êxito (o que acontece em 5-10 por cento de todos os casos),[27] a mulher passa por um aborto cirúrgico.

Efeitos colaterais e fatores de risco: Náusea; dores abdominais; vômitos; sangramento forte e de longa duração; ataque do coração; hemorragia; perda da fertilidade no futuro; problemas para os futuros filhos; perdas de sangue consideráveis; possível morte (uma mulher na França morreu de RU-486).[28] Não se sabe os feitos de longo prazo para a mulher e para seu sistema imunológico.

A Pílula Anticoncepcional

Há dois tipos básicos de pílulas anticoncepcionais. Uma é a pílula que combina estrógeno e progestina.[29] A outra é a “mini-pílula”, que contém somente progestina.

Como funciona: O funcionamento da pílula envolve três ações. A primeira ação é impedir a ovulação ou a liberação de um óvulo. No entanto, nem sempre se suprime a ovulação.[30] Às vezes a ovulação ocorre até mesmo em mulheres que nunca deixam de usar a pílula,[31] e estima-se que esse tipo de ovulação possa abranger até 20 por cento dos casos.[32] A segunda ação que a progestina realiza é engrossar o muco do colo do útero a fim de impedir que o espermatozóide entre nas trompas. Se as duas primeiras ações falham, a progestina irrita a camada do útero, impedindo assim a implantação [do embrião humano].[33] A terceira ação é provocar quimicamente um aborto. A mini-pílula é uma pílula de só progestina que permite que a ovulação ocorra de 40 a 60 por cento do tempo.[34] A pílula do “dia seguinte” é na verdade uma dose mais elevada da pílula anticoncepcional (estrógeno e progestina), que deve ser tomada até 72 horas após uma relação sexual sem contracepção. A pílula do “dia seguinte” irrita a camada do útero e impede a implantação de um embrião humano de uma semana de vida, acabando com a possibilidade de gravidez.

Efeitos colaterais e fatores de risco: Enfraquecimento do sistema imunológico, que pode levar a infecções bacteriais e maior vulnerabilidade à AIDS; doença infamatória pélvica, que pode levar à esterilidade e à morte; infertilidade; câncer do colo do útero; gravidez ectópica; encolhimento do útero; mudanças súbitas de temperamento e depressão; câncer de mama; coágulos sangüíneos; defeitos congênitos em crianças concebidas enquanto a mãe está usando a pílula; seios doloridos; derrame; ganho de peso.[35] Náusea e vômitos são riscos adicionais do uso da pílula do “dia seguinte”. A pílula anticoncepcional não oferece nenhuma proteção contra as DSTs ou AIDS.[36]

Ó Concerned Women for America. Traduzido e usado por Julio Severo, com a devida permissão.


POR QUE ESSES ABORTIVOS SÃO CONSIDERADOS MÉTODOS CONTRACEPTIVOS?

Embora algumas dessas drogas permitam que a mulher à vezes ovule, porém na grande maioria das vezes não permitem que um ser humano recém-concebido consiga se implantar na mucosa do útero. Assim, a mulher não fica “grávida” durante esse tipo de ovulação porque a implantação é impedida. Isso pode corretamente ser qualificado como micro-aborto. Não há dúvida: essas drogas, de um modo ou de outro, têm como uma de suas funções impedir a implantação.

O motivo pelo qual esses dispositivos e drogas são considerados “anticoncepcionais” é porque anos atrás o Conselho Americano de Ginecologia e Obstetrícia mudou o significado da palavra concepção, redefinido-a com um novo sentido: implantação.

Em 1963, o Ministério da Saúde, Educação e Bem-estar dos EUA (U.S. Department of Health, Education and Welfare) definiu como aborto “todas as medidas que prejudicam a viabilidade do zigoto [ser humano recém-concebido], em qualquer momento desde a fertilização até a finalização do parto.” Até meados da década de 60, os cientistas em todo o mundo reconheciam que a concepção ocorre no momento em que, em algum lugar nas trompas, o espermatozóide fertiliza o óvulo. Mas os defensores do aborto já estavam se preparando para efetuar certas mudanças nas palavras anticoncepcional e abortivo.[37]

Com o objetivo de tornar os abortivos aceitáveis para as mulheres e enganar as leis contrárias ao aborto, os defensores do aborto perceberam a necessidade de obscurecer o significado e a diferença entre anticoncepcional e abortivo. Eles só conseguiriam realizar tal distorção mudando a definição de concepção, não mais a classificando como fertilização (a união do espermatozóide com o óvulo), mas apenas como implantação. Com essa nova definição de concepção, se um dispositivo ou droga — tal como o DIU ou a Depo-Provera — impede a implantação, não há nenhuma necessidade de se preocupar com a questão do aborto. De acordo com essa nova definição, só ocorre um aborto quando um dispositivo ou droga mata uma criança que já conseguiu se implantar na parede do útero.

As constantes campanhas dos defensores do aborto para torcer tal terminologia acabaram produzindo resultados em 1965, quando o Conselho Americano de Ginecologia e Obstetrícia publicou seu primeiro Boletim de Terminologias. Esse boletim declara: “A concepção é a implantação de um óvulo fertilizado.”[38] Assim, de acordo com essa definição, um ser humano é concebido não quando o espermatozóide se une ao óvulo, mas uma semana depois quando consegue se implantar na camada do útero.

Apesar dessas fraudes graves na classe médica, o Dr. Richard Sosnowski, presidente da Associação Sulista de Obstetras e Ginecologistas, declarou em 1984:

Não considero algo nobre brincar, numa profissão, de torcer o significado das palavras… Preocupa-me também o fato de que, embora não tivessem nenhuma evidência científica para tornar válida a mudança, tenham redefinido o termo concepção de penetração bem-sucedida do espermatozóide no óvulo para implantação de um óvulo fertilizado. Parece-me que o único motivo para isso foi o dilema criado pela possibilidade de que o dispositivo contraceptivo intra-uterino tinha função abortiva. [39]

O QUE PRECISO FAZER SE TENHO USADO A PÍLULA OU O DIU?

Seu coração pode estar sofrendo neste momento. Talvez você seja uma mulher que está usando o DIU ou alguma moderna pílula anticoncepcional sem saber que o DIU e a pílula podem causar micro-aborto. (Ou talvez você seja um marido que pediu à esposa que os usasse sem saber que podem causar micro-aborto.)

Provavelmente, você deve estar perguntando para você mesma: “Será que eu já tive um aborto no silêncio? Ou vários? Será que cheguei a destruir a vida de uma criança que Deus queria que eu tivesse?” A resposta, naturalmente, é: Só Deus sabe. É possível que Deus fizesse com que a pílula não deixasse você ovular, e assim você jamais teve um aborto no silêncio. É possível que Deus não permitisse que ocorresse um aborto no silêncio porque você não conhecia todas as funções da pílula que estava usando. Mas, por outro lado, sem dúvida alguma há a possibilidade de que você tenha tido um (ou até mesmo mais de um) aborto no silêncio. Em nenhuma parte da Bíblia Deus promete nos guardar de cometer pecados por ignorância.

Contudo, mesmo que tenha tido um aborto no silêncio, você ainda pode ter paz. Embora por fraqueza tenhamos pecado e assim nos tornado culpados de desobedecer à vontade de Deus, pela fé podermos ir até a presença dele e pedir perdão. Por meio de Jesus podemos obter paz. A Bíblia nos mostra com clareza o perdão que recebemos por meio do sacrifício de Jesus por nossos pecados. As seguintes passagens nos dão a certeza de que Jesus está pronto para nos perdoar:

“O Senhor diz: Venham agora, vamos discutir isso juntos. Ainda que os seus pecados sejam como a cor vermelha, eles ficarão brancos como a neve. Ainda que sejam como vermelho escuro, eles ficarão brancos como a lã.” (Isaias 1:18)

“No entanto, era o nosso sofrimento que ele estava carregando, era a nossa dor que ele estava suportando. E nós pensávamos que era por causa das suas próprias culpas que Deus o estava castigando, que Deus o estava maltratando e ferindo. Mas ele estava sofrendo por causa dos nossos pecados, estava sendo castigado por causa das nossas maldades. Nós obtemos paz por causa do castigo que ele sofreu, somos sarados pelos ferimentos que ele recebeu. Todos nós éramos como ovelhas que se haviam perdido; cada um de nós seguia o seu próprio caminho. Mas o Senhor colocou sobre ele [Jesus] a culpa e o pecado de todos nós.” (Isaías 53:4-6)

“No dia seguinte, João viu Jesus, que vinha na direção dele, e disse: Olhem, ai está o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!” (João 1:29)

“Mas, se vivemos na luz, como Deus está na luz, então estamos unidos uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos limpa de todos os pecados. Se dissermos que não temos pecados, enganamos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Mas, se confessarmos os nossos pecados a Deus, ele cumprirá a sua promessa e fará o que é justo: perdoará os nossos pecados e nos limpará de toda maldade.” (1 João 1:7-9)

Toda vez que percebemos que podemos ter cometido algum pecado contra Deus, nós colocamos os olhos em Jesus. Ele morreu por nós. Confiando no que ele fez por nós, nós vamos até Deus e confessamos os nossos pecados. Com a ajuda do Espírito Santo podemos nos aproximar de Deus e dizer, audivelmente, a seguinte oração:

Pai celestial, venho a ti com muita tristeza no coração. Acabei de saber que a pílula que eu estava tomando pode causar micro-aborto. Não sei se já tive um aborto no silêncio. Se tu impediste esse pecado, ó Senhor, eu louvo o teu Santo Nome. Mas se eu já tive um aborto no silêncio, ó Senhor, suplico o sangue de Jesus que foi derramado por mim na Cruz. Lava-me com o sangue de Jesus e torna-me pura aos teus olhos. E, Pai celestial, já que este mundo está cheio de coisas confusas e difíceis de entender, eu suplico a ti: enche-me com o teu Santo Espírito! Por meio do teu Espírito Santo, ajuda-me a compreender a tua santa Palavra e mostra-me a tua santa vontade para a minha vida. Capacita-me a viver pela fé, abençoa-me e protege-me em minha confiança em ti. Peço-te tudo no nome de Jesus. Amém.

E agora, querida amiga, levante-se de seus joelhos e não fique triste, pois o Senhor nosso Deus é gracioso, onisciente e onipotente. Ele não só nos perdoa, mas também nos dá poder para transformar nossas experiências e erros em bênçãos (veja Romanos 8:28). Como Neemias disse às pessoas que estavam chorando:

“Vão agora para casa e façam um a festa. Este dia é sagrado para o nosso Deus. Por isso, não fiquem tristes, pois a alegria que o Senhor dá fará com que vocês fiquem fortes.” (Neemias 8:10)

Com as informações que acabou de ler, você ficou sabendo como é que funcionam alguns dispositivos e substâncias químicas usados na prática do planejamento familiar. Agora cabe a você proteger a sua saúde. Cuidando-se assim, você poderá também estar protegendo a vida de um futuro bebê.

Copyright 2004 Julio Severo. Proibida a reprodução deste artigo sem a autorização expressa de seu autor. Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia. E-mail: juliosevero@hotmail.com

Fonte: http://www.juliosevero.com/

[1] A palavra grega usada aqui em Lucas 1:44 para descrever uma criancinha no útero é “brefos.” Essa mesma palavra é também usada em Lucas 2:12 para se referir a um bebê recém-nascido e em 2 Timóteo 3:15 referindo-se a uma criança.
[2] The Position of Modern Science on the Beginning of Human Life, copyright 1975, Scientists for Life, Inc.), pág. 15.
[3] Complete Book of Baby & Child Care (The Focus on the Family Physicians Resource Council, U.S.A.: Colorado Springs, EUA, 1997), p. 4.
[4] Visite o site de Concerned Women for America:
www.cwfa.org
[5] Nota do Editor: Baseada no fato de que a vida humana começa na concepção — quando o espermatozóide fertiliza o óvulo —, CWA reconhece o termo “embrião humano” como idêntico ao termo “criança em gestação”.
[6] "The Intrauterine Device," ACOG Patient Education (Washington, D.C.: American College of Obstetricians and Gynecologists, 1995).
[7] Ibid.
[8] Ibid.
[9] Levonorgestrel, a manmade hormone, has been used in birth control pills for many years.
[10] John Wilks, A Consumer's Guide to the Pill and Other Drugs (Stafford, VA: American Life League, October 1997), 105.
[11] Ibid., 106.
[12] "Norplant: The New Danger in Birth Control," (Washington, D.C.: Concerned Women for America, 1997).
[13] Judie Brown, "Norplant" (Stafford, VA: American Life League, 1997).
[14] "Norplant: the New Danger In Birth Control".
[15] Darney, et al., "Acceptance and Perceptions of Norplant Among Users in San Francisco, USA," Studies in Family Planning, Vol. 21, #3, 5-6/90, 152-160, quoted in Judie Brown and Kristine Severyn, "What is Norplant?" (Stafford, VA: American Life League, 1997), 2.
[16] Ethylene Vinylacetate Copolymer (EVA).
[17] Athena Lantz, et al., "Ultrasound Characteristics of Subdermally Implanted Implanonä Contraceptive Rods," Contraception, Vol. 56, 1997, 301-304.
[18] Judie Brown, "What is Depo-Provera?" (Stafford, VA: American Life League, 1996), 1.
[19] Judie Brown, "Depo-Provera" (Stafford, VA: American Life League, 1997).
[20] Brown, "What is Depo-Provera?"
[21] Patient labeling insert for Depo-Provera Contraceptive Injection, revised March 1993, (Kalamazoo, MI: Upjohn Company, 1993).
[22] Judie Brown, "Anti-Fertility Vaccines" (Stafford, VA: American Life League, 1997).
[23] Um D&C cirúrgico removerá a camada do útero e parará o sangramento.
[24] "Abortion Techniques: Methotrexate" (Washington, D.C.: National Right to Life, 1997), 12.
[25] Wilks, 177.
[26] "Abortion Techniques: Methotrexate," 12.
[27] "Abortion Techniques: RU 486" (Washington, D.C.: National Right to Life, 1997), 10.
[28] Wilks, 163.
[29] As progestinas e o estrógeno da pílula são hormônios artificiais que fazem com que o corpo feminino acredite que está grávido, todos os meses, suprimindo a produção da progesterona e estrógeno normais do corpo.
[30] R. Rahwan, Contraceptives, Interceptives and Abortifacients, (Columbus: Division of Pharmacology, College of Pharmacy, Ohio State University, 1995), 8.
[31] Randy Alcorn, Does the Birth Control Pill Cause Abortions?, (Gresham, OR: Eternal Perspective Ministries, rev. March 1998), 17.
[32] Ibid, 46
[33] Obtained from a package insert of Jenestä-28 Tablets, a type of birth control pill.
[34] David Sterns, M.D., Gina Sterns, R.N., B.S.N., and Pamela Yaksich, B.S., "How the IUD and 'The Pill' Work: Gambling With Life" (Stafford, VA: American Life League, 1990).
[35] Judie Brown, "The Pill" (Stafford, VA: American Life League, 1997).
[36] Judie Brown, "Emergency Contraception: The Morning-after Pill" (Stafford, VA: American Life League, 1997).
[37] Dr. Brian Clowes, The Facts of Life (Human Life International: Front Royal, EUA, 1997), pp. 65,66.
[38] Ibd., 66.
[39] Ibd., 66.

2 de agosto de 2002

Suécia Adota Medidas para Tornar Crime a Oposição ao Homossexualismo

Suécia Adota Medidas para Tornar Crime a Oposição ao Homossexualismo

Do correspondente Bob Kellogg

O governo sueco está adotando medidas para proibir os cristãos de expressar posições bíblicas nas questões.

O Parlamento Sueco está a um passo de mudar a constituição da nação para banir opiniões, orais ou impressas, que se oponham ao homossexualismo e a qualquer outro estilo de vida alternativo. Se a emenda à constituição se tornar realidade, os infratores poderiam ser submetidos a sentenças de prisão.

Os legisladores suecos aprovaram, com uma vitória bem apertada, a emenda na semana passada. Annalie Enochson, cristã membro do Parlamento, disse que o lobby homossexual na Suécia é pequeno, mas forte. Ela apontou que a medida passou com 56 por cento dos votos apenas.

“Geralmente, para mudar a constituição deve haver a aprovação de quase todos — quero dizer, deve haver aproximadamente 80 ou 90 por cento de aprovação”, disse Enochson. “Cinqüenta e seis é um número muito, muito baixo”.

Em setembro a emenda terá de ser votada novamente depois das eleições. Se passar de novo, entrará em vigor a partir de janeiro. Enochson afirmou que, sob essa emenda, os cristãos poderiam ser presos por expressar suas convicções nas igrejas.

“Isso significa que pessoas do lobby homossexual poderiam se sentar em nossas igrejas com um gravador e escutar alguém e dizer: ‘O que você está afirmando agora é contra nossa constituição’”.

Ela disse que qualquer pessoa condenada de violar a emenda constitucional poderia passar de seis meses a quatro anos na cadeia.

Bob Knight, diretor do Instituto da Família e Cultura de Concerned Women for America (Mulheres Preocupadas com os EUA, entidade evangélica fundada por Beverly LaHaye), predisse que os EUA logo terão leis semelhantes.

“O exemplo da Suécia deve ser usado para despertar o resto do mundo para a realidade de que o objetivo aí é tornar crime o Cristianismo”, comentou Knight.

Enochson acrescentou que os ativistas a favor do homossexualismo logo estarão fazendo lobby para legalizar os casamentos homossexuais na Suécia.

Traduzido por Julio Severo: http://www.juliosevero.com.br


Fonte: http://www.family.org/cforum/fnif/news/a0021073.html

22 de julho de 2002

Gays podem mudar

REVISTA DA ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE PSICOLOGIA PUBLICOU PESQUISA MOSTRANDO QUE OS HOMOSSEXUAIS PODEM MUDAR

A edição de junho de 2002 da prestigiosa revista Professional Psychology: Research and Practice (Psicologia Profissional: Pesquisa e Prática), publicada pela Associação Americana de Psicologia, publicou um abrangente documento de pesquisa sobre a questão da mudança de orientação sexual. Os clientes têm o direito de ir atrás de uma mudança, diz o autor, pois “a orientação sexual, que antes se julgava uma característica imutável, é realmente bem flexível para algumas pessoas”. O artigo escrito pelo Dr. Warren Throckmorton é intitulado “Descobertas Empíricas e Clinicas Iniciais com relação ao Processo de Mudança para Ex-Gays”.

“Estou contente com o fato de que essa pesquisa chegará até os psicólogos e profissionais de saúde mental que podem não estar cientes das questões dos ex-gays”, diz Throckmorton, diretor da área de aconselhamento da Faculdade Grove City. “Toda a literatura que examinei contradiz a posição das mais importantes organizações de saúde mental, pois são da opinião que a orientação sexual, que outrora se julgava uma característica sexual imutável, é realmente bem flexível para muitas pessoas, mudando como resultado de terapia para alguns, ministério para outros e espontaneamente para ainda outros”.

O artigo de Throckmorton resume as experiências de milhares de pessoas que acreditam que sua sexualidade mudou como resultado de aconselhamento e ministérios de reorientação. A recomendação final do documento de Throckmorton declara: “Os profissionais da área de saúde não deveriam recusar ajuda aos clientes que estão atrás de um meio de deixar de ser gays. Pelo contrário, deveriam respeitar a diversidade de escolha e considerar encaminhá-los a um profissional ou ministério de um ex-gay”.

Veja o resumo do artigo no próprio jornal da APA:
http://www.apa.org/journals/pro/602ab.html#2
Veja o lançamento do documento da Faculdade Grove City College:http://www.gcc.edu/news/releases/spring2002/5-29throckmortonresearch.htm

1 de julho de 2002

Governo Mundial

GOVERNO MUNDIAL
De que modo os Acordos da ONU sobre os Direitos das Mulheres e das Crianças Minam os Valores da Família, os Valores Evangélicos e a Soberania dos Países

Julio Severo

Com o medo do terrorismo se espalhando pelo mundo inteiro hoje, as nações clamam por uma união internacional para eliminar a ameaça dos atentados. Alguns acham que só um governo mundial poderia dar mais segurança, paz e justiça e dirigir a humanidade nestes tempos difíceis. E quando pensam num governo desse tipo, autoridades de vários países concordam que só a Organização das Nações Unidas (ONU) tem as qualificações necessárias. O que realmente pode acontecer se a ONU ganhar mais autoridade para agir como um governo mundial?

Ainda que a ONU não esteja governando o mundo diretamente agora, poucas pessoas estão conscientes da sua crescente influência em cada país. Pouca gente sabe que as agências dentro do sistema da ONU estão envolvidas numa campanha para minar os alicerces da sociedade — a família constituída por um pai e mãe casados, as religiões que apóiam a importância vital do casamento e da moralidade sexual tradicional e as estruturas legais e sociais que protegem essas instituições.[1] Utilizando o acobertamento político dos acordos internacionais que promovem os direitos das mulheres e das crianças, a ONU está influenciando cada país a mudar suas leis e constituições para adotar planos que acabarão afetando de modo negativo a vida das mulheres e das crianças.[2]

Esses planos são preocupantes, pois a ONU em sua Declaração Universal dos Direitos Humanos proclama: “A família é a célula natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção da sociedade e do Estado”. [3] Além disso, a ONU sempre incluiu em seus acordos e documentos termos que reconhecem o direito de cada país determinar suas normas e práticas culturais.
Mas esse respeito da ONU para com a soberania das nações está se enfraquecendo, enquanto agências dessa organização colocam em ação planos para mudar as sociedades, principalmente através da Convenção dos Direitos da Criança (CDC)
[4] e a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW — sigla do original em inglês Convention on the Elimination of All Forms of Discrimination Against Women).[5] Com o apoio do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, relatórios da ONU recomendam que cada país:

· Elimine suas leis que proíbem a prostituição, possibilitando assim a sua legalização. O relatório da CEDAW, por exemplo, observa, com relação à Alemanha (que já legalizou a prostituição), que “embora sejam por lei obrigadas a pagar impostos, as prostitutas ainda não gozam a proteção das leis sociais e trabalhistas [da Alemanha].” [6]

· Torne o aborto um “direito livre” protegido por leis nacionais e internacionais, dando às adolescentes acesso irrestrito e tornando a falta de serviços de aborto um crime em todos os casos. Um relatório da ONU sobre a Croácia, por exemplo, nota que o fato de que “alguns hospitais se recusam a oferecer serviços de aborto porque os médicos não participam devido às suas convicções morais… [constitui] violação dos direitos reprodutivos das mulheres.”[7]

· Diminua a importância do papel das mães e aumente os incentivos para elas trabalharem fora em vez de permanecerem no lar para cuidar dos filhos. [8] A ONU criticou a República da Geórgia, por exemplo, pela “ampla aceitação dos papéis estereotipados das mulheres em políticas governamentais, na família e na vida pública, baseada nos modelos de conduta e atitudes que enfatizam demais o papel das mulheres como mães.” [9]

· Diminua a autoridade dos pais e ao mesmo tempo aumente os direitos das crianças. Em 1995, o comitê da CDC repreendeu o Reino Unido por permitir que os pais retirassem seus filhos das aulas de educação sexual por causa de conteúdo impróprio e imoral. [10] Recentemente, esse comitê quis saber de que modo as autoridades portuguesas estão colocando em prática a CDC. A delegação portuguesa informou, em resposta, que Portugal criou uma lei proibindo os pais de disciplinarem os filhos fisicamente. Esse comitê da ONU é famoso por interferir com os direitos dos pais e em muitas ocasiões pressionou países a proibir os pais de aplicarem disciplina física nos filhos em casa.

Não há dúvida de que esses planos da ONU colocam em risco o direito natural das famílias, os direitos dos pais, a soberania nacional e a livre expressão das convicções e valores cristãos. Os comitês da CDC e da CEDAW podem até insistir em que suas recomendações levam em consideração os melhores interesses das crianças e das mulheres, mas a realidade mostra outro quadro.

OS PLANOS DA ONU PARA ESTABELECER NOVAS NORMAS SOCIAIS
A família sempre recebeu tratamento especial por causa de seu importante papel na sociedade. Muitas declarações e acordos do início da ONU respeitam a família e a liberdade religiosa e reconhecem que o governo não tem a capacidade de substituir o papel da família na sociedade.
Por exemplo, a Declaração Universal dos Direitos Humanos especifica: “O papel da mulher como mãe e a infância têm direito à assistência especial.” [11] Esse direito dá às mães condições de cuidar de seus filhos no lar e as protege de políticas sociais que: (a) tiram de seus maridos as condições de sustentar uma família com um salário digno e (b) forçam as mães a deixar o lar e os filhos a fim de trabalhar fora.

Um dos acordos da ONU diz:

Deve-se dar à família a mais ampla proteção e assistência possível. [12]

Os países… devem respeitar a liberdade dos pais… de escolher para seus filhos escolas diferentes das escolas estabelecidas pelas autoridades públicas… e devem garantir a educação moral e religiosa de seus filhos conforme as convicções pessoais dos pais. [13]

Contudo, várias agências da ONU estão tentando forçar os países a implementar uma interpretação diferente e radical dos acordos sobre os direitos das mulheres e das crianças.

MINANDO O PAPEL FUNDAMENTAL DA FAMÍLIA
As pesquisas na área da ciência social mostram que a família natural é onde crianças são criadas por um pai e mãe casados. Todas as outras formas de família apresentam ligações com elevados índices de crime, nascimentos ilegítimos, dependência de serviços de assistência social, vício de álcool e drogas, níveis baixos de educação, renda inferior, menos saúde e uma expectativa de vida menor. Filhos que nascem fora do casamento sofrem um risco mais elevado de mortalidade infantil, principalmente no caso de mães adolescentes. Eles desenvolvem mais lentamente a capacidade de se comunicar e aprender, têm problemas emocionais e comportamentais e, na adolescência, se envolvem com crimes. [14] A ciência social também documenta os efeitos do divórcio nas crianças, [15] os quais incluem delinqüência juvenil, abuso infantil, pobreza, envolvimento sexual precoce, índice elevado de nascimentos fora do casamento e índices elevados de coabitação com “namorados”.

De que modo a ONU está querendo levar as famílias nessa direção? Concerned Women for America (Mulheres Preocupadas com o Bem-Estar dos EUA), a organização evangélica fundada pela conhecida escritora Beverly LaHaye, mostra: “A CEDAW mina a estrutura da família tradicional nas nações que respeitam a família. A CEDAW declara: ‘É necessário mudar os papéis tradicionais dos homens e das mulheres na sociedade e na família para se alcançar a plena igualdade entre homens e mulheres’. A CEDAW também requer que os países tomem todas as medidas apropriadas para ‘modificar os padrões sociais e culturais de condutas masculinas e femininas, a fim de realizar a eliminação dos preconceitos com base nos papéis masculinos e femininos’. Para implementar esses objetivos, a CEDAW exigiu, por exemplo, que o pequeno país europeu do Luxemburgo mudasse suas ‘atitudes estereotipadas que tendem a mostrar os homens como chefes de família e responsáveis pelo sustento da casa e as mulheres principalmente como donas de casa’”.[16]

Minando os Papéis e os Direitos dos Pais
Gary Becker, professor da Universidade de Chicago, diz em sua pesquisa que, ainda que o marido tenha uma renda trabalhando fora, a esposa desempenha um papel econômico mais importante do que o dele, com relação à família e à comunidade, quando ela permanece no lar para criar filhos felizes e saudáveis.
[17]

Entretanto, os relatórios mais recentes da ONU instruem as nações a eliminar, mediante legislação, as normas culturais que apóiam o papel das mães no lar. Em vez de protegerem a posição das mães que escolhem permanecer no lar para cuidar dos filhos, os relatórios da ONU recomendam, com o pretexto de elevar a condição das mulheres e reduzir a discriminação, políticas que as afastem de seu trabalho como mãe no lar.
De acordo com Concerned Women for America
[18], esses relatórios recomendam, entre outras políticas, que cada nação

· Trate o Dia das Mães e o papel de mãe da esposa como uma “invenção social” sem importância.

· Mude as constituições que protegem o papel das mães que preferem permanecer no lar.

· Deixe claro que as mulheres profissionais que trabalham fora do lar têm uma posição social mais elevada do que as esposas que permanecem no lar.

Um relatório da CEDAW, por exemplo, mostrou-se “preocupado porque o Artigo 41.2 da Constituição Irlandesa reflete uma ‘visão estereotípica do papel das mulheres no lar e como mães’”. [19] Afinal, o que é que a Constituição Irlandesa diz que está incomodando tanto a ONU? Veja:

O Estado, pois, se compromete a proteger a família em sua constituição e autoridade, como a base necessária da ordem social e como indispensável ao bem-estar da nação e do Estado. De modo particular, o Estado reconhece que com sua vida no lar a mulher dá ao Estado um apoio sem o qual não se poderia alcançar o bem comum. O Estado, pois, se empenhará para assegurar que as mães não sejam obrigadas por necessidades financeiras a trabalhar fora, negligenciando assim seus deveres no lar. [20]

Além disso, a CEDAW recomendou que o governo da Armênia utilize as escolas públicas e os meios de comunicação para combater o estereótipo tradicional da mulher no papel de mãe. [21] A CEDAW também criticou a Bielorússia pela “ampla aceitação de estereótipos de papéis sexuais, tais como… símbolos como o Dia das Mães… que encorajam os papéis tradicionais das mulheres.” [22]

Creches do Governo como Mães Substitutas
Para empurrar mais mães para o mercado de trabalho fora do lar, os relatórios da ONU insistem em que cada país mude suas leis a fim de garantir

· Ampla disponibilidade de creches para recém-nascidos.
· Estabelecimento de educação pré-escolar para criancinhas (outra forma de creche estatal).

Os comitês que atuam na ONU estão sempre pressionando as nações a aumentar o número de creches financiadas pelo governo, apesar da imensa quantidade de pesquisas que mostram que a maioria das mães prefere permanecer no lar para criar suas criancinhas e que mostram que crianças criadas fora do lar muitas vezes sofrem conseqüências negativas por muito tempo. Por exemplo, um estudo recente realizado pela Fundação Nacional do Canadá para a Educação e Pesquisa da Família constatou que em média as crianças criadas em creche têm um comportamento emocional, intelectual e social pior do que as crianças criadas no lar. [23]

Com relação à Alemanha, a ONU se mostrou insatisfeita com o fato de que por causa do cuidado de crianças pequenas, as esposas estavam tendo dificuldade de se dedicar a uma profissão fora do lar. Então revelou a necessidade de se criar creches para criancinhas de 0 a 3 anos. [24]

Concerned Women for America afirma: “A CEDAW mina a importância do papel dos pais na criação dos filhos. A CEDAW declara que em assunto de família ‘os interesses das crianças serão supremo’. Contudo, quem é que vai decidir os ‘melhores interesses’ das crianças? Com relação a essa questão, a CEDAW deixou claro que o governo, não os pais, é que sabem melhor como lidar com as crianças. O Comitê da CEDAW ridicularizou o governo da Eslovênia porque só 30 por cento das crianças com menos de três anos estavam em creches. Os restantes 70 por cento, afirmou o Comitê, estavam perdendo as oportunidades sociais e educacionais que as creches oferecem”.[25]

Aumentando os Direitos das Crianças
A Declaração Universal dos Direitos Humanos declara: “Os pais têm o direito prioritário de escolher o tipo de educação que será dada a seus filhos.”
[26] Além disso, todos os países sempre protegeram e respeitaram o papel dos pais na formação do caráter dos filhos. Apesar disso, a ONU está buscando maneiras de alterar as leis de cada país na área dos direitos dos pais com relação aos filhos.

Os comitês da ONU estão influenciando os países a dar às crianças:

· O direito à privacidade, até mesmo dentro da própria família.

· O direito a aconselhamento profissional sem o consentimento ou orientação dos pais.

· O pleno direito ao aborto e aos anticoncepcionais, até mesmo em violação da ética e desejos dos pais.

· O direito à total liberdade de expressão no lar e na escola.

· Os meios legais para desafiar na justiça a autoridade dos pais no lar.

O direito à privacidade estabelece paredes legais entre pais e filhos dentro do próprio lar. Normalmente, quando os filhos demonstram comportamento rebelde, a sociedade dá aos pais liberdade para aplicar disciplina. Mas a ONU está tentando estabelecer, através de políticas e leis, condições que promovem esse tipo de rebelião. Embora o que a ONU diz sobre as crianças pareça bom, Focus on the Family (Valor para a Família), a organização evangélica fundada e presidida pelo Dr. James Dobson, alerta: “[A Convenção dos Direitos da Criança] parece algo bonito e inocente, mas o que não estão dizendo é que [esse documento] é um plano radical das Nações Unidas para usurpar as responsabilidades dos pais”.[27]

Concerned Women for America também dá seu alerta: “A Convenção dos Direitos da Criança vai muito além de simplesmente proteger… Intromete-se nos assuntos pessoais da família, colocando os filhos em inimizade com os pais. Com relação à disciplina física… alguns pais se queixam de que a CDC está roubando seu direito de criar seus filhos de um modo disciplinado. A preocupação dos pais é que se aplicarem disciplina física, eles serão levados a julgamento. A experiência em outros países prova que sua preocupação tem fundamento. A ONU criticou o Canadá duas vezes (em 1995 e 2000) por permitir legalmente que os pais disciplinem os filhos fisicamente. Em 2001, a pedido de assistentes sociais a polícia canadense tomou sete crianças, de idades entre 6 e 14, de seus pais evangélicos. As crianças choravam e protestavam enquanto a polícia as arrastava para fora de casa. O tribunal só deu permissão para as crianças voltarem para casa depois que os pais concordaram em não mais aplicar a disciplina física nos filhos. O Rev. Henry Hildebrandt, pastor da família, explicou para as autoridades que a família estava apenas obedecendo ao que Deus diz em Provérbios 13:24: ‘O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina’. (RA) Ele afirmou que o significado dessa passagem é que os pais precisam aplicar a disciplina física nos filhos, porém deixou claro que esse versículo não é uma autorização para causar ferimentos nas crianças. Quando as autoridades começaram a questionar mais pais evangélicos, 26 mães e 74 crianças fugiram para os Estados Unidos… A única coisa que a CDC garante é uma base excelente para as organizações de esquerda separarem os filhos das famílias que vivem uma vida religiosa ou moralmente íntegra”.[28]

A CDC dá tantos direitos às crianças que os pais poderiam ser impedidos de proibir os filhos de ver pornografia no computador ou na TV. [29] Se esses direitos passarem a fazer parte das leis nacionais, os filhos poderiam ganhar fácil acesso à assistência legal para desafiar os pais nos tribunais.

O comitê da CDC, num relatório, explica que “está preocupado com as leis que não permitem que as crianças, de modo particular os adolescentes, busquem aconselhamento médico ou legal sem o consentimento dos pais.” [30] O aconselhamento para crianças inclui conselhos sobre anticoncepcionais e até mesmo encaminhamento para serviços médicos de aborto, sem a orientação dos pais, como já ocorre em alguns países “avançados”. Na área de aconselhamento, a ONU tenta afastar as crianças da direção moral direta dos pais, apesar de que uma recente pesquisa da Revista da Associação Médica Americana mostrou o que acontece quando os pais não dão nenhuma liberdade para que seus filhos se envolvam com anticoncepcionais e sexo fora do casamento: tal cuidado funciona como uma forma eficiente de proteger os filhos de uma gravidez na adolescência. [31]

A ONU sente-se muito incomodada com a liberdade que os pais têm para guiar a educação moral de seus filhos. Em 1995, o comitê da CDC repreendeu o Reino Unido através da seguinte declaração:

Insuficiente atenção se dá ao direito de a criança expressar suas opiniões, inclusive nos casos em que pais na Inglaterra e em Gales têm a possibilidade de tirar seus filhos de algumas aulas de educação sexual nas escolas. Nessa como em outras decisões… a criança não é convidada a expressar suas opiniões e essas opiniões talvez não sejam levadas em consideração, conforme se exige no artigo 12 da Convenção [dos Direitos das Crianças]. [32]

Por que tanto empenho para que as crianças não percam as aulas de educação sexual? Lynette Burrows, líder pró-família no Reino Unido, alerta sobre os grupos que estão apoiando a ONU em sua busca de maior liberdade para as crianças: “Quem mais apóia os ‘direitos das crianças’ são as organizações homossexuais e de pedófilos [indivíduos que se envolvem sexualmente com crianças], que percebem que o modo mais fácil de obter acesso a crianças é reivindicando sua liberação, expondo-as assim à conduta predatória dos que querem lhes fazer mal.” [33]

MUDANDO AS NORMAS SEXUAIS DA SOCIEDADE
Para a sociedade, é muito importante canalizar para o casamento a sexualidade, a paternidade e a maternidade. Tal norma cultural garante, melhor do que reformas sociais e leis, a redução da violência contra as mulheres e as crianças. Garante também índices mais baixos de crimes, maior união social, mais longevidade, melhor saúde, níveis mais elevados de educação e renda e menos casos onde bebês inocentes passam pela experiência infeliz de nascer fora do casamento e serem criados sem um pai natural.
[34]

No entanto, quando promovem serviços de aborto, contracepção para crianças e adolescentes, redefinições de gênero, prostituição e educação sexual pornográfica, as políticas da ONU estão também promovendo o sexo fora do casamento como uma norma cultural aceitável.

Transformando as Normas Sexuais
Dar anticoncepcionais para adolescentes é uma questão bastante polêmica, principalmente quando o governo defende que os menores tenham acesso mesmo contra a vontade dos pais. A ONU publica numerosos relatórios sobre educação sexual para crianças e adolescentes, encorajando abertamente o uso do controle da natalidade e da camisinha. Mas o que é interessante é que nenhum desses relatórios propõe a abstinência sexual antes do casamento. Em vez de colaborar com os pais na formação moral das crianças, os comitês da CEDAW sempre deixam claro que os adolescentes devem ter:

· Acesso total a anticoncepcionais e a serviços de aborto, sem a permissão dos pais.

· Acesso a serviços de aconselhamento médico sem o consentimento dos pais.

Os comitês da ONU há muito tempo buscam proteger a prática do aborto nas leis de cada país. Esses comitês defendem a posição de que a autoridade dos pais não seja levada em consideração quando, por exemplo, um conselheiro de escola pública encaminhar uma adolescente a um serviço médico de aborto. Assim, a privacidade das famílias sofre uma invasão cruel da autoridade do governo.

· Em países onde o aborto é uma questão muito polêmica, como o Peru, os comitês da ONU defendem o aborto com o pretexto de que sua prática protege a saúde das mães (embora muitas pesquisas demonstrem que o aborto é quatro vezes mais perigoso para a saúde da mãe do que o parto [35]).

· Em países onde as leis proíbem o aborto, como o México, os comitês da ONU incentivam as autoridades a “rever sua legislação para que, onde for necessário, seja garantido às mulheres acesso rápido e fácil ao aborto”. [36]

· Em países onde a constituição proíbe o aborto, como a Irlanda, a ONU “exorta o governo a facilitar um diálogo nacional sobre os direitos reprodutivos das mulheres, inclusive sobre as leis de aborto…” [37] O povo da Irlanda, porém, já rejeitou em dois plebiscitos tentativas de fazer a constituição nacional permitir o aborto. Mas a ONU não parece estar contente com a vontade do povo.

Os comitês da ONU chegam ao ponto de atacar as leis que dão liberdade de consciência aos médicos que, por motivos religiosos ou morais, não aceitam realizar aborto numa mãe. Por exemplo, a ONU “expressou especial preocupação com o fato de que há poucos serviços de aborto disponíveis para as mulheres no Sul da Itália, por causa da elevada incidência de médicos e equipes de hospitais que escolhem não participar por motivos de consciência.” [38] Chega a parecer que a ONU deseja que sejam tomadas medidas contra esses médicos.

Redefinindo Gênero: Reconstruindo as Normas Sociais
A ONU está determinada a remover toda estrutura cultural e legal que protege a paternidade e a maternidade natural e a criação de crianças em famílias onde o pai e a mãe são legalmente casados. Os comitês da ONU recomendam:

· Combater os papéis sexuais tradicionais e os estereótipos.

· Definir gênero como simplesmente uma invenção social, não uma diferença biológica.

· Reescrever os livros escolares e os currículos de todas as séries escolares para promoverem a nova definição de gênero.

· Financiar estudos de gênero que promovam atitudes mais tolerantes para com estilos de vida sexual diferentes.

· Realizar campanhas públicas para promover as questões de gênero.

Para a maioria das pessoas, gênero é a diferença biológica natural entre o homem e a mulher. Mas os relatórios da ONU tentam dar outra interpretação: gênero é uma “invenção social”, isto é, os papeis que os homens e as mulheres desempenham foram criados pela sociedade e não têm nenhum valor. Por exemplo, esposas que permanecem em casa para cuidar dos filhos enquanto os maridos trabalham fora são uma invenção da sociedade. Numa sociedade “justa”, os homens também deveriam permanecer em casa para cuidar dos filhos enquanto as esposas trabalham fora para sustentar o marido e os filhos. O termo gênero também envolve a aceitação do estilo de vida homossexual.

Referindo-se a uma conferência da ONU sobre os direitos das mulheres, o Dr. James Dobson, líder evangélico em assuntos de família, disse: “O que se pretende é uma nova maneira de olhar para a sexualidade humana… A identificação sexual, dizem os radicais, é algo que a sociedade impõe sobre as crianças… Certa escritora feminista expressou isso assim: ‘Embora muitas pessoas achem que os homens e as mulheres são a expressão natural de um plano genético, gênero é um produto do pensamento e cultura humana, uma construção social que cria a “verdadeira natureza” de todas as pessoas’. Em outras palavras, as únicas diferenças biológicas entre homens e mulheres são características externas relativamente insignificantes. Portanto, se protegermos as crianças de todo tipo de condicionamento social e religioso, as pessoas serão livres para trocar de papéis de gênero existentes conforme preferirem. Ao levar esse conceito para sua conclusão ilógica, os radicais querem dissolver os papéis tradicionais das mães e pais… Depois que as características femininas e masculinas não mais puderem ser protegidas como direitos civis, tudo sobre a diferença sexual mudará. O governo decretará leis dividindo todas as responsabilidades familiares meio a meio. Decretará que todas as empresas deverão ter 50 por cento de mulheres e 50 por cento de homens em cada um de seus postos de trabalho. O exército também deverá ser dividido de maneira igual entre homens e mulheres, inclusive para missões de combate terrestre, e as moças deverão automaticamente, ao completarem 18 anos, se alistar no serviço militar. Não se aceitará absolutamente nenhuma diferença entre os sexos. Em resumo, a diferença entre a masculinidade e a feminilidade desaparecerá completamente das culturas do mundo. Contudo, é claro que há um problema espinhoso com essa opinião unissex. Ela contradiz Gênesis 1:27, onde lemos: ‘Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou’. (Gênesis 1:27 RA) Ignora também as palavras de Jesus, que disse: ‘Não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea…’ Então ele disse: ‘Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne’. (Mateus 19:4-5 RC)”[39]

A ONU está decidida a redefinir os padrões sexuais através de sua interpretação do termo gênero. Essa redefinição tem dois objetivos: eliminar os estilos de vida masculinos e femininos tradicionais e promover como normal estilos de vida diferentes do masculino/feminino natural. Junto com a obscura palavra gênero, a ONU vem procurando incluir em seus documentos outro termo polêmico, orientação sexual, que os ativistas gays usam para defender suas práticas sexuais. O que acontecerá quando os papéis sexuais tradicionais forem eliminados? O Dr. Dobson diz: “Sendo liberto de seus preconceitos tradicionais, um individuo poderá decidir se quer ser homem, mulher, homossexual, lésbica ou transsexual. Alguns vão querer tentar todos os cinco estilos sexuais”.[40]

Concerned Women for America comenta: “O Comitê da CDC incentiva as nações a acabar com a chamada discriminação de ‘gênero’, que é uma estratégia para favorecer as meninas sobre os meninos e normalizar o homossexualismo como equivalente moral da sexualidade normal.[41] Para combater a ‘discriminação contra as mulheres’, a CEDAW expressou preocupação que no Quirguistão ‘o Código Penal classifica o lesbianismo como crime sexual’ e ordenou que ‘o lesbianismo seja, numa nova concepção, visto como orientação sexual e que toda pena contra sua prática seja abolida’, independente dos costumes culturais e religiosos do país”.[42]

INTOLERÂNCIA PARA COM A LIBERDADE RELIGIOSA
As normas morais da Europa e do continente americano estão de modo geral alicerçadas nas tradições cristãs. Essas normas sempre foram um forte apoio para a família, para os direitos dos pais e para o comportamento sexual normal. Mas pelo fato de que está querendo a aceitação de condutas que o Cristianismo proíbe, a ONU percebe que suas políticas acabarão provocando um confronto com as igrejas cristãs.

No campo dos direitos da mulher, o Cristianismo tem sido atacado pela ONU principalmente por defender atitudes, valores e ensinos bíblicos que tornam a esposa submissa ao marido.

Logo depois do encerramento da 72º sessão do Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas em julho de 2001, o jornalista Joe Woodard, do jornal canadense The Calgary Herald, [43] realizou um extensa estudo sobre a verdadeira postura da ONU com relação às religiões, principalmente o Cristianismo. A posição da ONU nessa questão teria, segundo ele, um só objetivo: eliminar toda moral absoluta que não seja compatível com a nova ordem mundial.

O artigo cita diversas personalidades, como Hermina Dykxhoorn, presidente da Federação de Mulheres Unidas pela Família no Canadá. Essa federação integra um grupo que exerceu pressão a favor dos valores familiares em várias conferências da ONU. Dykxhoorn explica que na conferência de Istambul em 1996, o diretor geral da Organização Mundial da Saúde, na época o Dr. Hiroshi Nakajima, afirmou diante da imprensa que “as religiões monoteístas não são compatíveis com a nova ordem mundial”. A Sra. Dykxhoorn, que é evangélica presbiteriana, afirma que a liderança da ONU está muito incomodada com as religiões monoteístas, de modo particular o Cristianismo, o qual enfatiza a santidade da vida humana, o sexo somente dentro do casamento e a santidade da família. A ONU, porém, não demonstra preocupação com religiões como o hinduismo e o budismo, que possuem princípios morais mais flexíveis.

De que maneira age a ONU em questões de importância para o Cristianismo?

Aborto e Controle Populacional
Woodard afirma que o controle populacional e o aborto são os pontos em que os líderes da ONU se chocam com as religiões de seus países membros, onde a burocracia e as políticas globais contrariam a consciência e a fé das pessoas.

Como primeiro exemplo, o autor explica que entre as principais conclusões da sessão de direitos humanos da ONU está a orientação de que o governo da Guatemala legalize o aborto. Líderes liberais dentro da ONU sentem-se descontentes com o fato de que a constituição desse país garante o direito à vida desde o momento da concepção. Para ajudar a mudar essa situação, o governo canadense está contribuindo dois milhões de dólares para o Fundo de População da ONU (FNUAP) com o objetivo de realizar campanhas que defendam leis a favor do aborto. Mercedes Wilson, uma ex-delegada da Guatemala na ONU, afirmou em declaração para LifeSite News que “o Ocidente está tirando tudo dos países pobres. Tudo o que nos resta são nossos filhos e nossa fé. Agora o Ocidente está tirando nossa fé e nossos filhos. É algo horrível o fato de que os canadenses estejam pagando com seus impostos algo que trará muitos danos a nosso país”. O trabalho da Sra. Wilson em defesa da família é conhecido e ela costuma participar de programas de rádio do Dr. James Dobson nos EUA.

Austin Ruse, especialista em direitos humanos de Nova Iorque, explicou que as agências da ONU, como o UNICEF, o FNUAP e o Programa de Desenvolvimento (PUND), trabalham e agem como se fossem um governo mundial e interpretam os acordos da ONU de maneira radical. Não existe um acordo oficial na Assembléia Geral sobre um direito universal ao aborto, mas o UNICEF, o FNUAP e o PUND atuam como se existisse. O aborto é um direito sagrado para eles e sempre é sutilmente incluído nas conferências da ONU. Geralmente, o aborto é promovido sob o eufemismo de “serviços reprodutivos” e “saúde reprodutiva”. “Direitos reprodutivos” também envolve direito ao aborto.

Essas questões não estão distantes de nós. Há no Brasil grupos radicais apoiados pela ONU. Alguns anos atrás, houve uma tentativa cristã de colocar em nossa constituição nacional um artigo defendendo as crianças em gestação contra o aborto legal, mas grupos feministas financiados pela ONU conseguiram derrotar os esforços dos grupos cristãos. Assim a ONU comenta esse episódio:

No Brasil organizações não-governamentais chefiadas por mulheres contribuíram para impedir uma proposta de alteração à constituição destinada a garantir a vida desde o momento da concepção. Tal medida teria proscrito, efetivamente, o aborto. Com a ajuda de um subsídio de emergência do IWHC, esses grupos ajudaram a educar… os meios de comunicação e os legisladores acerca dos efeitos negativos que tal medida teria sobre a saúde e os direitos das mulheres.[44]

A questão moral do aborto coloca em destaque o confronto entre os valores globais da ONU e os valores cristãos. Os comitês das ONU também acreditam que os hospitais evangélicos que se recusam a oferecer serviços de aborto cometem crime de discriminação contra as mulheres. [45] Na verdade, mesmo desconsiderando a tradição cristã, médicos que não realizam aborto estão apenas seguindo a antiga tradição de Hipócrates, o pai da medicina, que ensinava os médicos a defender a vida humana. Mas a ONU tem procurado transformar essa tradição médica contra o aborto em violação dos direitos humanos das mulheres.

Nas conferências da ONU há intensos debates para avançar a questão do aborto, o homossexualismo e a autonomia das crianças, afastando-as da autoridade dos pais. Para promover o homossexualismo, os grupos feministas e socialistas na ONU querem substituir a palavra “família” pela frase “família em suas várias formas”.

As atitudes da ONU nessas questões demonstram hostilidade não só contra o Cristianismo, mas também contra todos os valores morais que sustentam a família em todo o mundo. [46]

Para promover apoio religioso às políticas da ONU, há um movimento de várias religiões dentro da ONU chamado Iniciativa das Religiões Unidas (IRU). A IRU foi fundada em 1995 e trabalha em 58 países. Junto com protestantes e católicos liberais, a IRU tem como membros bruxas, druidas e membros do movimento Nova Era. A IRU mistura elementos de todas as religiões, é hostil aos valores cristãos conservadores e já declarou que pretende eliminar o “proselitismo religioso em áreas sob sua influência.” [47]

Para neutralizar a oposição a seus planos, os comitês da ONU alegam que apenas querem elevar a condição das mulheres e crianças dos países pobres. Mas Concerned Women for America alerta: “As mulheres pobres nos países em desenvolvimento estão lutando para suprir suas necessidades diárias básicas — educação, saúde, nutrição, etc. As feministas radicais dos EUA e Europa tiram vantagem da situação infeliz dessas mulheres para promover direitos sexuais e reprodutivos para as mulheres e até meninas. Utilizando como pretexto os ‘direitos humanos’ e apelando em favor das necessidades das mulheres dos países pobres, as feministas insistem em que os governos devem implementar em seus países os planos da CEDAW”.[48]

O QUE PODEMOS FAZER
A Carta da ONU reconhece que cada país tem o direito de determinar suas próprias leis. Mas as tentativas de fortalecer a família e os direitos dos pais através de legislação apropriada em nosso país estão sob sério risco por causa da interpretação radical que os grupos feministas e socialistas fazem da Convenção dos Direitos da Criança e a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres.

Além disso, quando o governo brasileiro seleciona grupos para participar das conferências da ONU, somente os socialistas e as feministas têm se colocado à disposição. Onde estão os grupos evangélicos a favor da família? É hora de os líderes evangélicos que têm interesse no bem-estar da família se apresentarem oficialmente para participar dessas conferências. Precisamos representar nosso país lá fora e ajudar a mudar as políticas globais da ONU. Precisamos ajudar o Brasil a assumir um posicionamento que

· Deixe claro para a ONU que os brasileiros são a favor do direito dos pais, principalmente de fazer decisões com relação à saúde, educação e criação religiosa de seus filhos. O Brasil deve se envolver na defesa do direito fundamental de os pais dirigirem a educação moral e espiritual de seus filhos e também deve fortalecer as leis que protegem a família.

· Não aceite a redefinição dos papéis sexuais através de termos ambíguos como gênero e orientação sexual.

· Expresse a vontade do povo brasileiro. Para isso, o Brasil deve escolher pessoas capazes para representar nossa nação nos encontros internacionais da ONU. Em recentes encontros, membros da delegação brasileira, em completa discordância com os sentimentos e opiniões da vasta maioria do povo brasileiro, tiveram a coragem de defender a prática do aborto e tiveram a ousadia de apresentar uma resolução para promover direitos especiais para o homossexualismo no mundo inteiro.[49] O Brasil merece pessoas mais capacitadas para representá-lo.

CONCLUSÃO
A ONU se tornou instrumento dos grupos feministas e socialistas que trabalham para reestruturar totalmente a sociedade. Esses grupos, com suas interpretações radicais dos acordos da ONU, querem que as nações modifiquem suas leis nacionais.

O Brasil deve opor-se a essa interferência e trabalhar para reverter essa tendência, para o bem das famílias, mulheres e crianças. Precisamos incentivar os políticos evangélicos a avaliarem o perigo que as políticas da ONU representam para a soberania e a estabilidade do Brasil e precisamos trabalhar juntos para que os direitos das crianças e das mulheres sejam de fato protegidos.[50]

Uma forma condensada deste artigo, escrito por mim, foi publicada na revista Defesa da Fé de julho de 2002. Copyright 2002 Julio Severo. Proibida a reprodução deste artigo sem a autorização expressa de seu autor. Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia: http://www.juliosevero.com.br/


[1] As principais agências envolvidas incluem o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, o Comitê da ONU sobre os Direitos das Crianças e o Comitê da ONU sobre a Eliminação de Discriminação contra as Mulheres que trabalham nesse Escritório do Alto Comissariado, o Conselho Econômico e Social e as burocracias do Fundo Infantil da ONU, o Alto Comissariado para Refugiados, O Programa Mundial de Alimentação, o Programa de Desenvolvimento da ONU e o Programa da ONU para o Meio Ambiente.
[2] Você poderá ver muitos trechos dos relatórios desses comitês neste site: http://www.heritage.org/library/backgrounder/bg1407quotes.html.
[3] Declaração Universal dos Direitos Humanos, Artigo 16: http://ww.unhchr.ch/udhr/lang/eng.htm.
[4] Os 10 membros do Comitê da ONU sobre os Direitos das Crianças incluem “especialistas” em direitos humanos e direito internacional, justiça juvenil, assistência social, medicina, jornalismo, etc. O comitê realiza três sessões por ano. Veja: http://www.unhchr.ch/html/menu6/2/fs10.htm#ii.
[5] http://www.un.org/womenwatch/daw/cedaw/reports.htm
[6] Comitê da CEDAW, Segunda Sessão. (2000), “Report on Germany,” Pará. 39.
[7] Relatório do Comitê da ONU sobre a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres, Sessão 13, à Assembléia Geral da ONU, sessão 53 (1998), “Report on Croatia,” Document #A/53/38, Para. 109.
[8] Veja Mark Genuis, The Myth of Quality Day Care (Calgary, Alberta: National Foundation for Family Research and Education, 2000).
[9] Comitê da CEDAW, Sessão 21, (1999), “Report on Georgia,” Pará. 30.
[10] Comitê da CDC, Sessão 8, Concluding Observations of the Committee on the Rights of the Child: United Kingdom of Great Britain and Northern Ireland, CRC/C/15/Add.34, 15 de fevereiro de 1995.
[11] Declaração Universal dos Direitos Humanos, Artigo 25, Pará. 2.
[12] Acordo Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, Artigo 10.
[13] Ibid., Artigo 13.3.
[14] Veja Patrick F. Fagan, “Rising Illegitimacy: America's Social Catastrophe,” Heritage Foundation F.Y.I. No. 19/94, 29 de junho de 1994.
[15] Para conhecer literatura sobre o assunto, veja Patrick F. Fagan and Robert Rector, “The Effects of Divorce on America,” Heritage Foundation Backgrounder No. 1373, 3 de junho de 2000: http://www.heritage.org/library/backgrounder/bg1373.html.
[16] http://cwfa.org/library/nation/2000-09_pp_cedaw.shtml
[17] Becker frisou esse fato, por exemplo, na principal palestra numa conferência patrocinada pela ONU em 1998 sobre a família realizada em Caracas, Venezuela.
[18] http://cwfa.org/library/nation/2000-09_pp_cedaw.shtml
[19] Comitê da CEDAW, Sessão 21 (1999), “Report on Ireland,” Para. 193.
[20] Veja: http://www.irlgov.ie:80/taoiseach/publication/constitution/english/contents.htm
[21] Comitê da CEDAW, Sessão 17 (19­­97), “Report on Armenia,” Para. 65.
[22] Comitê da CEDAW, Sessão 22 (1999), “Report on Belarus,” Para. 27.
[23] Os pesquisadores realizaram dados de mais de 32 mil crianças que recebem cuidados fora do lar, até mesmo creches de qualidade. Veja National Foundation for Family Research and Education (Canada), “The Myth of Quality Day Care,” April 2000.
[24] Comitê da CEDAW, Sessão 22 (2000), “Report on Germany,” Para. 27.
[25] http://cwfa.org/library/nation/2000-09_pp_cedaw.shtml
[26] Declaração Universal dos Direitos Humanos, Artigo 26, No. 3.
[27] http://www.family.org/cforum/fnif/news/a0018603.htmlhttp://www.family.org/cforum/fnif/news/a0018603.html
[28] http://cwfa.org/library/nation/2001-09_pp_un-conv-child.shtml
[29] Convenção da ONU sobre os Direitos das Crianças, Artigos 13 e 15: http://www.unhchr.ch/html/menu3/b/k2crc.htm.
[30] Ibid, Pará. 14.
[31] Michael D. Resnick et al., “Protecting Adolescents from Harm: Findings from the National Longitudinal Study on Adolescent Health,” JAMA, Setembro de 1998, p. 830.
[32] Comitê da CDC, Sessão 8 (1995), “Report on the United Kingdom of Great Britain and Northern Ireland,” CRC/C/15/Add.34. Esse relatório não está disponível no site da CDC.
[33] http://wnd.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=23182
[34] Para conhecer as pesquisas sobre essas questões, veja Fagan, “The American Family.”
[35] David C. Reardon, “Abortion Is Four Times Deadlier Than Childbirth,” The Post-Abortion Review, Vol. 8, No. 2 (abril-junho de 2000).
[36] Comitê da CEDAW Committee, Sessão 18 (1998), “Report on Mexico,” Para. 426.
[37] Veja: http://www.un.org/womenwatch/daw/cedaw/Irl.htm (19 de setembro de 1999).
[38] Relatório do Comitê da ONU sobre a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres, Sessão 17, à Assembléia Geral da ONU, Sessão 52 (1997), “Report on Italy,” Document #A/52/38/Rev. 1, Para. 353 and Para. 360.
[39] Carta do Dr. James Dobson, datada de agosto de 1995, p. 3.
[40] Idem.
[41] http://cwfa.org/library/nation/2001-09_pp_un-conv-child.shtml
[42] http://cwfa.org/library/nation/2000-09_pp_cedaw.shtml
[43] Fonte: LifeSite News Special Report, 20 de agosto de 2001.
[44] A Situação da População Mundial 1997 (Fundo de População da ONU: Nova Iorque, 1997), p. 61.
[45] Comitê da CEDAW Committee, Sessão 18 (1998) “Report on Croatia,” Pará. 109.
[46] Radhika Coomaraswamy, Reinventing International Law: Women's Rights as Human Rights in the International Community (Cambridge, Mass.: Harvard Human Rights Program, 1997).
[47] C-FAM, Volume 4, Number 42, 12 de outubro de 2001.
[48] http://cwfa.org/library/nation/2000-09_pp_cedaw.shtml
[49] HLI Reports (Human Life International: Front Royal-EUA), outubro de 2001, p. 15. Veja também: http://www.lifesite.net/ldn/2003/apr/03042501.html
[50] Quase metade do material usado neste artigo foi traduzido e adaptado do documento How U.N. Conventions on Women's and Children's Rights Undermine Family, Religion, and Sovereignty, de Patrick F. Fagan, The Heritage Foundation, 5 de fevereiro de 2001. As informações restantes vieram de várias outras fontes americanas.