20 de maio de 2003

Sexo Sem Compromisso

SEXO SEM COMPROMISSO
Vale a pena correr o risco?


Julio Severo

Ele a espia andando na sala. Ela é sexy. Ele avança e ela o recompensa com um sorriso sensual. Depois de algumas horas de conversa, eles acabam na cama fazendo sexo com ardente paixão. Na manhã seguinte, cada um segue sua própria vida, feliz e satisfeito.

Experimente ligar em algum programa de TV, em algum horário do dia ou da noite, e você verá, de uma maneira ou de outra, cenas desse tipo. O sexo é apresentado como diversão sem nenhuma conseqüência, risco e dor de cabeça. Mas é só na TV que se consegue criar tal realidade longe da verdade! Quando recriam a cena no mundo real, as pessoas podem terminar com muito mais do que só lembranças.

Vamos analisar essa cena e escrever um possível final da vida real.

…Depois de algumas horas de conversa, eles acabam na cama fazendo sexo com ardente paixão.

Seis meses depois: Ela está se arrumando para trabalhar e, ao urinar, sente dor e um corrimento como pus. Ela sente dor também na região da cintura.

Oito meses depois: Ela sai da cama e dobra de dor. Não dá mais para ignorar o problema. Envergonhada de ficar face a face com o médico da família, ela vai a uma clínica e descobre que tem gonorréia. O médico lhe receita antibióticos e tudo se resolve. Ela esquece o problema.

Quatro anos mais tarde: Ela encontra o homem de seus sonhos. Eles queriam filhos sem demora e decoraram o quarto do bebê, certos de que logo estariam segurando um bebezinho no colo. Ela está agora saindo do consultório médico chorando. Ela acabou de ser informada de que não lhes será possível ter filhos. A gonorréia que ela havia contraído danificou as trompas e ela ficou estéril. Ela nem mesmo se lembra do nome do homem que lhe passou a doença, mas ela terá de viver com trauma e tristeza pelo resto de sua vida.


Ei, o que aconteceu com o final feliz? Simples: A vida real não imita os filmes e novelas. Vamos então analisar essa cena e escrever outro possível final da vida real.

…Depois de algumas horas de conversa, eles acabam na cama fazendo sexo com ardente paixão.

Dez meses depois: Ele acabou de jogar uma partida de futebol. Ele tem se sentido cansado e com dores há dias. “Deve ser gripe”, ele pensa. Então a mente dele vaga para a grande noite que ele teve com aquela mulher… “Qual será o nome dela?”

Um ano depois: Ele precisa ir ao médico. A gripe parece interminável e ele não consegue se livrar dela. Ele marca uma consulta para amanhã.

No dia seguinte: Ele escuta o médico, sem conseguir acreditar. Como seria possível ele ter os sintomas da AIDS? Ele sempre usou camisinha com todas as suas parceiras. O médico explica que a camisinha não consegue proteger totalmente contra o vírus HIV. Por que ninguém o havia informado disso?

Dois anos depois: Ele está deitado na cama olhando pela janela. Seus olhos vagueiam para os pés e ele pensa no tempo em que esses mesmos pés eram mais fortes e podiam chutar uma bola de futebol com firmeza. Agora, ele fica pensando se terá forças para chutar. Ele não sabe com certeza qual de suas parceiras lhe deu o HIV. Ele fica pensando no número de mulheres para quem ele passou o vírus.


Esses finais não são tão felizes quanto os que a TV mostra, mas são as conseqüências de vida real do sexo casual. A gonorréia e a AIDS não são os únicos riscos. Ainda que não se leve em consideração o risco de sofrer um coração partido e danos emocionais, há algumas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) mais comuns que você se arrisca a contrair quando se envolve com o sexo sem compromisso matrimonial. Essas doenças são:

Clamídia: Essa é a causa mais comum de esterilidade nos homens e mulheres porque normalmente não apresenta sintomas até que seja tarde demais. Suspeita-se que quarenta por cento dos indivíduos sexualmente ativas são portadores. Anualmente, são registrados quatro milhões de novos casos.

Sífilis: Nos homens, aparecem inflamações não-dolorosas nos órgãos sexuais, e logo febre e inchamento dos nódulos linfáticos. Nas mulheres, as inflamações geralmente passam despercebidas e levam aos mesmos sintomas que ocorrem nos homens. A fase final traz desordens no cérebro, doença do coração e morte. Oitenta por cento não sabem que estão infectados na primeira fase. Anualmente, são registrados 134.000 novos casos.

Herpes II: Essa doença incurável provoca erupções periódicas de bolhas e úlceras dolorosas. Anualmente, são registrados 500.000 casos.

Condiloma Acuminado: Nos homens, aparecem formações como verrugas que podem levar ao câncer do pênis. Nas mulheres, o vírus pode causar queimação, coceira e dor na vulva. Sem tratamento, pode virar câncer. Existem hoje vinte milhões de casos. Trinta e três por cento das mulheres têm esse vírus.

Hepatite B: Inicialmente, cansaço, urina escura e fezes de cor acinzentada ocorrem. Pode causar graves danos no fígado e levar à cirrose e câncer do fígado. É a DST mais comum no mundo. Quarenta a cinqüenta por cento das crianças de mães infectadas desenvolvem câncer no fígado. Anualmente, são registrados 300.000 novos casos.

Nos últimos 30 anos o mundo vem sofrendo uma epidemia de DSTs. Na década de 1960, a sífilis e a gonorréia, doenças que podiam ser facilmente tratadas com penicilina, eram as únicas DSTs mais assustadoras. Hoje, há mais de 20 doenças ameaçadoras infectando anualmente milhões de pessoas.

O que causou uma mudança tão dramática em apenas 30 anos? O aumento da promiscuidade sexual da população. À medida que mais e mais pessoas trocam de parceiros sexuais, o resultado inevitável é uma aumento na propagação das DSTs.

As DSTs são uma grave ameaça para toda a população, porém os adolescentes são os mais vulneráveis. O colo do útero de uma adolescente é mais vulnerável a infecções do que o de uma mulher adulta. Aos 24 anos de idade a chance de uma mulher contrair a doença inflamatória pélvica é de uma em 80, mas pesquisadores avaliam que entre as adolescentes de 15 anos o risco é bem maior: uma em cada oito. A doença inflamatória pélvica é a mais freqüente causa de esterilidade nos Estados Unidos.

Embora a medicina tenha avançado de modo surpreendente, o problema das DSTs está se agravando cada vez mais. Pode-se “curar” a clamídia e a gonorréia com antibióticos, mas essas doenças podem deixar cicatrizes internas que muitas vezes exigem mais tratamento e podem causar esterilidade. As DSTs virais são um problema muito grave, porque a medicina ainda não encontrou cura para nenhum vírus — nem mesmo para o vírus do resfriado. Isso significa que, se um jovem for infectado por uma DST viral (como herpes, o condiloma acuminado ou o HIV), ele não conseguirá obter uma cura. Há anos se fala em uma vacina contra o herpes, mas não há cura no horizonte. Encontrar uma cura ou vacina para o vírus da AIDS provavelmente vai levar anos.

A Epidemia de DSTs

O sistema reprodutivo humano oferece uma porta aberta e relativamente sem defesa para o corpo humano. O número de DSTs está aumentando sem parar, pois elementos causadores de doenças que no passado tinham dificuldade de passar de um corpo humano para outro agora se aproveitam das atuais facilidades que os comportamentos sexuais estão oferecendo. Os seres humanos foram criados para serem sexualmente féis. Multiplique o número de parceiros sexuais e você multiplica assim o risco de exposição às DSTs. As chances de você contrair uma DST em determinado ato sexual dependem de vários fatores, entre os quais:

A condição de saúde sexual da pessoa com que você está tendo sexo.


O número de pessoas com quem você teve sexo e com quantas pessoas essas pessoas tiveram sexo. Quanto mais pessoas, maior o risco de que um deles seja portador de uma DST.


A facilidade de contágio de certas doenças. Algumas DSTs oferecem perigo elevado com uma só contato.

O tipo de relação sexual praticada. Algumas relações oferecem um modo rápido de transmitir uma DST específica que o parceiro porta.

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Os indivíduos com o maior número de parceiros sexuais sofrem o risco mais elevado de contrair DSTs. É difícil compreender o motivo por que as campanhas “educativas” do governo recomendam a camisinha como solução no caso deles, pois as razões por que homens e mulheres têm múltiplos parceiros sexuais são as mesmas razões por que eles não usam a camisinha em cada relação. Vejamos essas razões:

Mulheres com um baixo conceito de si mesmas se oferecem sexualmente a fim de se sentirem aceitas. A falta de auto-estima delas as deixa sem condições de insistir em que seus parceiros usem uma camisinha.


Homens que valorizam muito o próprio prazer sexual têm mais probabilidade de ter múltiplas parceiras sexuais e menos probabilidade de usar a camisinha em todas as ocasiões.

Homens que valorizam pouco as mulheres têm mais probabilidade de ter múltiplas parceiras sexuais e de não usar a camisinha pelo simples fato de que eles não se importam com o risco de suas parceiras serem infectadas.

Muitos indivíduos já infectados com o HIV têm mais probabilidade de ter múltiplos parceiros sexuais e, considerando que eles não mais têm de se preocupar em se proteger contra o vírus, não se preocuparão também em usar a camisinha para proteger os outros.

Indivíduos que têm relações sexuais quando estão bêbados ou drogados têm mais probabilidade de ter mais parceiros sexuais e de “se esquecer” de usar a camisinha.

A fim de ter múltiplos parceiros sexuais, um indivíduo precisa seduzir muitas pessoas e sedução envolve mentiras. Indivíduos que mentem para seduzir poderão esconder o fato de que são portadores de alguma DST, etc.

Indivíduos com vício sexual se envolvem em condutas de alto risco com múltiplos parceiros sexuais.


Assim, os indivíduos com maior número de parceiros sexuais e com maior risco de infecção são os menos inclinados a usar a camisinha em todas as ocasiões. Contudo, se a realidade fosse diferente e eles quisessem de fato usar a camisinha sempre para se “proteger” em sua vida de pecados sexuais, conforme as propagandas do governo querem, o que então aconteceria? A saúde deles seria realmente protegida contra as DSTs?

A Verdade sobre a Camisinha

Apesar de que os meios de comunicação tentam passar para o público a mensagem de que a camisinha é um meio confiável de proteção contra as DSTs, vejamos o que os fatos mostram:

As camisinhas podem reduzir, mas não eliminam os riscos de se contrair DSTs. Mesmo com o uso da camisinha, o risco de contrair gonorréia é de 40 a 60%. Os resultados mais positivos com relação à eficácia da camisinha para impedir a contaminação do HIV é de 90%.

A camisinha parece oferecer pouca ou nenhuma proteção contra o condiloma acuminado, uma das DSTs mais comuns e causadora de mais de 90% dos casos de câncer de colo de útero.

As informações disponíveis mostram que a camisinha oferece proteção mínima contra a clamídia.

Cerca de 15% dos casais que usam a camisinha como anticoncepcional engravidarão no primeiro ano de uso.

Uma pesquisa nacional nos EUA revelou que só entre 5 e 17% das pessoas declararam usar a camisinha em cada encontro sexual que tinham com outros indivíduos.


Quando se menciona que a camisinha não oferece total proteção contra as DSTs, só se está levando em consideração os casos em que há uma utilização perfeita e consistente do preservativo. Assim, o risco de infecção de DSTs se torna muito maior nos casos em que não há um uso constante e perfeito da camisinha. Os fatos mostram que os jovens que são sexualmente ativos confessam que usam camisinhas só entre 5 e 40% das vezes, e ainda assim a usam incorretamente em pelo menos 50% do tempo.

A camisinha dá muito pouca proteção contra o condiloma acuminado, sem mencionar o fato de que não é necessário ter uma relação sexual ou completar o ato sexual a fim de se infectar com essa DST. A camisinha também quase não protege contra o herpes genital e a clamídia e não oferece segurança contra o risco extremamente elevado do sexo anal. Muitas pessoas acham que o sexo oral é relativamente livre de riscos, mas o fato é que o herpes, a gonorréia e outras doenças podem ser transmitidos pela boca.

A contínua propaganda promovendo o sexo seguro está levando as mulheres à beira de uma epidemia de câncer de colo de útero. Essa é a opinião de médicos americanos. Anos atrás, um estudo realizado em moças que se matricularam na Universidade da Califórnia em Berkeley mostrou que 50 por cento delas eram portadoras do condiloma acuminado. Há evidências de que esse vírus é uma das causas do câncer do colo do útero. As propagandas do governo promovendo a camisinha não impedem a propagação do condiloma acuminado. Um estudo feito pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA revelou que a camisinha é incapaz de proteger uma mulher desse vírus.
[1]

O colunista social Don Feder comenta: “Como método de controle da natalidade, a camisinha tem um índice de falha de 15 a 18 por cento. Para deter a propagação da AIDS, a camisinha é ainda menos confiável. Uma mulher só é fértil durante apenas uns poucos dias a cada mês — mas pode-se contrair a AIDS, a gonorréia, o herpes genital e sífilis a qualquer momento. O vírus HIV é 450 vezes menor que o esperma humano, e tem assim melhor capacidade de passar pela barreira de látex”.
[2]

Cigarro & Camisinha: Mensagens Contraditórias

Os que trabalham nos meios de comunicação expõem hoje abertamente a opinião de que os anúncios de cigarro passam para os jovens uma forte mensagem de que a sociedade aprova esse vício. Ainda que possa parecer que eles estejam assumindo tal posição apenas porque está na moda ser contra o vício de fumar, temos de concordar com eles e apoiá-los em sua percepção tão nítida da realidade. Mas, inexplicavelmente, eles também confessam que os anúncios de AIDS e uso da camisinha não passam nenhuma mensagem errada para os jovens. Onde foi parar aquela percepção que parecia tão nítida?

O mundo tem memória curta e se esquece de que há muito tempo líderes evangélicos já alertavam sobre os perigos do cigarro para a saúde. Havia até folhetos evangelísticos sobre o assunto. O mundo não os ouvia e se limitava a vê-los como fanáticos, do mesmo jeito que a sociedade não quer prestar atenção agora quando evangélicos corajosos dão testemunho na TV de que a solução para o grave problema das DSTs não é usar o preservativo para se poder continuar nos pecados sexuais, mas viver conforme a orientação que Deus dá em sua Palavra.

Para combater a ameaça das DSTs , o governo continua oferecendo a solução da camisinha nas escolas, TV, etc. Por exemplo, o Senado Federal aprovou no dia 10 de abril de 2002 o projeto da deputada Iara Bernardi (PT-SP) pelo qual o governo implementará, nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, o Programa de Orientação Sexual e de Prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis. Segundo a autora, “esse programa tem como principal objetivo possibilitar que crianças e adolescentes possam fazer escolhas na área da sexualidade com responsabilidade e sem culpa, sem correr riscos de uma gravidez indesejada e de doenças sexualmente transmissíveis”.
[3] Crianças e adolescentes serão ensinados a fazer “escolhas” na área sexual [eles poderão aprender a decidir o que quiserem: sexo oral, vaginal, anal, etc.] com responsabilidade [sempre usando a camisinha e o controle da natalidade] e sem culpa [sem se sentirem incomodados com o sexo sem compromisso matrimonial]. É assim que eles aprenderão a “proteger” seu prazer sexual de possíveis transtornos, como uma gravidez ou uma doença.

Uma orientação sexual cujo conteúdo preparasse os jovens para o casamento poderia realmente proteger de modo eficaz a saúde deles, mas o governo nunca leva em consideração o papel do casamento como única forma de canalizar de modo saudável a sexualidade. Além disso, as campanhas educativas do governo jamais condenam as práticas sexuais erradas das pessoas, que são a causa da propagação das DSTs. Condenam apenas a ausência da camisinha em seus atos.

Muitas vezes o governo é levado a apoiar a solução da camisinha para os jovens com base em pesquisas de organizações que não vêem nada de errado e anormal com a atividade sexual antes do casamento. Uma dessas organizações, a BEMFAM, preparou um abrangente estudo para convencer as autoridades da necessidade de lidar com o problema das DSTs entre os jovens. Apesar de tudo, esse estudo descobriu que os índices mais baixos de relações sexuais antes do casamento estavam entre os evangélicos.
[4] Por que? Porque no meio evangélico a mensagem para os jovens tem como alvo sempre protegê-los de todo tipo de envolvimento sexual antes do casamento. Assim, a BEMFAM pôde comprovar que os jovens evangélicos são bem menos vulneráveis às DSTs, porém não quis se aprofundar nesse assunto e limitou-se a recomendar mais educação sobre o uso da camisinha. Por que? Porque o alvo é ensinar a proteger, não evitar, o prazer sexual antes do casamento.

Romanos 6:23 diz: “O salário do pecado é a morte”. Não há dúvida: o pecado traz morte para a saúde, as emoções, o corpo, o espírito, o casamento, a família, os relacionamentos, etc. Assim, a Palavra de Deus ensina de modo bem claro que temos a necessidade de evitar o pecado, a fim de não colhermos suas conseqüências destrutivas. As campanhas “educativas contra as DSTs” também ensinam de modo bem claro, porém com uma direção diferente: Não há a necessidade de evitar o pecado. É uma mensagem pouco sutil incentivando as pessoas a não terem medo de se envolver com nenhum tipo de atividade sexual e a confiarem na camisinha, para que possam ter ao mesmo tempo o prazer do pecado e proteção contra o salário do pecado. Mas essa mensagem não leva em consideração um importante fator de perigo. A imoralidade sexual é uma porta aberta não só para as DSTs, mas também para outra causa de tragédias que, embora não tão visível quanto as doenças, é igualmente sinistra: a atividade demoníaca. Além disso, “o Antigo Testamento repetidamente deixa claro que a relação sexual independente dos princípios divinos abre espaço para a violência social”.
[5]

A Solução

Existe uma solução confiável para a crise das DSTs. A solução é valorizar o casamento como única forma saudável de canalizar o sexo. A solução é apoiar mensagens que incentivem os jovens a se preparar para o casamento, não para o sexo. As DSTs nunca encontram terreno fértil em homens e mulheres casados, que vivem em mútua fidelidade e que não passaram por experiências sexuais antes do casamento.

Esperar até o casamento para se ter relações sexuais com um cônjuge sem doenças sexuais é a única maneira garantida de um jovem ou adulto não se contaminar com uma DST. Muitos jovens sem dúvida alguma esperariam até o casamento para se envolver com sexo, tornando-se e permanecendo abstinentes, se fossem corretamente instruídos e encorajados. De acordo com um estudo sobre a saúde dos adolescentes, quando os pais são totalmente contrários ao sexo antes do casamento, o adolescente espera se casar primeiro para ter sexo.

Antes da “revolução sexual” da década de 1960, a grande maioria dos adolescentes estava a salvo das DSTs, porque a sociedade de modo geral compreendia a necessidade de protegê-los de uma vida sexual antes do casamento, não “proteger” seus pecados sexuais antes de se casarem. Hoje, não há mais essa compreensão social nem segurança para os adolescentes. Assim, essa lacuna social se torna nossa oportunidade e responsabilidade de ser “sal da terra”. Como cristãos individuais e como igreja, precisamos não só proclamar o Evangelho, mas também ajudar a passar para os jovens uma mensagem positiva sobre a sexualidade que eles não estão encontrando em nenhum outro lugar. Da mesma forma, adultos solteiros, incluindo os que já tiveram experiências sexuais, devem ser encorajados a esperar o matrimônio para experimentar as bênçãos do sexo. Esperar até o casamento para se ter sexo é o único caminho que oferece uma vida livre das DSTs e outros tipos de sofrimento.


Bibliografia:
Sem Desculpas: A Verdade a respeito da Vida, do Amor e do Sexo (Valor para a Família, Colorado Springs, EUA, 2000).
Heartbeat News #23, boletim eletrônico da jornalista Dale O’Leary, 13 de outubro, 2001


Copyright 2003 Julio Severo. Proibida a reprodução deste artigo sem a autorização expressa de seu autor. Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia. E-mail:
juliosevero@hotmail.com

Fonte: http://www.juliosevero.com.br

Notas:
[1] AgapePress, 13 de março de 2002.
[2] Don Feder, Who’s Afraid of the Religious Right? (Jameson Books: Ottawa, Illinois, 1996), p. 54.
[3] Noticia fornecida pelo gabinete do deputado federal Josué Bengston via email datado de 11 de abril de 2002.
[4] Pesquisa sobre Saúde Reprodutiva e Sexualidade do Jovem (BEMFAM, Rio de Janeiro, 1992), p. 44.
[5] Julio Severo, O Movimento Homossexual (Editora Betânia, 1998), pp. 87-88.