7 de fevereiro de 2004

Direitos para os Gays se Tornam Questão Mundial

Direitos para os Gays se Tornam Questão Mundial

Hal Lindsay
© 2004 WorldNetDaily.com

A Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas planeja debater uma nova resolução no próximo mês chamada a “Resolução sobre Orientação Sexual e Direitos Humanos” que dará aos homossexuais a condição de minoria protegida.

A resolução tem o apoio de muitas nações do Ocidente, inclusive o Canadá e a União Européia. O que é interessante é que o principal oponente da resolução é a Organização da Conferência Islâmica (OCI). A OCI se tornou realmente poderosa nas Nações Unidas, já que de maneira geral a OCI vota como um bloco de nações. Isso dá à OCI uma vantagem de 57 votos. Isso é suficiente para explicar o motivo por que Israel recebe mais resoluções condenatórias da ONU do que qualquer país na história. Mas mesmo a OCI não tem poder suficiente para neutralizar a resolução da ONU que garante a condição de minoria homossexual.

Isso em si é muito interessante. A OCI representa os interesses de mais que 1 bilhão de muçulmanos — praticamente um quinto da população mundial.

Mesmo que aceitemos a afirmação mais que exagerada que os “gays” fazem de que 10 por cento da população mundial são homossexuais, era de esperar que a oposição da OCI seria suficiente para acabar com a resolução.

Contudo, não é provável que isso aconteça. De acordo com o site da Human Rights Watch: “Na 59ª sessão da Comissão de Direitos Humanos, o Brasil introduziu uma resolução sobre Direitos Humanos e Orientação Sexual”. Afirmando que é inadmissível a discriminação como princípio fundamental, a resolução expressou “profunda preocupação com episódios de violações de direitos humanos no mundo inteiro contra indivíduos por causa de sua orientação sexual”. A discussão da resolução foi adiada, por uma apertada diferença de votos, para a 60ª sessão da Comissão.

Quem fez essa “apertada” diferença de votos foi a OCI.

Os problemas com a questão de criar uma condição de minoria especial para os homossexuais são vários. Primeiro, conceder condição especial a um grupo por causa de uma opção de modo de viver, em vez de alguma característica imutável como origem racial ou étnica, realmente elimina a condição de minoria para todos.

Usando a mesma lógica, os protestantes anglo-saxões, que hoje são obrigados a ficar no fim da fila atrás das legiões de minorias protegidas, poderiam legitimamente passar para o começo da fila e reivindicar a condição de minoria por causa de sua orientação sexual.

(Haverá testes especiais para favorecer os gays na hora de arrumar um emprego? Tremo só de pensar que isso poderia acontecer.)

Segundo, a resolução passa por cima da soberania nacional de países no mundo inteiro. Se as Nações Unidas puderem garantir a condição de minoria para um grupo supranacionalmente, então, em teoria, uma minoria poderia ser uma minoria legal até mesmo num país em que eles são uma maioria demográfica. (Embora isso ainda não seja realidade no caso dos homossexuais, quem é que sabe o que o futuro trará?)

Terceiro, para muitos, inclusive cristãos e muçulmanos (sem dúvida, uma estranha aliança), o homossexualismo é uma questão que vai além das doutrinas religiosas essenciais. A Bíblia ensina que Deus destruiu Sodoma e Gomorra como monumento eterno de Sua atitude para com a conduta homossexual. Esse é o motivo por que as leis originais dos EUA contra o homossexualismo se chamam “leis de sodomia”.

A Declaração de Direitos Humanos da ONU garante “liberdade de religião” — porém é claro que essa liberdade só existe de fato quando tal liberdade religiosa “não entra em conflito com os objetivos e intenções das Nações Unidas” (conforme explica com clareza a Declaração da ONU). Isso realmente demonstra que tais “garantias” não valem o papel em que foram impressas. Isso cria um precedente para as Nações Unidas proibirem uma religião de ensinar um modo exclusivo de salvação (por exemplo, fé em Jesus Cristo é o único caminho para Deus).

Quarto, a resolução dará à ONU autoridade para perseguir aqueles a quem a ONU considerar perseguidores de homossexuais. Imagine quais as nações que ficarão logo no começo na mira da ONU? Será algum país do terceiro mundo, ou um paraíso islâmico como o Irã ou Arábia Saudita?Ou serão os Estados Unidos? Temos essas três hipóteses, porém a primeira não vale?

Quinto, a resolução transformará a “liberdade de opinião” em “liberdade de opinião conforme a ONU quiser”, o que equivale a não ter nenhuma liberdade. Se a liberdade de expressão for limitada por opiniões que devem ser aprovadas pelo governo, como pode ser livre?

A Bíblia ensina com clareza que a conduta homossexual é pecado, exatamente como é pecado a conduta heterossexual fora do casamento. Embora eu permaneça livre para pregar que o sexo fora do casamento é pecado aos olhos de Deus, a lei me proíbe de expressar essa opinião com relação ao homossexualismo em muitas nações supostamente livres.

No Canadá, expressar minha opinião com relação à conduta homossexual viola as leis de “expressão de ódio” desse país. Recentemente, um homem foi acusado de crime de ódio no Canadá por colocar uma placa que continha referências da Bíblia proibindo a conduta homossexual. Leis semelhantes existem em outras “democracias” supostamente “livres”.

Os EUA são um país livre nesse aspecto, mas essa liberdade está sendo rapidamente cortada. Pode-se marchar em favor do Partido Nazista ou da Ku Klux Klan, mas é uma estória diferente quando o caso envolve chamar a conduta homossexual de “errada” ou “pecado”. Ainda não é crime, mas as leis estão cada vez mais tendo dificuldade de enxergar a linha divisória entre livre expressão e expressão de ódio no que se refere aos direitos “gays”. Ainda é permitido pregar a destruição de Israel. Skinheads e organizadores da KKK podem contar com a proteção da polícia quando aparecem em público.

Os gays podem realizar paradas em que aparecem em vários tipos de nudez ou simulando atos de sexo homossexual, ou até mesmo exigindo direitos para os pedófilos (como a NAMBLA, sigla inglesa que significa Associação Norte Americana de Amor entre Homens e Meninos) e podem contar com a proteção da polícia. Mas os grupos que são “contra os direitos gays” são marginalizados nos EUA, e legalmente proibidos em lugares como Canadá e muitos outros países da Europa.

Já há leis que protegem os homossexuais de violência contra eles. Mas forçar a aceitação como normal de seu modo de viver e criar para eles uma condição de minoria protegida por causa de seu estilo de vida é legislar num padrão que é contrário às profundas convicções religiosas.

Se (e quando) os Estados Unidos aprovarem as cláusulas de proteção aos direitos “gays” da resolução da ONU, toda oposição ao conteúdo dessa resolução será considerado discriminação e supressão ilegal dos direitos humanos dos homossexuais.

Excetuando as considerações religiosas, essa resolução será uma violação legal clara de vários princípios fundamentais da Carta da ONU.

Hal Lindsey é um autor de 20 livros, inclusive “A Viagem da Culpa”, publicado pela Editora Mundo Cristão. Ele escreve nesta coluna toda semana exclusivamente para WorldNetDaily. isite seu website onde ele oferece uma análise detalhada dos eventos mundiais à luz das antigas profecias da Bíblia.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br

http://www.wnd.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=36938