24 de novembro de 2008

Israel decide boicotar conferência da ONU contra o racismo

Israel decide boicotar conferência da ONU contra o racismo

Tzipi Livni, ministra das Relações Exteriores de Israel, revelou que o governo israelense vai boicotar a “Conferência Mundial contra Racismo”, que será promovida pela ONU em abril de 2009, por considerar que o evento pode se transformar em um fórum para deslegitimar o Estado Judeu. Em 2001, na última edição do encontro, realizado em Durban, na África do Sul, participantes judeus disseram ter sido silenciados e ameaçados por ativistas árabes. Ao final, as delegações dos EUA e de Israel acabaram abandonando o evento quando foi apresentado um rascunho do texto da conferência no qual havia uma comparação entre o sionismo e o racismo.

Além de defender o boicote, ela afirmou que dar a Israel o direito de existir não é o bastante e que a identidade judaica do Estado deve ser reconhecida. Ela disse:

“O mundo está disposto a defender o direito de o Estado de Israel existir, essa é uma parte das exigências do Quarteto (formado por EUA, União Européia, Rússia e ONU) ao Hamas, mas eu gostaria de acrescentar: eles precisam aceitar o direito de Israel existir como um Estado judeu. Isso não tem a ver com aprender hebraico, ou com entrar para o Exército, tem a ver com a tradição judaica, com a história judaica... Precisamos manter a natureza, o caráter do Estado de Israel como um Estado Judeu porque isso é, desculpem-me por usar o francês, a ‘raison d’être’ (razão de ser) do Estado de Israel”.

Fonte: http://www.jornalalef.com.br/

Divulgação: www.juliosevero.com

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