28 de novembro de 2008

Israel: a questão moral decisiva

Israel: a questão moral decisiva

Conno Malgo

A maneira como o mundo trata Israel nos dá uma idéia da corrupção moral global, que ignora ou ataca a verdade e a bondade enquanto mentiras e baixezas são aplaudidas e apoiadas juntamente com seus fomentadores.

O “clube dos apoiadores” do terrorismo internacional, ou seja, a ONU, exigiu que Israel demolisse a cerca de segurança. Essa exigência se deu após a sentença do Tribunal Internacional de Justiça de Haia, que declarou a cerca ilegal. A sentença e a exigência dela derivada não são de cumprimento obrigatório. Mesmo assim, elas têm como alvo a demonização global de Israel e sua transformação em um Estado-pária — um estágio preliminar necessário para sua destruição. Enquanto muitos cristãos americanos convictos apóiam e fortalecem Israel, a convenção geral da Igreja Presbiteriana dos EUA (www.pcusa.org) comparou Israel com “a África do Sul no tempo do apartheid” e conclamou à retirada geral de investimentos no Estado judeu.

Esses sintomas mostram que o mundo resvala cada vez mais profundamente para uma assustadora escuridão moral. Os judeus sempre foram semelhantes aos canários que os mineiros levavam para as minas subterrâneas: quando os canários morriam, os trabalhadores sabiam que o ar estava contaminado. No passado, as restrições aos judeus sempre indicaram claramente a decadência de uma sociedade e atualmente o Estado de Israel faz o papel de “canário” nas “minas” do mundo.

O tratamento dado a Israel revela uma doença mortal. O Estado de Israel é vítima de meio século de tentativas de destruição. Entretanto, seus esforços de se auto-proteger são condenados, suas ações são avaliadas de maneira distorcida e sua imagem é manipulada negativamente. Israel é avaliado segundo um padrão doentiamente parcial, para que possa ser caracterizado falsamente como um país vilão.

Enquanto olha acusadoramente para Israel, o mundo desvia o olhar ignorando o genocídio que está acontecendo no Sudão, apresentado pelos jornais como uma mera “catástrofe humanitária”. Em um comentário no Telegraph, Mark Steyn captou bem essa inversão moral:

“O sistema da ONU está irremediavelmente doente e deteriorado. Enquanto seus líderes chegaram a um impasse nas discussões acerca da limpeza étnica que está acontecendo em Darfur, o Sudão foi eleito para um mandato de três anos na Comissão de Direitos Humanos da ONU. Esse não é um caso isolado, pois o Zimbábue também é membro da Comissão. A própria estrutura dessa organização, em que nações agem de acordo com interesses regionais próprios, incentiva essas afrontas à dignidade”.

Essa mesma ONU exige que Israel, na luta contra a matança de seus cidadãos, não defenda a si mesmo. Esse tratamento dispensado a Israel vai muito além da decisão sobre o destino de uma certa região. Israel é estigmatizado e vilipendiado com malícia obsessiva, os ataques contra seus cidadãos são encorajados aberta ou dissimuladamente, enquanto os crimes cometidos na África são ignorados e seus perpetradores chegam a receber a honraria de se tornarem membros da Comissão de Direitos Humanos da ONU. Isso permite apenas uma única conclusão: a ONU e a ordem mundial que essa organização representa estão falidas e arruinadas.

A ONU é uma paródia obscena de uma organização mundial que deveria incentivar a paz e a justiça. Ao invés disso, ela ignora, apóia e defende o genocídio, a matança em massa, a tirania, o terrorismo e a corrupção. As democracias ocidentais não apenas desconsideram essas evidências, mas também continuam se apegando à ilusão de que a ONU é um exemplo de virtude moral, sem cuja aprovação as guerras são ilegítimas, e que qualquer ação ou declaração sua possui autoridade moral inquestionável. Mas a única atitude correta seria dissolver a ONU. Enquanto o mundo for dominado por tiranos — mesmo que, de tempos em tempos, os Estados Unidos imponham seu veto na ONU — ela favorecerá as tiranias, de modo que o terrorismo e os genocídios prosseguirão. Ao mesmo tempo, as vítimas são tratadas, na melhor das hipóteses, com indiferença, mas geralmente satanizadas — sempre para proteger os reais culpados. Esse é o fenômeno fatal de que Israel é tanto vítima como símbolo.

A dimensão da decadência moral é gigantesca, abrangente e fundamental. A decisão dos presbiterianos norte-americanos acordou algumas pessoas, que ainda acreditavam que ao menos o cristianismo estivesse do lado do bem. Um dos que despertou foi Dennis Prager, que reprovou a obscenidade moral:

“Realmente é necessária uma dose maciça de idiotismo moral e de maldade para denunciar Israel ao invés da Autoridade Palestina, as sentenças de morte por motivos religiosos no Irã ou a degradação das mulheres na Arábia Saudita. Israel, que é uma das sociedades mais irrepreensíveis e uma das democracias mais liberais do mundo, luta pela sobrevivência diante de fascistas islâmicos, que exaltam o que aconteceu durante o Holocausto e conclamam publicamente à aniquilação do Estado judeu. Como é possível que, mesmo assim, os presbiterianos norte-americanos declarem que Israel é um país que pratica o "apartheid"?! Isso se parece com as mentiras propagadas por Goebbels, o ministro da Propaganda nazista, ou aquelas produzidas pelos inimigos de Israel espalhados pelo mundo, principalmente pela esquerda anti-americana associada com os que se propõem a destruir Israel. Essa é agora a doutrina oficial dos presbiterianos norte-americanos! Quase um quarto dos cidadãos do Estado de Israel são árabes, que têm os mesmos direitos que seus concidadãos judeus, podem votar e ser votados e mantêm partidos políticos próprios. O árabe é a segunda língua oficial do país, ou seja, a língua materna daqueles que querem destruir o Estado judeu. Esse país mantém ocupada uma pequena área, conhecida como a Margem Ocidental do Jordão, apenas porque em 1967 a Jordânia, habitada majoritariamente por palestinos, tentou destruir Israel, perdendo seus direitos sobre esse minúsculo território”.

As conclusões formuladas por Prager são esmagadoras, pois apresentam a verdade em palavras claras:

“Israel é um dos assuntos pelos quais podemos aferir nossa moral. Acusar Israel de causar prejuízos econômicos ao mundo enquanto o país apenas luta pela sobrevivência revela uma imoralidade tão condenável que os defensores dessa teoria perdem o direito de se atribuirem os adjetivos ‘bons’ e ‘tementes a Deus’. Mas eles têm outra concepção. Se eles são ‘bons’, então eu, como defensor de Israel, passo a ser ‘mau’. Se a Bíblia deles manda que condenem Israel e apóiem a AP, então eu sigo uma outra Bíblia. Eles deixaram bem evidente quais são suas posições. É chegada a hora das pessoas de bem, os cristãos em geral e os presbiterianos norte-americanos em particular, distanciarem-se abertamente dessa igreja moralmente enferma. Além disso, é hora dos judeus entenderem que seus atuais inimigos são encontrados na Esquerda cristã e que seus amigos estão principalmente entre os cristãos da Direita”.

Israel é o tema moralmente decisivo de nossos dias. Isso não deriva do fato da situação em Israel ser a pior do mundo — o genocídio em Darfur colocou o Sudão numa categoria inteiramente diferente. Mas, o modo como o mundo trata Israel exemplifica uma decadência moral na qual a verdade, o bem e as vítimas são ignoradas, desumanizadas ou atacadas, enquanto mentiras e baixezas são aplaudidas e apoiadas juntamente com seus fomentadores. (Melanie Phillips)

É do conhecimento de todos que Israel é cada vez mais encurralado e colocado de lado na cena mundial. Infelizmente, esse processo perdurará até a volta de Jesus em grande poder e glória. Cristãos que se orientam pela Bíblia conhecem as causas dessa animosidade contra Israel. Em resumo: Israel é a prova de que Deus existe. Em outras palavras: a Bíblia tem razão. Mas o mundo não quer nem pode aceitar isso. Porém, no mais tardar quando o Messias vier, todos terão de reconhecer essa verdade.

Entretanto, é uma grande tragédia ver cada vez mais cristãos sendo arrastados por essa onda anti-semita e se distanciando de Israel. Precisamos nos questionar seriamente se essas pessoas que se voltam contra Israel ainda lêem sua Bíblia ou apenas dão ouvidos à gritaria que o mundo levanta contra Israel. É da maior importância estudarmos a Palavra Profética, pois Deus age ainda hoje em Israel e através de Israel, como prometeu na Escritura. Somente através da Bíblia reconhecemos os propósitos de Deus para com Seu povo e com todo o mundo. Quando um cristão reconhece isso, torna-se “obrigatoriamente” amigo de Israel.

Fonte: Beth-Shalom

Divulgação: www.juliosevero.com

4 comentários :

antonio disse...

È a Palavra de Deus se cumprindo,Jesus está voltando.Prepara-te.

Antunes disse...

Uma vez, muito tempo atrás, escutei por um canal de televisão católica, um padre que dizia que é um grande mistério a existência do povo judeu ao longo da história! O padre chamou a atenção para o fato de que o povo judeu é o único povo da Antigüidade que continua a existir no mundo de hoje sem ter perdido a sua identidade e cultura do passado!!! Os vikngs, os visigodos, os ostrodogos, os gregos, os romanos e outros povos da Antigüidade não existem mais com tais! Apenas o povo judeu conservou a sua identidade e cultura desde a Antigüidade!!!
De fato, um dos sinais da Segunda Vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo está ligada ao destino do povo judeu!!!

Antunes disse...

Um dos sinais da Segunda Vinda de Jesus é a conversão dos judeus, de todo povo judeu a Jesus. Os judeus reconhecerão que Jesus de Nazaré é o Messias prometido por Deus.
Eis o que diz o Catecismo da Igreja Católica:
674. A vinda do Messias glorioso está pendente, a todo o momento da história (634), do seu reconhecimento por «todo o Israel» (635), do qual «uma parte se endureceu» (636) na «incredulidade» (Rm 11, 20) em relação a Jesus. E Pedro quem diz aos judeus de Jerusalém, após o Pentecostes: «Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que os pecados vos sejam perdoados. Assim, o Senhor fará que venham os tempos de alívio e vos mandará o Messias Jesus, que de antemão vos foi destinado. O céu tem de O conservar até à altura da restauração universal, que Deus anunciou pela boca dos seus santos profetas de outrora» (Act 3, 19-21). E Paulo faz-se eco destas palavras: «Se da sua rejeição resultou a reconciliação do mundo, o que será a sua reintegração senão uma ressurreição de entre os mortos?» (Rm 11, 15). A entrada da totalidade dos judeus (637) na salvação messiânica, a seguir à «conversão total dos pagãos» (638), dará ao povo de Deus ocasião de «realizar a plenitude de Cristo» (Ef 4, 13), na qual «Deus será tudo em todos» (1 Cor 15, 2).
634. Cf. Rm 11, 31.
635. Cf. Rm 11, 26; Mt 23, 39.
636. Cf. Rm 11, 25.
637. Cf. Rm 11, 12.
638. Cf. Rm 11, 25; Lc 21, 24.

http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p1s2cap2_422-682_po.html

Delaware disse...

Infelizmente em qualquer organização, fraternidade, associação, instituição ou mesmo religiões, existem os infiltrados, pessoas que não acreditam naquilo que fingem acreditar, e que estão lá exatamente para desmoralizar, manipular, levar os que acreditam ao erro. No caso do referido texto podemos citar a ONU e a Igreja Presbiteriana. Os verdadeiros cristãos sempre serão defensores do Estado de Israel, mas infelizmente cada vez mais pessoas que odeiam a Cristo e o Estado de Israel, estão assumindo posições de lideranças em Igrejas cristãs. Lamentável, ou melhor dizendo - profético.