20 de abril de 2012

J’accuse: Eu acuso

J’accuse: Eu acuso

Carlos Ramalhete
A função do Estado é garantir a ordem social, que não é fabricada de cima para baixo como a de um quartel. A própria legislação é, ou deveria ser, um reflexo dos costumes sociais e das regras informais pelas quais as pessoas conduzem a vida e os negócios. Para lidar com os elementos antissociais que não se adaptam à regra geral, e assim assegurar o respeito mútuo entre as pessoas, existe o Poder Judiciário.
No Brasil, o Judiciário parece ter decidido que sua missão não é mais manter a ordem, e sim construir uma sociedade diferente. Uma sociedade que nega os valores e costumes da população. Uma sociedade em que a Justiça é inimiga, não protetora, da ordem social.
Foi o Poder Judiciário federal que, de uma penada, equiparou a união homossexual ao casamento, desprezando assim a função social precípua desta instituição de direito natural, que é a geração e educação das gerações futuras de brasileiros, e fazendo com que ela diga respeito apenas ao prazer sexual e à propriedade.
Foi o Poder Judiciário gaúcho que mandou retirar de suas dependências aquilo que é, para a imensa maioria da população, a lembrança de uma Justiça mais alta, o crucifixo.
Foi, novamente, o Poder Judiciário que criou a ilógica figura da criança biologicamente viva e juridicamente morta, quando o STF despenalizou um tipo de aborto eugênico. Aliás, cabe lembrar que ainda não há sequer uma definição médica do que seja a anencefalia. Pode-se matar sem punição; só não se sabe ainda a quem.
Se um candidato a cargo eletivo prometesse fazer qualquer destas coisas, não teria chance alguma de ser eleito. Se as propusesse depois de eleito, sua reeleição seria impossível. O único congressista que apoia a maioria delas conseguiu sua vaga pelo voto de legenda, pois nem a votação que obteve como “ex-BBB” rendeu-lhe votos bastantes para consegui-la por conta própria. Sua reeleição é, no mínimo, improvável.
O Judiciário, porém, não depende de eleições. Para evitar pressões políticas e financeiras, para preservar a ordem social que ora parece ter se tornado sua inimiga, seus membros são dotados de garantias que, na prática, os tornam perfeitamente independentes.
Esta independência, contudo, foi concebida para que se pudesse ter a esperança de justiça, para que o pequeno não temesse o poderoso. Para que a ordem pacífica da sociedade fosse preservada. Para conter demagogos eleitos, não para julgar – legislar! – demagogicamente.
Em Berlim, contra o avanço nazista, havia juízes. Em Brasília, não mais.
Divulgação: www.juliosevero.com

2 comentários:

Fabiano disse...

Eu tinha uma vaca que gostava muito. Uma leiteira da raça jersey.
A cria dela atravessou no útero. A veterinária disse que não havia a possibilidade de reverter, o bicho ia nascer (se nascesse) morto.
Dito e feito... Chegou no dia, ela deitou ao lado do açude (lago) e começou a mugir de forma anormal.
Fomos em direção ao mugido, ela já estava em trabalho de parto... Mas o bezerro não ia sair... Morreriam ali, os dois, mãe e filho. Pensamos: ISTO NÃO VAI ACONTECER... VAMOS BRIGAR ATÉ O ÚLTIMO SUSPIRO.
Pegamos uma corda e amarramos no meio de uma taquara, com um toque delicado, um dos mais experiente homem que já vi, colocou a mão dentro da vaca e passou a corda no pescoço do terneiro... Puxamos aquela taquara entre três homens... Estourou o bichinho pra fora... corremos para fazer aquele bicho respirar.
A recompensa que eu tenho até hoje, é um dos melhores touros, batizado de FAISCA, pois era muito fuzarca quando terneiro.
PS: De forma alguma comparo bicho com ser humano, foi só um testemunho que, querendo e acreditando que para Deus nada é impossível, pode-se SIM, deixar uma vida vir ao mundo.
E isto que acabo de relatar, é fato.
Fabiano Santos.

Anônimo disse...

Quando os representantes dos cristãos acordarão a Dilma e ela não faria isto ou aquilo se esqueceram de por no papel que ela também deveria por outros no lugar dela para o faze-lo nos bastidores e ainda lutaria para reverter qualquer posição que viesse contra a maioria dos eleitores e que os assuntos polêmicos ficariam por conta de plebiscitos.
Ingenuidade ou cumplicidade? Pois até um demente sabe que não deve confiar em comunistas, sabe-se bem que eles iriam por todos os meios impor as suas vontades, sem dó e sem piedade. Rasgara constituição ou Bíblia, passara por cima da vontade popular e aniquilara qualquer um que se oponha.
Mas muito tem a ilusão que nossa democracia e solida e que isto jamais acontecerá, este é um país totalmente democrático. Eu só queria saber quando foi que isso aconteceu. Só se foi no tempo do militarismo.
Que Deus tenha piedade de nos.