Pesquisadores Independentes Desafiam Outro Relatório da OMS
Lucia
Muchova
Washington, DC, EUA 24 de fevereiro
(C-FAM) Um recente estudo de um grupo independente de pesquisadores mostra que
a Organização Mundial de Saúde (OMS) subestimou de modo significativo as
estatísticas de mortalidade da malária em seu Relatório
da Malária de 2011. Esse é outro golpe
para a credibilidade da mais elevada organização mundial de saúde em apenas
dois anos.
Um documento publicado na revista
médica The Lancet neste mês por
pesquisadores do Instituto de Indicadores e Avaliação de Saúde (IIAS) da
Universidade de Washington em Seattle revelou que dava para se atribuir
diretamente à malária 1.238 milhão de mortes no mundo inteiro — quase o dobro
das 655.000 mortes relatadas pela OMS.
O relatório também deu a surpreendente
notícia acerca das reais causas da mortalidade infantil mundial. A mortalidade
da malária estava 1.3 vezes mais elevada do que mostrou a estatística da OMS
para crianças abaixo de 5 anos na África; 8.1 mais elevada para crianças de
cinco anos para cima na África e 1.8 mais elevada para todas as idades fora da
África. A equipe do IIAS estimou que dava para se atribuir à malária 24% das
mortes de crianças na África em comparação com os 16% citados no relatório da
OMS para o ano de 2008.
Compilando dados de 105 países
usando modernas ferramentas metodológicas, o IIAS descobriu que as mortes de
malária em 2010 em indivíduos de idades de 5 anos para cima foram 524.000 em
comparação com a estatística da OMS de 91.000, quase 6 vezes mais elevada. No
total, ocorreram mais 433.000 mortes, do que foi citado pela OMS, em pessoas de
5 anos para cima devido à malária em 2010. Os pesquisadores dizem que esses
números podem ser ainda mais elevados se mais correções forem feitas nos dados
classificados de modo errado e se a malária for contada como fator agravante
para outras causas de morte.
O fato de que a mortalidade da malária
tenha sido subestimada tem importantes implicações para as políticas públicas.
Significa que organizações como o UNICEF deveriam aumentar suas verbas para
programas de sobrevivência infantil para reduzir o grande número de mortes
infantis de malária na África. Significa que a OMS e outros deveriam aumentar
seu engajamento nos programas de prevenção e erradicação da malária. Significa
também que as agências da ONU deveriam prestar muito mais atenção à sua coleta
e uso de dados.
Esta não é a primeira vez que
pesquisadores independentes atuaram como defensores dos direitos dos cidadãos
no caso da ONU utilizando estatísticas deficientes. Pouco mais de um ano atrás,
a mesma revista publicou um relatório
convincente elaborado pelo mesmo
grupo de pesquisadores que expunha os números inflados de mortalidade materna
relatados por agências da ONU. As estatísticas usadas pela OMS e pelo UNICEF
foram consideradas errôneas e a metodologia tinha imperfeições sérias. Mas tais
estatísticas têm sido citadas por elaboradores de políticas públicas para
exigirem mais financiamentos para as medidas de saúde reprodutiva — inclusive
aborto — em vez de programas de redução de mortalidade apontadas para as
principais causas da morte materna.
Em anos recentes, a monitoração
independente de órgãos internacionais e das informações que eles disseminam tem
descoberto discrepâncias sérias. Uma das iniciativas mais recentes é o
estabelecimento do CMEPEA,
o Consórcio Mundial de Especialistas para as Pesquisas e Educação de Aborto,
reunindo cientistas credenciados na área de pesquisas de aborto para
apresentarem informações objetivas sobre os efeitos de saúde provocados pelo
aborto. Mais recentemente, eles publicaram uma abrangente análise
decisiva de um estudo amplamente citado por
Guttmacher afirmando que o aborto é mais seguro do que o parto.
Tradução:
Julio Severo
Fonte:
Friday
Fax
As
destrutivas políticas anti-DDT do Ocidente




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