3 de março de 2013

O discurso vazio de Roberto Aguiar


O discurso vazio de Roberto Aguiar

Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas...
Salmo 19: 12
Wanderley Dantas
Eu e minha esposa assistimos ao filme “O menino com pijama listrado”. Um filme forte sobre um tema trágico: o assassinato em massa ocorrido durante a 2ª Segunda Guerra e que ficou conhecido como Holocausto. Logo no início do filme, é apresentada a frase de John Betjeman que vai justificar a trama daquela narrativa: “A infância é medida pelos sons, aromas e cenas, antes de surgir a hora sombria da razão”.
Ainda nos primeiros minutos do filme, fomos surpreendidos pela cena em que o oficial nazista aparece no alto de uma escada e a câmera o focaliza de baixo para cima e, naquele momento, a orquestra passa a tocar um hino protestante, cujo título é “Altamente os céus proclamam”, baseado no Salmo 19. Um hino austríaco de louvor e adoração em que lemos o seguinte verso de uma petição a Deus em português: “Esclarece as nossas mentes”. Assim, o diretor conseguiu transmitir para nós o efeito do desconforto da cena: sim, a Igreja Luterana apoiou o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães!
O apoio da Igreja Luterana e de outros cristãos protestantes ao regime nazista é uma questão historicamente indiscutível. Foram pessoas que se colocaram a serviço do Estado, porque julgavam que a obediência, a submissão incondicional ao partido é um exemplo cristão a ser defendido. Na história do cristianismo, vemos muitos exemplos de uma promíscua cristandade subjugada ao Leviatã — este monstro contrário a tudo aquilo que se chama Deus.
Cristãos serviram aos regimes totalitários comunistas, defenderam teologias marxistas e divulgaram teologias pagãs em suas igrejas. Enfim, paira sobre a cristandade a vergonha do sangue de inocentes derramado pelo Estado com o apoio de cristãos e esse sangue não é o do Cordeiro de Deus.
Dietrich Bonhoeffer
Todavia, em meio a hipocrisia de tantos que possuíam um discurso contraditório com suas vidas, aprouve ao Senhor levantar irmãos que se puseram contra o Estado, uma vez que uma igreja adormecida ou vendida ao mundo e sua filosofia não o fazia. Homens como o teólogo pastor alemão, Dietrich Bonhoeffer, que participou de um complô para assassinar Hitler.
Bonhoeffer é um exemplo, mas não é o único, daquilo que podemos chamar de ativista cristão, embora pessoas como ele sejam condenadas por Roberto Aguiar em seu artigo “O ativismo vazio de Julio Severo”, publicado por um blog calvinista (aqui).
Roberto Aguiar começa seu infeliz texto com algumas definições sobre o que seria o ativismo para, logo depois, dizer que na Palavra de Deus não existe nem mesmo espaço para que o cristão seja um ativista, nem mesmo usando usando os meios legais e eleitorais que a própria democracia oferece. Veja a definição exposta por ele em seu artigo:
“Usualmente, ativismo pode ser entendido como militância ou ação continuada com vistas a uma mudança social ou política, privilegiando a ação direta, através de meios pacíficos ou violentos, que incluem tanto a defesa, propagação e manifestação pública de idéias até a afronta aberta à Lei, chegando inclusive à prática de terrorismo. Dentro do enquadramento legal e eleitoral das democracias representativas, toma habitualmente a forma de atividade político-social — remessa de cartas, organização ou participação em reuniões, emissão de textos, entrevistas à imprensa e a dirigentes políticos em prol da postura de preferência; promover ou simplesmente seguir certos comportamentos que estão delineados ou que se estima que contribuam para a causa — tal como o boicote de certos produtos de consumo (ou a recomendação de outros), nas compras individuais ou de grupo; ou ainda a realização de manifestações públicas organizadas, tais como marchas, recrutamento de simpatizantes, coletas de assinaturas em apoio a manifestos favoráveis à causa ou contra algo que prejudique a causa. O ativismo pode também assumir a forma de protesto passivo, de greve, de desobediência civil ou de franca militância ativa, como é o caso da invasão de terrenos ou propriedades, motins e, em caso extremo, o terrorismo e a guerra civil” (grifo meu).
Antes de começar sua exegese anacrônica, ele declara que estamos vivendo “o princípio das dores”, tempo de enorme confusão em que a própria igreja absorveu o mundo e seus princípios e que o exemplo dessa nova igreja mundana seria Julio Severo, chegando a concluir que Julio Severo “advoga em causa própria”. Ora, o que é advogar em causa própria? É defender uma ideia ou prática que você mesmo adota a fim de que seja aceita por todos como algo legal.
Seria isso o que Julio faz quando ataca a bandeira do gayzismo? Seria isso que ele faz quando expõe os crimes da pedofilia e do aborto? Esta acusação de Roberto Aguiar é tão confusa quanto a construção do seu primeiro parágrafo. Não é coincidência, então, que realmente não façam o menor sentido as suas palavras. Porém, o texto seguirá com outras incongruências. Vejamos.
Como o autor do texto mesmo diz, ele parte da seguinte premissa: não existe algo como “ativismo cristão” na Bíblia. Bem, nem precisa demorar muito para perceber que Roberto Aguiar foi traído pelas próprias palavras a partir da definição que ele mesmo deu do que é ativismo. Ora, segundo ele mesmo trouxe, um dos ambientes para que o ativismo ocorra é a democracia (veja meu grifo), que, obviamente, não está ali no texto bíblico.
Será que ninguém disse ao Roberto por que que não estaria na Bíblia algo como um governo democrático? Então, ele já construiu a sua premissa sobre uma falácia. Em outras palavras, se, segundo a própria definição que ele trouxe, um dos ambientes para o ativismo é o Estado Democrático de Direito e na Bíblia não existe este ambiente, então, obviamente ele não vai achar ativismo dentro dela! O nome desse tipo de erro exegético é anacronismo. É a mesma coisa que concluir que não podemos votar, eleger deputados e senadores porque não tem isso na Bíblia.
A Bíblia é a nossa única regra de fé e prática, então, se não há voto direto e secreto para presidente, não podemos exercer esse direito que a democracia nos oferece. Ora, se a premissa que vai sustentar todo o restante do texto dele já é um erro histórico e exegético, logo... Entretanto, há outras ideias tão infelizes que não posso me furtar de expô-las aqui como exemplos de uma má argumentação e como aviso aos meus irmãos cristãos. Sigamos.
Roberto Aguiar se contradiz quando afirma que, na palavra de Deus, religião e estado não se misturam. Isto não é verdade, mas, lá na frente, ele mesmo vai citar o Antigo Testamento e as teocracias que sempre existiram no texto bíblico, então, já que ele não viu, vamos fingir que também não percebemos o lapso do autor. Ele vai trazer aquela passagem do imposto (se é justo ou não pagar) para provar que há separação entre o Estado e a Religião.
O problema desse argumento é: o que é que isso tem a ver com o ativismo de Julio Severo? Julio Severo anda pregando que o povo de Deus deva parar de pagar impostos (embora, como cidadão, ele até tenha direito de defender essa ideia)? O Julio Severo deixou de pagar os seus próprios impostos ou obriga alguém a fazer o mesmo? Ora, porque se isso acontecer, então não é “ativismo” no sentido que o Roberto definiu no início do seu texto, mas crime.
O que Julio tem feito é exercer o seu direito democrático de cobrar do Estado que os nossos impostos sejam mais bem aplicados. Qual o problema disso? Ah, claro! Não está na Bíblia... Então, já que a Bíblia não fala sobre exigir que o Estado defenda o cidadão de bem, deixemos que continuem gastando nosso dinheiro com troca de sexo para travesti no SUS, enquanto tantos outros morrem na fila por falta de recursos mínimos para a saúde pública. É realmente a melhor interpretação do “dai a César o que é de César”...
Aliás, Aguiar usa o mesmo texto para dizer que está “implícito” que o que Jesus queria ensinar era a “obediência ao estado incondicional”! Roberto! Pode escrever IMPLÍCITO em letras bem garrafais, porque usar esse texto sobre imposto para convencer que devemos obediência incondicional ao estado só pode ser a mesma exegese feita pelo pastor nazista Walter Hoff, que disse:
“Em todos os tempos, os homens de Deus tanto da bíblia, como fora dela, foram exímios cumpridores da lei, submissos a toda autoridade legalmente constituída ou não, jamais sendo suas vozes ouvidas em um tom de contestação”.
Rev. Walter Hoff, pastor nazista
Roberto, em qual escola você andou estudando história? E os mártires que morreram nas covas dos leões, confrontando César e dizendo que só há um Senhor? O próprio Calvino, que pregava que não devemos acatar um Estado que governa com injustiça e incompetência, mostra que não há essa tal “obediência incondicional” e que o cristão deve buscar os meios de resistir à tirania:
“Se existirem [magistrados do povo estabelecidos], não é parte de minhas intenções proibi-los de agir em conformidade com seu dever de resistir à licenciosidade e ao furor dos reis; ao contrário, se eles forem coniventes com a violência desenfreada [dos reis] e suas ofensas contra as pessoas pobres em geral, direi que uma tal negligência constituiu uma infame traição de seu juramento. Eles estão traindo o povo e lesando-o daquela liberdade cuja defesa sabem ter-lhes ordenada por Deus”.
Veja que Calvino apela para que a sociedade tenha mecanismo de defesa contra a licenciosidade e o furor dos reis (veja que o contexto aqui não é de perseguição religiosa de um Estado contra o cristão). E até mesmo, mostra Calvino, que tais representantes do povo deveriam “deitar insígnias” (passar o machado nestes reis e príncipes abusivos). E quais os meios legais que temos hoje para resistir a um Estado que se coloca frontalmente contra os valores do Evangelho? A justiça e os meios de livre expressão de pensamento (estes, inclusive, garantidos por lei). É algo diferente disso o que Julio Severo está fazendo?
João Calvino
Mas Calvino também exige que a Igreja (e não apenas a sociedade leiga) cobre do Rei e dos Príncipes que esses sejam bons administradores dos bens concedidos por Deus. Para Calvino, a Igreja deve julgar o Estado e exigir que esse saiba resolver bem as questões de desigualdade social e exploração.
Mas posso citar muitos outros exemplos que, quando necessário, cristãos assumiram a responsabilidade da desobediência civil.
Quantos cristãos resistiram ao regime da escravidão?
Quantos cristãos desobedeceram às leis injustas de um Governo legitimamente estabelecido, mas que perseguia e oprimia ao próximo?
Quantos pastores se submeterão à lei defendida pela Marta Suplicy que confinou a pregação de temas contra o homossexualismo às dependências internas dos templos?
Quantos pais cristãos ficarão submissos ao Estado quando esse acusar seus filhos de homofóbicos, porque terão aprendido dentro de suas casas a Palavra de Deus?
Quantos abaixarão suas cabeças subservicientemente ao Estado, quando esse tiver legalizado a maconha, o aborto em todas as suas situações e não pudermos mais pregar sobre o pecado, a justiça e o juízo?
Sim! Para Calvino, o Estado e a Igreja eram coisas separadas, mas tinham uma mesma origem: Deus. Ambos, portanto, deveriam servir para a glória daquele de quem provém toda autoridade.
Além de Calvino, poderia citar também Lutero e muitos outros, mas faço questão aqui de lembrar do nome de Francis Schaeffer, que escreveu um livro maravilhoso sobre o papel do ativismo cristão, chamado “Manifesto Cristão”.
O problema, segundo a argumentação de Roberto Aguiar, é que nenhum destes exemplos de ativismo de cristãos notórios que há e houve na história estão na Bíblia — nossa única regra de fé e prática... Isto apenas revela a maneira tacanha com que muitos entendem a doutrina da Sola Scriptura.
Continuemos. Primeiro, Aguiar disse que religião e estado não se misturavam. Depois, voltou atrás e citou todos os exemplos bíblicos de resistência ao Estado, mas os invalidou porque eram estados teocráticos e religiosos (!), então, conclui o autor, não vale porque o que os profetas faziam eram discursos religiosos contra tais Estados. Mais uma triste exegese que procura usar o texto bíblico para provar uma tese como verdadeira custe o que custar.
Ora, qual Estado na Bíblia não era religioso? Desde o Egito, passando pela Assíria e Babilônia, até Roma (inclusive Israel) misturaram religião e estado! Por que será, então, que Roberto Aguiar não consegue achar exemplos de resistência que não sejam porta-vozes de algum discurso religioso?!
Daí, segundo o autor, nenhum dos exemplos bíblicos vale, porque eram discursos religiosos a Estados religiosos (mas sabemos todos, menos o Roberto Aguiar, que em Estados religiosos até a legislação política é religiosa).
Essa exegese de Aguiar é um exemplo infeliz de pessoas que usam e abusam do que a Bíblia não fala para provarem o que ela não prova pelo simples fato de que não existia ali nada igual ao que é hoje.
Se seguirmos as falácias exegéticas de Roberto Aguiar teremos que ser contra tudo aquilo que não existia nos tempos bíblicos.
O próprio argumento de Roberto Aguiar pode ser usado contra aquilo que ele mesmo tenta defender: “Mas quando é levando pelas circunstâncias a um confronto com o estado, Jesus silencia”, ele cita, mas aí não vale, Roberto, porque Jesus se cala diante de um Estado Religioso e, segundo o seu argumento, ainda que Jesus tivesse apresentado qualquer traço de resistência contra Pilatos, seria mais um discurso religioso. Aliás, o próprio Jesus perdeu uma oportunidade maravilhosa de apresentar a Pilatos a mensagem da salvação. Será que Jesus não teria nada a dizer a Pilatos sobre a salvação da alma dele?
Ou, seguindo a tosca exegese de Roberto Aguiar, deveríamos tão somente imitar a atitude de Jesus e quando estivéssemos diante de autoridades, ficarmos também calados?... Mas Jesus NÃO ficou calado diante de Pilatos! Novamente, Aguiar escolhe os textos que defendem sua tese e esconde os que a contrariam.
Todos os quatro evangelhos registram uma resposta enigmática de Jesus a Pilatos: “Tu o sabes”. E o evangelista João mostra que houve um surpreendente diálogo entre Jesus e Pilatos, no qual Jesus afirma claramente que veio para ser Rei, embora de um reino que não fosse desse mundo. Então, um reino que estava acima, para além, maior do que o judeu e o romano.
O pior ainda está por vir. Segundo o entendimento de Roberto Aguiar, as leis morais não deveriam existir em nossa constituição, porque “querer obrigar o mundo, insubmisso a Deus por vontade própria, a seguir os conceitos de Deus que Ele exige apenas de pessoas regeneradas, é ser ignorante quanto à mensagem do Cristo e uma agressão ao livre arbítrio ofertado por Deus aos homens”. Aqui, Roberto Aguiar pega o segundo capítulo da carta de Paulo aos Romanos e o lança como se fosse refugo, mas não é exatamente ali que Paulo fala da lei que o próprio Deus escreveu na consciência e no coração dos gentios e que, por essa lei, eles serão julgados (Rm 2: 14-15)? Pior, Roberto Aguiar apela ao conceito do livre-arbítrio como se esse fosse poderoso para deter Deus, enquanto o que a Bíblia ensina é que nós é que somos escravos do pecado, por isso totalmente fracos e incapazes de cumprir a lei ofertada por Deus às nossas consciências.
Para Paulo, ao contrário do que Aguiar acredita, Deus impôs sobre todo ser humano a sua lei e esta amaldiçoa a todos nós! E, exatamente por isso, que Estados que tiveram homens cristãos na confecção de suas Constituições veem a lei de Deus servir como base e parâmetro de suas Cartas Magnas.
Roberto Aguiar é incapaz de saber pela sua exegese (ao contrário de João Calvino) que Julio Severo recebeu da Bíblia a incumbência de ser porta voz, fiscalizador, crítico de um Estado que, ainda que pagão, deverá ser um instrumento para a glória de Deus.
Enfim, como era de se esperar, uma vez que nenhum dos argumentos de Roberto Aguiar podem ser levados a sério, ele passa a atacar a pessoa do Julio, dizendo que ele está na carne de Adão, suas palavras refletem apenas um ego que precisa desesperadamente aparecer e que Julio quer é um lugar ao sol e precisa ter é uma bandeira para se motivar. Creio que a melhor maneira de se responder a isso é que eu sei quem é o Julio Severo há muitos e muitos anos, conheço seu trabalho e sua luta, mas quem é Roberto Aguiar?
Preciso terminar este texto dizendo que o Roberto chega mesmo a dizer que de alguma maneira inexplicável Julio coage os irmão a sustentarem seu ministério. Um ministério covarde, porque, segundo o autor, Julio teria fugido de uma perseguição que estaria sofrendo no Brasil. Julio teria “pensado com as pernas”, usando as palavras do Roberto. Digo, pois, que o apóstolo Paulo teria “pensado com o cesto” quando também se viu escapando escondido de seus acusadores.
Enfim, cabe dizer ao Roberto que os tais missionários de verdade, aqueles que estão sendo perseguidos hoje pela causa do evangelho, seguindo o argumento apresentado por ele mesmo em seu texto, nenhum desses missionários pode ser apresentado como exemplo, porque a imensa maioria deles estão resistindo a Estados religiosos e representantes eclesiásticos de algum grupo religioso que possui autoridade para caçar, prender e até matar. É o caso do Islã no Oriente Médio e na África, é o caso das pequenas comunidades religiosas cujos governos são montados a partir de líderes espirituais, como, por exemplo, ocorre na Índia; além disso, a nossa resistência é sempre religiosa e o Estado humanista e ateu que vem contra nós é também uma nova religião escondida sob o falso discurso da laicidade.
Do mesmo modo, o marxismo sempre teve como objetivo substituir a crença das pessoas em Deus pelo deus-estado. A própria revolução cultural que se instaura em nosso país e no mundo ocidental é um exemplo de uma guerra religiosa, porque as crenças religiosas são parte fundamental e orientadora das cosmovisões contra as quais hoje o cristianismo deve se opôr.
Evidentemente, nada do que eu disse aqui é do conhecimento do Roberto Aguiar, assim como não era do conhecimento dos cristãos que apoiaram o regime nazista alemão e que apoiam um partido político, o PT, fingindo desconhecer que ele seja corrupto, marxista e pró-aborto.
Volto, então, ao filme com o qual comecei este texto. Lembro daqueles cristãos que pensavam estar fazendo um bem a Deus se submetendo a um estado demoníaco.
Penso, também, em tantos cristãos como Roberto Aguiar que perdem um tempo enorme de suas vidas criticando com uma retórica vazia alguém que está fazendo a sua parte, enquanto tantos outros cristãos se omitem ou já se venderam ao Leviatã.
Mais uma vez, lembro daquela cena em que do alto da escada aparece o oficial nazista e um hino cristão é tocado. O oficial nazista desce cada degrau com seus passos imponentes e cheios de glória — a glória estampada em seu impecável uniforme — uma glória usurpada, porque o hino deveria ser de louvor e adoração a Deus e não ao Estado. Espero que possamos voltar a nos incomodar, chamando o mal de mal e o bem de bem e que retumbe em nossos ouvidos a petição daquele hino a Deus: “Esclarece as nossas mentes”!
Divulgação: www.juliosevero.com
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3 comentários:

Anônimo disse...

O Discurso vazio de Roberto Aguiar (eu li) só me dá um sentimento e ele está lá no apocalipse de João: é morno e eu tenho vontade de vomitar.

Paulo César Cândido

Unknown disse...

PARABENS JULIO PELOS POSTS QUE TEM PUBLICADO.CONCORDO COM VC, ANTES IMPORTA OBEDECER A DEUS QUE A HOMENS EM NOME DE UM ESTADO ANTCRISTO E ANTDEUS E ANT-BIBLIA.PARABENS CONTINUI FIRME.PR.LINVINSTON

MARIA disse...

Júlio,
Muito obrigada por seu trabalho, por sua incansável defesa da Palavra de Deus, por sua coragem e por suportar com firmeza tanta oposição dos insensatos desse mundo. Agradeço a Deus por sua vida e tantos outros que tem verdadeiramente Jesus em suas vidas. Não fosse o seu trabalho até hoje eu estaria de olhos vendados para questões tao vitais! Deus o abençoe.