31 de julho de 2013

Revolta! Bebê assassinado é ignorado pela mídia


Revolta! Bebê assassinado é ignorado pela mídia

Ben Kinchlow
Estou revoltado!
Uma vítima inocente é brutalmente assassinada, e o assassino não irá enfrentar pena de morte. Tornamo-nos tão insensíveis que as mortes não provocadas de inocentes (e logo delas) não merecem a pena de morte?
Antonio West, bebê assassinado por dois jovens negros
Ah, você pensou que eu estava falando do caso Trayvon Martin e George Zimmerman?
É compreensível, considerando que o caso vem dominando o espaço midiático americano todos os dias desde que aconteceu. Mas minha revolta não é direcionada a esse caso, que foi examinado e reexaminado desde os guetos, passando pelas redações e chegando até a Casa Branca.
Refiro-me a um incidente do qual você provavelmente não ouviu falar.
Os nomes De’Marquise Elkins ou Antonio West soam familiares? Alguma vaga lembrança? “Acho que ouvi algo parecido”. Bem, deixe-me refrescar sua memória, pois aparentemente a mídia americana não considera a história digna de qualquer cobertura maior.
Em 21 de março de 2013, Antonio West foi morto a tiros por De’Marquise Elkins. Mas isso não é grande coisa; afinal, de acordo com o mapa de mortes por arma de fogo da revista Slate, “No ano passado, foram 32.163 mortes por arma de fogo… dos quais a grande maioria foram americanos matando americanos”.
E com nomes como De’Marquise e Antonio, é provável que eram negros. Conforme mostram as estatísticas, “Negros matando negros não são novidade”. Afinal, quase 500 negros foram assassinados em Chicago desde que a saga Martin-Zimmerman começou a se desenrolar (61 apenas durante o julgamento). “Então, o que há demais a respeito de um sujeito chamado De’Marquise apagando outro sujeito chamado Antonio?”
Aparentemente há algo a mais na história, algo que a mídia americana obviamente não considerou digno de notícia. De acordo com várias reportagens (não de primeira página, obviamente), que não duraram dois dias, surge o seguinte:
Antonio (Santiago) West, de um ano e um mês, estava sentado em seu carrinho de bebê quando De’Marquise (17 anos) e Dominique Lang (15 anos) abordaram sua mãe, Sherry, e exigiram dinheiro. De acordo com Sherry, “Um rapaz se aproximou de mim e disse que queria dinheiro, e eu lhe disse que não tinha nada, e ele respondeu, ‘Me dá o seu dinheiro ou eu vou te matar e vou atirar no bebê e vou matar ele’, e eu disse, eu tenho nenhum dinheiro e não mate meu bebê!”
O rapaz tentou puxar a bolsa dela e fez um disparo, que passou de raspão por sua cabeça, quando, segundo ela, ela tentou dizer que não tinha dinheiro. Ela disse então que ele lhe deu um tiro na perna.
Ela relata ainda, “E então, de repente, ele começou a maltratar meu filho e deu um tiro em seu rosto".
A trágica verdade é que a maioria de nós não está ciente desse caso pelo simples fato de que o caso envolveu negros matando brancos, a mídia americana não deu muita atenção. Você imagina a fúria com que teriam recebido a notícia caso Antonio fosse negro e De’Marquise branco? Ah, está certo, não é preciso imaginar a revolta, o furor e os clamores para que o governo americano interviesse. Temos o caso Martin-Zimmerman. Você consegue imaginar o presidente George Bush dizendo “Antonio West poderia ter sido eu anos atrás”?
Eles localizaram e prenderam os referidos adolescentes, que foram fichados. Embora conheçamos bem o rosto de Trayvon Martin (quando tinha 15 anos) e o de Zimmerman, agora de terno e gravata (não o da noite do incidente), não conhecemos o rosto de Antonio. Não conseguiríamos reconhecer os dois assaltantes em uma fila de identificação de suspeitos; não há cobertura da mídia, nem fotografias deles por todos os cantos.
Seria obra de um trabalho policial imparcial e não tendencioso? Compare o que você sabe do caso Martin-Zimmerman com essa declaração do porta-voz da polícia encarregado do caso West: “Não há motivação clara até o momento… isso é o que a mãe disse… nós, como autoridades policiais, não podemos partir para a ação só com base no que alguém diz. Temos que investigar o caos cuidadosamente”. Ah, quer dizer que como não houve testemunha de fato no incidente Zimmerman-Martin, e apesar das provas do sangue e dos hematomas em Zimmerman, vocês procedem acusando-o de assassinato com base em…”
Mas esse não é o fim da história. Agora eles estão tentando destruir o testemunho da mãe. Há alegações de que ela e o pai tinham “resíduos de disparo” no corpo. Será que eles deram um tiro na cabeça do bebê pelo dinheiro do seguro? Mas é claro, isso faria muito mais sentido que ter de acreditar que dois adolescentes negros poderiam mesmo matar alguém (um bebê) a sangue frio.
Mas, naturalmente, não chegaremos à resolução final desse caso. Nenhuma cobertura jornalística, narração em tempo real, câmera, “jurista” ou “especialista” irá acompanhar esse julgamento. Tal cobertura iria prejudicar seriamente a posição esquerdista de que os brancos são coletivamente culpados pela escravidão que acabou há quase 150 anos atrás.
De acordo com essa posição, os negros, que são incapazes de competir com brancos (ou outras minorias) em pé de igualdade (daí as ações afirmativas exclusivamente para eles) não devem ter direitos iguais, mas “direitos orientados à igualdade”. A estátua da justiça usa uma venda nos olhos por um motivo.
Sim, estou revoltado. Os Estados Unidos, conforme seu hino, são “terra dos livres e lar dos valentes”, e devem ser bastiões da liberdade e dos direitos iguais para todos!
Ben Kinchlow é apresentador do programa Clube 700, da TV CBN nos EUA.
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do original do WND: OUTRAGED! MURDERED BABY SNUBBED BY MEDIA
Leitura recomendada:

30 de julho de 2013

A iminente legalização do aborto no Brasil: o papa falou… que não era necessário falar!


A iminente legalização do aborto no Brasil: o papa falou… que não era necessário falar!

Julio Severo
A mídia internacional está em frenesi acerca das declarações do papa sobre a homossexualidade. Geralmente, quando os cristãos falam sobre questões homossexuais, a mídia não perdoa: o bombardeio de ataques é incessante. Tenho sido vítima de tais ataques, e tenho escrito muitos artigos defendendo cristãos (católicos e evangélicos) sob tais ataques.
No caso do papa, não houve ataques. Ao que tudo indica, algumas de suas palavras foram deturpadas. Mas, em geral, ele foi celebrado pela imprensa internacional.
Não focarei na polêmica dos comentários dele acerca da homossexualidade e como os jornalistas escolheram ver. Não estou preocupado com o que o papa disse depois de sua viagem ao Brasil. Minha preocupação envolve o que ele não falou no Brasil.
Durante sua viagem, meus amigos pró-vida católicos estavam desesperadamente tentando chegar até o papa para pedir a assistência especial dele contra um projeto de lei pró-aborto que foi aprovado recentemente no Congresso Nacional. Será que a visita do papa foi providencial para ajudar a causa pró-vida?
Escrevi dois recentes artigos sobre o papa e o aborto no Brasil. Um deles disse que “a presidente socialista Dilma Rousseff está para sancionar uma lei de aborto, e o papa não dirigiu nenhuma mensagem específica sobre essa situação urgente do Brasil. Ele deixou o Brasil sem abrir a boca contra essa ameaça iminente.”
Por que ele não falou? Ele não sabia? Havia muitas dúvidas entre os ativistas pró-vida do Brasil, inclusive eu.
Depois do meu último artigo sobre o papa e o aborto no Brasil, uma amiga católica na Noruega me enviou uma resposta original confiável em espanhol dada pelo papa sobre essa questão específica, publicada no proeminente site noticioso católico AciPrensa. O papa deu essa importante resposta em seu voo de saída do Brasil. A seguir, a tradução:
Jornalista: A sociedade brasileira mudou, os jovens mudaram. Você não falou sobre aborto nem sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo. No Brasil aprovaram uma lei que amplia o direito ao aborto e outra que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Por que você não falou sobre isso?
Papa Francisco I: A Igreja tem falado claramente sobre isso, não é necessário voltar a esse assunto, assim como não é necessário falar sobre fraude, mentira ou outras coisas sobre as quais a igreja tem uma doutrina clara. Não é necessário falar sobre isso, mas sobre coisas positivas que abrem o caminho aos jovens. Além disso, os jovens sabem perfeitamente bem qual é posição da Igreja.
Assim, provavelmente o papa sabia sobre o projeto de lei que Dilma está para sancionar em lei. Se não sabia antes, ficou sabendo quando deixou o Brasil e foi entrevistado. Sua resposta foi apenas “A Igreja tem falado claramente sobre isso, não é necessário voltar a esse assunto.”
Como evangélico envolvido há mais de vinte cinco anos no movimento pró-vida, sei disso. Por meio do Papa João Paulo 2º, principalmente sua excelente encíclica Evangelho da Vida, a Igreja Católica falou claramente sobre a defesa da vida.
Outros católicos também têm falado de forma magnífica em defesa da vida. A Madre Teresa de Calcutá, num café-da-manhã de oração com o ex-presidente Bill Clinton, o repreendeu por sua postura pró-aborto uns vinte anos atrás.
Clinton era batista. Contudo, mesmo não sendo católico, ele conhecia o ensino cristão universal, que é essencialmente pró-vida. A Madre Teresa não precisava repreendê-lo porque “A Igreja tem falado claramente sobre isso, não é necessário voltar a esse assunto”?
Então, pelo fato de que o Brasil é o maior país católico do mundo, o papa não precisava tratar diretamente da questão do aborto com o povo brasileiro e com Dilma porque “A Igreja tem falado claramente sobre isso, não é necessário voltar a esse assunto,” muito embora ela esteja para sancionar o aborto?
Pelo jeito, os católicos pró-vida do Brasil também não deveriam lidar diretamente com a questão do aborto com Dilma e com o Congresso Nacional porque “A Igreja tem falado claramente sobre isso, não é necessário voltar a esse assunto.”
Sim, a Igreja Católica tem falado claramente sobre essa questão. A encíclica Evangelho da Vida é prova. Mas não é necessário tratar desse assunto diretamente com uma presidente que está para sancionar o aborto? Não é necessário pregar o Evangelho da Vida vezes sem conta?
Não sei o que meus amigos pró-vida católicos farão agora, mas eu permanecerei pregando o Evangelho de Jesus Cristo, que veio para dar vida em abundância.
Leitura recomendada:

A “opção pelos pobres” irá aproximar o Vaticano da Teologia da Libertação?


A “opção pelos pobres” irá aproximar o Vaticano da Teologia da Libertação?

Apesar de contrário à militância política do clero, como se vê por sua participação na Jornada Mundial da Juventude, o jesuíta Bergoglio, com sua ética franciscana, pode ressuscitar o marxismo da Teologia da Libertação

José Maria e Silva
“Então Bioy Casa­res recordou que um dos he­re­siarcas de Uqbar havia declarado que os espelhos e a cópula eram abomináveis, porque multiplicam o número dos homens.” Extraída do conto “Tiön, Uqbar, Orbis Tertius”, do livro “Ficções”, esta frase de Jorge Luis Borges, uma vez despida de seu manto niilista, poderia servir de dístico para o hedonismo contemporâneo, amoral e contraceptivo, que tenta transformar em fóssil a família tradicional. Mas, ao contrário do que se possa imaginar, os labirintos e perplexidades da obra do escritor argentino, apesar de hostis a qualquer dogma, compõem o breviário estético de ninguém menos do que o cardeal Jorge Mario Bergoglio, seu conterrâneo, que se tornou o primeiro papa jesuíta da história, com o nome de Francisco, e vem sendo saudado pela imprensa mundial como o “Papa dos Pobres”.
Em visita ao Brasil, durante a Jornada Mundial da Juventude, a conduta do papa Francisco reforçou sua associação com o povo. Com uma comitiva reduzida, ele quis ficar num quarto sem luxos. Além disso, para desespero de sua segurança, abdicou do veículo blindado, permitindo o assédio das pessoas. Em sua entrada triunfal no Rio de Janeiro, devido a um curto-circuito na comunicação entre autoridades municipais e federais, o veículo que o transportava acabou sendo cercado várias vezes pela multidão. O papa reagiu com tranquilidade, pedindo que crianças fossem levadas até ele. Com isso, reforçou a imagem popular que vem cultivando desde o anúncio de seu pontificado, quando pediu à multidão reunida na praça que o abençoasse, em vez de ser o papa a abençoá-la.
Mas por trás desse papa popular, quase populista, que não se cansa de render homenagens ao seu time de futebol, o San Lorenzo, há um leitor sofisticado de Dante e Dostoievski, que também é apaixonado pela poesia do alemão Hölderlin e pelo romance do italiano Alessandro Manzoni, a ponto de ter lido “I Promessi Sposi” (“Os Noivos”) quatro vezes. Em música tem especial admiração pelas obras de Wagner e pela abertura “Leonora” de Beethoven, sob a regência do lendário maestro Wilhelm Furt­wängler (também compositor), que ele considera o melhor regente das sinfonias de Beethoven. E, como bom argentino, é fiel ao tango, que dançava bem quando jovem. Coleciona clássicos do tango desde Carlos Gardel e Ada Falcón (que se tornou monja) até Astor Piazzola e Amelita Baltar, passando pela orquestra de Juan D’Arienzo.

Um padre com Borges

A paixão pela leitura levou Jorge Bergoglio se tornar professor de literatura, psicologia e arte, mesmo tendo formação em química. E sua estreia como docente – caminho obrigatório de todo jesuíta – se deu aos 28 anos na mais antiga escola da Argentina, o Colégio da Imaculada Conceição, na cidade de Santa Fé, fundado pelos jesuítas há 403 anos, em 1610. Como professor, fez os alunos mergulharem na literatura espanhola, como conta um de seus antigos alunos, o jornalista e escritor Jorge Milia, citado no livro “A Vida de Francisco, o Papa do Povo” (Editora Objetiva, 2013), da jornalista argentina Evangelina Himitian. O ecumenismo estético de Bergo­glio ia desde “La Ce­lestina”, publicada em 1499 e atribuída a Fer­nan­do Rojas, que o ensaísta Oto Maria Car­peaux definia como uma comédia “amoralista”, até a poesia de Federico García Lorca, o homossexual assumido que foi assassinado pelos nacionalistas do general Francisco Franco durante a Guerra Civil Espanhola.
Empenhado em despertar nos alunos o prazer da leitura, o padre Bergoglio costumava promover seminários de literatura no colégio com a presença de escritores. Foi assim que, em 1965, ele convidou ninguém menos do que Jorge Luis Borges para realizar um seminário sobre literatura gauchesca, com duração de quase uma semana. Daquele encontro entre um escritor aclamado pela crítica e o futuro papa dos pobres nasceu a ideia de um concurso de contos no colégio. Quatorze contos de oito alunos foram publicados no mesmo ano com o título “Cuentos Originales” e um prólogo do próprio Borges. Em 2006, quando Bergoglio já era cardeal de Buenos Aires, uma crônica da professora Lidia Ferré de Peña, no “El Litoral” de Santa Fé, resgatou a obra e cogitou-se de reeditá-la com um novo prólogo do cardeal ao lado do de Borges. Mas Bergoglio, apesar de ter sugerido a reedição da obra, declinou do convite, por considerar o prólogo de Borges definitivo.
Essa discrição e a simplicidade do papa Francisco o aproxima mais do papa emérito Bento XVI do que do enérgico João Paulo II, uma espécie de novo imperador cristão, em cujo funeral, em  2005, desfilaram 197 chefes de estado, entre eles, o então presidente norte-americano George W. Bush, e mais de 300 delegações de diversos países, totalizando mais de 3 milhões de pessoas, segundo o jornalista Andreas Englisch, autor do livro “O Homem Que Não Queria Ser Papa” (Editora Universo dos Livros, 2013). Mas, ao contrário de Joseph Ratzinger, um intelectual mundialmente respeitado, que ao longo da vida se dedicou a embates filosóficos e teológicos, sobretudo como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Jorge Bergoglio não é um intelectual com a mesma vocação combativa em termos doutrinários. Talvez por isso, a Teologia da Libertação tende a ganhar nova força na América Latina, numa tentativa de se apossar da “opção preferencial pelos pobres” que o papa não se cansa de explicitar, como fez na Jornada Mundial da Juventude.

Boff conversa com o papa

A renúncia do papa Bento XVI já havia desconsertado o teólogo Leonardo Boff, que até então não economizara duras críticas a seu ex-professor Ratzinger. Mas ao ver Joseph Ratzinger renunciar ao maior posto de toda a cristandade católica, Boff não teve como encaixar aquele gesto em sua teologia contaminada pela noção de poder material como motor da humanidade. Tamanho desapego não parecia ser possível num teólogo que passara grande parte de sua vida defendendo o Vaticano dos ataques daqueles que queriam uma igreja mais descentralizada e menos institucional. Parado­xal­mente, acabou que foi Bento XVI – o grande crítico do relativismo – quem relativizou com seu gesto o próprio papado, ao afastá-lo da delegação divina, revogável somente pela morte, para inseri-lo no mandato político, que tem a duração da integridade física e intelectual do mandatário. Depois de Bento XVI provavelmente não mais veremos um papa como João Paulo II, encarnando a Igreja em seu calvário pessoal, como se uma força transcendente movesse o seu corpo moribundo.
Isso era tudo o que os defensores da Teologia da Libertação e alguns padres modernistas da Europa queriam – uma Igreja do século, para o século e pelo século, mais republicana que monárquica. É o caso do padre austríaco Helmut Schüller, defensor da ordenação de mulheres e da acolhida de homossexuais no sacerdócio, que já conseguiu o apoio de cerca de 450 padres e diáconos, cerca de um décimo do clero austríaco, e vem tentando espalhar suas teses no restante da Europa, nos Estados Unidos e na Austrália. Schüller, que fundou seu movimento em 2006 e foi repreendido pelo papa Bento XVI, já deu declarações favoráveis ao papa Francisco, elogiando a sua opção por mais simplicidade no papado e dando a entender que espera do novo papa reformas substanciais na Igreja. Schüller defende, inclusive, que a escolha do papa passe a ser feita de forma aberta, com os cardeais-eleitores discutindo publicamente as candidaturas e consultando os fieis.
O frei Leonardo Boff, hoje casado e afastado de suas funções sacerdotais, também está confiante no papado de Francisco. Em uma entrevista ao jornal espanhol “El País”, na terça-feira, 23, ele afirma que o papa é “muito valente” e se coloca junto aos pobres e contra a injustiça: “Te­mos uma Igreja com hábitos suntuosos e principescos. Esse papa dá si­nais de que quer outro estilo de Igre­ja, dos pobres e para os pobres e esta é a grande herança da Teologia da Libertação”. Indagado se pretende se encontrar com o papa Francisco, Boff respondeu: “Não quero forçar essa situação. Ele já tem dito que gostaria de me receber em Roma, mas antes tem que reformar a cúria. Enquanto Bento XVI viver, não seria bom para Francisco que eu, que tive um enfrentamento doutrinário com Ratzinger, seja recebido em Roma. Mas ele está aberto a receber-me, inclusive temos trocado correspondência”.

Igreja defende operários

Resta saber se o papa Francisco irá reabilitar a Teologia da Libertação ou se pretende apenas restabelecer contato com seus defensores, a exemplo de Boff, mantendo-os mais próximo do Vaticano até para moderar sua atuação. Essa última hipótese parece ser a mais provável, a despeito de sua “opção preferencial pelos pobres”, tantas vezes reiterada, que remete às conferências de Medellín e Puebla, quando a Teologia da Libertação chegou ao auge na América Latina. Apesar de ter feito uma contundente crítica à desigualdade social em sua visita à favela de Varginha, no Rio, o papa Francisco tem uma história de moderação política. Sua defesa dos pobres não tem o viés marxista da Teologia da Libertação (viés este negado por Boff) e deve ser vista muito mais no contexto da doutrina social da Igreja, que perpassa vários pontificados, desde a célebre encíclica “Rerum Novarum”, dada pelo papa Leão XIII em 15 de maio de 1891.
Essa encíclica, que trata da situação dos operários, denuncia sua “situação de infortúnio e de miséria imerecida”. Referindo-se às revoluções do século XVIII, como a Revolução Francesa, Leão XIII é taxativo: “O século passado destruiu, sem as substituir por coisa alguma, as corporações antigas, que eram para eles uma proteção; os princípios e o sentimento religioso desapareceram das leis e das instituições públicas, e assim, pouco a pouco, os trabalhadores, isolados e sem defesa, têm-se visto, com o decorrer do tempo, entregues à mercê de senhores desumanos e à cobiça duma concorrência desenfreada. A usura voraz veio agravar ainda mais o mal. Condena­da muitas vezes pelo julgamento da Igreja, não tem deixado de ser praticada sob outra forma por homens ávidos de ganância, e de insaciável ambição. A tudo isto deve acrescentar-se o monopólio do trabalho e dos papéis de crédito, que se tornaram o quinhão dum pequeno número de ricos e de opulentos, que impõem assim um jugo quase servil à imensa multidão dos proletários”.
Nesta mesma encíclica, Leão XIII faz uma defesa enfática da propriedade privada, tratada como um direito natural do ser humano, e combate duramente a “solução socialista”: “Os socialistas, para curar este mal, instigam nos pobres o ódio invejoso contra os que possuem, e pretendem que toda a propriedade de bens particulares deve ser suprimida, que os bens dum indivíduo qualquer devem ser comuns a todos, e que a sua administração deve voltar para os municípios ou para o Estado. Mediante esta transladação das propriedades e esta igual repartição das riquezas e das comodidades que elas proporcionam entre os cidadãos, lisonjeiam-se de aplicar um remédio eficaz aos males presentes. Mas semelhante teoria, longe de ser capaz de pôr termo ao conflito, prejudicaria o operário se fosse posta em prática. Pelo contrário, é sumamente injusta, por violar os direitos legítimos dos proprietários, viciar as funções do Estado e tender para a subversão completa do edifício social”.
A despeito dessa clara condenação da doutrina socialista, a Igreja continuou enfrentando uma permanente infiltração do marxismo em suas bases, que recrudesceu a partir do Concílio Vaticano II, iniciado pelo papa João XXIII, em 11 de outubro de 1962, e concluído pelo papa Paulo VI, em 8 de dezembro de 1965. O anseio por mudanças litúrgicas na Igreja Católica vinha desde o século anterior. E a acelerada transformação do mundo após a Segunda Guerra, marcada pelo avanço tecnológico e a liberação dos costumes, fez com que a mudança da Igreja fosse defendida por diversos teólogos influentes. O próprio Joseph Ratzinger, muito próximo da social-democracia alemã, foi um dos teólogos que teve marcada influência no Concílio Vaticano II, defendendo ideias consideradas progressistas, como uma administração mais colegiada da Igreja e uma maior abertura para os leigos.

A infiltração marxista

Mas a história mostra que os reformistas tendem a ser suplantados pelos revolucionários, que aproveitam a fresta para arrombar a porta. Realizado durante o auge da Guerra Fria, quando levantes comunistas pipocavam no mundo em forma de guerrilhas, o Concílio Vaticano II acabou abrindo um fértil campo de atuação para os marxistas dentro da Igreja. E a Companhia de Jesus, à qual pertence o papa Francisco, foi uma das instituições católicas que mais se deixaram infiltrar pelas ideias marxistas. Os jesuítas fazem quatro votos: além dos votos de pobreza, castidade e obediência, também fazem um voto especial de obediência ao Sumo Pontífice, uma vez que Inácio de Loyola constituiu a Companhia de Jesus como um exército, comandado por um general. Mas os jesuítas se indispuseram com três papas: Paulo VI, João Paulo I e João Paulo II. Pedro Arrupe, o grande general dos jesuítas de 1965 a 1981 (ano em que ficou gravemente doente), costumava fazer “análises marxistas” da realidade, em que pese ter escrito um livro em japonês contra o comunismo, por não aceitá-lo como expressão do marxismo.
Em 1978, o breve papa João Paulo I já havia preparado uma dura crítica à Companhia de Jesus, mas morreu um dia antes de apresentá-la. Coube ao seu sucessor, João Paulo II, levar essa repreensão adiante, intervindo pessoalmente na sucessão de Pedro Arrupe, que do seu leito de enfermo, tencionava deixar o comando da congregação para o norte-americano Vicent O’Keefe. A intervenção de João Paulo II foi inédita na história da Companhia de Jesus e chegou a ser comparada à extinção da ordem decretada pelo papa Clemente XIV no século XVIII. Entre os exemplos mais notórios de infiltração do marxismo na Companhia de Jesus, que incomodava o Vaticano, estava o padre Ernesto Cardenal, que foi ministro da Educação do governo sandinista da Nicarágua, e o padre norte-americano Roberto Drinan, que se elegeu deputado por Massachusetts e, contrariando as diretrizes da Igreja, apoiava medidas favoráveis ao aborto nos Estados Unidos.
Enquanto isso, na Argentina, o jesuíta Jorge Bergoglio se via às voltas com uma luta cada vez mais sangrenta entre a ditadura militar do país e os grupos guerrilheiros de esquerda. Antes mesmo do golpe militar de 1976, que derrubou o governo de Isabel Perón e levou ao poder o general Jorge Rafael Videla, já era arriscado o trabalho dos padres que atuavam politicamente nas favelas de Buenos Aires. O assassinato do padre Carlos Mujica, em 1974, que inspirou o filme “Elefante Branco”, de Pablo Trapero, com Ricardo Darin, levou Bergoglio a desfazer, especialmente depois do golpe, as comunidades jesuítas que já estavam marcadas pelo regime. Por discordar da militância de esquerda radical por parte do clero, Bergoglio chegou a ser acusado de colaboração com o regime militar. Mas presos políticos saíram em sua defesa, testemunhando que ele tentou protegê-los.
Hoje, o cenário da América Latina é quase o inverso do que era quando a Teologia da Libertação conquistou o continente. Os partidos de esquerda chegaram ao poder em diversos países, inclusive na Argentina e no Brasil, fazendo muitas vezes o papel do opressor que combatiam no passado. Na Argentina, ainda como cardeal Bergoglio, o papa Francisco foi um crítico do kirchnerismo e, na Jornada Mundial da Juventude, evitou embarcar no ufanismo do governo brasileiro. Mas quando elogia as manifestações dos jovens contra a classe política, encontra-se com menores infratores e faz críticas ao neoliberalismo, o papa Francisco, sofisticado admirador da “Crucificação Branca” de Marc Chagall, corre o risco de se tornar, ainda que sem querer, um patrono do Cristo Vermelho da Teologia da Libertação.  
Divulgação: www.juliosevero.com
Leitura recomendada:
Se você quiser conhecer sobre a Teologia da Libertação no Brasil, baixe meu livro aqui: http://bit.ly/11zFSqq

Papa faz imensa concessão à heresia gay


Papa faz imensa concessão à heresia gay

Dr. Scott Lively
Acabei de postar em meu site um artigo (em inglês) do Huffington sobre os comentários do Papa Francisco acerca da homossexualidade
Eu temia que algo assim fosse acontecer com o novo papa.
Papa Francisco 1
Papas anteriores mostraram misericórdia para homossexuais reconhecendo que a mera tentação ao pecado não é em si pecado, e defendiam pois tolerância para celibatários que lutam contra a atração de mesmo sexo. Mas Francisco parece ter cruzado uma fronteira teológica perigosa e ter reconhecido a homossexualidade como uma base legítima para definir a identidade das pessoas. Deus não quer que nos identifiquemos pelo nosso pecado, mas que “sejamos transformados pela renovação de nossas mentes.”
A teoria da orientação sexual é uma invenção do moderno movimento homossexual para avançar a crença falsa e antibíblica de que a homossexualidade é inata e imutável. Mas pior do que isso, essa teoria fornece a base conceitual essencial para a “Teologia Gay,” a heresia emergente de nossa época.
Embora os comentários do Papa Francisco possam parecer para alguns como coerentes com os comentários de seus antecessores imediatos, na medida em que reconhecem a teoria da orientação sexual, eles representam uma mudança sutil, mas significativa, para pior.
Aliás, interpreto esses comentários como a próxima etapa importante (depois da decisão de Alan Chambers de encerrar as atividades de Exodus Internacional e pedir desculpa por dizer que os homossexuais podem mudar) no colapso da resistência da igreja à “Teologia Gay” e o surgimento simultâneo da apostasia.
“Quando esses fatos começarem a surgir, exultai e levantai as vossas cabeças, pois está muito perto a vossa redenção!” (Lucas 21:28 KJA)
Olhe só para cima!
Dr. Scott Lively é autor do famoso livro “The Pink Swastika” (A Suástica Rosa), que desmascara a agenda gay.
Traduzido por Julio Severo de carta do Dr. LIvely para Julio Severo em 29 de julho de 2013.
Leitura recomendada:
Outros artigos do Dr. Scott Lively:

29 de julho de 2013

O Papa, a Homossexualidade e o Aborto no Brasil


O Papa, a Homossexualidade e o Aborto no Brasil

Julio Severo
Conforme reportagem do Daily Mail, “O papa disse que ‘não julgará’ padres gays. Falando com jornalistas num voo de volta depois de uma visita de uma semana ao Brasil sexualmente permissivo, o Papa Francisco disse que ‘não julgaria’ gays dentro do Vaticano e que eles não deveriam sofrer discriminação. Os comentários do pontífice sobre gays marcam uma abordagem mais conciliatória do que seu antecessor. Bento assinou um documento em 2005 dizendo que homens com profundas tendências homossexuais não deveriam ser padres.”
Discurso sobre não julgar padres gays é uma surpresa, considerando que o enorme escândalo envolvendo pedofilia na Igreja Católica é em grande parte ligado à homossexualidade entre padres.
Mas a surpresa maior, pelo menos para os líderes pró-vida do Brasil, é que a presidente socialista Dilma Rousseff está para sancionar uma lei de aborto, e o papa não dirigiu nenhuma mensagem específica sobre essa situação urgente do Brasil. Ele deixou o Brasil sem abrir a boca contra essa ameaça iminente.
Como evangélico, penso que o papa poderia fazer seu polêmico comentário sobre homossexualismo em outra ocasião. A prioridade absoluta neste momento é abrir a boca contra a iminência da legalização do aborto no Brasil.
Por que ele não falou?
Versão em inglês deste artigo: The Pope, Homosexuality and Abortion in Brazil
Leitura recomendada:

28 de julho de 2013

Arcebispo Tutu: Prefiro ir para o inferno a ir para um céu “homofóbico”


Arcebispo Tutu: Prefiro ir para o inferno a ir para um céu “homofóbico”

Desmond Tutu, arcebispo aposentado da África do Sul que está engajado em campanha internacional da ONU contra a “homofobia,” diz que nunca adorará um “Deus homofóbico”

Julio Severo
O ex-arcebispo da Cidade do Cabo, que é considerado a consciência moral da África do Sul, deu na semana passada palestra no lançamento de uma campanha da ONU na África do Sul para promover direitos gays.
Desmond Tutu
“Eu me recusaria a ir para um céu homofóbico. Sem pedir desculpas, eu preferiria ir para o ‘outro’ lugar,” disse o arcebispo anglicano Tutu, conforme reportagem da BBC, no lançamento da campanha Livres e Iguais na Cidade do Cabo.
“Eu não adoraria um Deus que é homofóbico e é desse jeito que são meus sentimentos mais profundos sobre esse assunto.”
Tutu, que está com 81 anos, é um antigo batalhador da agenda gay e disse à BBC que está apaixonado por essa campanha da ONU contra a “homofobia.”
Tutu não precisaria lutar contra a “homofobia” no céu. Aliás, ele não veria nenhuma “homofobia” no céu, pois não existem homossexuais ali. Na presença de Deus há só pessoas que foram libertas de uma vida passada de pecados, inclusive a homossexualidade.
É claro que se, conforme pregam os supremacistas gays, a “homofobia” significa criticar a homossexualidade, então Tutu não vai querer ir para céu, que está sob o governo dAquele que é o autor de todas as condenações à homossexualidade na Bíblia.
Além disso, Tutu não ficaria contente de ouvir de Deus que ele era na verdade uma consciência muito imoral para a África do Sul por seu apoio ao que Deus chama de abominação. Em Sua Palavra, esse é o nome que Deus usa para se referir à homossexualidade:
“Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é.” (Levítico 18:22 ACF)
“Não sabeis que os injustos não herdarão o Reino de Deus? Não vos deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem os que se entregam a práticas homossexuais de qualquer espécie, nem ladrões, nem avarentos, nem viciados em álcool ou outras drogas, nem caluniadores, nem estelionatários herdarão o Reino de Deus.” (1 Coríntios 6:9-10 KJA)
Deus ama os pecadores homossexuais, mas ele odeia o pecado homossexual.
No entanto, há um lugar para onde Tutu pode ir. No inferno, a campanha de Tutu seria muitíssimo necessária, pois Satanás ama a violência contra os seres humanos — todos os seres humanos — inclusive os homossexuais. No inferno, Tutu poderia lutar contra a “homofobia” de Satanás.
Satanás ama a homossexualidade, mas ele odeia os homossexuais. Na presença de Satanás há pessoas que não foram libertas de uma vida passada de pecados, inclusive a homossexualidade.
Com certeza, Tutu se sentirá a vontade no inferno e na presença de Satanás, o autor de toda violência e perseguição contra o povo de Deus que alerta os pecadores sobre seus pecados, inclusive a homossexualidade, que levam ao inferno. Satanás odeia todos os mandamentos de Deus que condenam a homossexualidade, que ele e suas religiões satânicas acolhem.
As religiões afro-brasileiras, que são semelhantes ao vodu com seus deuses e espíritos africanos, acolhem a homossexualidade e a prostituição. Essas religiões são perfeitas para Tutu e a ONU.
Em vez de ajudar as pessoas a serem libertas de seus pecados que levam ao inferno, Tutu está ajudando a ONU a manter os homossexuais em seus pecados.
Navi Pillay, diretora de direitos humanos da ONU, disse que os gays e as lésbicas na África do Sul receberam alguns dos melhores direitos legais no mundo desde que Nelson Mandela começou a governar em 1994. Hoje a África do Sul, sob o Congresso Nacional Africano de Mandela, se destaca no continente africano por sua dedicação à agenda gay.
Desmond Tutu é o presidente dos “Anciões,” um grupo composto de 12 “apóstolos.” Em conformidade com as metas da ONU, os “Anciões” fazem campanhas para que as mulheres não sejam excluídas da liderança das igrejas. Nessa mesma linha, Tutu trabalha contra a exclusão de homossexuais praticantes da função pastoral. Anos atrás, ele deu apoio à decisão da Igreja Presbiteriana da Escócia de ordenar pastores gays.
O ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso é um dos Anciões e, no Brasil, ele é um dos líderes mais importantes do partido socialista PSDB.
Tutu tem sido uma referência para alguns pastores protestantes no Brasil, inclusive os apóstatas Caio Fábio, Ricardo Gondim e Ed Rene Kivitz, que escreveu o prefácio do livro dele em português. Kivitz tem sido um dos líderes da Teologia da Missão Integral, que é a versão protestante da Teologia da Libertação. O livro de Tutu em português foi lançado pela Thomas Nelson, que pertence à HarperCollins, editora da Bíblia Satânica.
Nessa esfera, Tutu está entre irmãos.
Outro seguidor de Tutu no Brasil é o Pr. Carlos Bezerra, também líder do PSDB, que recentemente foi exposto por atacar os cristãos que estão nas linhas de frente contra a agenda gay. O argumento dele é que Jesus nunca mencionou a homossexualidade de forma negativa nos Evangelhos. Ele concluiu seu argumento dizendo: “Salve, Desmond Tutu! Com ele, estou alinhado, hoje e sempre.”
A isso, Tutu responderia, “Salve para você também, irmão Bezerra! Nosso lugar Deusofóbico está nos aguardando!”
Leitura recomendada:
Se você quiser conhecer sobre a Teologia da Libertação no Brasil, baixe meu livro aqui: http://bit.ly/11zFSqq

27 de julho de 2013

O Papa e o Aborto no Brasil


O Papa e o Aborto no Brasil

Dilma Rousseff está para sancionar lei que legaliza o aborto, e o papa de nada sabe

Julio Severo
Um projeto de lei que protege vítimas de violência sexual foi sorrateiramente aprovado no Congresso Nacional recentemente. Não há problema em leis protegendo tais vítimas. Mas os grupos pró-aborto louvaram esse projeto porque efetivamente legalizará o aborto no Brasil. Ele reforçará outra lei que diz que para obter um aborto basta que uma mulher diga que foi vítima de estupro. Não há nenhuma necessidade de evidência médica e legal. Qualquer mulher pode obter um aborto alegando violência.
Papa Francisco e Dilma Rousseff
O projeto, do jeito que está, ajuda mais o aborto do que as vítimas de violência sexual. Agora, ele aguarda sanção oficial da presidente Dilma Rousseff, uma socialista ardorosa que, apesar de tudo, busca não antagonizar sua enorme população católica.
Grupos pró-vida em todo o Brasil estão pressionando a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para convencer Dilma a não sancionar a lei pró-aborto. Mas a CNBB, tradicionalmente alinhada com muitos dos credos da Teologia da Libertação, está dividida acerca de uma oposição ao projeto.
Dilma reagirá conforme a mobilização popular que ela vir. Ela está vendo alguns pequenos grupos católicos e evangélicos se opondo. Ela está vendo a CNBB dividida. E nesse contexto urgente, em que o aborto pode ser legalizado a qualquer momento, o papa chega para visitar o Brasil!
Apenas uma única palavra do Papa Francisco pedindo que Dilma não sancione a lei pró-aborto seria mais do que suficiente para ela atender ao pedido dele. A palavra dele representa a vontade de milhões de católicos, e o Brasil é a nação mais católica do mundo.
Mas a CNBB em grande parte esquerdista não informou ao papa sobre a questão urgente. Líderes pró-vida estão tentando chegar até o papa para pedir sua ajuda, mas mesmo nesse caso, sob o susto de ficar sabendo da situação desesperada no Brasil, o papa acabaria ficando desorientado ao buscar informações adicionais diretamente da mais importante hierarquia católica do Brasil: a CNBB.
Dilma está com sua caneta na mão, pronta para assinar a lei pró-aborto, mas ela está esperando. Se o papa abrir a boca para se manifestar, os grupos pró-aborto sofrerão derrota inevitável. Se o papa deixar o Brasil sem abrir a boca, os grupos pró-vida terão muitas dificuldades para explicar sobre a urgência e importância da lei pró-aborto. Afinal, se é tão importante, por que o papa não se manifestou?
Dilma e o Brasil estão aguardando as específicas palavras pró-vida do papa sobre o projeto pró-aborto que ela está para sancionar em lei.
Se o papa deixar o Brasil sem tais palavras, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil terá sangue inocente em suas mãos.
Versão em inglês deste artigo: The Pope and Abortion in Brazil
Leitura adicional:
Se você quiser conhecer sobre a Teologia da Libertação no Brasil, baixe meu livro aqui: http://bit.ly/11zFSqq