28 de fevereiro de 2014

Aviso de Olavo de Carvalho: Invasão de sua conta no Facebook


Aviso de Olavo de Carvalho: Invasão de sua conta no Facebook

Prezados amigos,
Tão logo o deputado Marco Feliciano denunciou na Câmara a campanha de assassinato de reputação que eu vinha sofrendo (v.https://www.youtube.com/watch?v=CIFB9RXmIi0), a militância do crime, decerto mobilizada por alguma Excelência em pânico, mudou de tática e passou a tentar bloquear a minha conta no Facebook para que, diante do assalto multitudinário à minha pessoa e à minha honra, não me restasse  nem mesmo este miserável e último recurso de defesa que é espernear na internet.
Olavo de Carvalho
O ardil consiste simplesmente em entrar na minha conta desde um IP qualquer que não seja o meu, acionando automaticamente o Facebook para que bloqueie a conta e inicie um procedimento de verificação.
Tentaram isso ontem usando um IP registrado numa cidade da Índia.
Como eu conseguisse restaurar a conta, aperfeiçoaram o sistema. Fornecem ao Facebook, não sei como, um número de telefone falso ou  imaginário (hoje foi +33 7 87 16 56 82), de modo que o código para restauração da conta é enviado a esse número e não chega jamais a mim. Assim, torna-se impossível reativar o acesso à minha página.
A coisa é de uma sordidez que desafia a imaginação. Se quer saber, nem mesmo me surpreende que apelem a esse recurso, ou talvez, mais tarde, a outros mais abjetos ainda. A mentalidade dessa gente faria os porcos vomitarem, se lhes fosse servida no cocho.
Ainda não sei bem o que fazer diante desse descalabro, mas creio que solicitar um inquérito à Polícia Federal não seria má idéia. Tentarei fazer isso.
Se você puder divulgar o episódio, ficarei grato. 
Obrigado desde já e um abraço do
Olavo de Carvalho
Divulgação: www.juliosevero.com

Proeminente revista esquerdista americana Mother Jones vê conspiração pró-família nas atividades do Congresso Mundial de Famílias na Rússia


Proeminente revista esquerdista americana Mother Jones vê conspiração pró-família nas atividades do Congresso Mundial de Famílias na Rússia

Don Feder, diretor de comunicações do Congresso Mundial de Famílias
Em 21 de fevereiro, a revista e site esquerdista Mother Jones (que recebe mais de 1 milhão de dólares das fundações de George Soros) fez o que tem a intenção de ser uma matéria “desmascarando” as atividades do Congresso Mundial de Famílias (CMF) na Rússia, inclusive o próximo congresso do CMF em Moscou, em 10-12 de setembro de 2014.
Numa reportagem intitulada “Como os evangélicos americanos ajudaram a criar o movimento anti-homossexualismo na Rússia,” Mother Jones apresenta um texto repleto de inexatidões e distorções. A principal distorção é que o Congresso Mundial de Famílias é uma organização evangélica.
O Dr. Allan Carlson, secretário internacional do CMF, gosta de dizer que somos uma coalizão de crentes ortodoxos — católicos, evangélicos, ortodoxos, protestantes, mórmons e judeus — que não acreditam necessariamente nas mesmas coisas, mas são unidos em nosso compromisso de defender a família natural como a unidade fundamental de uma sociedade livre. Vários analistas têm sugerido que a influência católica é mais evidente, mas isso não se encaixa no cenário de Mother Jones de evangélicos enlouquecidos “forçando” seus valores na sociedade, nos EUA e no exterior.
O artigo deixa a impressão de que o CMF é de certo modo responsável por várias leis, inclusive a lei de proteção às crianças da Rússia (lei que a revista esquerdista chama de “antigay”) — que foi aprovada por unanimidade pelo Parlamento da Rússia em junho passado — e recentes restrições ao aborto. Aliás, a sociedade muito tradicional e de orientação cristã da Rússia tem disposição natural de adotar medidas pró-família. Essa disposição é fortalecida por preocupações justificáveis sobre o declínio demográfico na Rússia.
O texto da revista também omitiu o fato de que o apoio do Congresso Mundial de Famílias à família natural, embora seja a melhor política pública para uma nação livre e próspera, nunca inclui lobby para promover a aprovação de nenhuma lei específica na Rússia ou outro país.
Como numa reportagem de 27 de janeiro na revista esquerdista The Nation (observe o título semelhante: “Como os Evangélicos dos EUA Estimularam o Surgimento da Direita Pró-Família da Rússia,” tratado aqui.), o artigo de Mother Jones reflete os temores crescentes dos marxistas culturais e da esquerda sexual radical.
Embora a esquerda tenha décadas de atuação — por meio da ONU, União Europeia e entidades como a Federação Internacional de Planejamento Familiar —, o desenvolvimento do movimento pró-família internacional provoca paranoia e teorias de conspiração na esquerda antifamília.
Com duas reportagens em grandes revistas americanas que refletem a opinião das elites americanas em menos de um mês, o CMF deve estar fazendo algo certo.
Traduzido por Julio Severo de comunicado interno do CMF intitulado: Mother Jones Sees Vast Pro-Family Conspiracy in WCF’s Activities in Russia
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27 de fevereiro de 2014

Sob ataque: Julio Severo fala de censura em entrevista especial


Sob ataque: Julio Severo fala de censura em entrevista especial

Thiago Cortês
Não há nada mais hediondo do que a censura, a interdição da palavra, o aprisionamento do pensamento.
Julio Severo
Impedir uma ideia de ser transmitida por via da força ou da sabotagem — é o que há de mais odioso em um regime que se vende como democracia. 
Procurei Julio Severo para esta entrevista quando verifiquei que o seu blog havia sido retirado do ar. O articulista explicou, mais tarde, que fora vítima de um ataque logo após a publicação do artigo “Ariovaldo Ramos na Igreja Batista da Lagoinha“.
Eu não afirmo — tampouco Julio Severo o faz — que os ataques têm como origem pessoas citadas no artigo. Convido o leitor a examinar atentamente a entrevista abaixo, sem pressa, e tirar suas próprias conclusões.
Tenho plena consciência de que, ao tomar esta iniciativa, farão de mim uma caricatura na tentativa de desqualificar as denúncias e ideias aqui expostas. Não terão êxito, contudo, em me reduzir ao velho espantalho do “conservador radical”.
Além da fraternidade cristã – algo que muita gente deixa na gaveta — o que me leva a expressar publicamente minha solidariedade a Julio Severo é a defesa do princípio de liberdade de expressão — algo que a esquerda só tira da gaveta quando lhe convém.
Não concordo com muitas das ideias de Severo. É claro que concordo com muitas outras. Mas convergências e divergências não importam aqui e agora.
O que está em jogo é a liberdade de expressão de alguém que pensa diferente do mainstream político. É bastante óbvio pra mim que Severo tem todo o direito de expressar o que pensa — gostemos ou não. 
Como dizia Rosa Luxemburgo – em um surto de lucidez que às vezes ocorre mesmo nas pessoas mais radicais — “A liberdade é quase sempre, exclusivamente, a liberdade de quem discorda de nós”.
Confira a entrevista na íntegra:
Você avisou aos leitores que seu blog poderia sair do ar. Por quê?
Julio Severo: Na manhã de sexta-feira (21), meu blog estava fora do ar, com uma mensagem que dizia que o blog havia sido removido. Isso, que não é um acontecimento frequente, deixou os leitores assustados, que se comunicaram pelo Facebook e Twitter perguntando sobre o fato. O bloqueio do blog, conforme verifiquei depois, foi resultado de tentativas de login em minhas contas. Com receio de que meu blog fosse bloqueado novamente, alertei os leitores para que ajudassem a divulgar o artigo que estava incomodando ameaçadores.
Os ataques começaram logo após a publicação do artigo “Ariovaldo Ramos na Igreja Batista da Lagoinha”?
JS: O bloqueio ocorreu um dia depois da publicação do artigo denunciando o esquerdismo de Ariovaldo Ramos.
Além dos ataques virtuais, você tem recebido ameaças contra sua família?
JS: No próprio dia da publicação do meu artigo, recebi ameaça me dando 24 horas para removê-lo. Se eu não cumprisse as exigências, a ameaça dizia que meus dados pessoais e de minha família seriam jogados ao público. Fui colocado sob direta ameaça de chantagem.
Você pode dar alguma informação sobre o conteúdo e provável origem das ameaças?
JS: Os detalhes são: a proibição de usar o nome de Ariovaldo Ramos nas denúncias que faço ao tratar de declarações públicas dele, com a ameaça de que números de documentos meus e de minha família, inclusive nosso endereço, seriam difundidos. A chantagem também ameaçava revelar muitos outros dados pessoais, indicando que foi feita uma investigação para obter informações para possibilitar essa chance de chantagem. Sobre a origem, dá para notar que não são ativistas gays, que são normalmente os grandes interessados na descoberta dos meus dados pessoais, especialmente meu endereço. Se a ameaça tivesse vindo de tais ativistas, a chantagem teria exigido, por exemplo, que eu nunca mais mencionasse o nome de Luiz Mott ou outro supremacista gay. Ter interesse em me calar eles têm de sobra. Desde 2010, por exemplo, há um comunicado interno, interceptado e registrado por nós, da ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros) instruindo os grupos gays do Brasil a localizarem meu endereço.
Mas agora eles podem estar seguindo outras pistas. Quando, em 7 de agosto do ano passado um blog – que se diz evangélico e apologético — afirmou publicamente que eu havia mentido sobre minha saída do Brasil, e que provavelmente eu estava escondido em algum lugar do Brasil, poucos dias depois um grupo gay foi até um apartamento de São Paulo para “interpelar” um Julio Severo que eles achavam que estava ali, conforme registro (http://archive.is/adHUY) de Léo Mendes, um dos grandes ativistas gays do Brasil. O atual caso, envolvendo chantagem e ameaça de revelar dados pessoais e endereços, parece vir do meio evangélico “apologético,” que em grande parte tem aderido à apologia do socialismo, pois em vez de exigirem que eu pare de denunciar Luiz Mott, o maior líder do movimento homossexual, exigiram que eu parasse de denunciar Ariovaldo Ramos, o maior líder do movimento socialista evangélico.
Após todos os ataques, você recebeu algum apoio de expoentes da igreja evangélica?
JS: Não.
Considera possível a participação de pessoas ligadas ao governo federal nos ataques?
JS: Não dá para descartar essa possibilidade, pois não é qualquer um que consegue acesso a dados pessoais e documentais de uma família, especialmente de endereço de quem está no exterior. O tipo de vasculhamento de dados contido na ameaça de chantagem parece envolver indivíduos ligados ao aparato governamental. Ariovaldo Ramos tem forte ligação com o governo, publicamente registrada em seu encontro com Gilberto Carvalho, o homem forte do PT, numa igreja presbiteriana de Brasília no ano passado. Não estou acusando Ari de absolutamente nada, mas é certo que a origem da ameaça de chantagem veio de uma fonte fortemente dedicada a protegê-lo. Talvez até seja um fanático seguidor dele com quem ele não concorde. Assim esperamos.
Por que o artigo incomodou tanto?
JS: De fato, não compreendo. O texto, no caso, só repete declarações feitas por Ariovaldo Ramos que já estão registradas no blog pessoal dele e, portanto, amplamente acessíveis ao público. As informações se referem ao lamento que ele fez com a morte de Hugo Chávez, dizendo: “O melhor que se pode dizer de alguém é que, porque ele passou por aqui, o mundo ficou melhor! Isso se pode dizer de Hugo Chávez!”Eu já havia mencionado essa declaração dele antes e, mesmo que nenhum outro blog a citasse, o blog pessoal do Ari tem o lamento completo.
Uma hipótese do incômodo é que minha denúncia possa atrapalhar a primeira grande incursão da Teologia da Missão Integral, através de Ari, numa grande igreja neopentecostal, que é a Igreja Batista da Lagoinha, citada no meu texto.
Não dá, de forma alguma, para dizer que os incomodados agiram para defender a reputação de Ari contra alguma informação mais íntima da vida dele, pois meu texto não se envolveu nessa área. Mas um esquerdista se irrita facilmente quando suas declarações públicas são questionadas.
A defesa de Chávez por Ariovaldo pode ser explicada pela tendência da esquerda de apostar em salvadores (normalmente em trajes militares) e professar um messianismo político que substitui Deus pelo Estado?
JS: Exatamente. Na verdade, o messianismo socialista afeta todas as áreas da pessoa. Um Estado sob possessão socialista controla a economia da sociedade e dos indivíduos, sobrecarregando-os de impostos. Em essência, o trabalhador se torna um escravo do Estado. Na Bíblia, nos tornamos escravos, ou servos, de Jesus voluntariamente. O Estado sob possessão socialista não dá liberdade real para ninguém. A falta de liberdade afeta todas as outras áreas, nas quais o Estado socialista exige controle sobre a educação e saúde e sobre a educação e saúde de seus filhos. No Estado socialista, a palavra final sobre decisões de educação e saúde dos filhos pertence a ele mesmo, como se ele fosse um deus. O Estado socialista invade também áreas mais íntimas do indivíduo, inclusive opiniões pessoais. Vemos hoje a tendência socialista universal de criminalizar a “homofobia,” isto é, as opiniões contrárias às práticas homossexuais. O Estado socialista, como um deus tirânico e selvagem, invade descontroladamente todas as áreas mais intimadas das pessoas, especialmente das famílias, exigindo um lugar que deveria pertencer apenas a Deus.
Há coerência em criticar Bush e aceitar Maduro, condenar a Guerra ao Iraque e silenciar sobre a Venezuela?
JS: Nenhuma. Bush é evangélico e Maduro é apenas um ditador. Durante os dois mandatos de Bush, a esquerda evangélica brasileira parecia não ter outro assunto, condenando tudo o que Bush fazia, especialmente na questão da Guerra do Iraque. Quando Obama se tornou presidente, as críticas sobre o Iraque viraram silêncio! Todo aquele tumulto paranoico por causa da Guerra do Iraque cessou com o governo de Obama, mostrando que a motivação contra Bush era política e ideológica. Seja o que for que Bush fizesse, ele estava errado, para os que usavam a Guerra no Iraque para atacá-lo. A diferença é clara: Bush era pró-vida e pró-família, de forma geral, mas era criticado pela Guerra no Iraque. Obama é o presidente mais pró-aborto e pró-homossexualismo da história dos EUA, e não é criticado por guerra nenhuma. Daí, a motivação de ódio contra Bush só pode ser suas posturas pró-família.
Quanto a Maduro, ele segue o modelo cubano, e a Venezuela tem hoje milhares de agentes cubanos, inclusive militares, para manter o governo em segurança. A população venezuelana? Está totalmente insegura, com agentes cubanos agindo em todo o país e matando! Não podemos nos esquecer de que a ditadura cubana matou para impor o comunismo em Cuba, e depois continuou matando dezenas de milhares de pessoas, inclusive cristãos. Não há liberdade em Cuba, pois quem determina a liberdade e tudo o mais é o Estado. Na Venezuela, estão se aproximando da “liberdade” cubana. O cidadão que rejeitar a ditadura cubana na Venezuela corre risco de vida. Como esse país é vizinho do Brasil, a obrigação dos pseudopacifistas que se opunham veementemente à Guerra do Iraque (durante o governo Bush apenas, nunca no governo Obama) deveria ser se aliar ao oprimido povo venezuelano diante de uma ditadura sanguinária. O povo venezuelano está vivendo na pele o que é o marxismo: depois que você é enganado a aceitá-lo, ele o obrigará a mantê-lo até à morte.
A Missão Integral sofre da mesma distorção da Teologia da Libertação, cujos expoentes confundem Jesus com Che Guevara e o Paraíso de Cristo com o “Outro Mundo Possível” dos comunistas?
JS: O “paraíso” socialista de Che Guevara só foi possível com assassinatos e violências contra milhares de inocentes. O Paraíso cristão é possível porque o Único Inocente, Jesus Cristo, foi morto por nossos pecados. A Teologia da Libertação, predominante na Igreja Católica e também na Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, transforma o Evangelho em plataforma para as ambições socialistas totalitárias. A Teologia da Missão Integral, que é predominante nas igrejas evangélicas históricas, é a versão protestante da Teologia da Libertação. Ambas as teologias levam suas vítimas ao reino desde mundo, não ao Reino de Cristo. Ambas as teologias levam suas vítimas a admirar os barbudos da esquerda, inclusive Fidel Castro e Che Guevara, não o “barbudo” do Reino de Deus, Jesus Cristo. Trato mais amplamente desse assunto no meu e-book: “Teologia da Libertação versus Teologia da Prosperidade.”
Fonte: GospelMais
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26 de fevereiro de 2014

“Em defesa de Hitler” – uma resposta a Johnny Bernando e seu método de defesa de ditaduras


“Em defesa de Hitler” – uma resposta a Johnny Bernando e seu método de defesa de ditaduras

Thiago Cortês
Comentário de Julio Severo: Este texto, uma das raridades conservadoras no GospelMais, é uma resposta a um recente artigo escandaloso de um pastor chamado Johnny Bernardo, que tem histórico de anos no Partido Comunista do Brasil. Como é bem típico hoje na esquerda evangélica, ele é “apologeta” — alguém que deveria defender o Evangelho. Mas numa tentativa desastrada de defender Ariovaldo Ramos, acobertando e fortalecendo uma ameaça e chantagem contra mim, Johnny resolveu me atacar (veja aqui: http://bit.ly/1bFR77y) de forma bem especial: defendendo a legalização da maconha e da ditadura cubana e venezuelana. É essa espécie de apologeta, que trafega livremente nos maiores sites apologéticos, que aponta o dedo para os outros para acusá-los de heresia. Duas das características mais marcantes da “apologética” evangélica brasileira é o esquerdismo e fofocas. E agora é também a apologia das drogas e ditaduras comunistas. A que ponto chegou o movimento evangélico brasileiro ao adotar ideologias disfarçadas de teologia, inclusive a Teologia da Missão Integral. Eis o artigo do Thiago:
Adolf Hitler
O presente artigo é uma paródia em resposta ao publicado aqui, ontem, por Johnny Bernado.
Em “Júlio Severo e temas relacionados”, Johny nos convida a ver “o lado bom” do chavismo porque, supostamente, o ditador teria contribuído com a erradicação do analfabetismo, combatido a miséria e outras coisas legais.
É o mesmo que dizer: “Sim, o cara é um ditador… Mas veja pelo lado bom: ele construiu umas pontes. Vamos dar um crédito!”
A argumentação de Johnny Bernando – a versão chavista de Poliana e seu “veja o lado bom!” – é o que chamo de método esquerdista de defesa de ditaduras.
Castro mata dissidentes? Ah, veja pelo lado bom: as crianças cubanas aprendem a ler na primeira infância! Antes de completar seis anos, já sabem toda obra de Marx!
Faço aqui uma experiência para mostrar como o método esquerdista de defesa de ditaduras, tão bem utilizado por Johnny, serve para qualquer coisa!
Ele relativiza qualquer crime, do infanticídio indígena ao holocausto, e a esquerda o usa sempre, sem cerimônia. Ditadores de estimação não faltam na esquerda.
[Recomendo ao leitor o livro “Fascismo de Esquerda”, de Jonah Goldberg, que comprova o óbvio: as teorias ultra-estatistas de Hitler, Stalin e Mussolini são frutos do mesmo culto ao “deus Estado” que une comunistas e fascistas, como os dois abaixo]
Enfim, abaixo republico alguns trechos mais estridentes do artigo de Johnny. Apenas troquei Chávez por Hitler, Venezuela por Alemanha, chavismo por nazismo e opositores por judeus:
“Crise na Alemanha? Certo, o populismo, o protecionismo, o assistencialismo são elementos que enfraquecem uma sociedade, que a torna extremamente dependente do Estado, quando o ideal é o estado reduzido, que dê condições técnicas, logísticas, para que um país cresça, produza riquezas.
Mas não devemos tirar alguns méritos do nazismo: igualmente o analfabetismo foi erradicado, foram construídas 11 universidades, mas também o erro é que a democracia foi posta em colapso.
Por outro lado, quem são os opositores do chanceler Hitler? Que tipo de revolução está em curso? Revolução burguesa? As figuras carimbadas de judeus oposicionistas – cujas famílias dominam vários meios de comunicação da Alemanha, cujos proeminentes líderes tiveram formação em Princeton, de família rica – colocaram a massa em prol de interesses pessoais.
O que está em jogo é o poder. Os judeus querem o poder. Não é o povo, não é a massa que lhes interessa – é o poder!”
Espero que o leitor tenha conseguido entender como o método esquerdista de defesa de ditaduras – profana combinação entre o polianesco “veja o lado bom!” e o puro relativismo moral – serve para a defesa de qualquer tipo de crime ou imoralidade.
Some a isso a narrativa walt-disneyana que o esquerdista sempre oferece: Chávez é o bem; Capriles é o mal. Ao bem, tudo. Ao mal, nada.
O bem não tem adversários: tem inimigos. Chame o inimigo de burguês, de elitista, de branco privilegiado. Faça com ele seja visto como a encarnação do mal.
Os nazistas despersonalizavam os judeus. Os tratavam como a encarnação do mal. É o que Johnnny faz em seu artigo com todos os adversários de Chávez e Maduro.

Liberdade por um colchão

Mas ele nos prestou um grande favor ao demonstrar, com seus rios de absurdos, que o típico esquerdista está preparado para defender qualquer regime ditatorial desde que os assassinos de plantão sejam politicamente corretos.
A esquerda está pronta para trocar a liberdade por bandeiras politicamente corretas: “justiça social”, “ambientalismo”, “educação”, etc. Nunca leve a sério um esquerdista que se diz preocupado com a sua liberdade: ele está simplesmente mentido.
O bom esquerdista negocia a liberdade por um bolsa-família ou um colchão.
Se o ditador de plantão – e Johnny parece sofrer deste fetiche típico que pessoas de esquerda nutrem por “messias” em trajes militares – sacar do seu bolso um discurso anti-imperialista, ganhará o eterno o amor da esquerda!
O anti-semita, perseguidor de minoras, assassino de gays e ex-ditador Ahmadinejad, do Irã, contava com o entusiasmo da esquerda brasileira. Por que? Só porque fazia uns discursos cheios de gritinhos contra o “terrível” império americano.
Hitler combateu o analfabetismo na Alemanha, e também soltava uns gritinhos contra a América. Eu suponho que ele é merecedor do amor eterno de muitos esquerdistas “libertários” e limpinhos dos nossos dias.
Não é mesmo, Johnny?
Fonte: GospelMais
Divulgação: www.juliosevero.com
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O que está acontecendo na Ucrânia é muito mais importante do que a maioria das pessoas percebe


O que está acontecendo na Ucrânia é muito mais importante do que a maioria das pessoas percebe

Michael Snyder
O que o povo da Ucrânia está sendo obrigado a sofrer é absolutamente horrível. Eles estão bem no meio de uma competição bélica monumental entre o Oriente e o Ocidente, e estão pagando um elevado preço por isso. No final das contas, a Ucrânia acabará ou sendo dominada pela Rússia (um resultado ruim) ou pela União Europeia e Estados Unidos (outro resultado ruim). Tudo o que a maioria dos ucranianos quer é ser livre e ter condições de construir um futuro melhor para si e suas famílias, mas é extremamente improvável que eles conseguirão escapar do espectro da dominação estrangeira. Enquanto isso, a violência na Ucrânia está plantando as sementes de uma guerra potencialmente muito maior mais à frente. Os dias de “relações amistosas” entre os Estados Unidos e a Rússia já eram. A Rússia está completamente furiosa com o fato de que os EUA estão incitando uma revolução violenta em sua própria fronteira, e é algo que as autoridades russas não esquecerão por um tempo muito longo. Em troca, as autoridades americanas estão adotando uma postura cada vez mais dura com a Rússia. No fim, as sementes que estão sendo plantadas neste momento podem acabar desabrochando numa guerra total entre as superpotências nos próximos anos.
Revoção ucraniana: competição entre Ocidente e Oriente
Não há a menor dúvida de que os Estados Unidos estão profundamente envolvidos no que está acontecendo na Ucrânia. Até mesmo o jornal The New York Times admite isso. E o embaixador americano na Ucrânia e o assistente do secretário de Estado dos EUA foram pegos, em conversas gravadas, discutindo seus próximos movimentos para instalar um novo governo na Ucrânia.
Além disso, muitas organizações não governamentais dentro dos EUA estão presumivelmente ajudando e organizando a revolução na Ucrânia há muito tempo. Pelo menos algumas dessas organizações têm ligações com George Soros.
Algumas das ONGs progressistas que estão sendo acusadas de incitar a revolução violenta na Ucrânia incluem o National Endowment for Democracy, a Freedom House e a Open Society Foundations.
Por favor, não me entenda mal. Não estou tomando o lado de ninguém. Só estou mostrando que ambos os lados na Ucrânia são dominados. Se eu estivesse vivendo na Ucrânia, eu ia querer que a Rússia e os Estados Unidos sumissem dali e deixassem a Ucrânia em paz.
Contudo, em vez disso, a Ucrânia está sendo usada como um campo de batalha onde o Oriente e Ocidente estão instigando uma guerra onde quem luta e morre são os ucranianos.
Traduzido por Julio Severo do artigo do Freedom OutPost: What Is Happening In Ukraine Is Far More Important Than Most People Realize
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25 de fevereiro de 2014

As incessantes autonegações do movimento revolucionário comunista


As incessantes autonegações do movimento revolucionário comunista

Olavo de Carvalho
Fora de alguns círculos discretos de neo-estalinistas, muita gente de esquerda reconhece hoje que o comunismo soviético foi uma tirania genocida e uma economia tão louca e ineficiente que acabou por se auto-eletrocutar.
O problema é que, ao persistir na esquerda, essa turma nos deixa sem uma resposta razoável para a seguinte e incontornável pergunta: Se o comunismo foi tão ruim, por que deveríamos admitir que o monopólio do bem e da virtude reside, hoje, naqueles que o apoiaram e não naqueles que o combateram?
Por que os herdeiros ideológicos que só renegaram o comunismo quando ele já estava morto e não havia mais meio de salvá-lo são pessoas mais decentes do que aqueles que o enfrentaram de peito aberto, arriscando a vida e a honra, quando ele era vivo e todo-poderoso? Por que chamar de heróis os que fomentaram o crime e de vilões os que tentaram detê-lo?
Será porque Hitler foi anticomunista? Mas Hitler também foi antitabagista, e ninguém sai por aí fumando só para ostentar antinazismo. Hitler foi vegetariano fanático, meio veganista -- mas vegetarianos e veganistas pululam na esquerda muito mais do que na direita, sem que ninguém os olhe com desconfiança. Hitler foi feroz inimigo da liberdade de mercado (v. http://mises.org/freemarket_detail.aspx?control=507), e nenhum socialista se vexa, por isso, de atacar a liberdade de mercado. Sobretudo, é claro, Hitler odiava os judeus, e nem por isso deixa de ser elegante, na esquerda, aplaudir os terroristas que os matam.
Não. Aqui como em praticamente tudo o mais, a reductio ad hitlerum, ou Lei de Godwin (v. http://en.wikipedia.org/wiki/Reductio_ad_Hitlerum), é uma fraude, não um argumento.
A solução do enigma está em outro lugar. Para enxergá-la é preciso estar ciente de três fatos. A descrição que aqui forneço deles é demasiado compacta, mas corresponde estritamente à realidade e pode ser comprovada por amostragem mais que abundante:
1) É só nos dicionários que o comunismo é o nome de um sistema econômico definido, bem delimitado, inconfundível com o capitalismo, com a economia fascista, com a socialdemocracia etc. Na realidade da vida, os governos comunistas tentaram todos os arranjos e misturas, pela simples razão de que o comunismo dos dicionários -- a completa estatização dos meios de produção e subseqüente desaparição do Estado por efeito paradoxal da onipresença -- é uma impossibilidade absoluta.
2) Se não tem a unidade de um sistema econômico definido, o comunismo tem, em contrapartida, a de um movimento: é uma rede mundial de organizações de variados tipos (por exemplo, partidos legais e grupos terroristas) em permanente intercomunicação, onde tanto o conflito quanto a solidariedade concorrem dialeticamente para o crescimento e avanço do conjunto na sua luta pelo poder.
3) Em razão dos dois fatos anteriores, a variedade de sentidos da palavra “comunismo” já se incorporou há tempos no discurso comunista, servindo igualmente bem para desnortear o adversário e fortalecer a unidade do movimento por trás de divergências de superfície. Um governo dominado pelos comunistas pode, por exemplo, ser admitido como “comunista” perante a platéia interna, ao mesmo tempo que, quando se fala ao público geral, se jura que ele não é comunista de maneira alguma (por exemplo, porque favorece o livre mercado como fez Lênin com sua Nova Política Econômica em 1921). Mutatis mutandis, essa flexibilidade semântica resolve o problema de como o movimento comunista presente e atuante deve falar dos governos comunistas extintos ou reconhecidamente fracassados.  Conforme a platéia a que esteja se dirigindo, ele tanto pode denominá-los francamente “comunistas”, para dar a entender que ele próprio não o é de maneira alguma, quanto pode jurar que eles nunca foram comunistas, salvando assim o ideal comunista abstrato de toda responsabilidade pelos crimes e pecados do comunismo histórico: o primeiro desses modos de dizer é usado para o público externo que se deseja tranqüilizar anestesicamente, o segundo para uma platéia mais próxima de militantes que se deseja encorajar ou de simpatizantes que se espera recrutar.
Desses três fenômenos a solução do problema com que iniciei este artigo brota espontaneamente: quando se condena o velho comunismo, mas exaltando os que o defenderam e denegrindo os que o combateram, de um só golpe a coesão, o revigoramento e o prestígio do movimento são assegurados, junto com a necessária camuflagem protetora, pelo artifício de rejeitar suas partes mortas e dar um novo nome às suas partes vivas.
Desde suas remotas origens até a atualidade mais candente, o movimento revolucionário vive de incessantes autonegações e transmutações dialéticas que desnorteiam a platéia leiga, mas que, aos olhos do estudioso – seja ele comunista ou anticomunista – são de uma simplicidade quase pueril e às vezes de um automatismo deprimente.
***
O assassinato de reputações começou nas altas esferas federais, mas agora baixou para o humilde recinto do jornalismo. A página do Facebook, “Ruth Sheherazade – a irmãzinha boa da Raquel” foi criada especialmente para sujar a imagem da apresentadora de TV, jogando, de raspão, uns respingos fecais na minha pessoa. A técnica é a mesma dos famosos dossiês forjados contra inimigos do governo: fuçar a biografia da vítima em busca de detalhes inócuos aos quais se possa dar ares de grandes crimes e escândalos mediante uma linguagem artificiosa, fingidamente denuncista. A coisa é um trabalho de publicitários profissionais, restando averiguar quem é o cliente.
Divulgação: www.juliosevero.com
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24 de fevereiro de 2014

Maconha sim, Julio Severo não!


Maconha sim, Julio Severo não!

Colunista do GospelMais defende a legalização da maconha, as revoluções comunistas e ataca Julio Severo

Julio Severo
Dois dos meus artigos recentes incomodaram tanto um autodenominado “defensor do evangelho” que ele resolveu se manifestar — defendendo a legalização da maconha e a revolução comunista em Cuba.
Os artigos que causaram mal-estar no “apologeta” são estes:
Defender a legalização da maconha é muito mais importante do que defender um cristão que sofre ameaças? Sim, especialmente se o cristão sob ameaças for Julio Severo. Pelo menos, essa é a opinião de Johnny Torralbo Bernardo, colunista no GospelMais.
Charge: Che Guevara e maconha
Johnny é “apologeta,” uma classe de evangélicos no Brasil que acha elegante atacar, por todo e qualquer motivo, neopentecostais como “heréticos” e defender todo tipo de absurdo. Defender a maconha? Isso não é heresia, para ele. Isso é ser cristão e “defensor do evangelho.”
Em seu recente artigo no GospelMais, intitulado “Júlio Severo e temas relacionados,” Johnny diz com todas as letras:
“Se quiser saber, meu jovem, sou a favor de uma série de pontos, como a legalização da maconha.”
“Grandes sociólogos como Fernando Henrique Cardoso não defende, por exemplo, a legalização da maconha? E outros cientistas sociais também assim não pensam? É necessário enumerar?”
“Mas por que legalizar a maconha? A questão é econômica, mas também estratégica… com a legalização da maconha – países como Brasil, Colômbia, Bolívia, Venezuela e outros mais — teriam redução nos gastos com a construção de presídios, diminuiriam a presença de adolescentes em centros de recuperação, teriam os índices de assassinato reduzidos a índices baixíssimos, e o principal: atingiria em cheio o poder de fogo do narcotráfico e, por extensão, à corrupção. FHC e outros sociólogos dão importantes contribuições ao trazer está discussão.”
Os maconheiros do Brasil devem estar dando pulos de alegria! Mais um defensor da erva! Aliás, todos os lugares onde predominam maconheiros devem estar eufóricos. O que dirão os sites protestantes “apologéticos,” inclusive Púlpito Cristão e Genizah, onde Johnny tem artigos publicados? O próximo passo é distorcer alguns versículos da Bíblia para fazer uma defesa “apologética” da maconha.
O discurso de legalizar o mal para reduzir o mal nunca funcionou. Nos EUA, antes da legalização do aborto, eram menos de 100 mil por ano. Desde a legalização, são 1 milhão e meio de abortos por ano.
Não é de hoje que Johnny segue esse estranho caminho pró-maconha. Mais estranho ainda porque ele é pastor evangélico. Em 2010, ele ensaiou, num passo tímido, uma defesa da maconha para “fins terapêuticos.” A defesa foi publicada no site Púlpito Cristão, cujo dono se considera igualmente um “defensor do evangelho,” porém nada viu de “mente enferma” na defesa de uma droga.
Mas no mesmo artigo no GospelMais, Johnny vai mais longe, dizendo: “A Revolução Cubana foi necessária.”
Não se surpreenda: Johnny Torralbo Bernardo tem um histórico de anos no Partido Comunista do Brasil. É natural pois que ele defenda tais revoluções. Faz parte do sangue comunista.
Presumivelmente, com a cabeça cheia de maconha deve ser muito mais fácil fazer esse tipo de defesa!
Se a maconha e o comunismo de Cuba não merecem ser condenados, então quem merece? Segundo Johnny, Julio Severo. Ele diz:
“Suas críticas baseadas em um extremismo religioso semelhante ao islâmico, fundamentalista… Os ataques do Júlio não se restringem à prática homossexual — até então correta do ponto de vista doutrinário, cristão —, mas, nos últimos anos, têm atingido pessoas de respeito, de reconhecida contribuição com o Evangelho e à justiça social. Destaco três figuras brasileiras: Augustus Nicodemos, Ariovaldo Ramos e Antonio Carlos Costa. Ao mesmo tempo, dá apoio a figuras polêmicas, como lideres neopentecostais, à jornalista do SBT Rachel Sheherazade e o militar defensor da tortura, Bolsonaro. Também faz duras críticas à Universidade Presbiteriana Mackenzie.”
Meu problema, de acordo com Johnny, é apoiar “figuras polêmicas” como “lideres neopentecostais, a jornalista do SBT Rachel Sheherazade e o militar Bolsonaro.”
Outro grande problema, de acordo com ele, é que meus textos estão “atingindo pessoas de respeito, de reconhecida contribuição com o Evangelho e à justiça social. Destaco três figuras brasileiras: Augustus Nicodemos, Ariovaldo Ramos e Antonio Carlos Costa.” O antigo membro do Partido Comunista também se sente incomodado com minhas “duras críticas à Universidade Presbiteriana Mackenzie.”

A diferença entre liberdade de expressão e ameaças

Ora, num país em que há liberdade de expressão, as pessoas são livres para criticar ideias. Mas ameaçar a vida pessoal é crime. Se meus textos tivessem ameaças e fofocas das três figuras citadas por Johnny, cada uma delas poderia livremente me processar.
Quem está recebendo ameaças sou eu. Uma das ameaças chegou no dia 20 de fevereiro de 2014. A ameaça diz:
O senhor tem duas opções:
Ver os seus dados pessoais, e o nome de toda a sua família com os números de seus documentos difundidos e, claro, e seu endereço...
Ou,
Apagar esta matéria (http://bit.ly/1ha94tg) e nunca mais escrever o nome de Ariovaldo Ramos no seu blog.
O que vai ser?
Pode seguir a sua luta como quiser. Mas este nome está proibido.
O que vai ser?
Você tem 24 horas para decidir se segue a sua luta, sem prejudicar o Ariovaldo Ramos ou perde tudo.
A escolha é sua. A sua casa caiu. Seus antigos amigos e aliados te entregaram.
É o fim.
Continue como pedido e tudo ficará oculto. Siga atormentando o Ariowaldo Ramos e será o seu fim.
Boa noite
Johnny leu essa ameaça no meu blog: http://bit.ly/MhtAhr E qual foi sua reação? Denunciar a chantagem, crime e ameaça? Não. Sua reação, típica dos acobertadores dos companheiros, se limitou a chamar a vítima de extremista fundamentalista e a defender a legalização da maconha e das revoluções comunistas.
Para o comunista de carteirinha, que se disfarça de “defensor do evangelho,” minhas denúncias contra o socialismo evangélico aparentemente são mais graves do que as ameaças que recebo. A filosofia dele só pode ser: “Liberdade total para os cristãos socialistas, inclusive para ameaçar. Censura ou prisão para os cristãos que denunciam a idolatria socialista entre evangélicos.” Mais comunista que isso, impossível.
Mas se denuncio, com base em seus próprios textos, que Ariovaldo Ramos promove a Teologia da Missão Integral (que é a versão protestante da Teologia da Libertação), qual é o meu “crime”?
Se denuncio, com base em seus próprios textos, que Ariovaldo Ramos lamentou a morte do ditador Hugo Chavez, qual é o meu “crime”?
Se denuncio, com base em seus próprios textos, que a Universidade Mackenzie não tolera os dons sobrenaturais do Espírito Santo, mas tolera o esquerdismo, qual é o meu “crime”?
Se denuncio, com base em seus próprios textos, que Augustus Nicodemus não tolera os dons sobrenaturais do Espírito Santo, mas acoberta famosos promotores da Teologia da Missão Integral, qual é o meu “crime”?
Meu crime é exercer a liberdade de expressão, que, ao clássico estilo comunista, deveria ser exterminada. Enquanto isso não acontece, o antigo membro do Partido Comunista do Brasil vai se queixando sem parar.
Quer Johnny goste ou não, tenho todo direito de defender Rachel Sheherazade, Marco Feliciano, Silas Malafaia e outros quando defendem valores pró-família. E tenho igual direito de denunciar a esquerda apologética e seus acobertadores.
Não dando a mínima importância à liberdade de expressão, o artigo de Johnny no GospelMais tem o objetivo de demonstrar que minhas “acusações são gratuitas e paranoicas.” Indo mais longe, ele diz: “Como disse um amigo em atividade no Peru: o Júlio Severo é uma mente enferma, com sérios problemas de sociabilidade, que agride gratuitamente líderes comprometidos com o bem-estar da sociedade, que querem o melhor para o nosso povo.”
Um ano atrás, depois que desmascarei o site Púlpito Cristão no meu artigo “A esquerda apologética e o neopentecostalismo,” Johnny teve a reação histérica de um típico comunista, dizendo:
“Usar da liberdade garantida pelo estado democrático para caluniar pessoas sérias merece uma resposta legal”
“Não tolerei esse tipo de comentário contra nós, uma vez que temos desenvolvido um trabalho sério na defesa do Evangelho.”
Isto é, em nome da liberdade de expressão, ele quer sufocar minha liberdade de expressão! O que seria então calúnia? Dizer, por exemplo, que a família de Augustus Nicodemus ou a família de Johnny está em crise? Se eu tivesse tido isso, eu entenderia a revolta dele.
Não convivo com a família deles e, mesmo que tivesse convivido, não seria uma atitude cristã sair por aí publicando o que vi na família deles. Seria fofoca.
Mas o senhor Johnny, com a arrogância de quem aparenta conviver com minha família e me conhecer intimamente, diz no seu texto pró-maconha do GospelMais: “A família do Júlio está em crise, obviamente.”
Trabalho “sério” na defesa do Evangelho: defender a legalização da maconha e as revoluções comunistas e dizer que Julio Severo é um extremista tipo islâmico e que sua família está em “crise.” Some a isso que não estou autorizado, por outros “sérios” defensores do evangelho, a dizer que um antigo membro do Partido Comunista que defende a maconha e fofoca do caráter e vida familiar de um cristão é pervertido e caluniador.
“Calúnia” é, na visão deles, o que faço: Dizer que a promoção da Teologia da Missão Integral ou da Teologia da Libertação não é Evangelho.
Se o antigo amigo de Johnny, Leonardo Gonçalves — que é dono do Púlpito Cristão e residente no Peru — acha que cometo “calúnia” ao dizer que seu site defende o esquerdismo, ele que me processe.
Se as três figuras citadas por Johnny — Augustus Nicodemus, Ariovaldo Ramos e Antonio Carlos Costa — acham que cometi igual calúnia, que façam como ele mesmo quer fazer: me processem.
Agora, vou dizer o que é calúnia: É fazer exatamente o que ele e outros da esquerda apologética fazem, xingando os opositores de “mentes enfermas” enquanto eles, que têm “mente saudável,” defendem a legalização da maconha, revoluções comunistas e outros males, fofocando da vida familiar dos opositores, e ainda posando de “defensores do Evangelho.”
Nunca dirigi xingamentos ou ameaças à esquerda evangélica, mas pergunte-me agora quantos xingamentos e ameaças tenho recebido dessa esquerda. E quem tem de ser calado sou eu?
“Apologetas” da classe de Johnny acusam os neopentecostais de “heréticos” por terem visões, sonhos e outras experiências sobrenaturais do Espírito Santo, mas defendem a legalização da maconha, que dá visões, sonhos e outras experiências antinaturais. Quem é que tem mente enferma?
Minha reação à heresia socialista e cessacionista no meio evangélico é denúncias e refutações. A reação da esquerda evangélica às minhas refutações é fofocas, ameaças e defesa das drogas!
Os cessacionistas, que não perdoam “heresias” nos neopentecostais, fazem vista grossa às reais heresias dos camaradas “apologetas” e outros amantes da Teologia da Missão Integral. Basta ver o patrocínio que o Genizah deu a um grande evento esquerdista na Universidade Mackenzie.
Espero que algum dia os cessacionistas dirijam seu radicalismo cessacionista contra a “defesa do evangelho” de seus camaradas apologetas. Essa defesa nada mais é do que fachada para fazer fofocas e defender a legalização da maconha e revoluções comunistas.
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