31 de março de 2014

Vereadores pretendem denunciar pastor queniano ao MPF por “homofobia”


Vereadores pretendem denunciar pastor queniano ao MPF por “homofobia”

Perseguição contra evangélicos cresce em Campo Grande, Mato Grosso do Sul

Julio Severo
Os vereadores de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, pretendem denunciar o pastor queniano David Owuor, conhecido nos meios evangélicos por um ministério de profecias, por “homofobia” e “desrespeitar a Constituição brasileira,” porque durante culto no Parque das Nações Indígenas, o pastor da África criticou o pecado homossexual e o pecado de mulheres que usam saia curta.
Pr. David Owuor
Em 27 de março, um grupo, liderado pelo vereador Paulo Pedra (PDT), que é católico liberal, decidiu denunciar o caso ao MPF (Ministério Público Federal), que é o órgão competente para investigar estrangeiros.
O requerimento pedindo a investigação por “homofobia” e por desrespeitar o artigo 5º da Constituição Federal, que prevê liberdade individual, obteve o apoio dos vereadores Luiza Ribeiro (PPS), João Rocha (PSDB), Chiquinho Telles (PSD) e Waldecy Chocolate (PP).
Eles querem a investigação do pastor pentecostal por ter declarado que os homossexuais não vão herdar o Reino de Deus. O pastor, que reuniu 10 mil pessoas no Parque das Nações Indígenas, disse também que as moças não podem ir à igreja com saias curtas e calças apertadas.
Nada de “minissaias, calças apertadas, mentiras, falsidade, prosperidade, fumo e a bebida. Se esforcem para viver em paz com todos os homens e serem santos,” pregou ele, em estilo pentecostal clássico, para o público evangélico, que o aplaudiu e gritou “aleluia.”
O vereador Alceu Bueno (PSL), falando em nome da bancada evangélica da Câmara de Campo Grande, repudiou a atitude dos vereadores que estão perseguindo o pastor queniano.
“Não comungo com a ideia de cinco vereadores que estão pedindo investigação no Ministério Público Federal contra o queniano. Acho que pegaram a palavra dele fora do contexto. Ele só citou a Bíblia, que como todo o evangelho condena o homossexualismo,” afirmou Alceu Bueno.
Na sessão da próxima terça-feira (1 de abril), Bueno disse que vai pedir ao vereador Paulo Pedra que desista do requerimento contra o pastor pentecostal. “Se não pudermos abrir a Bíblia e dizer o que ela fala, vamos ter que rasgá-la,” argumentou o vereador evangélico.
Ao contrário do que considerou Pedra, para Bueno o pastor queniano “não foi infeliz, só citou a Bíblia.” Indagado pela imprensa sobre os versículos bíblicos que são contra o homossexualismo, o vereador do PSL citou Levítico 20:13: “Quando o homem se deitar com outro homem como se fosse mulher, ambos fizeram abominação diante do senhor”. Ele disse também que o Novo Testamento igualmente condena a homossexualidade, conforme Coríntios 6:9.
A bancada evangélica da Câmara é composta pelos vereadores Alceu Bueno (PSL), Elizeu Dionízio (SDD), Rose Modesto (PSDB), Flávio Cesar (PT do B) e Mario Cesar (PMDB).
Campo Grande tem se destacado por uma crescente perseguição aos evangélicos que assumem uma postura contra o pecado homossexual.
Em 2007, a Defensoria Pública de Campo Grande iniciou uma ação civil contra Náurio Martins França, autor do livro “A Maldição de Deus sobre o Homossexual: o homossexual precisa conhecer a maldição divina que está sobre ele.” Na época, o caso dele repercutiu no mundo todo, por recomendação minha, no portal pró-família internacional LifeSiteNews, através de uma matéria intitulada “Evangélico é censurado e multado por fazer comentários ‘homofóbicos’ em livro.”
Náurio Martins França
A sentença fora aplicada pelo juiz da Vara de Direitos Difusos Coletivos e Individuais, Dorival Moreira dos Santos. O magistrado, que havia determinado a retirada dos livros das bancas, ordenou que o escritor evangélico pague agora uma indenização de R$ 2 mil.
Ao entrar com a ação que proibiu o comércio do livro, a Defensoria Pública sustentou que a publicação tinha “conteúdo declarado preconceituoso homofóbico, transmite a ideia de que o homossexual é amaldiçoado por Deus.”
Náurio, negando que seu livro estaria incitando a violência contra homossexuais, declarou que a intenção era convertê-los à religião evangélica. A defesa do escritor sustentou que ele, ao escrever o livro, exercera o direito constitucional de liberdade de pensamento, opinião e religião.
Em sua decisão, o juiz Dorival dos Santos reconhece o valor dos direitos constitucionais citados pelo escritor, mas menciona outro trecho da Constituição, que trata da igualdade e dignidade da pessoa humana. Para ele, a homossexualidade está diretamente ligada à igualdade e dignidade da pessoa humana, sendo assim muito mais importante do que a liberdade de pensamento, opinião e religião.
Náurio, que é membro da Igreja Internacional da Graça em Campo Grande, teria mandado imprimir em torno de 600 livros. Trezentos exemplares foram confiscados por determinação judicial. O restante já havia sido vendido.
No mesmo ano, um grupo formado por GLBTs (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) fez uma manifestação queimando um exemplar do livro de Náurio na frente da Igreja Internacional da Graça, localizada na Avenida Afonso Pena, sem que as autoridades vissem crime de ódio no ato.
Mesmo sem nenhuma lei no Brasil contra um “crime” neurótico de “homofobia” — termo interpretado por seus promotores neuróticos como qualquer contrariedade ao comportamento homossexual —, aumentam os casos de perseguição em outras partes do Brasil:
Com informações de Campo Grande News, Grande FM e MidiaMax.
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30 de março de 2014

Vacina HPV: Menina de 13 anos fala para Dilma Rousseff


Vacina HPV: Menina de 13 anos fala para Dilma Rousseff

Mirian Dayan, de 13 anos, dá um recado surpreendente para Dilma Rousseff sobre a desnecessidade da vacina do HPV. Ela aponta meios práticos de se proteger de doenças vénereas e aconselha Dilma a gastar melhor o dinheiro em reais necessidades médicas da população. Assista e divulgue o vídeo para seus amigos.
Mirian mora em Palmeiras Bahia Chapada Diamantina, onde frequenta a Assembleia de Deus.
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AIDS: Para promover a devassidão é preciso garantir um Estado anticristão

É sobrenatural: A unificação das religiões

29 de março de 2014

Teologia da Missão Integral e as manhas de Ariovaldo Ramos


Teologia da Missão Integral e as manhas de Ariovaldo Ramos

Edson Camargo
É bom quando o culpado confessa o delito. Facilita o trabalho e reitera o valor e a veracidade de informações que divulguei, sob grossa nuvem de críticas baseadas na ignorância ou na mentira grosseira. Mais uma vez ele, Ariovaldo Ramos, ao vivo e a cores, fez o de sempre: inseriu teses seculares falsas na fé cristã. Admitindo que a “teologia” da “missão integral” (TMI) não faz uso do referencial teórico marxista, “apenas” (jamais esquecerei este “apenas”) da tese da mais-valia e da crítica ao capitalismo. Deu na Ultimato meses atrás.
Ariovaldo Ramos
Nesta quinta-feira (20), Ariovaldo Ramos publicou o mesmo texto em seu blog, justamente sem o trecho onde afirma isso e então enviou o link para o seu amigão de longa data Renato Vargens, que havia, antes tarde do que nunca, falado algo contra a TMI. Entendeu com quem estamos lidando? É assim que o “Ari” trata de questões espirituais e intelectuais com quem considera seu amigo.
Vargens, como muitos outros, prefere manter a amizade com o promotor de uma teologia falsa a, em obediência ao verdadeiro Evangelho (2ª Jo. 9 a 11), manter distância daquele que o distorce para contaminar o povo de Deus.
Bem, além de estarmos diante de mais um caso no qual a dissimulação revolucionária é pega em flagrante, temos o mais importante: a mais-valia é simplesmente a tese central da obra de Marx, e sobre ela é que Marx constrói sua teoria da exploração, sua crítica ao livre mercado e legitima suas incitações à “luta de classes”, à barbárie e à matança. E o pior: a teoria da mais-valia é falsa. O valor de um bem de capital não se restringe ao que se chamou de “valor-trabalho”, a quantidade de trabalho utilizado na fabricação de um bem. Marx afirma que, como o salário pago ao proletário é inferior ao valor-trabalho aplicado na produção da mercadoria, aí fica manifesta a exploração inerente ao sistema de livre mercado, pejorativamente chamada por ele de “capitalismo”.
Marx, aí, não leva em conta a dimensão subjetiva do valor dos bens de consumo, nem os demais elementos fundamentais para a produção do bem, como toda a estrutura necessária e os custos para mantê-la, o conhecimento aplicado para o desenvolvimento dos produtos, os equipamentos, etc. Portanto, a legitimidade do lucro do empregador não só existe, como é maior do que até mesmo certos críticos do marxismo gostariam de admitir. Que tal ler Eugen von Böhm-Bawerk? Não que seja absolutamente indispensável: se você entende minimamente o que na primeira lição de um curso de marketing se ensina, o conceito de “valor agregado”, já tem em mãos o suficiente para lançar toda a teoria econômica marxista no lixo, e junto com ela, toda a lorota raivosa e genocida da ideologia socialista.
Nunca na história teses tão falsas fizeram matar e morrer tanta gente. E aí, Ariovaldo, ícone da TMI, apologista do MST e fã de Hugo Chávez, assume que mistura justamente essa asneira, raiz de tantos males, com a fé cristã. E o resto, sabemos: é puro discurso legitimador para os incautos e vaidosos. Com ele, as hostes revolucionárias vão adentrando nossas igrejas e conquistando a boa-fé de massas de cristãos intelectualmente desprotegidos.
O grande erro nesse debate é pensar que a discordância com a TMI se reduz meramente ao campo da visão político/ideológica. Negativo! O que está em jogo é a hermenêutica bíblica sadia, pois a TMI, com todo seu pesado fardo revolucionário, insere ênfases que desnorteiam a leitura adequada de certas passagens, contrariando, assim, certos princípios fundamentais da fé e jogando outros para um segundo plano. A grave conseqüência é a distorção completa de toda a visão bíblica sobre a dimensão econômica da vida humana e, portanto, da ação dos cristãos na esfera pública. Na verdade, eis o grande objetivo da TMI, e aí está, aos olhos de todos, a atuação política de seus entusiastas, e dos aliados, novos e velhos, de Ariovaldo Ramos.
Mas não há mistura entre a luz do Evangelho com as trevas do marxismo. Ainda restam dúvidas que o PT se opõe a todos os valores mais caros aos cristãos brasileiros? O que dizer da histórica aliança do PT com as FARC, que fechou 150 igrejas cristãs na Colômbia só em 2013, e de 2004 a 2009 fechou 130? Que cristianismo é este que louva o comunismo e se cala ante a perseguição brutal e sistemática de cristãos? Até hoje não vi uma criatura da “esquerda gospel” abrir a boca contra a perseguição anticristã do Foro de São Paulo.
Entretanto, há quem ainda pensa que deve se esperar um mínimo de sinceridade do PT quando seus lideres dialogam com cristãos.
Portanto, tudo o que resta ao cristão interessado na pureza dos princípios da fé cristã é repudiar, de forma sistemática e firme, essa farsa chamada “teologia” da “missão integral”. A séria advertência do apóstolo João continua válida: “todo aquele que ultrapassa a doutrina, mas vai além dela não tem a Cristo”.
Fonte: GospelPrime
Divulgação: www.juliosevero.com
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Ariovaldo Ramos na Universidade Presbiteriana Mackenzie

28 de março de 2014

O que foi que fizeram com nosso querido Mackenzie?


O que foi que fizeram com nosso querido Mackenzie?

Reflexões de um jovem calvinista conservador

Oscar Cavallieri*
Calvinismo e Conservadorismo. Julgava que ambas as ideias andavam intimamente juntas. Eu já era reformado. E também conservador, o que me tornava completamente fora de moda. Desde a adolescência, eu já sabia que socialismo era tão criminoso quanto o nazismo. Sabia que Che Guevara era um falso messias. Que bandidos não são mocinhos.
Mas viver num Brasil cultural e politicamente socialista é um tapa na cara o tempo todo. Não é à toa que um conservador como eu se sinta como um peixe fora d´água. Eu prefiro dizer que sou um peixe de água doce que acabou, por algum estranho senso de humor do destino (ou da predestinação), nascendo em águas salgadas e amargas, pois, no Brasil, bandidos são transformados em mocinhos, quando não canonizados em governantes. No Brasil, Che Guevara é o Jesus Cristo da juventude universitária e Marx seu Deus-pai.
Como jovem, tive desilusões em minha vida estudantil. Durante todo o ensino médio resisti à doutrinação sistemática de que tudo é uma questão de opressores e oprimidos na história: brancos vs. negros, europeus vs. índios, senhores vs. escravos. Não entendo tudo, mas sabia que há algo muito errado com essa história.
Logo depois, ingressei numa faculdade de direito, onde meus colegas e eu fomos doutrinados pelo positivismo e pelo marxismo desde o primeiro dia. Resisti, porque meu cérebro — sempre fora da moda ideológica — alertava que havia algo tremendamente errado nisso tudo. Não tardou para eu ser chamado de porco capitalista pelos mais maconheiros (ops, mais socialistas!) da sala. Quanto aos outros alunos, eles simplesmente me viam como um “reacionário.” E assim passaram-se os cinco anos. Ao término da faculdade, tomei uma decisão: “Agora quero estudar teologia num lugar onde, com meus princípios, não serei um completo alienígena.” Só pensei numa resposta: Mackenzie.
E assim começou 2014.
No primeiro dia de aula fomos levados ao auditório, junto a todos os demais calouros, onde uma Bíblia foi entregue para cada um. “Uau,” pensei eu, “isso sim é que é uma instituição calvinista conservadora!” Os reverendos presbiterianos fizeram as apresentações e um deles pregou sobre Daniel na Babilônia, dizendo que o estudante pode e deve manter sua fé e desvendar a ciência juntamente. “Uau,” pensei novamente. Em seguida, anunciaram um show. Bem, é claro que minha expectativa era uma banda do meio gospel. Afinal, estávamos numa universidade evangélica.
Fiquei chocado: o show foi dado por Nando Reis!
Nando Reis no Mackenzie. Foto tirada por Oscar Cavallieri
O que me chocou não foi somente o fato da banda desse cantor chamar-se “Os Infernais” e estarem tocando numa — pelo amor de Deus! — universidade presbiteriana. O revoltante foi o discurso contra o preconceito em relação às minorias que Nando Reis fez questão de fazer antes de começar a tocar suas românticas músicas. Ele passou um sermão politicamente correto e carregado para os reverendos e seus alunos de teologia, entre os quais eu estava. Por essa eu, um calvinista conservador, jamais esperei.
No segundo dia, tentei me recuperar, buscando explicações, com a cabeça zonza: “Quem fez o tal discurso esquerdista foi o Nando Reis, e não algum reverendo. Certamente, os reverendos também ficaram incomodados com aquilo e vão dar um basta nisso.”
Dirigi-me à sala e fomos levados a uma atividade dinâmica promovida por uma ONG. Muito divertido e informativo. O nada divertido (mas ainda assim informativo) foi o discurso do dirigente do diretório acadêmico (um teólogo em formação) no final da atividade. Inicialmente ele mostrou uma posição bastante liberal, e logo senti cheiro não apenas de teologia liberal, mas também de teologia da libertação. E quando ele finalizou dizendo que Sodoma e Gomorra foram destruídas não pelo homossexualismo, mas porque negligenciavam amparo aos pobres e às viúvas, novo choque para mim. Para esse aspirante a teólogo no Mackenzie, o problema do homossexualismo é enfatizado demais na narrativa sobre a destruição das cidades quando na verdade a causa foi outra…
Sentindo náuseas com tal manifestação de liberalismo, fui pesquisar sobre a relação entre Teologia da Missão Integral, Teologia da Libertação e Mackenzie e levei um susto. Quase caí para trás ao ver, nos resultados do Google, que problemas de esquerdismo no Mackenzie já estavam sendo biblicamente tratados, ao ler na telinha de meu notebook as matérias escritas por Julio Severo. Ao pesquisar em outros canais informativos, inclusive da própria universidade, vejo que o blogueiro não estava exagerando.
A cada dia, realmente, a Universidade Presbiteriana Mackenzie tem se tornado mais liberal e “libertadora” (no sentido de aderente à TMI). Os dias vão passando e, nas aulas de teologia, venho percebendo essa mesma visão esquerdista em alguns professores. E fico me perguntando: o que foi que fizeram com nosso querido Mackenzie?
* Oscar Cavallieri é um pseudônimo escolhido por um jovem estudante de teologia do Mackenzie que queria apenas, como calvinista conservador, desabafar seus sentimentos sobre os desafios anti-conservadores na famosa universidade presbiteriana.
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27 de março de 2014

Roberto de Lucena, Partido Verde, aborto, drogas e incoerência


Roberto de Lucena, Partido Verde, aborto, drogas e incoerência

Julio Severo
Em sua página de Facebook, o deputado federal Roberto de Lucena, que é pastor pentecostal, respondeu de forma indireta às denúncias feitas no artigo “Entre o Senhor da Vida e o PV da morte.”
Roberto de Lucena
O artigo não declarou que Lucena é a favor do aborto ou das drogas, mas apontou para o fato de que ele apoiou o pré-candidato abortista de seu partido à presidência. Para se defender dessa incoerência, ele optou por usar a figura do deputado federal Henrique Afonso, dizendo:
“Tanto eu quanto o meu companheiro, deputado Henrique Afonso, que também é pastor, e representa o povo do Estado do Acre, temos mantido absoluta coerência com as nossas posições e convicções cristãs. Defendemos, sim, a vida e a família.”
Como Lucena, Afonso é pastor.
Como Lucena, Afonso é membro do PV.
Mas a semelhança aparente termina aí, pois os dois não são iguais em todos os outros sentidos. Lucena, que é de São Paulo, estava no sábado, 22 de março, reunido com “a elite ambientalista na Assembleia Legislativa de São Paulo para listar suas 10 prioridades políticas (entre elas a liberação do aborto e drogas no Brasil), afirmando estar definindo e construindo rumos melhores para o Brasil.”
A poucos quilômetros estava acontecendo, no mesmo sábado, a reunião do FENASP com lideranças evangélicas. Uma das prioridades era a luta contra o aborto. Um dos palestrantes era justamente Henrique Afonso, que saiu do longínquo Acre, viajando milhares de quilômetros, para poder incentivar os líderes evangélicos na luta contra a mortandade legal de crianças inocentes.
Roberto de Lucena, do PV, não foi ao encontro do FENASP. Henrique Afonso, do PV, não foi ao encontro do PV para aplaudir e apoiar o pré-candidato abortista.
Para “provar” que é pró-vida, Lucena precisaria ir ao evento do FENASP? Claro que não. Mas ao se reunir com a elite ambientalista abortista e homossexualista, ele tinha o chamado cristão de ser luz. Se todos ali estavam tendo liberdade de defender o aborto, Lucena poderia usar a liberdade dele para defender a vida e denunciar o aborto. Se todos ali estavam aplaudindo e apoiando um pré-candidato abortista, a responsabilidade de Lucena como cristão e pastor era explicar como ele jamais poderia apoiar qualquer indivíduo favorável à matança de bebês.
Afinal, não fica bem a manchete: “deputado pró-vida do PV apoia candidato pró-aborto do PV.”
É muito evidente: o homem pró-vida não precisa nem ser pastor para ser coerente com os valores da vida. É dentro desses valores que ele jamais apoiará posturas e candidatos pró-aborto. Nesse aspecto, o deputado Henrique Afonso dificilmente se encaixa no perfil de igualdade consigo que o próprio Lucena retratou.
Como membro do PV, Afonso tinha a obrigação de ir ao evento nacional do PV, em que esteva seu colega Lucena. Ele não foi porque a defesa da vida é para ele muito mais importante do que a defesa do seu partido e seus candidatos.
Afonso sabe o que é pagar o preço pelo que acredita.
Ele saiu do PT depois de sofrer suspensão por causa de sua postura pessoal pró-vida que estava em choque com a postura pró-aborto do PT.
No PV, ele sentiu que poderia ter liberdade de ser um esquerdista evangélico pró-vida. Mas não é uma liberdade que ele está usando para apoiar posturas ou candidatos abortistas do PV. Afonso veio de um passado no Partido Comunista e tem progredido na fé. No evento do FENASP, ele estava denunciando o esquerdismo, citando muitas vezes o filósofo Olavo de Carvalho, enquanto seu companheiro de pastorado e partido, Lucena, estava em caminho oposto, plenamente à vontade com defensores radicais do aborto, drogas e homossexualismo.
FENASP em São Paulo: Henrique Afonso palestra contra o esquerdismo
Enquanto Lucena estava festivamente apoiando o pré-candidato abortista do PV, Afonso estava espiritualmente muito longe dessas festividades, embora ambos estivessem geograficamente muito próximos.
Afonso se absteve do evento do PV; Lucena não.
Lucena se absteve do evento de lideranças evangélicas do FENASP; Afonso não.
As posturas pró-aborto do PT faziam Afonso sofrer. Duvido que hoje ele não tenha os mesmos sofrimentos com relação ao radicalismo do PV. Mas onde estavam os sentimentos de tristeza e contrariedade de Lucena no grande evento de seu partido? Por que ele estava tão à vontade no meio de abutres e chacais sedentos do sangue de bebês?
Às vezes, até os gigantes, quando erram, se corrigem, ainda que sob pressão. A Visão Mundial fez exatamente isso nesta semana quando emitiu uma declaração a favor de cristãos em “casamentos” gays e, depois da reação dos cristãos que a sustentam, voltou atrás.
Muitos cristãos estão se comunicando com Lucena e pressionando-o agir certo. Espero que ele veja o exemplo da Visão Mundial e volte atrás em seu apoio a um pré-candidato abortista.
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26 de março de 2014

Após pressão, Visão Mundial revoga política sobre contratação de homossexuais


Após pressão, Visão Mundial revoga política sobre contratação de homossexuais

Julio Severo
Depois de uma reação contrária dos evangélicos, a Visão Mundial, um ministério internacional sem fins lucrativos, revogou sua decisão de permitir a contratação de indivíduos envolvidos em “casamentos” homossexuais.
A diretoria da organização disse numa carta aos apoiadores na quarta-feira que havia cometido um “erro” ao mudar a política.
“Estamos de coração partido com o sofrimento e confusão que causamos em muitos de nossos amigos, que dizem que viram essa decisão como uma revogação de nosso forte compromisso para com a autoridade da Bíblia,” a diretoria disse numa carta.
A rápida revogação foi o resultado de uma tormenta de críticas pesadas vindas de líderes cristãos.
Esses líderes denunciaram a decisão da organização de caridade contratar empregados envolvidos em “casamentos” homossexuais. Richard Stearns, presidente da Visão Mundial, havia dito que a mudança não “representava uma concessão, mas unidade [cristã].”
Mas líderes evangélicos como Franklin Graham, presidente de Samaritan’s Purse e da Associação Evangelística Billy Graham, repudiaram o argumento de Stearn.
“A Visão Mundial afirma que sua decisão tem como base unificar a igreja — que considero ofensivo — como se apoiar o pecado e a conduta iníqua pudesse unir a igreja,” Franklin escreveu no site da Associação Evangelística Billy Graham.
Além disso, o presidente das Assembleias de Deus nos EUA, George Wood, havia pedido que seus membros dessem seu apoio para outras organizações de caridade. Ele disse: “Longe de promover unidade, a mudança política coloca a Visão Mundial ao lado dos protestantes esquerdistas no debate do ‘casamento’ homossexual, em oposição às igrejas pentecostais e evangélicas nos EUA, sem mencionar as igrejas pentecostais e evangélicas no mundo todo.”
Stearns disse que a diretoria da Visão Mundial vinha orando sobre a decisão há anos, e o resultado foi permitir cristãos envolvidos em “casamentos” homossexuais. Mas na carta aos apoiadores na quarta-feira eles confessaram que não haviam buscado conselho suficiente de seus parceiros cristãos.
“Como consequência, fizemos uma mudança na nossa política de conduta que não estava em concordância com nossa Declaração de Fé e nosso compromisso com a santidade do casamento,” disseram eles.
“Embora a Visão Mundial dos EUA tenha uma postura bíblica firme sobre o casamento, nós fortemente defendemos que todas as pessoas, independentemente de sua orientação sexual, foram criadas por Deus e devem ser amadas e tratadas com dignidade e respeito,” disseram eles.
Vinte por cento do financiamento da Visão Mundial vem do governo dos EUA. Mas a maioria de seu financiamento vem de evangélicos e enquanto eles forem a maioria dos que fazem doações, a Visão Mundial terá muita dificuldade de aceitar elementos da agenda gay.
Contudo, o que acontecerá se o governo dos EUA, que tem sido um ávido promotor do imperialismo homossexual, aumentar substancialmente seu financiamento?
Então, como agora, deveríamos aumentar nossa pressão. É exatamente essa pressão que fez a Visão Mundial nos EUA revogar sua decisão tola de permitir cristãos envolvidos em “casamentos” homossexuais.
Um pouco de pressão poderia também ajudar a Visão Mundial do Brasil, cujo diretor, Ariovaldo Ramos, disse:
“Todos os que, em todo lugar, lutam pela erradicação da pobreza, pela emancipação do ser humano, e por justiça e acesso ao direito para todos, tiveram, em Hugo Chávez, uma referência de compromisso para com o pobre, para com o despossuído, para com o injustiçado.”
Ele também disse:
“O melhor que se pode dizer de alguém é que, porque ele passou por aqui, o mundo ficou melhor! Isso se pode dizer de Hugo Chávez!”
Agora o diretor da Visão Mundial no Brasil seria sábio se imitasse sua organização irmã nos EUA e revogasse seu louvor estúpido a um ditador marxista e seu apoio estúpido a causas marxistas.
Com informações de CBN.News, ChristianPost e declarações públicas de Ariovaldo Ramos.
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Entre o Senhor da Vida e o PV da morte


Entre o Senhor da Vida e o PV da morte

Deputado pastor se atrapalha ao tentar servir a dois senhores

Julio Severo
Imagine que, em grandioso evento, um pré-candidato à presidência da República anuncie, sem meias-palavras, que ele e seu partido pretendem legalizar a matança de bebês no Brasil. Lá, junto deles, está presente um cristão — consagrado pastor pentecostal e eleito um dos representantes dos evangélicos no Congresso.
Dentre todas as reações que poderíamos esperar de alguém eleito com a promessa, justamente, de defender a vida e a família, a única impensável e inaceitável seria a de vê-lo elogiar, publicamente, aqueles quer prometeram legalizar o aborto e lutar contra a família brasileira!
Entretanto, essa foi precisamente a reação do deputado federal e pastor Roberto de Lucena, do PV de SP, durante encontro, no sábado (22 de março), do Partido Verde, que lançou o esquerdista Eduardo Jorge como o primeiro pré-candidato oficialmente abortista desta eleição presidencial.
Roberto de Lucena
É preciso lembrar que o pastor Lucena se filiou ao PV por opção e convicção. Ele jamais foi obrigado a entrar num partido que historicamente é pró-drogas e alinhado com as radicais bandeiras da esquerda.
A elite ambientalista se reuniu na Assembleia Legislativa de São Paulo para listar suas 10 prioridades políticas (entre elas a liberação do aborto e drogas no Brasil), afirmando estar definindo e construindo rumos melhores para o Brasil.  
O deputado tentou esconder de seu público o que toda a imprensa secular noticiou: Eduardo Jorge se lançou pré-candidato focando “propostas polêmicas” como a liberação do aborto e da maconha. Oficialmente, o próprio PV diz de si mesmo:
“Único partido a apresentar propostas, de forma favorável e clara, em seu programa partidário, para a legalização do consumo da maconha no Brasil, o Partido Verde defende a legalização como uma forma de proteger os habitantes do país”
Trata-se de um programa político, no mínimo, preocupante para todas as famílias cristãs brasileiras, embora já esteja aparecendo um ou outro líder evangélico apoiando tal legalização. Recentemente, um pastor com histórico de anos no Partido Comunista do Brasil achou que a melhor forma de atacar Julio Severo era defendendo a legalização da maconha.
Convicto do teor revolucionário de suas propostas, o pré-candidato do Partido Verde trombeteou, sob os aplausos entusiasmados dos militantes e das lideranças verdes, entre elas, o pastor Roberto de Lucena, a seguinte frase: 
“O que o PV quer é a revolução de mudar a forma de viver.”
Claro: viver com aborto, maconha e homossexualidade.
Mas Roberto de Lucena, mesmo tendo prestigiado e aplaudido as propostas de sua legenda, tentou, poucas horas depois do evento, iludir, com palavras vazias, seu público eleitor que conferiu a ele a oportunidade de ser a voz da vida e da família.
O deputado pastor não se intimidou e nem mesmo respeitou a inteligência de seus seguidores quando postou várias fotos suas, durante o evento, e ao lado do pré-candidato abortista.
Não satisfeito, ele ainda elogiou o abortista Eduardo Jorge publicamente e com o entusiasmo de um militante fervoroso, em sua página no Facebook:
“Participo neste sábado do evento do PV na Assembleia Legislativa de São Paulo no qual Eduardo Jorge apresenta as diretrizes do programa de governo para a construção de um Brasil comprometido com as pessoas e com o meio ambiente. É uma grande satisfação estar ao lado de lideranças do partido de todo o País.”
O pastor não escondeu o entusiasmo ao lado do líder abortista, dizendo:
“Compartilho mais algumas fotos dos amigos que encontrei durante o evento do PV nesse sábado, na Assembleia Legislativa, e também uma foto ao lado de Eduardo Jorge, o pré-candidato do partido à presidência da República.”
Ao invés de aproveitar, talvez, a maior oportunidade que lhe foi dada para honrar seu mandato em favor da vida e da família e de confrontar o conteúdo do lobby abortista e pró-drogas do seu Partido Verde, Roberto de Lucena não apenas se omitiu com relação à verdade, mas também celebrou o evento que lançou o pré-candidato abortista com estas palavras:
“A construção de um Brasil comprometido com as pessoas”!
Como um pastor pode esperar combater a cultura da morte, do aborto e da depravação homossexual se aplaude, elogia e fortalece os construtores dessa cultura das trevas?
A imprensa secular, porém, revelou as propostas apresentadas no evento e o próprio PV, em suas redes sociais e canais de comunicação social, fez questão de restabelecer a verdade, cuidadosa e intencionalmente, omitida pelo pastor Roberto de Lucena:
“A proposta do PV declara apoio a um dos pontos que causaram maior polêmica nas eleições presidenciais de 2010: a descriminalização do aborto, tema que acirrou a disputa entre José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT).”
Vamos recapitular: Eduardo Jorge e outros abortistas do Partido Verde anunciam, de forma inequívoca, que pretendem legalizar a matança de bebês. E qual é a reação de Roberto de Lucena, suposto defensor da vida? 
“É uma grande satisfação estar ao lado de lideranças do partido de todo o País”, escreveu o deputado em sua página no Facebook.
O pastor deputado, certamente, aposta na boa-fé de seus seguidores que, por desconhecimento, chegaram a elogiar sua presença no encontro de abortistas e defensores da maconha (apologetas da maconha é título reservado para uns poucos do mundo gospel). Por estarem completamente iludidos, vários cristãos fizeram comentários elogiosos ao pastor.
Roberto de Lucena não poderá usar a desculpa de que não sabia das intenções do seu companheiro de legenda, o abortista Eduardo Jorge, pois a defesa do aborto está presente no documento “Viver Bem. Viver Verde” que traz as diretrizes da legenda para um possível governo.
O documento foi discutido exaustivamente entre os verdes e divulgado, amplamente, antes da reunião.
Diz um trecho do texto do documento “Viver Bem. Viver Verde”:
“Queremos a legalização do procedimento [do aborto], estabelecendo regras e limites de idade gestacional numa lei, mas que permita à mulher e seu companheiro seguirem este caminho com segurança”.
Só espera-se que o pastor deputado não faça uso do expediente petista de terceirizar a culpa e dizer que não sabia de nada. Espera-se que, pelo menos dessa vez, Roberto de Lucena seja justo e assuma que aplaudiu calorosamente inimigos da vida e da família.

A “honestidade” do Partido Verde

Há uma virtude no PV que precisa ser reconhecida: enquanto os outros partidos buscam igualmente a liberação do aborto e das drogas e fingem não o fazer, os verdes confessam abertamente suas intenções.
Qualquer pessoa alfabetizada pode conferir nos documentos internos do Partido Verde que tal legenda faz opção clara e firme pelo aborto. Ao contrário do Partido dos Trabalhadores (PT), o PV não dissimula!
Além disso, em 8 de março passado, o PV já havia noticiado ser o primeiro e único partido a assumir oficialmente o compromisso com a militância LGBT no Brasil:
“Partido Verde é o primeiro a assumir compromisso com a população LGBT nas eleições de 2014.”
Quem dissimula, então, nesse episódio? Quem é que falta com a verdade na tentativa de vender ilusões ao povo? Certamente, não são os verdes.
Entre as lideranças evangélicas no Congresso Nacional a fama de Roberto de Lucena é de alguém “em cima do muro.” Talvez seja necessário lembrar-lhe uma verdade bíblica que, parafraseada, se torna tão evidente que é impossível optar pela indecisão:
“Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou será leal a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao Partido Verde.” (Mateus 6:24 KJV)
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