30 de abril de 2014

Banda gospel Jars of Clay promove apoio ao “casamento” gay


Banda gospel Jars of Clay promove apoio ao “casamento” gay

Tony Perkins
A banda gospel Jars of Clay (cuja tradução é Vasos de Barro) deveria estar empreendendo uma turnê de aniversário de 20 anos — mas se a mais recente controvérsia indica algo, muitos fãs não estarão celebrando.
O vocalista principal Dan Haseltine certificou-se disso na semana passada ao cantar em tom diferente sobre “casamento” homossexual. Essa controvérsia é apenas a mais recente prova de que Haseltine vem aos poucos se desviando da ortodoxia cristã que havia tornado sua banda famosa.
Dois anos atrás, Haseltine, que é co-fundador da Jars of Clay, escreveu numa postagem de blog que ele estava cansado de “carregar nos ombros expectativas evangélicas.”
“Em determinado momento,” ele disse, “eu tinha certeza de quem era Deus e como ele trabalhava. Mas agora não tenho essa certeza.”
Isso realmente se cumpriu na semana passada quando Haseltine postou uma série de tuites indicando que não existe um único argumento — bíblico ou outro — que consiga persuadi-lo de que é errado redefinir o casamento.
“Não quero inflamar as coisas, MAS… existe alguma razão não-especulativa e não-lúgubre por que os homossexuais não devem se casar? Não vejo nenhuma,” ele tuitou. “Estou tentando entender os argumentos conservadores, mas esses argumentos não se sustentam diante de um exame básico. A sensação é a mesma da época em que se lutou para as mulheres terem o direito de votar. O fato é que não vejo efeito negativo em se permitir o casamento gay.”
Dan Haseltine
A opinião chocante do vocalista no Twitter surpreendeu — e então irou — os fãs da banda, muitos dos quais haviam seguido a ascensão monumental da banda ao estrelato (inclusive três Grammys) desde a década de 1990. “Quer saber uma boa razão para se opor ao ‘casamento’ gay?” as pessoas responderam: Que tal “Deus diz”?
Vários fãs dispararam referências do Novo e Antigo Testamento repetindo a opinião de Deus acerca da sexualidade. Haseltine deu de ombros, explicando: “Não me importo com a postura da Bíblia sobre o que é ‘errado.’ Importo-me mais sobre como a Bíblia diz que devemos tratar as pessoas… Tuitar versículos da Bíblia para resolver meus questionamentos sobre casamento gay não é útil. Respostas simples para questões complexas. Isso cansa.”
Isso só piorou as coisas.
Finalmente, depois de um dilúvio de tuites — quase todos negativos — Haseltine parou totalmente a conversa. Ele pediu desculpa por sua “escolha equivocada de palavras,” mas não por sua posição. Infelizmente para Jars of Clay, Haseltine conseguiu terminar o diálogo, mas não a repercussão negativa. Várias emissoras rádios cristãs estão removendo a banda de suas listas musicais, e outros estão deletando as músicas de suas coleções.
“Fiquei sabendo que algumas emissoras de rádio estão removendo minhas músicas,” o cantor disse no Twitter. “Por que?”
Paulo deixa bem claro o motivo em 1 Coríntios 5. Como é que as igrejas evangélicas esperam influenciar a cultura da sociedade quando os evangélicos estão deliberadamente colocando em risco a verdade de Deus?
Tony Perkins é presidente do Conselho de Pesquisa da Família.
Traduzido por Julio Severo do artigo da revista Charisma: Christian Band Drums Up Support for Gay Marriage
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Sobre cantores gospel

29 de abril de 2014

A irracionalidade do ódio aos judeus


A irracionalidade do ódio aos judeus

Exclusivo: Michael Brown diz que acontecimentos recentes são parte de um padrão de séculos

Michael Brown
O antissemitismo, que é definido como “hostilidade ou discriminação aos judeus como um grupo religioso, étnico ou racial,” não é apenas o ódio mais antigo do mundo. É também o mais irracional.
Os acontecimentos antissemitas das últimas três semanas, desde Kansas City até a Ucrânia, nos fazem recordar que o ódio aos judeus está sempre próximo, buscando a mais leve provocação para erguer sua cabeça horrorosa.
Se existe um problema na sociedade, os antissemitas dizem que com certeza a culpa é dos judeus.
Quando a Peste Negra dizimou a Europa na Idade Média, os judeus, que já haviam sido marcados como assassinos de Cristo pela Igreja Católica, tornando-os assim culpados de matar Deus, foram acusados de iniciar a peste ao envenenarem os poços com uma mistura feita de aranhas, lagartixas e o coração de cristãos misturado com os elementos sagrados da Santa Ceia. Multidões enfurecidas massacraram milhares de judeus como consequência desse boato maligno.
Quando a Igreja Católica declarou em 1215 que os elementos da Santa Ceia literalmente se transformavam no corpo e no sangue de Jesus, os judeus foram acusados de roubar e torturar os pãezinhos da ceia, levando as multidões a queimar na fogueira comunidades judaicas inteiras.
No mundo muçulmano de hoje, ainda se crê que todo ano, os judeus raptam e torturam uma vítima inocente, usando seu sangue para fazer o matzah (pão sem fermento) da Páscoa.
O mundo muçulmano, junto com muitos não muçulmanos, também leva a sério os Protocolos dos Sábios de Sião, um notório documento forjado do final do século XIX que afirma relatar os planos secretos de um grupo secreto de líderes judeus que estão prontos para assumir o controle do mundo inteiro, no final sujeitando-o ao deus hindu Vishnu. Uma citação dos Protocolos diz: “Nosso reino defenderá a divindade de Vishnu, em quem se acha sua personificação.”
Os antissemitas afirmam que Israel estava por trás dos ataques terroristas contra os EUA em 11 de setembro de 2001, fazendo a acusação mais escandalosa ainda de que nenhum judeu morreu durante os ataques naquele dia. De acordo com tais teorias, um site antissemita afirma que, “judeus sionistas se opuseram às iniciativas de busca da verdade feitas por Robert Torricelli, senador esquerdista de Nova Jérsei, quando ele tentou descobrir os fatos em torno da tragédia de 11 de setembro de 2001 num discurso diante do Senado dos EUA em 26 de setembro de 2001.” É claro que, de acordo com as acusações dos antissemitas, foi “a imprensa dominada por judeus sionistas” que conseguiu bloquear a investigação.
Ainda mais bizarras são as afirmações de sites amplamente visitados como JewWatch.com (que o internauta tome cuidado com esse site), com manchetes como “Documento Judaico do Vaticano Mostra Judaização do Catolicismo” e “O Papa João Paulo II Era Judeu?” (A resposta, evidentemente, é “provavelmente” sim, na opinião deles.)
Os que visitam esse site encontrarão até mesmo estórias de “100.000.000 de inocentes cristãos que foram exterminados pelos comissários judeus comunistas anticristãos na Rússia sob as ordens de Trotsky, o supremo comissário judeu dos comissários. Entretanto, Spielberg jamais dirigirá um filme da ‘Lista de Schindler’ para eles ou seu genocídio. Qual a razão? Porque foram os judeus que fizeram isso.”
Talvez ainda mais bizarras sejam as estórias cada vez mais frequentes que acusam os israelenses de tirar órgãos humanos, como nesta notícia do jornal Kaperville Daily News, que declara: “Israelenses Estão Tirando Órgãos de Crianças Negras e Hispânicas.”
O artigo começa com o aviso: “Gente, protejam seus filhos! Isso é real. Todas essas crianças que estão sendo mortas, sendo achadas sem órgãos, não é coincidência. Eles estão fazendo isso até mesmo aqui no Haiti.”
A reportagem até fornece alegada documentação para suas afirmações: “Autoridades da Costa Rica anunciaram na quarta-feira que haviam desarticulado uma rede internacional de tráfico de órgãos que trabalhava com médicos israelenses e era especializada em vender rins para pacientes em Israel e Europa Oriental.”
O que é preocupante em tudo isso é que as pessoas realmente acreditam que essas acusações são reais, ao ponto de que se um só judeu estava ligado a um crime, isso é base para culpar todos os judeus aos olhos desses antissemitas. E se não se encontrou nenhuma evidência real? Isso seria prova de que a toda-poderosa mídia judaica teve êxito em acobertar a verdade, auxiliada por seus cúmplices judeus ricos que controlam as finanças do mundo.
O fato de que, em gerações recentes, os judeus têm tido um nível de proeminência social e financeira nos EUA e em alguns países europeus só inflama as chamas de antissemitismo e prova para eles que os Protocolos são verdadeiros.
Quanto aos reais e mortais inimigos de Israel, como o Hamas, teorias de conspiração abundam, inclusive esta, encontrada no Artigo Dezessete da Carta do Hamas: “As organizações sionistas sob vários nomes e formas, tais como maçons, Rotary Clubs, organizações de espionagem e outros são todos nada mais do que células de subversão e sabotadores. Essas organizações têm amplos recursos que lhes dão condições de desempenhar seu papel em sociedades para o propósito de realizar objetivos sionistas e aprofundar os conceitos que serviriam ao inimigo.”
Portanto, não só os judeus controlam a mídia, as finanças, o sistema político e o Vaticano (de acordo com alguns teoristas); não só os judeus são culpados de acobertar o envolvimento de Israel nos ataques de 11 de setembro de 2001, matando centenas de milhões de cristãos e outros (essa foi a afirmação do homem de Kansas City que matou judeus a tiro) e tirar órgãos humanos; mas também os judeus, especificamente os sionistas, controlam os maçons, Rotary Clubs e outras “organizações de espionagem,” todas das quais são “nada mais do que células de subversão e sabotadores.”
É claro que essas acusações horrendas são tão absurdas que são de rir, exceto pelo fato de que muitos milhões de pessoas acreditam que essas mentiras irracionais são verdadeiras.
E não há nada para rir sobre isso.
Traduzido por Julio Severo do artigo do WND: The irrationality of Jew hatred
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28 de abril de 2014

Obama faz Ucrânia ficar mais perto da guerra


Obama faz Ucrânia ficar mais perto da guerra

Paul Craig Roberts
O governo de Obama, chafurdando em insolência e arrogância, de forma imprudente agravou a crise ucraniana transformando-a numa crise com a Rússia. Quer de modo intencional ou estúpido, as propagandas mentirosas do governo americano estão levando a crise a uma guerra. Sem mais disposição de dar atenção às ameaças absurdas do governo dos EUA, o governo russo não mais aceita ligações telefônicas de Obama e elevadas autoridades dos EUA.
A crise na Ucrânia teve origem quando o governo americano derrubou o governo democraticamente eleito da Ucrânia e o substituiu por marionetes escolhidos a dedo pelo governo dos EUA. As marionetes procederam para agir em palavras e ações contra as populações nos ex-territórios russos que os líderes do Partido Comunista haviam anexado à Ucrânia. As consequências dessas políticas tolas são que as populações que falam russo estão fazendo manifestações para voltar à Rússia. A Crimeia já se juntou à Rússia de novo, e a Ucrânia oriental e outras partes do sul da Ucrânia provavelmente farão a mesma coisa.
Em vez de perceber seu erro, o governo de Obama está incentivando as marionetes que ele instalou em Kiev para usar violência contra os cidadãos nas regiões que falam russo e que estão fazendo manifestações por referendos de modo que eles possam votar para voltar à Rússia. O governo de Obama vem incentivando violência apesar de que o presidente Putin já declarou claramente que as forças armadas russas não ocuparão a Ucrânia, a menos que os manifestantes sofram violência.
Podemos seguramente concluir que o governo dos EUA ou não quer escutar ou deseja violência.
Pelo fato de que o governo dos EUA e a OTAN não estão numa posição neste momento para mobilizar grandes contingentes militares na Ucrânia para confrontar os exércitos russos, por que o governo de Obama está tentando provocar os militares russos? Uma resposta possível é que o plano do governo dos EUA de expulsar a Rússia de sua base naval no Mar Negro deu errado. Agora o plano B do governo de Obama é sacrificar a Ucrânia para uma invasão russa de modo que o governo americano possa demonizar a Rússia e forçar um grande aumento nos gastos militares e na mobilização de tropas da OTAN.
Em outras palavras, a recompensa do plano B será uma nova guerra fria e trilhões de dólares em lucro para a enorme indústria militar dos EUA.
Um número pequeno de tropas e aviões que o governo americano enviou para “reassegurar” os governos incompetentes dessas regiões de constantes problemas para o Ocidente — a Polônia e os Países Bálticos — e os vários navios equipados com mísseis enviados ao Mar Negro não equivalem a nada, a não ser provocações simbólicas.
Sanções econômicas aplicadas a autoridades russas individuais não são sinal de nada, exceto da impotência do governo de Obama. Sanções reais prejudicariam os governos fantoches da OTAN e EUA muito mais do que prejudicariam a Rússia.
É evidente que o governo dos EUA não tem intenção nenhuma de trabalhar soluções com o governo russo. As exigências do governo americano tornam essa conclusão inevitável. O governo dos EUA está exigindo que o governo russo tire todo apoio das populações que estão se manifestando no leste e sul da Ucrânia e force as populações russas na Ucrânia a se submeterem às marionetes do governo americano em Kiev. O governo de Obama também está exigindo que a Rússia volte atrás na reunificação com a Crimeia e a entregue ao governo de Obama de modo que avance o plano original do governo americano de expulsar a Rússia de sua base naval do Mar Negro.
Em outras palavras, a exigência do governo de Obama é que a Rússia faça algo impossível: pegue de volta o leite derramado e o entregue a Washington.
Essa exigência é tão fantasiosa que ultrapassa o sentido da arrogância. O Tolo da Casa Branca está dizendo a Putin: “Fiz a maior trapalhada aplicando um golpe no seu quintal. Quero que você corrija essa situação para mim e garanta o sucesso da ameaça estratégica que eu tive a intenção de trazer ao seu quintal.”
A imprensa prostituta ocidental e os governos fantoches europeus estão apoiando essa exigência ilusória. Consequentemente, os líderes russos perderam toda confiança nas palavras e intenções do Ocidente, e é desse jeito que as guerras começam.
Os políticos europeus estão colocando seus países em grande perigo e em troca do quê? Os políticos europeus estão sendo chantageados, ameaçados, subornados com malas de dinheiro, ou estão tão acostumados a seguir as ordens do governo americano que não conseguem fazer mais nada? De que modo a Alemanha, a Inglaterra e a França se beneficiam de serem forçados a confrontar a Rússia por incitação do governo dos EUA?
A arrogância do governo dos EUA não tem precedentes e é capaz de levar o mundo à destruição. Onde está o senso de auto-preservação da Europa? Por que a Europa não providenciou mandados de prisão para todos os membros do governo de Obama? Sem a ajuda da Europa e da imprensa prostituta, o governo americano jamais conseguiria levar o mundo à guerra.
Paul Craig Roberts foi vice-ministro do Ministério da Fazenda durante o governo de Ronald Reagan. Ele foi também um dos editores do jornal Wall Street Journal e colunista no Business Week, Scripps Howard News Service e Creators Syndicate.
Traduzido por Julio Severo do artigo: Moving Closer To War
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Os EUA são uma oligarquia, não uma república


Os EUA são uma oligarquia, não uma república

Comentário de Julio Severo: O presente artigo, publicado originalmente pelo WND, meu site favorito, trata de um problema muito real nos Estados Unidos. Como cristão conservador e pró-vida, não tenho como não chegar à mesma conclusão. O aborto foi legalizado nos EUA em 1973 durante o governo do presidente Richard Nixon, que era tido como conservador e do Partido Republicano, tido também como geralmente conservador. Na época, a maioria absoluta da população americana era contra o aborto. Aliás, os EUA eram então a nação mais evangélica do mundo. Mas havia grandes empresas interessadas na legalização do assassinato de bebês em gestação. O Supremo Tribunal, que legalizou esse crime hediondo, o impôs sobre todos os estados americanos, violando a independência de cada um deles. Na questão do chamado “casamento” gay está ocorrendo o mesmo problema. A maioria da população americana não quer essa aberração. Mas grupos de interesses estão conseguindo impor essa aberração sobre a maioria da população. Se então existe uma “democracia” nos EUA, ela está funcionando apenas para quem tem mais poder e dinheiro. Não está funcionando para a defesa da vida e da família. É em toda a realidade, conforme minha definição, “o governo do dinheiro, pelo dinheiro e para o dinheiro.” Leia e divulgue o seguinte artigo:
Um estudo recente feito pelos professores Martin Gilens da Universidade de Princeton e Benjamin I. Page revelou que os EUA agora se assemelham mais a uma oligarquia do que a uma república democrática.
“O ponto central que emerge de nossa pesquisa é que as elites econômicas e grupos organizados que representam interesses empresariais têm impactos independentes fundamentais nas políticas governamentais dos EUA, enquanto grupos de interesses voltados para o povo e para os cidadãos têm pouca ou nenhuma influência independente.”
O autor de uma recente análise sobre oligarquia no século XXI, Matthew Continetti, do Free Beacon, poderia até sugerir que a última frase fosse repetida.
“Grupos de interesses voltados para o povo e para os cidadãos têm pouca ou nenhuma influência independente.”
Numa recente entrevista para TPM, Gilens declarou: “Eu diria que contrário ao que décadas de pesquisas de ciência política poderiam levar você a crer, cidadãos comuns não têm virtualmente nenhuma influência sobre o que seu governo faz nos Estados Unidos. E as elites econômicas e grupos de interesses, principalmente os que representam as empresas, têm um grau fundamental de influência. A elaboração de políticas governamentais durante as últimas décadas reflete as preferências desses grupos — de elites econômicas e interesses empresariais.”
“Desde Ronald Reagan, todos os presidentes americanos vieram da Universidade de Harvard ou Yale. Pelo fato de que essas universidades são consideradas as instituições educacionais mais prestigiosas dos Estados Unidos, os diplomados que elas produzem são canalizados diretamente para o governo federal em Washington ou recebem posições em alguns dos maiores meios de comunicação,” disse Marc E. Fitch.
“Nos EUA, acredita-se que meramente estudar nessas universidades faz de alguém de certo modo um indivíduo superior e merecedor de uma posição de poder.”
Os ricos estudam nessas universidades de elite que estão entre as instituições mais ardentemente esquerdistas e liberais dos EUA. Gilens declara que os americanos ricos tendem a ter posturas mais socialmente esquerdistas do que a maioria da população americana.
“Veríamos, talvez ironicamente, menos políticas esquerdistas em algumas áreas como questões religiosas ou morais. Pessoas ricas tendem a ser mais socialmente esquerdistas em questões como aborto ou direitos gays.”
Gilens cita a falta de um Partido dos Trabalhadores ou Partido Socialista nos EUA como parte do problema, mas Fitch diz que… é muitas vezes só como substituir o mal por um mal maior.
“No final, você terminaria com mais do mesmo problema. Essa é uma questão cultural mais profunda sobre responsabilidade pessoal e honestidade. Você pode dar tanto dinheiro quanto quiser para um político, mas é a responsabilidade dele colocar os eleitores dele antes de seu bolso. Isso não está acontecendo de forma alguma nos EUA. Só vamos parar de acabar nessa posição quando considerarmos que em política o caráter moral vem antes da celebridade.
O estudo comentou: “Quem governa os EUA? Quem realmente manda? Até que ponto a grande massa de cidadãos americanos é soberana, semi-soberana ou em grande parte impotente?”
Gilens disse: “Os dois grandes partidos dos EUA (Republicano e Democrático) em grande medida têm adotado um conjunto de políticas que reflete as necessidades, preferências e interesses dos ricos.”
Traduzido e editado por Julio Severo do artigo do WND: Study: U.S. is oligarchy, not republic
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26 de abril de 2014

O que os cristãos precisam saber sobre Gilberto Carvalho, o homem forte do PT


O que os cristãos precisam saber sobre Gilberto Carvalho, o homem forte do PT

Thiago Cortês
Em audiência pública na Comissão de Segurança da Câmara, a deputada federal Mara Gabrilli afirmou que o atual ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, “pegava recursos extorquidos de empresários” em Santo André durante o governo do ex-prefeito da cidade Celso Daniel, assassinado em 2002.
Gilberto Carvalho
Mara Gabrilli afirmou categoricamente que o próprio pai teria sido extorquido e que Carvalho era conhecido como o “homem do carro preto”.
“O senhor sempre foi conhecido como o homem do carro preto, e eu não falo isso porque eu li, eu falo isso porque eu vi. O homem do carro preto era o homem que pegava os recursos extorquidos de empresários e levava para o José Dirceu”, disse a deputada. 
Veja o vídeo com a fala completa de Gabrilli.
Não há nada de novo sobre Carvalho. A novidade é que alguém da oposição finalmente teve coragem de questioná-lo diretamente, de forma firme, em uma sessão oficial do Congresso.
Falta aos tucanos um pouco da coragem que se espera de quem faz oposição a um governo que tem um projeto de poder autoritário. Gabrilli é um sinal de esperança.
Mas o foco aqui é Gilberto Carvalho. O atual ministro forte de Dilma foi assessor do prefeito de Santo André,
Carvalho era braço-direito de Celso Daniel e, conforme denunciaram os irmãos do prefeito que hoje se encontram exilados por ameaças de morte, o PT tinha um grande esquema de corrupção em Santo André, onde enormes somas eram levadas à cúpula do PT — no caso, para José Dirceu, que era articulador da campanha presidencial.
De acordo com Bruno Daniel, o irmão de Celso, o próprio Carvalho teria feito a entrega de R$ 1,2 milhão a José Dirceu, então presidente do PT. O dinheiro seria usado na campanha de Lula em 2002.

A coragem de uma mulher e a covardia de uma bancada

“O senhor é um ministro de estado e o senhor não fala disso? Isso não incomoda o senhor, que era braço direito desse prefeito?”, questionou a deputada Mara Gabrilli.
Os empresários do setor de transportes de Santo André certamente compartilham do mesmo espanto da parlamentar diante da trajetória espetacular que levou Carvalho ao Palácio do Planalto, onde trabalha diretamente para a presidência da República.
É igualmente espantoso que a Bancada Evangélica o aceite como interlocutor junto ao governo Dilma. Não se trata de julgar um homem pelo passado – ainda que esse passado esteja ligado a um caso tão sinistro como o assassinato de Celso Daniel.
No ABC Paulista ninguém confiaria em Gilberto Carvalho nem para ser o office-boy da firma.
Mas os nossos inteligentes e corajosos representantes no Congresso adoram se reunir com Carvalho toda vez que surge uma “crise” entre evangélicos e petistas.
Isso acontece com certa freqüência. Imagino que deve existir um alarme secreto no gabinete de todo parlamentar evangélico. Quando a sirene soa todos saem em disparada para ouvir as platitudes de Carvalho, principalmente os elogios que ele faz a si mesmo e ao seu partido.
E basta que Gilberto Carvalho – o “homem do carro preto” nas palavras de Mara Gabrilli – repita seu mantra sobre o PT estar super afinado com os evangélicos para que nossos deputados e senadores saiam das tais reuniões felizes e saltitantes.
Falamos de um homem que o próprio irmão de Celso Daniel acusa de ser responsável pelo esquema de corrupção que operava em Santo André na época em que o prefeito foi assassinado.
Gabrilli não é evangélica, mas demonstrou coragem em manifestar publicamente suas dúvidas sobre o caráter do ministro. O que dizer dos evangélicos eleitos para fazer o mesmo?
Por que a Bancada Evangélica aceita este sujeito como interlocutor?
Fonte: GospelMais
Divulgação: www.juliosevero.com
Leitura recomedada:

25 de abril de 2014

O homem europeu é uma espécie ameaçada


O homem europeu é uma espécie ameaçada

Pat Buchanan: ‘A Ucrânia, com ou sem guerra, irá perder um quarto de sua população’

Pat Buchanan
Na última estrofe de “The Battle of Blenheim" (A Batalha de Blenheim), Robert Southey escreveu:
“Mas, afinal, de que nos serviu?” Disse o jovem Peterkin.
“Ora, não sei”, respondeu. “Mas foi uma bela vitória”.
O que realmente importou? O poeta se referia ao triunfo do Duque de Marlborough, “que ganhou essa grande batalha”.
Pat Buchanan: colunista do WND e ex-assessor do presidente Ronald Reagan
O que me fez lembrar dessa poesia sobre a brevidade da glória e a insensatez da guerra, durante a recente disputa sobre qual bandeira seria hasteada na Crimeia, foi um relatório que chegou há pouco da ONU.
 O relatório “Perspectivas da População Mundial: Revisão de 2012” projeta o crescimento ou o declínio populacional de todos os países e continentes até 2050.
A Rússia e a Ucrânia estão mais concentradas na crise da Crimeia. Mas ao examinar os números da ONU, parece absurdo que essa disputa possa desencadear uma luta armada.
Entre 2012 e 2050, a Ucrânia, com ou sem guerra, irá perder um quarto de sua população. Entre 11 e 12 milhões de ucranianos irão sumir da face da terra, um número muito maior do que a pior das estimativas de mortes ocorridas no terrível Holodomor de 1932-1933.
A Rússia irá perder 22 milhões de pessoas, com suas população ficando abaixo de 121 milhões. Mensalmente, até o ano de 2050, cerca de 50.000 russos irão desaparecer.
Alguns demógrafos acreditam que as estimativas da ONU são otimistas. E de fato já tive acesso a projeções muito mais sombrias.
Os que agora alertam que Vladimir Putin está tentando reconstruir a União Soviética talvez devessem explicar como isso será possível se a Rússia irá perder 22 milhões de pessoas, considerando que somente a população das antigas repúblicas soviéticas da Ásia Central (Cazaquistão, Quirguistão, Uzbequistão, Tajiquistão e Turcomenistão) juntas somam 22 milhões de pessoas.
Quantas vezes na história já aconteceu de nações com uma população em decadência invadirem e anexarem países com população em ascensão?
Quando a ONU foi criada em 1945, Stalin queria assentos na Assembleia Geral para todas as 15 repúblicas soviéticas. No fim se contentou com 3 assentos: Rússia, Ucrânia e Bielorrússia.
Esse era o centro da antiga União Soviética. No entanto, as três nações juntas irão perder 35 milhões de pessoas até o meio do século, número comparável às perdas humanas ocorridas nos quatro anos de guerra entre Hitler e Stalin e nas sete décadas de ditadura bolchevique.
O Partido da Guerra americano exige que os EUA enviem ajuda militar e possivelmente tropas à Polônia, aos países bálticos e à Romênia, e que tragam a Ucrânia e a Geórgia para a OTAN.
Isso quer dizer que os EUA iriam enfrentar a Rússia para defender todos esses países caso outro confronto como o de 2008 na Geórgia e recentemente na Crimeia acontecesse. Será que isso faz sentido?
De acordo com a ONU, hoje há 6,3 milhões de lituanos, letões e estonianos. E essas três repúblicas Bálticas verão suas populações somadas serem reduzidas em 1 milhão até 2050.
De que forma uma guerra entre a Rússia e a OTAN pela Estônia seria bom para o país?
Em março de 1939, a Inglaterra assinou com a Polônia um tratado de defesa, e honrando-o, declarou guerra à Alemanha. Esse foi o fim do império britânico. E que resultado teve a “Boa Guerra” para a Polônia?
Sua população de judeus de 3 milhões foi em grande parte aniquilada, e segundo algumas estimativas, 3 milhões de católicos poloneses foram mortos. Depois disso, o país sofreu por quatro décadas com uma ditadura de comissários soviéticos.
O Dia da Vitória na Europa não trouxe vitória para a nação pela qual a Inglaterra entrou na guerra.
Atualmente, a população da Polônia está de volta aos 38 milhões. Mas segundo o relatório da ONU, ela ainda deverá perder 4 milhões de pessoas até o meio do século.
Enquanto o Partido da Guerra americano discute sobre onde demarcar a linha vermelha contra a Rússia, a ONU projeta que 10 países em ambos os lados da linha (Rússia, Bielorrússia, países bálticos, Ucrânia, Polônia, Hungria, Romênia e Bulgária) irão juntos perder 50 milhões de pessoas até 2050, e outros 50 milhões até o final do século.
A taxa de fecundidade nesses 10 países mal chega a dois terços do necessário para manter a população atual.
Incrível. O século que se segue ao fim pacífico da Guerra Fria e à libertação das nações escravas pode testemunhar perdas populacionais na Europa que excedem as das duas guerras mundiais e se equipara às da Peste Negra no século XIV.
O homem europeu é uma espécie ameaçada. Está desaparecendo. Até 2050, a Rússia, a quarta nação mais populosa do mundo em 1950, cairá para o 15º lugar, atrás do Egito e perdendo feio para o Congo e a Tanzânia. A única nação ocidental entre as 14 primeiras será os EUA. Mas a maioria dos americanos até então terá descendência asiática, africana ou latino-americana.
Desde 1914, todos os grandes impérios europeus (Inglaterra, França, Alemanha, Rússia e Itália) desapareceram.  Todas as grandes tropas e armadas se dissolveram. Todos estão sendo invadidos e tendo suas populações substituídas pelas mesmas populações da África, Ásia e Oriente Médio que eles subjugaram no passado. E quase todas as populações nativas da Europa estão envelhecendo e morrendo.
“Assim expira o mundo”, escreveu T. S. Eliot, “Não com uma explosão, mas com um suspiro”. Assim como Southney, ele também parece ter acertado.
Pat Buchanan é colunista do WND e foi assessor do presidente Ronald Reagan.
Tradução de Luis Gustavo Gentil do original do WND: European Man is an Endangered Species
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