31 de julho de 2014

Igreja Presbiteriana dos EUA critica Israel e ignora a perseguição aos cristãos


Igreja Presbiteriana dos EUA critica Israel e ignora a perseguição aos cristãos

Raymond Ibrahim
Dias antes do conflito recente entre Israel e o Hamas, a Igreja Presbiteriana dos EUA retirou 21 milhões de dólares em investimentos de Israel porque, como explicou a porta-voz Heath Rada, as ações do governo israelense “prejudicam o povo palestino.”
Logo depois, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu apareceu no programa “Meet the Press” da TV americana NBC e foi indagado se estava “aflito” com a atitude da Igreja Presbiteriana. Netanyahu Netanyahu respondeu:
“Isso deveria deixar em estado de aflição todas as pessoas de consciência e moralidade porque é muito vergonhoso. Sabe, a gente olha para o que está acontecendo no Oriente Médio e acho que a maioria dos americanos compreende isso, eles veem essa região enorme presa ao ódio religioso e a selvagerias de proporções inimagináveis. Então, quem vai a Israel vê uma democracia que sustenta os direitos humanos fundamentais, que guarda os direitos de todas as minorias, que protege os cristãos — e os cristãos são perseguidos em todo o Oriente Médio. Então, a maioria dos americanos compreende que Israel é um farol de civilização e moderação. Eu aconselharia que essas organizações presbiterianas viajassem para o Oriente Médio para ver Israel pelo que é, uma democracia sob ataque. E então que viagem de ônibus para a Líbia, Síria e Iraque para ver a diferença. E eu lhes daria dois conselhos: 1) certificar-se de que seu ônibus de viagem é blindado e 2) não dizer que você é cristão.”
É difícil — e até mesmo impossível — argumentar com a lógica de Netanyahu. Aliás, vários pontos feitos em sua resposta de um minuto merecem alguma reflexão.
Cristãos crucificados na Síria por radicais islâmicos
Primeiro, o óbvio: por que é que as pessoas que afirmam ser cristãs ignoram de forma completa a horrenda perseguição islâmica aos seus irmãos cristãos no Oriente Médio, enquanto ao mesmo tempo se exibem, com o nítido objetivo de ganhar aplausos, contra o Estado judeu por tentar se defender contra a mesma ideologia que persegue os cristãos?
E ele está absolutamente certo em dizer que a perseguição aos cristãos no Oriente Médio chegou a um ponto de “selvagerias de proporções inimagináveis.” Talvez a única coisa mais chocante do que as atrocidades às quais os cristãos do Oriente Médio estão expostos — as matanças, as crucificações, as degolações, as torturas e os estupros — seja o silêncio total que exala das tão chamadas grandes denominações protestantes (presbiteriana, luterana, metodista, etc.) dos EUA.
Observe também as nações que Netanyahu destacou por sua perseguição brutal às minorias cristãs: Líbia, Síria e Iraque. Os cristãos desses três países estavam inegavelmente em situação melhor antes do envolvimento dos EUA, que especificamente deram poder, de forma deliberada ou não, às forças islâmicas. Agora, de acordo com estudos recentes, os cristãos nesses três países estão passando pela pior forma de perseguição do mundo:
* Líbia: Desde que terroristas ligados à al-Qaida e apoiados pelos EUA derrubaram Kadafi, os cristãos — inclusive cristãos americanos — têm sido torturados e mortos (inclusive por se recusarem a se converter ao islamismo) e igrejas têm sofrido ataques de bomba. É “temporada de caça” aos cristãos coptas, desde que os jihadis decretaram uma recompensa aos muçulmanos que encontrarem e matarem cristãos. Isso não acontecia durante o governo de Kadafi.
* Síria: Os cristãos têm sido atacados de maneiras indescritíveis — massacres em grande escala, igrejas profanadas e destruídas a bomba, degolações, crucificações e sequestros desenfreados — desde que a “Primavera Árabe” patrocinada pelos EUA chegou ao Levante (região desde a Turquia até Gaza).
* Iraque: Depois que os EUA derrubaram Saddam Hussein, minorias cristãs foram selvagemente atacadas e massacradas, e dezenas de suas igrejas sofreram ataques a bomba (veja aqui as imagens fortes). Na última década, os cristãos foram quase extintos pelo terrorismo islâmico, com mais da metade deles fugindo do Iraque.
Se a Igreja Presbiteriana tem problemas com governos que perseguem pessoas — neste caso, com o suposto tratamento que o governo israelense dá aos palestinos, daí o desinvestimento da Igreja Presbiteriana dos EUA em Israel — talvez devesse começar a criticar o governo dos EUA em suas atitudes de provocar, por meio de outros países, guerras contra os cristãos no Oriente Médio.
Os cristãos estão também sendo alvos nos territórios ocupados pela Autoridade Palestina — pelos mesmos elementos que a Igreja Presbiteriana está tentando defender.
Em 2012, por exemplo, um pastor comentou que “a hostilidade para com a minoria cristã em regiões controladas pela Autoridade Palestina continua a piorar cada vez mais. As pessoas estão sempre dizendo [aos cristãos]: Converta-se ao islamismo. Converta-se ao islamismo.” E aliás, o rapto e conversões forçadas de cristãos em Gaza é uma realidade horrenda.”
Mais recentemente, freiras do monastério da Igreja Ortodoxa Grega em Betânia enviaram uma carta ao presidente palestino Mahmoud Abbas pedindo-lhe que desse um jeito no aumento dos ataques ao monastério cristão, inclusive palestinos que jogam pedras, quebram vidros, roubam e saqueiam a propriedade do monastério. “Alguém quer nos fazer ir embora,” escreveu a Irmã Ibraxia na carta, “mas não fugiremos.”
Lamentavelmente, a hipocrisia exibida pela Igreja Presbiteriana não se limita a essa denominação. Algum tempo atrás, quinze líderes de várias denominações cristãs dos EUA — na maioria protestantes, inclusive luteranas, metodistas e cristãs unidas — pediram ao Congresso dos EUA que reavaliasse a assistência militar americana a Israel, de novo, no contexto de apoiar os palestinos “perseguidos.”
Entretanto, nenhuma palavra desses mesmos líderes protestantes com relação à perseguição desenfreada aos milhões de cristãos nas mãos de muçulmanos no Oriente Médio — uma perseguição que faz parecer como nada, em comparação, a situação dos palestinos.
Outros protestantes esquerdistas acham tempo para criticar a perseguição muçulmana aos cristãos — mas só para culpar Israel por isso. Assim, Diarmaid MacCulloch, membro da Universidade St. Cross, escreveu um artigo no jornal Daily Beast que pretensamente lidava com a situação difícil dos cristãos no Oriente Médio — mas só para argumentar que a fonte de toda perseguição aos cristãos “no Oriente Médio é sete décadas de conflito sem solução entre Israel e Palestina.”
Na verdade, longe de estimular a perseguição aos cristãos, o conflito árabe-israelense é em si uma consequência da mesma hostilidade que o supremacismo islâmico está criando para todos os que não são muçulmanos. O motivo que a hostilidade a Israel é muito mais viral é porque o Estado judeu mantém uma posição exclusiva de autoridade sobre muçulmanos, diferente das minorias cristãs vulneráveis que podem ser abusadas à vontade.
É pouco de admirar, então, que mais cristãos árabes — o dobro do número de cada um dos três anos precedentes — estejam agora se alistando nas Forças de Defesa de Israel.
Eles sabem que podem contar com a proteção de direitos humanos fundamentais de Israel mais do que muitos outros cristãos no Ocidente. Afinal, além do sofisma, distorções e mentiras descaradas que procedem de algumas dessas denominações cristãs dos EUA, o fato permanece: tanto judeus quanto cristãos estão sob ataque do mesmo inimigo e pela mesma razão: eles são “infiéis” não muçulmanos que precisam ser subjugados.
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30 de julho de 2014

Israel: o maior aliado do povo palestino


Israel: o maior aliado do povo palestino

Matt Barber
Israel não é manso.
Mas é bom.
Se um caçador atira flechas contra um grupo de leões que estão dormindo, os leões é que têm culpa se despertarem e se defenderem?
O que dizer de um atirador quando ele, intencionalmente, se esconde atrás das saias de sua própria mulher e filhas, esperando — aliás, rezando — para que essas preciosas almas morram inadvertidamente como consequência?
Alguém diria que se trata de um covarde, um idiota e um monstro.
Tais são os homens do Hamas, do Hezbollah e da Autoridade Palestina — todos terroristas. Eles, propositadamente, sacrificam seus próprios cidadãos.
Existem dois culpados pelas trágicas perdas de vidas tanto em Gaza como em Tel Aviv: o islamismo em geral e o Hamas em particular. Não há equivalência moral nesse furioso conflito de Gaza.
Só existe o bem e o mal.
Israel, embora não seja perfeito, é bom. O Hamas é mau. Israel ama a vida. Hamas ama a morte.
Mas não acredite nisso pela minha palavra. Em 2008, Fathi Hamad, líder político do Hamas, dirigindo-se ao povo judeu, traiu-se revelando o estratagema empiricamente perverso do islamismo quando proclamou: “Nós desejamos a morte mais do que vocês desejam a vida.”
“A morte para o povo palestino,” disse Hamad, “tornou-se uma indústria, na qual as mulheres se destacam, assim como todos os que vivem nesta terra. Os idosos se destacam nisso, os combatentes jihadistas se destacam nisso, e as crianças se destacam nisso.”
“Por isso, eles [a Autoridade Palestina] criaram um escudo humano de mulheres, crianças, idosos e jihadistas para enfrentar a máquina de bombardeio sionista, para dizer ao inimigo sionista: ‘Nós desejamos a morte tanto quanto você deseja a vida.’”
O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, concorda: “Nós vamos ganhar, porque eles amam a vida e nós amamos a morte.” E assim homens, mulheres e crianças, tanto israelenses quanto palestinos, tornam-se as vítimas inocentes dessa cultura islâmica de morte.
Essas são as vítimas do Hamas.
Recentemente, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu resumiu de forma concisa esse trágico fenômeno: “Estamos usando defesa antimísseis para proteger nossos civis, e eles estão usando seus civis para proteger os seus mísseis.”
Contudo, ao mesmo tempo, o eixo antissemita de cegos deliberados e bocas cheias de besteiras de hoje — os intelectuais esquerdistas, os “progressistas” do povão e a criatura ilusória: o “muçulmano moderado” — de forma inexplicável, se não inconsciente, apoia a principal causa Islâmica: Morte aos infiéis (Alcorão 9.5).
“Libertem a Palestina ocupada!” Eles gritam, ao mesmo tempo em que ignoram a longa história de agressão mortal árabe na região, ou levam adiante suas atividades debaixo de uma enorme ignorância dessa história.
Por “Palestina ocupada,” é claro, os árabes e os simpatizantes árabes referem-se àquela parte de Israel que foi tomada como despojos de sua defensiva, na Guerra dos Seis Dias. Em junho de 1967, a pequena nação judaica devastou os exércitos das vizinhas Síria, Jordânia e Egito, como as nações em guerra caracteristicamente preparadas para “varrer Israel do mapa.”
Ao tomar a Península do Sinai, a Faixa de Gaza, a parte antiga da cidade de Jerusalém, as Colinas de Golã e a margem ocidental do rio Jordão (Cisjordânia), Israel tinha ganho um reduto defensivo na região, crucial para a sua própria sobrevivência. Ainda assim, muitos desses territórios se mantiveram densamente ocupados, até hoje, por milhares de árabes que agora estão sob o controle do governo israelense.
Aí está a luta.
Então, na verdade, Israel ocupa essa fictícia “Palestina” da mesma forma que os californianos “ocupam” Sacramento, a capital da Califórnia.
No entanto, imagine que o governo mexicano dispare dezenas de foguetes a cada dia, durante anos, em bairros de Los Angeles, intencionalmente dirigidos aos inocentes cidadãos americanos.
Ou visualize um homem-bomba mexicano com toda a autoridade governamental passeando em uma lanchonete lotada no subúrbio de Bakersfield (terceira maior cidade do interior da Califórnia), explodindo e estraçalhando a si mesmo e dezenas de mulheres e crianças.
Imagine, se quiser, uma mulher calma, despretensiosa e habilmente disfarçada como uma mulher grávida embarcando em um bonde de San Francisco e explodindo-o, juntamente com dezenas de passageiros inocentes.
Você não acha que a comunidade internacional iria condenar com veemência tais atos horríveis de terrorismo? Você não acha que os EUA iriam responder com o nível de força necessário para eliminar a ameaça? Será que os EUA não têm um direito absoluto — na verdade, um dever absoluto — de fazê-lo?
É claro que os EUA dariam uma resposta.
Para os inocentes palestinos, Israel é um amigo enquanto o Hamas é um inimigo. Aliás, o que significa quando os árabes mais liberados do Oriente Médio vivem e prosperam em Israel?
Falando perante o Knesset (Parlamento de Israel) em 2006, o primeiro-ministro Netanyahu capturou, em duas frases breves, o que está no coração do conflito árabe-israelense que vem ocorrendo há séculos: “A verdade é que, se Israel abandonasse suas armas, não haveria mais Israel. Se os árabes abandonassem suas armas, não haveria mais guerra.”
Inexplicavelmente, muitos no Ocidente — as pessoas a quem Vladimir Lenin teria chamado de “idiotas úteis” (ou seja, os já mencionados “progressistas,” a mídia em geral e os muçulmanos “moderados”) — voluntariamente negam-se a aceitar a verdade. Eles cooperam diretamente com as mãos encharcadas de sangue desses covardes terroristas.
Com o passar do tempo, ficou demonstrado mais uma vez a disposição deles de sacrificarem seus próprios inocentes (considere as crianças-bomba suicidas), esses monstros de hoje, deliberadamente, tanto atacam bairros israelenses com foguetes como também, intencionalmente, dispõem seus locais de lançamento militares e sedes terroristas ao lado de mesquitas, abrigos, parques infantis, fábricas e locais semelhantes.
Dessa forma, como se pretendia, criou-se o benefício propagandista. Grande parte do mundo acusa a Israel quando esses escudos humanos são tragicamente mortos durante os ataques militares realizado com precisão nos alvos terroristas. Como é que eles sentirão necessidade de defesa de mísseis quando eles têm mulheres e crianças para se esconder por detrás?
Tanto para o povo israelense quanto para as vítimas árabes do islamismo, digo o seguinte: Vocês estão em nossos pensamentos e nossas orações. Nossos corações se partem com vocês. Nossos corações se partem por vocês. Oramos para que Deus venha a cobri-los e protegê-los durante estes dias e noites escuras.
Porque, como disse uma vez a ex-primeira-ministra israelense Golda Meir: “A paz virá para o Oriente Médio, quando os árabes amarem seus filhos mais do que eles nos odeiam.”
Mas, infelizmente, o ódio arde como brasa quente.
E assim a paz diminui.
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29 de julho de 2014

O Brasil passou dos limites em relação a Israel


O Brasil passou dos limites em relação a Israel

Andres Oppenheimer
Enquanto a maioria dos países condenou a violência em Gaza, na maior parte dos casos culpando ambos os lados e dirigindo críticas em variados níveis a um e a outro, o Brasil passou dos limites ao simplesmente endossar a versão do grupo terrorista Hamas para o conflito — indo além até mesmo de países como o Egito e a Jordânia em suas ações contrárias a Israel.
Em nota emitida em 23 de julho, o governo da presidente brasileira Dilma Rousseff declarou: “Condenamos energicamente o uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza, do qual resultou elevado número de vítimas civis”.
E acrescentou que seu embaixador em Israel foi chamado ao Brasil para consultas — algo que nem mesmo países árabes como o Egito ou a Jordânia fizeram até este momento em que escrevo.
Tal comunicado alinha o Brasil com Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador e outros países que automaticamente tomam o partido de ditaduras militares e violadores dos direitos humanos em todo o mundo. Agora, há rumores de que o Brasil pretende se manifestar contra Israel na Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, em 29 de julho.
Muitos outros países condenaram o “uso desproporcional da força” por Israel, contudo a maioria deles — inclusive a Argentina, que normalmente acompanha os posicionamentos do Brasil — condenou simultaneamente o Hamas pelos ataques sistemáticos de foguetes contra alvos civis israelenses, que segundo Israel deflagraram o atual ciclo de violência.
Ademais, os Estados Unidos e os 28 membros da União Europeia, que consideram o Hamas um grupo terrorista, condenaram-no especificamente pelo uso de civis como escudos humanos.
Em 17 de julho, a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina, conhecida pela sigla UNRWA, anunciou ter encontrado 20 foguetes do Hamas escondidos numa escola da ONU em Gaza. Poucos dias depois, a UNRWA anunciou outra descoberta idêntica em outra escola da ONU.
Após a crítica do Brasil, dirigida unicamente a Israel, o ministro das Relações Exteriores israelense emitiu uma declaração, afirmando que a atitude do Brasil “demonstra a razão pela qual o gigante econômico e cultural continua sendo politicamente irrelevante” no cenário internacional. Representantes de Israel esclareceram que a reação incomumente enérgica foi provocada pela decisão do Brasil de convocar seu embaixador para consultas.
Em contraste, os Estados Unidos e os 28 integrantes da União Europeia iniciaram suas declarações sobre o conflito em Gaza destacando o direito de Israel a se defender.
O Conselho da União Europeia, que inclui a França, a Bélgica e vários outros países com populações muçulmanas numerosas, manifestou-se no dia 22 de julho no sentido de que “a União Europeia condena firmemente o disparo indiscriminado de foguetes pelo Hamas contra Israel”.
E completou: “A União Europeia condena veementemente a convocação (do Hamas) da população civil de Gaza para atuar como escudos humanos. Embora reconheça o legítimo direito de Israel a se defender contra quaisquer ataques, a UE enfatiza que a operação militar israelense deve ser proporcional e em consonância com a legislação humanitária internacional”.
O Brasil pode ter chamado seu embaixador por razões políticas internas, bem como pelo desejo de agradar aos estados radicais árabes e africanos, em sua busca pela obtenção de um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
José Miguel Vivanco, responsável pela divisão das Américas da organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch, ressalta que o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva — mentor político de Rousseff — posicionou-se consistentemente em favor dos piores violadores dos direitos humanos do mundo nos anos em que ocupou a presidência.
Mais recentemente, com Dilma Rousseff, o Brasil melhorou significativamente sua participação nas votações sobre o tema no Conselho de Direitos Humanos da ONU, porém o mesmo não ocorreu em outros fóruns diplomáticos. Na América Latina, por exemplo, o Brasil permaneceu em silêncio em relação às inúmeras violações aos direitos humanos cometidas pelas forças de segurança da Venezuela, relata Vivanco.
“O Brasil está fazendo a coisa certa ao protestar com veemência contra Israel pelo uso desproporcional da força, que resultou num grande número de mortes de civis, mas ao mesmo tempo não podia deixar de condenar os ataques indiscriminados e constantes de foguetes do Hamas contra a população civil israelense”, disse-me Vivanco.
Minha opinião: Israel pode ser acusado de falhar ao evitar a morte de civis em casos específicos durante o conflito de Gaza, e o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pode ser culpado por não fazer o bastante para acelerar a tão necessária criação de um Estado palestino, porém Israel não pode ser condenado por se defender.
Não se pode esperar de nenhum país no mundo que fique inerte enquanto um grupo terrorista dispara milhares de foguetes contra suas maiores cidades e, depois, usa civis como escudos humanos. E menos ainda quando, diferentemente do Al Fatah e outros grupos palestinos mais moderados, o Hamas conclama à aniquilação de Israel e ensina às crianças palestinas que matar judeus é uma prestação de serviço a Alá.
Se o Brasil quer ser levado a sério como uma democracia moderna e um ator internacional responsável, deveria agir como tal.
Fonte: Miami Herald
Divulgação: www.juliosevero.com
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28 de julho de 2014

Ator Jim Caviezel demonstra sua convicção pró-vida adotando duas crianças deficientes


Ator Jim Caviezel demonstra sua convicção pró-vida adotando duas crianças deficientes

Steven Ertelt
Ele atuou no papel principal em filmes como Além da Linha Vermelha e Conde de Monte Cristo. Fez o papel de Jesus em A Paixão de Cristo e pode ser visto na TV em vários outros papéis.
Jim Caviezel
Mas é pela sua fé firme e suas posturas pró-vida que Jim Caviezel cativou milhões de pessoas pelo mundo. E ele não é apenas pró-vida na questão do aborto. Ele coloca suas posturas em prática, cumprindo suas convicções pró-vida ao adotar duas crianças com deficiência.
Depois do feito, aqui está ele dando uma entrevista (em inglês) sobre os filhos.
Saiba um pouco mais da história de Jim Caviezel:
O bebê Bo foi abandonado em um trem na China logo após nascer. Ele foi criado em um orfanato até os cinco anos de idade e disse que nunca teve uma mãe — ele veio da lama.  Um grande e visível tumor ameaçava sua vida e afastava qualquer real esperança de receber amor ou ter uma família.
O desafio de um amigo fez com que Jim Caviezel, ator que é mais conhecido por seu papel de Jesus em A Paixão de Cristo e atualmente estrela o seriado “Person of Interest,” entrasse na vida de Bo.  Em uma entrevista a Christophers, uma organização de mídia cristã, Caviezel conta: “Esse conhecido meu disse, ‘Você é pró-vida. Te digo uma coisa, se você realmente acredita no que fala, adote uma criança. Não qualquer criança, tem que ser uma com uma séria deficiência.’” Caviezel ficou “apavorado” com a possibilidade de adotar uma criança com uma deficiência, mas no fundo de sua alma, ele sabia que era o que Deus queria dele.
Quando Caviezel encontrou Bo pela primeira vez naquele orfanato na China, ele sabia que adotar Bo significaria uma vida de médicos, cirurgias, preocupações e aflições.  Mas, em uma entrevista à Catholic Digest, Caviezel declarou: “Olhei no seus olhos e, sei que vai parecer besteira sentimentalista, mas estou falando a verdade; no meu coração eu escutei esse menino me chamando, dizendo: ‘Você vai me amar?’”
Mais tarde, Caviezel e sua esposa Kerri decidiram adotar outra criança, uma menina recém-nascida e saudável. Mas antes de concluírem a adoção, conheceram uma menina de cinco anos, também com um tumor no cérebro. “O casal declarou que eles sabiam que a criança saudável encontraria um bom lar,” disse a reportagem da agência Catholic News, “mas era mais provável que a criança doente não tivesse essa sorte.  Eles decidiram adotar a criança de cinco anos, e desde então têm sido abençoados.”
Caviezel declarou à Catholic Digest que ele se tornou um novo homem desde que adotou as crianças. “Dennis Quaid me disse há muito tempo atrás quando teve seu filho Jack: ’Você sentirá emoções que você nem sabia que existiam antes de ter um filho,’” conta Caviezel. “Agora eu sei como é. Mesmo eles sendo adotados, é tão forte quanto qualquer instinto. Isso foi o que mexeu comigo. Sempre pensei que se eu adotasse, não sentiria o mesmo que se eles fossem geneticamente meus próprios filhos. Nada poderia estar mais longe da verdade.”
Bo e sua irmã LeLe precisaram de várias cirurgias, e o tumor de Bo principalmente foi mais complicado, mas Caviezel e sua esposa se sentiram abençoados pela sua família acima de tudo. “Outro dia minha filha pulou no meu colo, colocou a mão no meu rosto e sussurrou no meu ouvido, ‘Papai, eu te amo tanto,’” Caviezel contou à Catholic digest. “Isso mexe com o seu coração. Quando você chega em casa e as crianças correm até você, vêm e agarram a sua perna. É uma coisa nossa. Eles sobem nos meus pés e eu ando com eles até a cozinha, depois rimos.”
Ao buscar ativamente viver a sua fé, Caviezel viu sua vida realizada mais do que ele jamais pensou ser possível. “Tomamos o caminho mais difícil,” declarou o ator em um artigo do Catholic.org. “Isso é o que a fé representa para mim; é ação. É o samaritano. Não é o que diz que é, é o que faz; e faz sem chamar atenção para si. Estou contando porque quero inspirar outras pessoas.”
Quando Bo, agora com 13 anos, ganhou o prêmio de estrela do mês na Victory Gymnastics Academy em março de 2011, disse que seus objetivos no futuro incluem se tornar “um policial, um bombeiro, e é claro, um pai.” Conta que gosta de tocar piano, viajar a diferentes países com sua família, e “organizar as coisas.” Ele mora com sua “mãe, pai e irmã, LeLe, que é uma bailarina.”
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo original de LifeNews: Jim Caviezel Displayed His Pro-Life Convictions by Adopting Two Disabled Children
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Putin é pior do que Stálin?


Putin é pior do que Stálin?

Pat Buchanan
Em 1933, o Holodomor (a Grande Fome) estava ocorrendo na Ucrânia.
Depois que os “kulaks,” os fazendeiros independentes, haviam sido liquidados na coletivização forçada da agricultura soviética, uma fome genocida foi imposta sobre a Ucrânia através da apreensão de sua produção de alimentos.
Pat Buchanan: colunista do WND e ex-assessor do presidente Ronald Reagan
O número de mortos foi estimado entre 2 a 9 milhões de pessoas.
Walter Duranty, jornalista do jornal New York Times, que chamou os relatórios sobre a fome de “propaganda maligna,” ganhou um prêmio Pulitzer por sua mentira.
Em novembro de 1933, durante o Holodomor, o maior esquerdista entre todos, o presidente Franklin Delano Roosevelt, convidou o ministro do Exterior Maxim Litvinov para receber, em nome de seu mestre Stálin e do seu regime assassino, um reconhecimento oficial dado pelo governo dos EUA.
Em 1 de agosto de 1991, apenas quatro meses antes da Ucrânia declarar a sua independência da Rússia, George H. W. Bush, advertiu a Assembleia Legislativa de Kiev:
“Os americanos não irão apoiar aqueles que buscam a independência com o objetivo de substituir uma tirania distante por um despotismo local. Eles não vão ajudar aqueles que promovem um nacionalismo suicida baseado em ódio étnico.”
Em resumo, a independência da Ucrânia nunca foi parte dos interesses dos Estados Unidos. De 1933 a 1991, nunca foi um interesse vital dos EUA. Bush pai era contra.
Quando, então, foi que o problema sobre qual é a bandeira que tremula sobre Donetsk ou Crimeia se tornou tão fundamental que os EUA armariam os ucranianos para combater os rebeldes apoiados pelos russos e considerariam dar uma garantia de guerra da OTAN para Kiev, potencialmente trazendo os EUA para uma guerra com uma Rússia armada com armas nucleares?
Desde Franklin Delano Roosevelt, os presidentes dos Estados Unidos sentiam que os EUA não poderiam permanecer isolados dos governantes da Rússia, que geograficamente é a maior nação do mundo.
Ike (Dwight David “Ike” Eisenhower) convidou Khrushchev (Nikita Sergeyevich Khrushchev) para uma turnê nos EUA, depois que ele havia esmagado de modo sangrento a Revolução Húngara. Depois de Khrushchev colocar mísseis em Cuba, JFK (John Fitzgerald Kennedy) foi logo pedindo um novo abrandamento das tensões da Guerra Fria em discurso na Universidade Americana.
Algumas semanas depois que os exércitos dos países do Pacto de Varsóvia esmagaram a Primavera de Praga (liberalização política na Tchecoslováquia) em agosto de 1968 e LBJ (Lyndon Baines Johnson) já estava buscando um encontro com o primeiro-ministro russo Alexei Kosygin.
Após criticar fortemente Moscou sobre a derrubada do voo 007 da empresa Korean Air Lines por um míssil soviético, em 1983, o velho guerreiro da Guerra Fria, Ronald Reagan, estava buscando uma reunião de cúpula.
O que estou querendo dizer: Todos os presidentes desde FDR (Franklin Delano Roosevelt) até George H. W. Bush, mesmo depois de conflitos com Moscou que foram muito mais graves do que o embate atual sobre a Ucrânia, procuraram voltar a buscar reuniões pessoais com os homens no Kremlin.
Seja o que for que pensamos dos ditadores soviéticos que bloquearam Berlim, escravizaram a Europa Oriental, colocaram foguetes em Cuba e armaram os árabes para atacar Israel; Ike, JFK, LBJ, Nixon, Ford, Carter, Reagan e Bush pai, todos eles buscaram reuniões pessoais com os governantes da Rússia.
Evitar uma guerra catastrófica exigia reuniões pessoais.
Como, então, podemos explicar o clamor da elite da política externa atual dos EUA para enfrentar, isolar e incapacitar a Rússia, e fazer de Putin um leproso político e moral com quem estadistas honrosos nunca consigam negociar?
O que foi que Putin fez que rivaliza com a fome imposta na Ucrânia que matou milhões, ou com o massacre dos rebeldes húngaros ou com o aniquilamento da Tchecoslováquia pelos membros do Pacto de Varsóvia?
Na Ucrânia, Putin respondeu a um golpe de Estado apoiado pelos EUA, o qual derrubou um aliado político da Rússia que havia sido democraticamente eleito, com um ataque sem derramamento de sangue na Crimeia pró-Rússia, onde Moscou tem atracado a sua frota do Mar Negro desde o século 18. Isso é rotina geopolítica de Grande Potência.
E apesar de Putin colocar um exército na fronteira da Ucrânia, ele não ordenou uma invasão ou ocupação de Luhansk ou Donetsk. Será que isso realmente tem a aparência de uma campanha militar para remontar o Império Russo dos Romanov ou o Império Soviético de Stálin, que alcançou até o Elba?
Quanto à derrubada do avião da Malásia, Putin não ordenou isso. O senador John Cornyn disse que os serviços de inteligência dos EUA ainda não apresentaram nenhuma evidência que ligue o míssil disparado com a Rússia.
As interceptações dos serviços de Inteligência parecem indicar que os rebeldes ucranianos achavam que tinham atingido um avião de transporte militar Antonov.
No entanto, hoje, a principal voz de política externa do Partido Republicano, o senador John McCain, chama a Casa Branca de Obama de “covarde” por não armar os ucranianos para combater os separatistas apoiados pelos russos.
Mas suponha que Putin responda à chegada de armas americanas em Kiev ocupando o leste da Ucrânia. O que os EUA fariam então?
John Bolton (ex-embaixador dos EUA na ONU) tem a resposta: Traga a Ucrânia para a OTAN.
Tradução: Os EUA e a OTAN devem fazer guerra com a Rússia, se necessário, por causa de Luhansk, Donetsk e a Crimeia, embora nenhum presidente dos EUA já tivesse achado que valia a pena uma guerra com a Rússia por causa da Ucrânia.
O que motiva Putin parece simples e compreensível. Ele quer o respeito devido a uma potência mundial. Ele se vê como protetor dos russos deixados para trás nas vizinhanças da Rússia. Ele adora fazer política de Grande Potência. A história está cheia de tais homens.
Ele tem dado permissão para que aviões militares americanos sobrevoem a Rússia para ir ao Afeganistão. Ele coopera na P5+1 sobre o Irã (esforços diplomáticos de 5 países que são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha, sobre o Programa Nuclear Iraniano). Ele ajudou os EUA a livrar a Síria de armas químicas. Ele lança astronautas americanos em órbita, colabora na guerra contra o terrorismo e discorda dos americanos na questão da Crimeia e da Síria.
Mas o que é que está motivando os americanos que estão procurando todas as oportunidades para reiniciar a Guerra Fria?
Não seria um desejo desesperado de aparecer uma vez mais como um líder igual foi “Churchill”, uma vez mais como um herói, uma vez mais relevante, como eles mesmos se viam durante a Guerra Fria, que já terminou há muito tempo?
Quem é que está sendo o verdadeiro problema aí?
Pat Buchanan é colunista do WND e foi assessor do presidente Ronald Reagan.
Traduzido por Dionei Vieira do artigo do WND: Is Putin worse than Stalin?
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27 de julho de 2014

“O Deus deles altera a trajetória de nossos foguetes”, lamenta terrorista


“O Deus deles altera a trajetória de nossos foguetes”, lamenta terrorista

Guerra em Israel provoca debate de judeus e cristãos sobre intervenção divina

Jarbas Aragão
Circula nas redes sociais uma imagem do jornal Jewish Telegraph com uma entrevista surpreendente. A manchete diz “O Deus deles altera a trajetória de nossos foguetes em pleno ar”.
Entre as centenas de compartilhamentos, muitos comentários mostram que existe ceticismo, afirmando que se trata de uma montagem e que o jornal sequer existe.
O Gospel Prime investigou e apresenta a tradução dessa matéria do jornal Jewish Telegraph, que embora de pequena circulação, existe sim. Trata-se de um periódico judeu produzido no Reino Unido. Alguns sites americanos e israelenses reproduziram a matéria, o que deu uma dimensão maior ao caso. A frase destacada na manchete teria vindo de um terrorista, mas ele não é identificado.
Veja abaixo a primeira parte da matéria.
“O Deus deles altera a trajetória de nossos foguetes em pleno ar”.
Por Barbara Ordman (nascida em Manchester, mas que vive em Ma’ale Adumim, na Cisjordânia)
Em outubro de 1956, o primeiro-ministro David Ben Gurion foi entrevistado pela rede CBS. Ele declarou: “Em Israel, para ser realista, você precisa acreditar em milagres.” Mas o Talmud Yerushalmi diz que, de modo algum devemos depender de milagres. Ensina ainda que não devemos fugir de nossas responsabilidades e apenas esperar por intervenção milagrosa do Sobrenatural.
Um dos terroristas de Gaza foi questionado por que não conseguiam usar seus foguetes de forma mais eficaz. “Nós apontamos para os alvos, mas o Deus deles altera a trajetória de nossos foguetes em pleno ar”
Amém! E quando o nosso Deus não está ocupado fazendo isso, nos deu o poder de criarmos alta tecnologia, para que nossa avançada tecnologicamente criasse o sistema de defesa Domo de Ferro, que ajuda a proteger nosso povo e nossas cidades.”
A jornalista que escreveu o artigo passa a narrar como ela escapou de um ataque de foguetes vindos de Gaza num abrigo construído no subsolo da casa onde ela mora com a família.
Chama a atenção o fato de o site das forças armadas de Israel trazer a afirmação que os ataques por terra do Hamas estão sendo impedidos através de uma “sucessão de milagres” e que “graças aos céus” um grande atentado terrorista perto do Kibbutz Sufa não pode acontecer por causa da “graça dos céus”.
Em diversos sites evangélicos de língua inglesa está sendo divulgado um vídeo do pastor Larry Randolph, com uma profecia trazida por ele dia 13 de março, meses antes do início do conflito. O pastor conta que estava orando por Israel quando viu uma nuvem de poeira sobre a nação tomar a forma de um guerreiro que ele entendeu ser o rei Davi. E uma voz vinda dos céus dizia que estava pronta para lutar e a segurança de Israel não seria comprometida.

Fonte: GospelPrime
Divulgação: www.juliosevero.com
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