31 de março de 2017

Entendendo o dom de línguas


Entendendo o dom de línguas

Rev. Larry Christenson, pastor luterano americano
Falar em línguas é um dom do Espírito Santo. A Bíblia diz que falar em línguas é uma manifestação ou dom do Espírito Santo (Atos 2:4; 10:46; 19:6; 1 Coríntios 12:10). Jesus falou desse dom como um “sinal” que acompanharia aqueles que acreditam nEle (Marcos 16:17). Depois da Ascensão de Jesus, esse dom apareceu como evidência ou sinal de que uma pessoa havia sido cheia ou batizada no Espírito Santo (Atos 2:4; 10:46; 11:16; 19:6). Paulo o descreve como um dos nove charismata ou “dons” do Espírito Santo (1 Coríntios 12:10). Todos os apóstolos originais (Atos 2:4), os novos convertidos (Atos 10:46; 19:6) e São Paulo tiveram a experiência desse dom. Pode-se dizer com segurança que falar em línguas era uma experiência comum na Igreja Apostólica.
Falar em línguas é oração. Falar em línguas é falar a Deus (1 Coríntios 14:2). Portanto, é essencialmente oração. São Paulo diz que ele fazia muito uso desse dom (1 Coríntios 14:18). Aquele que fala em línguas não entende o que está dizendo; sua mente fica “sem fruto” (I Coríntios 14:14). Mas, apesar disso, é edificante orar em línguas (I Coríntios 14:4), pois o “espírito ora” (1 Coríntios 14:14), e “fala mistérios no Espírito” (1 Coríntios 14:2). Orar em línguas edifica (constrói) outros aspectos da pessoa que não sejam o entendimento. Nossa experiência tem sido que esse modo de orar tem um efeito forte nos sentimentos e atitudes profundas que a mente nem sempre controla diretamente. E parece desenvolver no cristão uma sensibilidade, maior do que ele tinha antes, para realidades espirituais.
Falar em línguas é principalmente para adoração em particular. São Paulo indica que ele gostaria que todos falassem em línguas (1 Coríntios 14:5a) — que ele mesmo falava em línguas mais do que todos (1 Coríntios 14:18) — mas que esse dom tem valor limitado no culto público: A pessoa que ora em língua seria edificada, mas os outros não receberiam nada (1 Coríntios 14:4). A menos que alguém interprete a língua, quem ora em língua é admoestado a orar em silêncio (1 Coríntios 14:28). A implicação dessas ênfases contrárias é que orar em línguas é principalmente oração pessoal, isto é, para devoções particulares. No entanto, se um intérprete estiver presente num culto público, falar em línguas não é proibido (1 Coríntios 14:39). Duas ou três expressões em línguas podem ser permitidas em determinado culto (1 Coríntios 14:27). Quem fala em línguas deve falar por vez, isto é, um de cada vez, com acompanhamento de interpretação (1 Coríntios 14:27). Um grupo de pessoas orando em línguas durante um culto público — todos juntos, gritando — não é incentivado (1 Coríntios 14:23). O propósito claro de 1 Coríntios 14 com relação ao falar em línguas é assim duplo:
a) estabelecer o valor e a bênção de orar em línguas, principalmente para adoração em particular;
b) reduzir a ênfase e disciplinar com rigor seu uso num culto público.
Falar em línguas não é um requisito para a salvação. Em parte alguma da Bíblia há a indicação de que alguma manifestação do Espírito Santo é exigida para a salvação (a menos que o “novo nascimento” seja visto como uma manifestação do Espírito Santo). A formula para a salvação é “Creia no Senhor Jesus, e você será salvo.” (Veja Atos 16:31.) Essa questão deveria ser deixada muito clara para os cristãos. Falar em línguas é uma manifestação do Espírito Santo que Cristo colocou em Sua Igreja para servir a um propósito específico, mas a salvação não depende desse dom.
Falar em línguas é um dom que não está limitado à Igreja Apostólica. Nenhuma passagem da Bíblia indica que as manifestações do Espírito Santo eram apenas para a Igreja Apostólica. Isso é doutrina puramente humana e racionalização para inventar uma explicação para a vergonha da ausência do sobrenatural na Igreja, e ao mesmo tempo ainda mostrar apego à doutrina de uma Escritura inspirada. Martinho Lutero, comentando sobre Marcos 16:17,18, diz: “Esses sinais [inclusive falar em novas línguas] devem ser interpretados como tendo aplicação para todos os cristãos individuais. Quando uma pessoa é cristã, ela tem fé, e terá também o poder de realizar esses sinais.”
Traduzido por Julio Severo do livro do Rev. Larry Christenson “Answering Your Questions About Speaking in Tongues” (Respondendo Suas Perguntas sobre Falar em Línguas), publicado originalmente em 1968 pela Bethany House Publishers, cuja filial no Brasil é a Editora Betânia. O prefácio do livro foi escrito por Corrie ten Boom.
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30 de março de 2017

A guerra calvinista cessacionista contra Silas Malafaia


A guerra calvinista cessacionista contra Silas Malafaia

Julio Severo
Nos últimos dias, o nome do Pr. Silas Malafaia, fundador e presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, vem sendo atacado com todos os tipos de rótulos negativos possíveis: herege, ditador da fé, pastor despótico e terrorista espiritual. Todas essas acusações vieram de fontes calvinistas.
O que os calvinistas têm contra Malafaia? Pelo menos, os calvinistas americanos que conheci dificilmente teriam grandes problemas, como irmãos em Cristo, de convivência com Malafaia.
Tive contatos no passado com o ministério Vineyard, no seu apogeu, quando seu fundador, John Wimber, estava vivo, e eram pastores na sua igreja-sede Wayne Grudem e Jack Deere. Todos eles calvinistas que creem no Espírito Santo. Aliás, Wimber e seu movimento eram conhecidos por seus sinais, prodígios e maravilhas. Muitas profecias e revelações. Muitas curas. Muitas expulsões de demônios, inclusive de bruxos.
Já frequentei a igreja da Vineyard e gostei muito do calvinismo deles.
Contudo, a elite calvinista que se vê no Brasil pouparia o calvinismo de Wimber, Grudem e Deere de ataques? Ambos não têm os mesmos fundamentos bíblicos e espirituais.
Enquanto os calvinistas americanos que conheci creem no Espírito Santo e eram usados por Ele para realizar sinais e maravilhas, por pura arrogância teológica os calvinistas elitistas brasileiros condenam tais sinais e maravilhas e os homens e mulheres que são usados por Deus.
Em grande parte, Malafaia está sendo atacado por essas razões por esses calvinistas brasileiros, embora os motivos alegados por eles sejam outros.
Um crítico calvinista que chamou Malafaia de herege fez uma pregação sofista com base em 1 Coríntios 4:20, que diz: “O Reino de Deus não consiste em palavras, mas em virtude.”
Sua interpretação sofista desvirtuou a palavra “virtude,” dando-lhe um significado vago, abstrato e invisível, só visto por Deus, fazendo parecer que nem o Apóstolo Paulo, nem Jesus e seus apóstolos nunca pregaram um Evangelho com virtude: cura de enfermos e expulsão de demônios.
Para desculpar então seu evangelho sem poder, ele interpretou o comentário de Paulo como se Paulo tivesse tido um Evangelho tão oco e fraco quanto o dele.
Um teólogo ou pastor que prega um evangelho sem curas e expulsão de demônios tem incredulidade de sobra para criticar pastores que pregam o Evangelho com poder: com curas e expulsão de demônios. De raiva, ele critica nos outros o que ele não tem. Em vez de buscar de Deus, ele se revolta contra quem tem.
Os fariseus, que eram os teólogos da época de Jesus, O criticavam e condenavam porque achavam seus atos ministeriais “bizarros.” Eles não concordavam que Jesus e seus discípulos curassem os enfermos, especialmente porque os fariseus falavam das Escrituras sem tal poder. E eles especialmente não concordavam que Jesus expulsasse demônios.
Eles achavam que o que Jesus estava fazendo era prática comum de bruxos. Na mente teológica deles, Jesus fazia coisas bizarras. Portanto, para eles Jesus era um satanista, um feiticeiro, um bruxo. Para eles, Jesus estava bruxificando as Escrituras.
“Alguns mestres da Lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam: —Ele está dominado por Belzebu, o chefe dos demônios. É Belzebu que dá poder a este homem para expulsar demônios.” (Marcos 3:22 NTLH)
Os mestres da Lei eram os teólogos. O fato de que vieram de Jerusalém, a sede mundial da teologia das Escrituras, revela que a teologia oficial mais importante da época estava presa a uma visão literal sem nenhuma comunhão com Deus. Eles se tornaram meros demonizadores. Tudo o que eles sabiam fazer era demonizar Jesus.
Outra versão diz:
“Os líderes religiosos de Jerusalém espalharam o boato de que ele estava praticando magia negra, fazendo truques diabólicos para impressionar o povo, mostrando poder espiritual.” (Marcos 3:22 A Mensagem)
Os maiores teólogos das Escrituras condenaram Jesus como satanista. Eles o demonizaram em todas as suas redes sociais da época — a pé e de jumento. O que esperar dos teólogos reciclados de hoje?
Os teólogos demonizadores de hoje usam suas redes, conferências, blogs e outros canais para demonizar tudo o que não se enquadra em sua visão teológica morta das Escrituras. Não perdem o hábito: continuam espalhando boatos de que seguidores de Jesus praticam magia negra fazendo truques diabólicos para impressionar o povo.
Malafaia crê em experiências com o Espírito Santo. Embora seus críticos e acusadores calvinistas aleguem focar na questão da Teologia da Prosperidade (enquanto o problema maior entre os calvinistas não é essa teologia, mas a Teologia da Missão Integral), a verdade é mais profunda.
Um pastor calvinista que chamou Malafaia de “herege” trouxe ao Brasil o calvinista americano Justin Peters, que já havia dito na VINACC em 2015 que Deus não fala hoje por meio de profecia e revelação.
Peters não é o único calvinista incrédulo. Mauro Meister, pastor da IPB e teólogo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, alertou contra o livro “Surpreendido com a Voz de Deus,” escrito pelo calvinista Jack Deere. Meister disse:
“Certamente não posso recomendar a leitura do livro como proveitosa, e sim alertar pastores e estudiosos de que este livro irá trazer mais confusão do que esclarecimento.”
O livro de Deere contém inúmeros testemunhos de calvinistas abertos ao Espírito Santo e foi recomendado por Wayne Grudem, renomado calvinista autor de uma Teologia Sistemática. Mesmo assim, por amor à mesma incredulidade que os fariseus tinham, Meister rejeitou e atacou toda possibilidade de ouvir a voz de Deus hoje.
Essa postura incrédula se chama cessacionismo. Meister, que é colega teólogo de Augustus Nicodemus, o “apóstolo” do cessacionismo no Brasil, tem para sua incredulidade e cessacionismo pleno apoio do Bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, que também é contra profecia e revelação em nossos dias.
Cessacionismo não é monopólio dos calvinistas radicais. Macedo também está nesse barco com eles.
Independente então da questão da Teologia da Prosperidade, calvinistas radicais condenarão Malafaia, assim como já condenam calvinistas que aceitam os dons e as obras sobrenaturais do Espírito Santo.
John MacArthur é o “apóstolo” mundial da incredulidade calvinista, ou cessacionismo. Ele é o teólogo calvinista boçal que chama o movimento pentecostal de demoníaco. Ele é o teólogo calvinista boçal que chama de “demoníacas” todas as manifestações como línguas estranhas, profecias e revelações hoje. Ele é cessacionista.
Cessacionismo é a doutrina espúria e extra-bíblica que diz que depois da morte de Jesus e seus apóstolos, o Espírito Santo parou de conceder profecia, línguas, revelações e outros dons. Na visão teológica cessacionista, as manifestações de profecia, línguas, revelações e outros dons hoje são demoníacas. Daí, os calvinistas cessacionistas crerem que tanto o pentecostalismo quanto o neopentecostalismo são “heréticos.”
MacArthur é o guru de todos os calvinistas cessacionistas radicais do Brasil. Ele se diz fiel à Bíblia, mas a ataca ao rejeitar o que Deus determina e colocando no lugar as determinações dele.
Boçal é o termo que Malafaia usou para se referir a um pregador calvinista que ele pensou ser o MacArthur. Por falta de assessoria adequada, em vez de acertar em MacArthur, ele mirou num calvinista inocente, embora não seja totalmente inocente, pois ele, que critica a Teologia da Prosperidade, que não afeta as igrejas calvinistas, estranhamente nunca criticou a Teologia da Missão Integral, que afeta grandemente as igrejas calvinistas há décadas com seu liberalismo teológico.
Malafaia errou também, no vídeo (https://youtu.be/UvKgMUqmi5s), chamando a Teologia da Missão Integral de “Teologia Integral.” Mas independente dos lapsos cometidos, MacArthur é um boçal.
Boçal é um termo extremamente leve, se considerarmos que os adeptos brasileiros de MacArthur não têm pudores de chamar de “herege” todo e qualquer cristão que hoje afirmar que ouve a voz de Deus e tem o dom de profecia. Como os fariseus faziam com Jesus, eles só faltam dizer que os pentecostais e neopentecostais expulsam demônios por Belzebu, o chefe dos demônios.
MacArthur e Justin Peters nos EUA e Augustus Nicodemus, Mauro Meister, Paulo Júnior e outros calvinistas extremistas do Brasil têm problemas com a Bíblia e com cristãos calvinistas, pentecostais, carismáticos e neopentecostais que aceitam o que a Bíblia diz sobre o Espírito Santo concedendo dons e manifestações sobrenaturais.
Mais de 90% dos evangélicos brasileiros creem no que a Bíblia diz sobre o Espírito Santo e seus dons. Mas os calvinistas boçais preferem estar contra 90% dos evangélicos brasileiros e contra 100% da Bíblia.
Qualquer calvinista incrédulo tem o direito de discordar da Teologia da Prosperidade de Malafaia. Aliás, muitos assembleianos têm tal discordância. Mas usar ataques a essa teologia como pretexto para avançar o cessacionismo e a TMI é malandragem.
Ao levarem a sério um extremista como MacArthur e ao atacarem os dons sobrenaturais do Espírito Santo para hoje, calvinistas cessacionistas mostram que seu problema não é apenas com Malafaia. É com 90% dos evangélicos brasileiros. É com 100% da Bíblia. É com o Espírito Santo.
Essa não é uma guerra apenas contra Silas Malafaia. É contra a Palavra de Deus e contra o próprio Espírito Santo.
Fonte: GospelPrime
Divulgação: www.juliosevero.com
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28 de março de 2017

Por que não levar a sério o liberalismo teológico da TMI?


Por que não levar a sério o liberalismo teológico da TMI?

Julio Severo
A TMI deveria ser o foco prioritário de todas as igrejas presbiterianas e luteranas. A TMI, que é a sigla da Teologia da Missão Integral, é a versão protestante da Teologia da Libertação. Ambas têm orientação marxista.
Quase dez anos atrás, quando ministrei uma palestra na VINACC (conhecida hoje como Visão Nacional da Consciência Calvinista), proibi a turma da revista Ultimato de vender suas revistas dentro da sala onde eu estava ministrando. Por que? Por que a Ultimato estava envolvida com a TMI. A TMI é nociva. É liberalismo teológico.
Se eu fosse chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, nenhum “apóstolo” da TMI teria vez e voz para palestrar ou dar aulas. Sim, haveria liberdade para assistir aulas. Só isso.
Mas não entendo Augustus Nicodemus. Quando ele era chanceler dessa universidade presbiteriana, os “apóstolos” da TMI, inclusive Ariovaldo Ramos, davam palestras e aulas ali.
E depois, num vídeo de apenas dois minutos, ele finalmente critica a TMI, mas à distância, como se ele nunca tivesse se aproximado, ajudado e facilitado a expansão dessa teologia, que gera liberalismo teológico. Nada de pedido de desculpas. E, depois do vídeo, nada de focar nessa teologia.
Em contraste, há vários vídeos, livros e artigos de Nicodemus e seus colegas teólogos calvinistas que tocam no assunto da chamada Teologia da Prosperidade. Mas não há a mesma preocupação, foco, espaço, energia e tempo gastos na TMI. Por que a incoerência?
A denominação de Nicodemus, a Igreja Presbiteriana do Brasil, tem vários problemas sérios, inclusive envolvendo o Rev. Marcos Amaral, um pastor que tem ecumenismo com líderes de religiões afro-brasileiras. Isso é liberalismo teológico descarado! Enquanto líderes pentecostais e neopentecostais que eles criticam sistematicamente como “hereges” ajudam os adeptos das religiões afro-brasileiras a se libertar do satanismo, Amaral representa a IPB, e dela já recebeu mais de 100 mil reais, para seu ecumenismo literalmente satânico, sem nunca ter sido chamado de herege por Nicodemus e seus companheiros.
Os amigos reformados ecumênicos dos bruxos não são heréticos, mas os pentecostais e neopentecostais que ajudam na libertação dos bruxos são?
Outro reverendo da IPB, Jorge Barros, realizou no Brasil o maior congresso internacional da TMI. Mas nem Nicodemus nem seus colegas e adeptos “defensores do Evangelho” ousaram chamar Barros de herético.
Por que não levam a sério a presença da TMI em seu meio?
Por que, em vez de dedicar seu tempo e energia para atacar a TMI, que é a maior ameaça à Igreja Brasileira, eles dedicam tanto tempo e energia atacando a Teologia da Prosperidade, que não afeta nem influencia igrejas calvinistas, mas que incomoda de forma violenta toda a Esquerda? Aliás, numa lista de ameaças à Esquerda, a filósofa esquerdista Marilena Chaui colocou a Teologia da Prosperidade como inimiga número 1 da Esquerda.
A visão dela é certeira: enquanto a Teologia da Prosperidade ensina os pobres a ver Deus como a fonte suprema de provisão de necessidades materiais, a TMI ensina os pobres a ver o governo como a fonte suprema de provisão necessidades materiais. É só conferir como Ariovaldo Ramos e outros “apóstolos” da TMI sempre trabalharam muito junto do PT. Aliás, o assessor de confiança do PT para lidar oficialmente com assuntos evangélicos era um teólogo presbiteriano chamado Alexandre Brasil!
Não me lembro do clube teológico dos autoproclamados “defensores do Evangelho” chamando esses agentes do PT de hereges.
Não recordo também de Caio Fábio, quando ele era a maior estrela gospel da Igreja Presbiteriana do Brasil, sendo acusado de herege promovendo a TMI e mesmo depois que ele começou a se aproximar de Lula e do PT num esforço espiritualmente adúltero de atrair os líderes evangélicos ao PT.
Quantos reverendos presbiterianos, inclusive Nicodemus, ousaram criticar abertamente Caio Fábio de ser herege quando ele promovia a TMI na década de 1980? Mesmo contando nos dedos, não dá para achar um único crítico.
Parece então que o termo “herege,” tão comumente usado e abusado por pretensos “defensores do Evangelho,” não pode e nunca foi aplicado no Rev. Caio Fábio, no Rev. Marcos Amaral, no Rev. Jorge Barros e tantos outros reverendos e ex-reverendos da IPB. Mas — Santa Conveniência! — pode e tem sido aplicado a torto e direito em Silas Malafaia, porque ele prega a teologia que incomoda Marilena Chaui, o PT, os “apóstolos” da TMI, etc.
Eu bem que gostaria que Augustus Nicodemus tivesse liderado a luta contra a TMI e contra a heresia cessacionista. Mas ele escolheu outros caminhos. Ele nunca levou a sério a ameaça da TMI. O foco do clube teológico dele é a Teologia da Prosperidade. É tragicômico: o foco da marxista Marilena Chaui também é a Teologia da Prosperidade!
A Teologia da Prosperidade está incomodando apenas a Esquerda. Se Nicodemus e outros calvinistas se sentem incomodados com essa teologia, que não tem presença nenhuma em suas igrejas, é porque estão sentindo, no fundo, o que os adeptos da TMI e outros esquerdismos em seu meio estão sentindo.
A Igreja Presbiteriana do Brasil e outras igrejas calvinistas estão sofrendo decadência com o liberalismo teológico. Em todos esses problemas, a Teologia da Prosperidade é 100 por cento inocente. Mas não se pode dizer a mesma coisa sobre a TMI e o esquerdismo.
Por que não levar a sério a presença do liberalismo teológico através da TMI nas igrejas calvinistas e luteranas?
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27 de março de 2017

O uso e abuso da “defesa do Evangelho” para promover a TMI e o cessacionismo


O uso e abuso da “defesa do Evangelho” para promover a TMI e o cessacionismo

Como é que podem salvar o quintal dos outros se não conseguem salvar seu próprio quintal?

Julio Severo
Encontrei uma página de Facebook, com milhares de curtições, que ostenta a missão de “defesa do Evangelho.” Como praxe, a página condena Silas Malafaia e líderes neopentecostais como “hereges.” Como bom exemplo, a página aponta Augustus Nicodemus, “apóstolo” do cessacionismo no Brasil, e Ariovaldo Ramos, “apóstolo” da Teologia da Missão Integral (TMI).
Pior é que esse tipo de página está se espalhando como praga na internet.
TMI é liberalismo teológico, que leva a apostasias como: apoio ao aborto, ao “casamento” gay e outras perversões. Se você acha isso impossível de acontecer no Brasil, nos Estados Unidos a maior denominação presbiteriana do mundo apoia todas essas apostasias depois de ter abraçado a versão americana da TMI.
O cessacionismo é uma heresia teológica que convence as pessoas, através de deturpações da Bíblia, a crer que o mesmo Espírito Santo que realizava maravilhas entre Jesus e seus seguidores no Novo Testamento cessou tudo depois da morte deles. Aparentemente, os teólogos cessacionistas fecharam os olhos e na imaginação deles o Espírito Santo ficou velhinho e se aposentou, deixando unicamente a eles a responsabilidade de ditar e determinar o que é aceito ou não entre os cristãos hoje.
É o cessacionismo que, em grande parte, fornece o terreno teológico seco e árido que impede a maioria dos cristãos tradicionalistas, inclusive calvinistas e luteranos, de enxergar o liberalismo teológico da TMI, que é uma teologia para cegos espirituais.
Desgraçadamente, os promotores da TMI e do cessacionismo estão se ajudando, tudo em nome da “defesa do Evangelho,” na tarefa de semear no Brasil as mesmas sementes de liberalismo teológico que infectaram e apostaram a maior denominação presbiteriana americana. A “defesa do Evangelho” deles está praticamente restrita a atacar pentecostais e neopentecostais.
A maioria desses promotores é calvinista. Eles têm tantos problemas para cuidar em seu próprio quintal, mas se metem obstinadamente em questões dos quintais dos outros, isto é, pentecostais e neopentecostais.

Massacre feito por calvinistas?

Enquanto estou escrevendo este artigo, o Papa Francisco estará canonizando 30 católicos brasileiros, inclusive padres, que foram martirizados, de acordo com reportagem do jornal O Dia, por “se negarem a abdicar da fé católica e se converter ao calvinismo.”
O alegado massacre ocorreu quatro séculos atrás no Rio Grande do Norte, cometido por unidades militares holandesas sob a liderança de um comandante alemão. O catolicismo brasileiro agora terá em seu repertório 30 santos mortos alegadamente por calvinistas.
Se houve de fato um massacre, alguém deveria sugerir aos calvinistas que façam, publicamente, um pedido de perdão aos católicos do Brasil. O problema é que se os calvinistas apelarem para o truque de alguns charlatões, que dizem que a Inquisição não existiu, eles dirão igualmente que o massacre nunca existiu!
De forma geral, os católicos brasileiros eram fanaticamente guiados pela Inquisição. Os holandeses calvinistas (que eram relativamente tolerantes e protegiam os judeus da máquina assassina da Inquisição) podiam sim se defender dos excessos habituais dos católicos da Inquisição, sem porém imitar esses excessos.
O que os calvinistas “defensores do Evangelho” dirão sobre esse caso? Se houve excesso, peçam perdão. Se não houve, defendam o que precisa ser defendido. Seja o que for que disserem, os pentecostais e neopentecostais, que eles tanto difamam e acusam, não têm nenhuma história semelhante de massacres contra católicos. Aliás, eles nem tentam massacrar os próprios calvinistas, que enchem a paciência deles dia e noite, por pura falta do que fazer.

Cuidado com a “defesa do Evangelho”

A ideia de “defesa do Evangelho” anda, entre calvinistas, tão amalucada e distorcida que anos atrás um dos líderes deles, Renato Vargens, glorificou Ariovaldo Ramos, “apóstolo” da TMI, e Hermes Fernandes, pregador da Teologia Gay, como “defensores do Evangelho”! E depois têm a cara-de-pau de dizer que os calvinistas brasileiros não são como os calvinistas americanos, que louvam teologias semelhantes à TMI e a Teologia Gay.
No passado, os cristãos verdadeiros precisavam avisar: Cuidado com os que atacam o Evangelho!
Hoje o aviso é diferente: Cuidado com os que “defendem o Evangelho,” usando-o como pretexto para promover suas próprias distorções do Evangelho!
Cuidado com os autoproclamados apologetas. Assim como há falsos pregadores do Evangelho, há também falsos defensores do Evangelho.
Aquele que se esconde atrás do Evangelho para promover teólogos da TMI e do cessacionismo, chamando-os de exemplos a ser seguidos, não é “defensor do Evangelho.” É deturpador do Evangelho.
Aquele que se esconde atrás do Evangelho para acusar, difamar e atacar cristãos com os quais ele discorda, chamando-os de “hereges” por pura birra, antipatia e dor de cotovelo, não é “defensor do Evangelho.” É difamador do Evangelho. O Pr. Silas Malafaia refutou tais críticos de internet num vídeo neste link: https://youtu.be/0u50_n6FN4Y

Se Satanás pode se transformar em anjo de luz, qual a surpresa de um difamador do Evangelho se disfarçar de “defensor do Evangelho”?
Cuidado com os grupos e páginas de internet que prometem vacinar você contra “heresias” enquanto vão injetando nas suas veias o cessacionismo, para você ficar espiritualmente cego, e a TMI, para que o liberalismo teológico leve você a não se importar com a invasão das verdadeiras heresias e no final você acabe, como um zumbi espiritual, apoiando o aborto, a agenda gay e outros itens da agenda socialista.
Os teólogos da TMI que gostam do marxismo deveriam se mudar para Cuba ou Coreia do Norte, para ver como sua teologia funciona.
Os teólogos do cessacionismo que não gostam de manifestações do Espírito Santo deveriam se mudar para algum lugar do universo onde toda a ação sobrenatural de Deus foi cessada. Só não sei onde é que eles vão encontrar tal lugar. Provavelmente, só em seus corações áridos.

Universidade Presbiteriana Mackenzie e apostasia

Não adianta os defensores do cessacionismo alegarem, agora que a TMI vem sendo atacada por causa de um genuíno trabalho apologético, que não gostam de TMI. Nos anos que em que Augustus Nicodemus era chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Ariovaldo Ramos dava aulas magnas ali. Duvido muito que Nicodemus tivesse disposição de permitir aulas magnas dada por Silas Malafaia.
Pior que, além de professores abortistas, homossexualistas e marxistas, a Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) tem um professor chamado Paulo Romeiro, que é um pastor assembleiano que ficou famoso na década de 1990 por atacar o neopentecostalismo. Mas ali de dentro de seu confortável e bem remunerado cargo na UPM, Romeiro nunca sentiu nenhuma necessidade de escrever livros para “defender o Evangelho” contra o cessacionismo e a TMI. Publicar livros contra os professores abortistas, homossexualistas e marxistas da UPM? Nem pensar! Gera desemprego na certa.
Por razões que só Deus sabe, o apologeta Romeiro, que fazia parte do Instituto Cristão de Pesquisas, nunca quis escrever tais livros.
Por razões que igualmente só Deus sabe, quando Bishara Awad esteve no Brasil anos atrás, Romeiro o deixou pregar na igreja onde pastoreia em São Paulo. Awad é ativista da Teologia da Libertação Palestina e é contrário às reivindicações dos judeus à Terra Prometida de Israel.
O que um dos maiores apologetas assembleianos tem com um dos maiores ativistas da Teologia da Libertação Palestina? A abertura dele aos calvinistas cessacionistas o abriu também para o liberalismo teológico?
Romeiro teve a chance de ser diferente dos outros “defensores do Evangelho,” tão comuns nos reverendos-teólogos da UPM, mas ele não fez diferença. Seja como for, a união com calvinistas cessacionistas não parece lhe ter feito bem.
Se nem apologetas assembleianos famosos como Romeiro escapam das incoerências típicas dos apologetas calvinistas, a pergunta é: o que aconteceu com a apologética no Brasil? Parece estar há anos em elevado grau de putrefação.
Nenhum dos apologetas calvinistas ousa denunciar a UPM e seus professores abortistas, homossexualistas e marxistas. Nenhum deles denuncia a presença da TMI na UPM. Nenhum deles denuncia o cessacionismo que faz parte das lideranças presbiterianas da UPM.
E o único apologeta assembleiano na UPM se cala, por omissão ou por medo de perder o emprego.
Enquanto os “defensores do Evangelho” poupam a UPM de todas as críticas necessárias por suas apostasias mais que óbvias, ativistas gays presbiterianos estão defendendo a UPM e atacando Julio Severo por denunciá-la!

Aliens apologetas

O fato é que a UPM, que é a glória dos calvinistas “defensores do Evangelho” catadores de ciscos dos olhos dos outros, está repleta de gente com um problema oftalmológico simples: olhos cheios de traves. Parecem Aliens, com os olhos espetados de traves fincadas com antenas que buscam ciscos nos olhos dos outros. A Bíblia fala, em duas versões, sobre esses Aliens apologetas:
“Não bombardeiem de críticas as pessoas quando elas cometem um erro, a menos que queiram receber o mesmo tratamento. O espírito crítico é como um bumerangue. É fácil ver uma mancha no rosto do próximo e esquecer-se do feio riso de escárnio no próprio rosto. Vocês têm o cinismo de dizer: ‘Deixe-me limpar o seu rosto’, quando o rosto de vocês está distorcido pelo desprezo? Isso também é teatro, é fazer o jogo do sou mais santo que você’, em vez de simplesmente viver a vida. Tire o cinismo do rosto e, então, você poderá oferecer uma toalha ao seu próximo, para que ele também limpe o rosto.” (Mateus 7:1-5 A Mensagem)
“Não julguem os outros para vocês não serem julgados por Deus. Porque Deus julgará vocês do mesmo modo que vocês julgarem os outros e usará com vocês a mesma medida que vocês usarem para medir os outros. Por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho? Como é que você pode dizer ao seu irmão: ‘Me deixe tirar esse cisco do seu olho,’ quando você está com uma trave no seu próprio olho? Hipócrita! Tire primeiro a trave que está no seu olho e então poderá ver bem para tirar o cisco que está no olho do seu irmão.” (Mateus 7:1-5 A NTLH)
É tragicômico um ser cheio de traves nos olhos achar que tem a missão apologética de remover os ciscos dos olhos dos outros.
Fica difícil, para o grande público, entender o que é “defesa do Evangelho” quando tal defesa, abundante na internet com a marca registrada calvinista, inclui defesa da TMI, do cessacionismo e silêncio com relação à apostasia da Universidade Presbiteriana Mackenzie com seus professores abortistas, homossexualistas e marxistas.
Quando brotarem, as sementes de apostasia dos grupos de “defesa do Evangelho” vão produzir muitos prejuízos para a Igreja Evangélica Brasileira, os mesmos prejuízos liberais que já vemos na Europa e EUA. E vão fazer o que então? Culpar o Silas Malafaia ou o Julio Severo?

Culpa da Teologia da Prosperidade?

As igrejas calvinistas da Europa, EUA e Brasil estão passando por liberalismo teológico e decadência. Mas nenhum de seus grandes problemas foi causado pela Teologia da Prosperidade, que mesmo assim parece ser o único foco de teólogos e escritores birrentos e briguentos dessas igrejas.
Quantas igrejas calvinistas europeias e americanas foram destruídas pela Teologia da Prosperidade? A resposta é um enfático NENHUMA. Todas as igrejas calvinistas europeias e americanas têm sido destruídas por seus próprios pecados depois de abraçarem teologias apóstatas semelhantes a TMI e por não enxergarem a nocividade do cessacionismo, que é uma eficaz ferramenta satânica de cegueira espiritual no meio deles.
Quantos problemas e apostasias da Universidade Presbiteriana Mackenzie foram causados pela Teologia da Prosperidade?
Quantos problemas da Igreja Presbiteriana do Brasil, que é dona da UPM, foram causados pela Teologia da Prosperidade?
A resposta é: NENHUM.
Só os desinformados não percebem que a motivação dos “defensores do Evangelho” é atacar o pentecostalismo, não defender o Evangelho. Para quem quer entender mais, o Pr. Silas Malafaia explica neste vídeo: https://youtu.be/UvKgMUqmi5s
A Teologia da Prosperidade é 100% inocente do estado deplorável das igrejas calvinistas europeias e americanas. Pelo contrário, a Teologia da Prosperidade tem sido reconhecidamente a única teologia que vem provocando resistência às mesmas forças liberais e esquerdistas que estão destruindo as igrejas calvinistas no mundo inteiro.
Mesmo assim, os “defensores do Evangelho” se pintam apologeticamente como os salvadores da Igreja Brasileira contra a Teologia da Prosperidade, mas são incapazes de salvar suas próprias igrejas da praga da TMI e do cessacionismo.
Eles se consideram especialistas em salvar os outros de ciscos nos olhos, enquanto as traves do cessacionismo e da TMI fincadas em seus próprios olhos os impedem de enxergar a realidade.
Como é que podem salvar os outros se não conseguem salvar a si mesmos?
A Teologia da Prosperidade nada tem a ver com a apostasia das igrejas presbiterianas do mundo. Mas o cessacionismo e o liberalismo teológico, especialmente da TMI, têm muito a ver.
Passou da hora dos “defensores do Evangelho” abrirem os olhos para seus próprios pecados, em vez de demonizarem incessantemente o quintal alheio.
Passou da hora dos “defensores do Evangelho” assumirem os pecados e apostasias de seu próprio quintal, em vez de apontarem o dedo para o quintal dos pentecostais e neopentecostais.
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